Último dia de janeiro, ufa até que enfim. Parece que esse mês teve uns 439 dias e mesmo que tenha demorado tanto, por outro lado passou rápido demais. Fiz várias coisas, cansei bastante e descansei, no entanto, segunda começo a trabalhar e então penso que foi ontem que estava lá na correria do ano letivo.
Não consegui sentir saudade do trabalho, mas estou contente por voltar.
Sei que vai ser a mesma ladainha de sempre. Começaremos com planos estratosféricos e terminaremos exatamente como sempre: vendo que não realizamos 10% dos planos megalômanos.
Queria mesmo é ficar estranhamente em silêncio, mas já me aviso de antemão que isso não condiz com meu perfil. Vou falar, ponderar e acabar me indispondo com a lunática gestora já nas primeiras horas de cansável reunião pedagógica.
O que me alivia um pouco o início dos mesmos cansativos planos angustiantes que vão morrer na praia é que este ano teremos eleições. Há de surgir um candidato que resolva os graves e eternos problemas do colégio.
Ponho toda minha esperança nisso. Talvez me frustre ainda mais, mas prefiro acreditar.
Demais áreas da minha vida seguem em ritmo igual ao de sempre: Poucos planos, grandes tentativas de me esquivar dos eternos pensamentos sobre sofrimento, passado... Tenho feito avanços nessa área.
Consegui sobreviver ao amargo janeiro sem insônia ou inapetência, o que já é um ganho. Mas além disso, ainda estou conseguindo detectar exatamente onde estão as causas da ansiedade. O próximo passo vai precisar da ajuda da terapia. Quero aprender a vencer a angústia que o celular, o banco e o futuro me causam. Essa tarefa é árdua...
Preciso falar sobre meu celular e a estranha relação que tenho com ele, mas acreditem ou não, é extremamente doloroso para mim.
Sei que o fato de eu não atender telefone ou responder mensagens causa um desconforto nos amigos mas próximos e que eles não entendem meus motivos, mas essa relação foge, de longe, da futilidade de uma mulher vaidosa. Ela está intimamente ligada com causas orgânicas. Tenho calafrios em alguns momentos ao vê-lo, minhas pernas ficam bambas e tenho uma fraqueza nas pernas que são inexplicáveis. É algo que me incomoda muito. não pelos outros, mas por mim mesma. Já venci tantos problemas imensos e terríveis e estou aqui entregue ao medo de um aparelhinho que cabe na minha mão.
O que me alivia um pouco é que tudo o que leio sobre ansiedade tem sempre um capítulo especial para falar sobre essa "dependência" ao celular.
Tenho pensado em desenvolver alguma estratégia para vencer esse medo, mas devo confessar que não estou tendo grandes progressos. Por isso falei que o próximo passo é com ajuda de terapia.
Só quem tem ansiedade crônica é capaz de entender o que falo. E sabe que ao tocar nesse assunto agora estou muito nervosa. Preciso largar tudo e ficar por alguns minutos em silêncio absoluto, respirando fundo para que os níveis de hormônio voltem ao normal e eu me sinta novamente calma, como estava antes de começar a escrever.
Apesar de tudo, fico contente, pois estou conseguindo controlar as coisas sem ajuda química e isso me deixa cheia de orgulho.
A tarde vai ser de várias atividades, entre elas vou cortar meus cabelos. Preciso estar bonita para o ano novo chinês... Ano do Cavalo, Sabe Deus o que significa isso!! Mas vou ler algo sobre. Se tem uma cultura que me fascina é a chinesa. Já devo ter dito isso antes.
Voltando aos cabelos, eles conseguiram sobreviver aos constantes ataques terroristas que os expus, mas estão dando sinal de fadiga... nada que um corte não resolva. Vou parar por aqui para escolher um corte legal.
Quem dera meus problemas fossem apenas de ordem capilar...
Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
João Gualberto Ferreira Jr, me aguarde que vou atrás de você. Chegou a hora de terminarmos o joguinho da verdade. Tem algumas coisas que preciso te perguntar. Espero que você esteja vivo e lúcido.
Começo te procurando por onde?
Te acho... só espero que você não esteja em Londrina... Ideal mesmo seria em Maringá, assim mato a saudade da cidade maravilhosa...
Última semana de férias... que rápido que foi... Ainda tenho que terminar as pinturas, mas espero terça-feira descansar o dia todo... Estou precisando.
Começo te procurando por onde?
Te acho... só espero que você não esteja em Londrina... Ideal mesmo seria em Maringá, assim mato a saudade da cidade maravilhosa...
Última semana de férias... que rápido que foi... Ainda tenho que terminar as pinturas, mas espero terça-feira descansar o dia todo... Estou precisando.
sábado, 25 de janeiro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Quem já andou de navio, não deve se contentar com um barquinho.
