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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Essas tecnologias todas me confundem toda... Todos os aparelhos se conectam, vejo na TV o que está passando no meu celular, tem horas que me embanano toda e então vem meu super herói mirim e me tira do sufoco. Pedro sabe configurar as coisas... conecta e desconecta cabos e digita códigos gigante... me encanto...
Mês que vem estará fazendo 7 anos.
Ontem tivemos uma conversa difícil sobre seu pai.
"Mãe, não acho justo meu pai vir aqui em casa e ficar só um pouco. Antes, na casa velha, ele ficava mais tempo comigo. Ele veio tão rápido, me deu um presente, almoçou, tirou uma soneca e já foi embora."
O que eu digo numa hora dessas? Para piorar ainda mais as coisas, agora ele tem acesso ao perfil de Facebook do pai. Pode ver as fotos, de fazer seus pensamentos e eu sei que ele tem muitos pensamentos sobre isso.
Vez ou outra me questiona... e eu respondo sempre a tudo com muita honestidade.
Sou incansável em dizer-lhe que tenho amor maior do mundo por ele...
Digo que Deus tinha um presentinho para mim..
Que sem ele não posso mais viver...
Então meu Docinho me enche de beijo e volta para suas coisas...
Não é fácil...

No primeiro dia do ano fui a um parque aquático com o Gui... Fomos nós três e umas amigas... o Gui fez o churrasco... foi excelente companhia... por um dia tive meu filho de novo... pensar nisso me faz chorar.
Quando deixei-o em casa, ele chorou e pediu para voltar para casa. Não posso mais ceder. Fui firme, rezei a cartilha novamente e vim embora sabendo que nada iria mudar, por enquanto não.
Agora, pelo menso, está morando na casa da namorada. Talvez um pouco mais tranquilo. Oro para que nada de ruim aconteça para ele... não posso fazer mais do que isso... Aliás posso e vou levá-lo para tentar um acompanhamento psicológico.

O Fernando está no pai e me esquece... me preocupo com a frieza do Fernando... sempre o achei meio desligado, mas agora tenho o percebido muito ausente...
Muito racional... já me disse que é ateu e eu quero crer que é só coisa de adolescente.


Fora os filhos, as coisas estão tranquilas em mim... meu pai fez contato e passou a bola para mim...
Eu mandei a mensagem e passei a bola para ele... pelo visto faremos mais uma pausa de décadas.
Entendo que não é fácil para ele... mas para mim é muito pior.
Então se não me procurar e fizer questão de me vir, não nos veremos... porque eu desenvolvi umas táticas de defesa que não me deixam estabelecer aproximação facilmente...
Até penso que poderia ir a sua procura, mas daí me lembro do que me fizeram e recuo...
Ele errou, ele precisa me procurar... e que não venha como se nada tivesse acontecido.
Muitas coisas aconteceram, precisamos falar e ouvir... e então estabelecer a união familiar...
Isso é possível? Claro que é possível, desde que Deus seja o intermediador.

Estou ouvindo música velha... De tarde está passando uma novelinha de quando eu tinha 10 anos e eu lembro das cenas e das músicas com tanta facilidade... 31 anos se passaram desde então... minha memória está boa ainda... lembro de tantas coisas...

Recordar é viver...

Biafra, por onde anda você?

Tem mais gente que nunca mais ouvi falar. 
Para deixar registrada essa lembrança, escolhi outra música


Calmo, quieto e quase mudo
 Eu digo pra você quase tudo
Só no olhar, sem tocar, só de estar

 Eu por você topo tudo

Eu tenho de fugir, e eu fico

Mas essa era a que eu mais gostava...

Assíduos e eventuais leitores, desejo que 2017 seja um excelente ano para vocês...