Uma metáfora... Uma tarefa de autoestima...
Não posso chamar de felicidade, mas eu consigo me orgulhar de mim.
Ontem li na devocional que existem algumas fortalezas dentro da gente que são muito fortes. Eis a cópia de um trecho:
AJUDA PARA PROBLEMAS PERSISTENTES
...Qual é aquela fraqueza, aquele mau hábito, aquela atitude ruim?... uma fortaleza - uma fortificação, uma cidadela, paredes grossas, portões altos. É como se o mal tivesse reclamado para si uma fraqueza e construído uma proteção em torno dela...
Claro que o texto segue dizendo que Deus nos dá a força para destruir a fortaleza e nos livrar dos problemas que nos incomodam por tantos anos. É isso mesmo, eu acredito que precisamos de uma força sobre humana para nos livrar de traumas que nos conduzem aos sempre mesmos erros.
Me emocionei muito com o restante do texto e fiquei com ele a dia todo na cabeça e ainda hoje fiquei refletindo.
Enquanto fazia as faxinas do dia, contei um pouco da minha história para minha ajudante. E várias vezes conseguia identificar o agir de Deus na minha vida.
Ele foi fantástico em sua proteção e pelo que tenho visto em mim, consigo perceber que ainda sou alvo de Seu amor. Hoje especialmente consigo ver isso. Eu sei que não sou eu que estou me fortalecendo, mas Ele é o responsável.
Não sei se escrevi uma das propostas que fiz para o meu ano...
Mas a minha prioridade é reatar meu relacionamento com Deus. Já dei muito murro em ponta de faca, foram 10 anos de muita confusão emocional. Agora é hora da cura real.
Coloquei tudo nas mãos de Deus e então consigo me sentir mais tranquila.
Parece que tudo está melhor.
E se hoje eu não estou feliz, propriamente dito, posso sentir que algo melhor está por vir...
Uma metáfora... Uma tarefa de autoestima...
Não posso chamar de felicidade, mas eu consigo me orgulhar de mim.
Ontem li na devocional que existem algumas fortalezas dentro da gente que são muito fortes. Eis a cópia de um trecho:
AJUDA PARA PROBLEMAS PERSISTENTES
...Qual é aquela fraqueza, aquele mau hábito, aquela atitude ruim?... uma fortaleza - uma fortificação, uma cidadela, paredes grossas, portões altos. É como se o mal tivesse reclamado para si uma fraqueza e construído uma proteção em torno dela...
Claro que o texto segue dizendo que Deus nos dá a força para destruir a fortaleza e nos livrar dos problemas que nos incomodam por tantos anos. É isso mesmo, eu acredito que precisamos de uma força sobre humana para nos livrar de traumas que nos conduzem aos sempre mesmos erros.
Me emocionei muito com o restante do texto e fiquei com ele a dia todo na cabeça e ainda hoje fiquei refletindo.
Enquanto fazia as faxinas do dia, contei um pouco da minha história para minha ajudante. E várias vezes conseguia identificar o agir de Deus na minha vida.
Ele foi fantástico em sua proteção e pelo que tenho visto em mim, consigo perceber que ainda sou alvo de Seu amor. Hoje especialmente consigo ver isso. Eu sei que não sou eu que estou me fortalecendo, mas Ele é o responsável.
Não sei se escrevi uma das propostas que fiz para o meu ano...
Mas a minha prioridade é reatar meu relacionamento com Deus. Já dei muito murro em ponta de faca, foram 10 anos de muita confusão emocional. Agora é hora da cura real.
Coloquei tudo nas mãos de Deus e então consigo me sentir mais tranquila.
Parece que tudo está melhor.
E se hoje eu não estou feliz, propriamente dito, posso sentir que algo melhor está por vir...
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Dor de cabeça e a culpa deve ser minha. Onde será que eu tenho a cabeça? Comprar 2 dvds do Luan Santana... E o Pedro em mais um episódio "Quem sai aos seus, não degenera", fica ouvindo incansavelmente a mesma música umas 10 vezes antes de passar para a outra. e depois volta e assim estou desde as 17:00. Sendo agora 22:00, Estou há 5 horas ouvindo os dois bonitinhos cantando.
Até gosto do Luan Santana, mas enfiado assim, goela abaixo, fica meu indigesto.
Brincadeiras a parte, a dor de cabeça é fruto do calor intenso acrescido da tarefa deliciosa de entrar em loja de materiais escolares cheinhas de gente doida e crianças mais doidas ainda, inclua-se aí Pedro Eduardo e Roxana. Ainda bem que o pior já passou. Agora é encapar e etiquetar tudo... nem sei se o pior já passou... mas isso só semana que vem.
Além da cabeça, meus olhos estão ardendo muito. O jeito é tomar um remedinho e convencer o Luan Santana Cover que temos que descansar.
Até gosto do Luan Santana, mas enfiado assim, goela abaixo, fica meu indigesto.
Brincadeiras a parte, a dor de cabeça é fruto do calor intenso acrescido da tarefa deliciosa de entrar em loja de materiais escolares cheinhas de gente doida e crianças mais doidas ainda, inclua-se aí Pedro Eduardo e Roxana. Ainda bem que o pior já passou. Agora é encapar e etiquetar tudo... nem sei se o pior já passou... mas isso só semana que vem.
Além da cabeça, meus olhos estão ardendo muito. O jeito é tomar um remedinho e convencer o Luan Santana Cover que temos que descansar.
E aí, cê topa?
Já fui mais intelectual... agora tô optando por uma linguagem mais popular! Pelo menos assim sou mais entendida...ou não.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Pensa numa pessoa cansada. É isso aí... assim que estou.
Um pouco de dor de cabeça e muita dor na bacia são os resultados de faxinar a casa.
Coloquei muitos brinquedos dos meninos para doação. Uma menininha que perdeu todos os brinquedos com a enchente dos últimos dias passou por aqui e carregou boa parte dos brinquedos. Fiquei feliz de poder ajudar, Acabei pegando até uns bichinhos de pelúcia que nem eram para dar.
Terminei o dia cortando grama.
E agora a cabeça lateja, mas estou bem... Dores físicas: ah se todas as dores fossem apenas físicas...
Hoje lembrei na vó Gilda. Do dia que veio aqui em casa e me disse que graças a Deus eu tinha estudado, do contrário estaria trabalhando de doméstica para sobreviver. Como se por acaso só exista essa opção na vida. Sempre que estou fazendo serviços domésticos lembro de suas palavras.
Não gosto de arrumar casa, aliás detesto, mas quando começo, realmente faço bem feito e se por acaso eu tivesse que ganhar a vida sendo doméstica, seria a melhor doméstica possível. Engraçado que minha vó podia ter dito qualquer coisa sobre todas as injustiças que a marion me fez passar e no entanto a única coisa que me disse é que eu tinha que agradecer por ter estudado.
No livro, encontrei a página com as técnicas para domar os pensamentos, mas o estranho é que leio, leio e não entendo nada direito. Ou ele está me enrolando, ou meu cérebro fechou meus neurônios num quartinho escuro. Vou continuar lendo e se caso eu não consiga concluir algo de útil, vou conversar com a terapeuta. Alguém há de me ajudar a interpretar o texto. Augusto Cury, não me decepcione mais uma vez...
Fora essa parte confusa, restante do livro foi bastante interessante. O livr está na lista dos mais vendidos da Veja.
Um pouco de dor de cabeça e muita dor na bacia são os resultados de faxinar a casa.
Coloquei muitos brinquedos dos meninos para doação. Uma menininha que perdeu todos os brinquedos com a enchente dos últimos dias passou por aqui e carregou boa parte dos brinquedos. Fiquei feliz de poder ajudar, Acabei pegando até uns bichinhos de pelúcia que nem eram para dar.
Terminei o dia cortando grama.
E agora a cabeça lateja, mas estou bem... Dores físicas: ah se todas as dores fossem apenas físicas...
Hoje lembrei na vó Gilda. Do dia que veio aqui em casa e me disse que graças a Deus eu tinha estudado, do contrário estaria trabalhando de doméstica para sobreviver. Como se por acaso só exista essa opção na vida. Sempre que estou fazendo serviços domésticos lembro de suas palavras.
Não gosto de arrumar casa, aliás detesto, mas quando começo, realmente faço bem feito e se por acaso eu tivesse que ganhar a vida sendo doméstica, seria a melhor doméstica possível. Engraçado que minha vó podia ter dito qualquer coisa sobre todas as injustiças que a marion me fez passar e no entanto a única coisa que me disse é que eu tinha que agradecer por ter estudado.
No livro, encontrei a página com as técnicas para domar os pensamentos, mas o estranho é que leio, leio e não entendo nada direito. Ou ele está me enrolando, ou meu cérebro fechou meus neurônios num quartinho escuro. Vou continuar lendo e se caso eu não consiga concluir algo de útil, vou conversar com a terapeuta. Alguém há de me ajudar a interpretar o texto. Augusto Cury, não me decepcione mais uma vez...
Fora essa parte confusa, restante do livro foi bastante interessante. O livr está na lista dos mais vendidos da Veja.
Como eu gosto desse padre... vale a pena ver a entrevista inteira. O livro é maravilhoso... li alguns anos atrás e vou precisar ler essa nova edição.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Por que autoestima? Oras, pelo simples fato de que se estamos bem conosco e isso significa amor próprio e não egocentrismo, estaremos prontos para enfrentar os desafios emocionais que nos são impostos.
Vivemos numa época de relacionamentos e pessoas superficiais, onde nos decepcionamos o tempo todo com os outros, porque estes não são ou fazem aquilo que queríamos, porque eles são mais importantes do que nós em suas vidas. Ficou confuso? E é mesmo confuso. A regra básica do amor é fazer bem ao outro para assim se sentir igualmente feliz. Mas quem diz que alguém está interessado em apostar primeiro para ser feliz depois? As regras do jogo mudaram. Só faço feliz, se receber em troca. E se do outro lado a pessoa pensa igual, está feito o estrago. Nossos relacionamentos estão pautados em nós e dane-se o outro. Mas claro que se alguém perguntar, respondemos que não. O outro é importante, é mais importante que eu. Mas eu sei que não é verdade.
Por isso a autoestima precisa estar sempre em primeiro lugar, as chances de cairmos em ciladas criadas por nós mesmos é muito grande. Tenho pensado nisso há tempos, quero falar sobre isso para tentar mudar um pouco a minha situação.
Por enquanto vou trabalhar a autoestima para que ela não se torne em egocentrismo, depois quero deixar a autoestima e vou fazer a opção pelo amor ao próximo.
Percebam que estou dizendo que vou me amar primeiro num amor de verdade e só depois vou buscar amar os outros. Isso já faz sentido para mim tem algum tempo. Só posso dar o que tenho.
Não sei se estou sendo clara. é bem provável que não. Mas para mim é claro.
Terminei o ano de terapia com uma sugestão óbvia: Fuja do lugar que te faz pensar.
Estou ansiosíssima para contar para a terapeuta como fugi. É no mínimo cômica a forma que fiz isso. Mas não me arrependo. Acredito até que foi bastante produtivo para o meu desenvolvimento emocional, embora ainda me apareceram alguns sintomas da ansiedade. Nada comparado a uma crise, mas consegui perceber que se eu não estiver atenta o tempo todo, minha mente me dá um nó e eu caio em crise novamente.
Continuo lendo o livro e tirando algumas boas lições. Acho que já é hora de estabelecer algumas metas mais ousadas.
Comecei uma faxina do teto ao chão e estou bastante exausta. Um pouco pelo cansaço natural de fazer uma limpeza assim, outro pouco por ver que minha ajudante me enrola muito no quesito limpeza. Fui a sua casa e confesso que fiquei ainda mais irritada. Sua casa é limpa. Porque a minha não é?
Sobre minha ajudante ainda tenho que dizer que me incomodo com sua forma de lidar com sua família.. Ah se eu estivesse em seu lugar...
Bem, não vou entrar em grandes detalhes, mas apenas um último acontecimento:
Ela tem 3 filhos e 3 netos, No fim da semana passada nasceu mais uma netinha e até sexta-feira ela não tinha ainda ido vê-la. Falei com ela sobre deixar as coisas ruins de lado e ir ver a netinha ela argumentou que não vai se apegar mais aos netos para depois ouvir suas malcriações. Ela está gravemente ferida por uma briga que já tem alguns meses e que já parecia ter sido superada. Talvez ela faça tudo isso para aparecer como vítima e até pode ser mesmo, mas para mim ela é mais uma egoísta. Seu ego é mais importante do que um bebê. Seus sentimentos são mais valorosos do que os de uma mãe que acabou de dar a luz. Suas lembranças e seus traumas são mais importantes do que seus laços de família.
Discordo dela em tudo. E se antes eu sentia pena, agora me sinto desconfortável. Sei que ela precisa de cuidado, mas quem poderia ajudá-la?
Olha para sua história e me coloco em seu lugar: Nunca que vou arriscar o amor dos meus filhos, noras e netos. Eles são sagrados para mim.
Me imagino fazendo uma roupinha de tricô cor-de-rosa para minha netinha linda e penso que não pode haver momento mais maravilhoso que pegar minha netinha no colo e ver nela os traços de minha família. Nesse dia vou perceber que tudo o que passei valeu a pena.
Enquanto escrevo isso, veio a minha memória a história da Ana Terra, do Tempo e o Vento... Tanto sofrimento e no fim, lá no finzinho a recompensa que apaga o resto.
Ah, antes que me atirem pedras por ter falado de neta, só fiz menção a uma menina porque a minha ajudante teve uma netinha, evidentemente que meu neto-leitor, seus irmãos e primos serão igualmente amados e esperados com amor pela vovó aqui. Pena que isso deva demorar um pouco. Estive pensando que meu primeiro neto deve vir pelo Fernando e se ele continuar sendo esse menino responsável, isso só vai me acontecer daqui uns 15 anos ou mais. O Gui, apesar de ser o mais velho, não dá mostra de querer filhos. Espero mesmo que ele mude de ideia, mas também não quero que me venha com filhos da adolescência. É muito maluco imaginar o que vem pela frente. Como será nossa família, como estaremos daqui a 15 anos...
Se hoje estou me curando é para poder chegar bem até lá. Quero dar aos meus netos tudo o que recebi tão brevemente dos meus avós. Quero que se lembrem de mim quando forem adultos e esbocem um sorriso de felicidade. Só assim minha vida terá valido a pena.
Preciso parar com meus devaneios porque vou assistir a um culto. Queria ter ido a igreja, mas como estou só com o Pedro tenho medo de andar sozinha na rua. Na última vez fiquei bastante apreensiva na volta e um rapaz andarilho mexeu comigo. Vou espera o Gui, ele de certa forma me protege... E tem cuidado especialmente de mim. Quero falar do meu briguentinho que no fundo é uma adorável manteiga derretida...
"Sabe o que eu quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma..." Clarice Lispector
Se quer encontrar uma resposta, procure-a dentro de você. Sua intuição é sua melhor aliada. Ninguém estará mais do seu lado do que você mesmo...
Vivemos numa época de relacionamentos e pessoas superficiais, onde nos decepcionamos o tempo todo com os outros, porque estes não são ou fazem aquilo que queríamos, porque eles são mais importantes do que nós em suas vidas. Ficou confuso? E é mesmo confuso. A regra básica do amor é fazer bem ao outro para assim se sentir igualmente feliz. Mas quem diz que alguém está interessado em apostar primeiro para ser feliz depois? As regras do jogo mudaram. Só faço feliz, se receber em troca. E se do outro lado a pessoa pensa igual, está feito o estrago. Nossos relacionamentos estão pautados em nós e dane-se o outro. Mas claro que se alguém perguntar, respondemos que não. O outro é importante, é mais importante que eu. Mas eu sei que não é verdade.
Por isso a autoestima precisa estar sempre em primeiro lugar, as chances de cairmos em ciladas criadas por nós mesmos é muito grande. Tenho pensado nisso há tempos, quero falar sobre isso para tentar mudar um pouco a minha situação.
Por enquanto vou trabalhar a autoestima para que ela não se torne em egocentrismo, depois quero deixar a autoestima e vou fazer a opção pelo amor ao próximo.
Percebam que estou dizendo que vou me amar primeiro num amor de verdade e só depois vou buscar amar os outros. Isso já faz sentido para mim tem algum tempo. Só posso dar o que tenho.
Não sei se estou sendo clara. é bem provável que não. Mas para mim é claro.
Terminei o ano de terapia com uma sugestão óbvia: Fuja do lugar que te faz pensar.
Estou ansiosíssima para contar para a terapeuta como fugi. É no mínimo cômica a forma que fiz isso. Mas não me arrependo. Acredito até que foi bastante produtivo para o meu desenvolvimento emocional, embora ainda me apareceram alguns sintomas da ansiedade. Nada comparado a uma crise, mas consegui perceber que se eu não estiver atenta o tempo todo, minha mente me dá um nó e eu caio em crise novamente.
Continuo lendo o livro e tirando algumas boas lições. Acho que já é hora de estabelecer algumas metas mais ousadas.
Comecei uma faxina do teto ao chão e estou bastante exausta. Um pouco pelo cansaço natural de fazer uma limpeza assim, outro pouco por ver que minha ajudante me enrola muito no quesito limpeza. Fui a sua casa e confesso que fiquei ainda mais irritada. Sua casa é limpa. Porque a minha não é?
Sobre minha ajudante ainda tenho que dizer que me incomodo com sua forma de lidar com sua família.. Ah se eu estivesse em seu lugar...
Bem, não vou entrar em grandes detalhes, mas apenas um último acontecimento:
Ela tem 3 filhos e 3 netos, No fim da semana passada nasceu mais uma netinha e até sexta-feira ela não tinha ainda ido vê-la. Falei com ela sobre deixar as coisas ruins de lado e ir ver a netinha ela argumentou que não vai se apegar mais aos netos para depois ouvir suas malcriações. Ela está gravemente ferida por uma briga que já tem alguns meses e que já parecia ter sido superada. Talvez ela faça tudo isso para aparecer como vítima e até pode ser mesmo, mas para mim ela é mais uma egoísta. Seu ego é mais importante do que um bebê. Seus sentimentos são mais valorosos do que os de uma mãe que acabou de dar a luz. Suas lembranças e seus traumas são mais importantes do que seus laços de família.
Discordo dela em tudo. E se antes eu sentia pena, agora me sinto desconfortável. Sei que ela precisa de cuidado, mas quem poderia ajudá-la?
Olha para sua história e me coloco em seu lugar: Nunca que vou arriscar o amor dos meus filhos, noras e netos. Eles são sagrados para mim.
Me imagino fazendo uma roupinha de tricô cor-de-rosa para minha netinha linda e penso que não pode haver momento mais maravilhoso que pegar minha netinha no colo e ver nela os traços de minha família. Nesse dia vou perceber que tudo o que passei valeu a pena.
Enquanto escrevo isso, veio a minha memória a história da Ana Terra, do Tempo e o Vento... Tanto sofrimento e no fim, lá no finzinho a recompensa que apaga o resto.
Ah, antes que me atirem pedras por ter falado de neta, só fiz menção a uma menina porque a minha ajudante teve uma netinha, evidentemente que meu neto-leitor, seus irmãos e primos serão igualmente amados e esperados com amor pela vovó aqui. Pena que isso deva demorar um pouco. Estive pensando que meu primeiro neto deve vir pelo Fernando e se ele continuar sendo esse menino responsável, isso só vai me acontecer daqui uns 15 anos ou mais. O Gui, apesar de ser o mais velho, não dá mostra de querer filhos. Espero mesmo que ele mude de ideia, mas também não quero que me venha com filhos da adolescência. É muito maluco imaginar o que vem pela frente. Como será nossa família, como estaremos daqui a 15 anos...
Se hoje estou me curando é para poder chegar bem até lá. Quero dar aos meus netos tudo o que recebi tão brevemente dos meus avós. Quero que se lembrem de mim quando forem adultos e esbocem um sorriso de felicidade. Só assim minha vida terá valido a pena.
Preciso parar com meus devaneios porque vou assistir a um culto. Queria ter ido a igreja, mas como estou só com o Pedro tenho medo de andar sozinha na rua. Na última vez fiquei bastante apreensiva na volta e um rapaz andarilho mexeu comigo. Vou espera o Gui, ele de certa forma me protege... E tem cuidado especialmente de mim. Quero falar do meu briguentinho que no fundo é uma adorável manteiga derretida...
"Sabe o que eu quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma..." Clarice Lispector
Se quer encontrar uma resposta, procure-a dentro de você. Sua intuição é sua melhor aliada. Ninguém estará mais do seu lado do que você mesmo...
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Temos que falar urgentemente de autoestima. Faremos isso logo, por hoje vou deixar um texto para reflexão. É importante que a nossa estima própria esteja bem para poder aceitar o que vem da vida. Só assim temos a garantia de que não vamos sucumbir quando nos passa uma rasteira a pessoa que achávamos que sempre nos levaria no colo.
Temos algumas coisas importante para pontuar. Mas vamos deixar para falar disso uma hora em que eu esteja menos cansada e sem dor na bacia.
A viagem foi bastante conturbada. O Fernando ficou doente e tive que ir para o UPA com ele. Foi algo desgastante. Graças a Deus o meu nerdzinho melhorou.
Começarei uma faxina geral aqui em casa... preciso me desfazer de uma porção de coisas... reciclar!!
Temos algumas coisas importante para pontuar. Mas vamos deixar para falar disso uma hora em que eu esteja menos cansada e sem dor na bacia.
A viagem foi bastante conturbada. O Fernando ficou doente e tive que ir para o UPA com ele. Foi algo desgastante. Graças a Deus o meu nerdzinho melhorou.
Começarei uma faxina geral aqui em casa... preciso me desfazer de uma porção de coisas... reciclar!!
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Hoje estou especialmente feliz. Minha amiga voltou para o seu cargo de secretária da escola.
Ela perdeu o posto no ano passado depois de todas as tentativas da gestora consumir comigo. Como ela não obteve nenhum êxito em mim, foi atacar outras pessoas. Entre várias pessoas, a mais atacada foi a secretária da escola. Me senti muito culpada pela perda do cargo, embora a Jô nunca tenha dito nada sobre isso. Ficamos mais amigas na verdade. Foi ela, inclusive, que chamei para fazer o cerimonial de formatura que ficou maravilhoso.
Falei brevemente sobre minha sensação de culpa numa das sessões de terapia. Foi ruim de vê-la esse ano trabalhando cheia de problemas e faltando no trabalho por razão dessa imensa injustiça.
Ainda tenho muito que pensar sobre as minhas reações em relação a gestora que me causa asco.
O que sinto por ela, nunca senti por ninguém, nem mesmo a marion. Todas essas sensações me preocupam porque me ferem, mas não é de mim que quero falar, é da Jô.
Como a sua substituta não aguentou a pressão do cargo e fez várias burradas não teve outra opção se não abandonar o cargo, não sem antes deixar o núcleo perceber que a troca de secretárias tinha sido motivada por questões estritamente pessoais, o que denigre ainda mais a imagem que se tenta passar. Fico feliz, pois o tempo, nesse caso específico, contribuiu positivamente.
Pena que no primeiro dia de reunião tenho terapia, não queria perder de ver a cena da gestora toda poderosa tendo que engolir a empáfia e assumir publicamente sua ignorância já velha conhecida de alguns de nós, mas que agora será escancarada a todos. Pena mesmo eu não poder estar.
Mas só a felicidade de saber que minha amiga voltou para o lugar de onde não deveria ter saído já me basta.
Gosto de saber que o bem acaba sempre vencendo no final.
E nós continuamos de olho!!
No mais o dia correu tranquilo, os meninos vieram e já encheram a casa de barulho e alegria. O Pedro que não gostou muito de dividir a atenção da mãe. Meu pequeno é bastante ciumentinho. Acho isso um charme...
Hoje estou bem contente, vou até sair do regime e comer uma carolina de chocolate... não sem antes deixar uma frase:
É praxe dos incompetentes acharem que estão fazendo um bom trabalho, mas daí vem o tempo e mostra a realidade.
Pronto, já estou com água na boca, sabem lá o que é se privar dos doces? Hoje esqueço tudo. Um brinde a justiça!!
Praia, me espera que tô chegando!!
Ela perdeu o posto no ano passado depois de todas as tentativas da gestora consumir comigo. Como ela não obteve nenhum êxito em mim, foi atacar outras pessoas. Entre várias pessoas, a mais atacada foi a secretária da escola. Me senti muito culpada pela perda do cargo, embora a Jô nunca tenha dito nada sobre isso. Ficamos mais amigas na verdade. Foi ela, inclusive, que chamei para fazer o cerimonial de formatura que ficou maravilhoso.
Falei brevemente sobre minha sensação de culpa numa das sessões de terapia. Foi ruim de vê-la esse ano trabalhando cheia de problemas e faltando no trabalho por razão dessa imensa injustiça.
Ainda tenho muito que pensar sobre as minhas reações em relação a gestora que me causa asco.
O que sinto por ela, nunca senti por ninguém, nem mesmo a marion. Todas essas sensações me preocupam porque me ferem, mas não é de mim que quero falar, é da Jô.
Como a sua substituta não aguentou a pressão do cargo e fez várias burradas não teve outra opção se não abandonar o cargo, não sem antes deixar o núcleo perceber que a troca de secretárias tinha sido motivada por questões estritamente pessoais, o que denigre ainda mais a imagem que se tenta passar. Fico feliz, pois o tempo, nesse caso específico, contribuiu positivamente.
Pena que no primeiro dia de reunião tenho terapia, não queria perder de ver a cena da gestora toda poderosa tendo que engolir a empáfia e assumir publicamente sua ignorância já velha conhecida de alguns de nós, mas que agora será escancarada a todos. Pena mesmo eu não poder estar.
Mas só a felicidade de saber que minha amiga voltou para o lugar de onde não deveria ter saído já me basta.
Gosto de saber que o bem acaba sempre vencendo no final.
E nós continuamos de olho!!
No mais o dia correu tranquilo, os meninos vieram e já encheram a casa de barulho e alegria. O Pedro que não gostou muito de dividir a atenção da mãe. Meu pequeno é bastante ciumentinho. Acho isso um charme...
Hoje estou bem contente, vou até sair do regime e comer uma carolina de chocolate... não sem antes deixar uma frase:
É praxe dos incompetentes acharem que estão fazendo um bom trabalho, mas daí vem o tempo e mostra a realidade.
Pronto, já estou com água na boca, sabem lá o que é se privar dos doces? Hoje esqueço tudo. Um brinde a justiça!!
Praia, me espera que tô chegando!!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Nossa, quanto tempo. Nunca fiquei tanto tempo sem aparecer por aqui, mas as férias são realmente surpreendentes. Desfazendo malas, refazendo malas...
Esses dias de ar puro, cheiro de mato, rio, silêncio e paz me fizeram muito bem.
Amanhã será um dia de correria, mas de felicidade: Os meninos chegarão logo cedo e teremos um dia gostoso juntos.
Sexta, praia... que maravilha!
Falei que era só passar o fim de ano que tudo volta a ficar bem?! Bem, aquilo que dá pra ficar bem, ficou!
Sempre tem algumas cobrinhas do pensamento que insistem em me acompanhar... malditas cobrinhas.
Falando nisso, preciso dizer que comecei e já estou bem avançada na leitura do livro "Ansiedade - O mal do século" do Augusto Cury. Devo confessar que li alguns livros deles e achei-o meio óbvio. Empaquei no "Vendedor de sonhos", mas esse é muito bom. Não tem nada de autoajuda, é um livro bem técnico na área médica. Estou ansiosa para chegar na página mágica onde ele dá a receita de como se livrar dos pensamentos ruins.
É claro que eu sei que não vai haver essa página e por isso já me decepciono um pouco. Mais uma vez vou ver que eu terei que continuar tomando minhas próprias atitudes para me livrar da ansiedade e do pensamento acelerado.
Agora pouco, quando cheguei em casa, tive um momento de estresse, minhas revistas ainda não haviam chegado. Pela 3ª vez, liguei para a editora Abril e já nem me lembro o tanto que falei. A culpa é deles, mereciam ter ouvido o que falei. Mas tenho uma leve impressão de que exagerei na dose, algo como descontar em alguém um outro motivo... Me senti meio frustrada por isso, embora 4 semanas de irregularidades nas entregas seja mesmo impossível e inaceitável. Tudo o que eu queria era cancelar as assinaturas, eles me convenceram do contrário. Eu sempre quero que os outros me convençam do contrário. Tudo que eu mais quero nessa vida é não estar certa...
Amanhã vou a igreja com meus 3 lindos filhos. Isso é o mais importante na vida!
Esses dias de ar puro, cheiro de mato, rio, silêncio e paz me fizeram muito bem.
Amanhã será um dia de correria, mas de felicidade: Os meninos chegarão logo cedo e teremos um dia gostoso juntos.
Sexta, praia... que maravilha!
Falei que era só passar o fim de ano que tudo volta a ficar bem?! Bem, aquilo que dá pra ficar bem, ficou!
Sempre tem algumas cobrinhas do pensamento que insistem em me acompanhar... malditas cobrinhas.
Falando nisso, preciso dizer que comecei e já estou bem avançada na leitura do livro "Ansiedade - O mal do século" do Augusto Cury. Devo confessar que li alguns livros deles e achei-o meio óbvio. Empaquei no "Vendedor de sonhos", mas esse é muito bom. Não tem nada de autoajuda, é um livro bem técnico na área médica. Estou ansiosa para chegar na página mágica onde ele dá a receita de como se livrar dos pensamentos ruins.
É claro que eu sei que não vai haver essa página e por isso já me decepciono um pouco. Mais uma vez vou ver que eu terei que continuar tomando minhas próprias atitudes para me livrar da ansiedade e do pensamento acelerado.
Agora pouco, quando cheguei em casa, tive um momento de estresse, minhas revistas ainda não haviam chegado. Pela 3ª vez, liguei para a editora Abril e já nem me lembro o tanto que falei. A culpa é deles, mereciam ter ouvido o que falei. Mas tenho uma leve impressão de que exagerei na dose, algo como descontar em alguém um outro motivo... Me senti meio frustrada por isso, embora 4 semanas de irregularidades nas entregas seja mesmo impossível e inaceitável. Tudo o que eu queria era cancelar as assinaturas, eles me convenceram do contrário. Eu sempre quero que os outros me convençam do contrário. Tudo que eu mais quero nessa vida é não estar certa...
Amanhã vou a igreja com meus 3 lindos filhos. Isso é o mais importante na vida!
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Mais um poema de Fernando Pessoa... tão profundo e tão revelador de mim quanto o outro...
Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
Tabacaria
Não sou nada.Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fernando Pessoa
"A literatura, como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta"... essa frase também é de Pessoa. Ela e a poesia explicam de forma sutil a realidade que vivo nesse momento. Comecei o ano com poucos planos, mas com a certeza de que as mudanças urgem. Preciso traçar algumas metas para que as mudanças se concretizem. Pensei nesses dias que meus últimos 10 anos foram bastante conturbados. Preciso me desfazer dessas coisas todas... Minha próxima sessão só no mês que vem. Terei que ir me virando comigo mesma. Mas estou confiante... preciso estar.
Estou novamente loira, ainda bem... Meu cabelo estava horripilante, mas agora tudo voltou ao normal... e isso me deixa muito, mas muito feliz. Eu me sentia vulgar com as mechas. Gastei uma pequena fortuna por elas e não gostei nada, sem dizer que precisei fazer milhares de hidratações até que meus fios conseguissem resistir a uma nova química. Eles resistiram, os que ficaram, ao menos por enquanto. Espero que a praia não seja o derradeiro fim dos cabelos longos. Estou com certo medo.
As vezes me incomodo com minha vaidade, acho que não devia pensar tanto nisso, mas como não estou fazendo mal nenhum a ninguém e de certa forma isso contribui para minha autoestima, não deixo de certas futilidades que me fazem bem.
Assinar:
Postagens (Atom)


