Se tem gente tirando... tem Deus dando em dobro...
Roxana, estressou-se sem precisar... Tudo dá certo no final...
Problema dois resolvido...
Voltemos ao problema um...
Pensando bem, problema um fica para amanhã...
Hoje ainda tenho algumas coisas para fazer...
Mas o que eu queria mesmo era sair sem rumo, sem hora para voltar...
Os pés na água do mar
O sol do fim de tarde...
O cheiro da natureza...
Como não posso nada disso, enquanto aguardo o próximo compromisso do dia, vou assistir as emoções finais da minha série favorita...
Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
quinta-feira, 31 de julho de 2014
quarta-feira, 30 de julho de 2014
terça-feira, 29 de julho de 2014
Abrindo as janelas, que entre o sol...
Limpando as paredes emboloradas...
Tudo parece melhor agora.
Trago novas novidades... tratar com estranhos é sempre melhor o que tratar com familiares...
Mas eu sei lidar com todos eles...
As coisas não seriam fáceis é claro... mas como dependo disso para me libertar... vamos lá...
Quem sabe já me fortaleço para outras coisas que preciso finalizar na minha vida.
Não quero mais vírgulas... agora só trabalho com pontos!
Limpando as paredes emboloradas...
Tudo parece melhor agora.
Trago novas novidades... tratar com estranhos é sempre melhor o que tratar com familiares...
Mas eu sei lidar com todos eles...
As coisas não seriam fáceis é claro... mas como dependo disso para me libertar... vamos lá...
Quem sabe já me fortaleço para outras coisas que preciso finalizar na minha vida.
Não quero mais vírgulas... agora só trabalho com pontos!
domingo, 27 de julho de 2014
domingo, 20 de julho de 2014
Musica alta nos ouvidos para conseguir o mínimo de concentração para entrar no clima do que quero falar hoje.
Sei que meus leitores temporários do momento, - sim, tenho leitores que vem atrás de mim as vezes por suas razões e claro pelo que escrevo especificamente sobre o momento que interessa a eles - estão ansiosos, quase em cólicas por saber meus progressos. Lamento decepcioná-los, não falarei disso com vocês. Mas posso amenizar as coisas, contando coisas que vão levá-los às lembranças mais remotas de um tempo onde a gente achava que ia ser feliz para sempre.
Peguem seu capacetes, apertem o play e vamos lá... Vocês pode até não gostar de algumas coisas ditas, mas garanto que ouvir a música e sentir o vento das lembranças batendo no seu rosto vão amenizar essas suas rugas de procupação. Sorria, não fomos felizes para sempre, mas ainda estamos vivos... Dá tempo de mudar as coisas... ESPERANÇA, AH, MALDITA ESPERANÇA!!!
Sei que meus leitores temporários do momento, - sim, tenho leitores que vem atrás de mim as vezes por suas razões e claro pelo que escrevo especificamente sobre o momento que interessa a eles - estão ansiosos, quase em cólicas por saber meus progressos. Lamento decepcioná-los, não falarei disso com vocês. Mas posso amenizar as coisas, contando coisas que vão levá-los às lembranças mais remotas de um tempo onde a gente achava que ia ser feliz para sempre.
Peguem seu capacetes, apertem o play e vamos lá... Vocês pode até não gostar de algumas coisas ditas, mas garanto que ouvir a música e sentir o vento das lembranças batendo no seu rosto vão amenizar essas suas rugas de procupação. Sorria, não fomos felizes para sempre, mas ainda estamos vivos... Dá tempo de mudar as coisas... ESPERANÇA, AH, MALDITA ESPERANÇA!!!
Vale a pena ouvir, heim...
Bem, como a partir de uns tempos para cá eu consigo entender que minha infância foi uma mentira só, estou tendo que aprender a lidar com algumas mentira que mudaram minha vida de maneira drástica. Tá, nem tão drástica assim, mas vamos lá...
Já falamos da úlcera de córnea, né? Pois então, vocês sabem que por causa dela fiquei privada de tomar banho de mar? Sim, fiquei. Foram anos de infâncias amargos. Irmãos, primos, amigos curtindo a temporada inteira e eu sentada numa pedra só observando e por quê?
O sal da água é ruim para seus olhos. Naquela época não haviam inventado o abrir e fechar de olhos e nem as toalhas para limpa-los... me lembro que consegui burlar essa regra uma vez quando viajei com o tio Giba e a tia Margue. Não sei se eles sabiam da regra da marion, mas se sabiam, fingiram não saber. Nadei muito... foi uma maravilha que ainda sinto quando fecho os olhos.
A proibição dos mergulhos também valia para as piscinas. Éramos sócios de 2 clubes e eu não podia aproveitar nenhum deles. Hoje penso que a maldade da marion não começou na minha adolescência, mas bem antes disso, embora eu fosse muito pequena para saber.
Claro que foi bem antes. Sim, estou me lembrando do episódio do sapólio no doce. E o da sopa de milho. Ou quando fui para o quarto de empregada. Ou os pontapés que tenho em flash da casa da vó May?
É, realmente não foram maldades que vieram com o tempo. Elas sempre estiveram ali. Desde sempre, ali.
Então tá explicado o porque sempre chorei quando voltava para casa depois de uma temporada na casa de alguém diferente. Eu era bem tratada na casa dos outros. Quando me tratam bem eu choro até hoje.
Me lembro do Ney me chamando de panaca porque a Gisele sempre dava um jeito de ir na frente no carro quando ele nos levava para a escola. Mas só eu sabia o que a marion dizia para mim sobre a preferência pela Gisele.
Uma vez apanhei porque eu disse que não ia apagar a luz do quarto, afinal sempre era eu (coisas de irmãos), e então a Gisele começou a gritar e a marion veio me agredindo e me chamando de cavala.
"Você só está aqui para servir a gente, sua bugra."
"Você é nossa escrava."
Não é possível que vocês se achem no direito de alguma coisa aqui. Eu sou a vítima, fui eu que senti o que senti. Eu fui a ofendida. Nada que se faça, mudará isso.
Apesar de tudo o que tenho na minha memória, eu estou aqui.
Talvez não do jeito que eu gostaria de estar, mas estou viva... só quero encontrar minha mãe...
Serve um irmão ou uma tia... talvez eu tenha uma história boa para contar para meus netinhos...
E se os médicos me perguntarem das doenças de família eu possa dizer a verdade...
Sim, eu tenho casos de problemas cardíacos na família...
Não, eu não tenho caso de câncer na família...
Queria falar de tantas coisas que me passam pela cabeça agora.
Das coisas boas, dos amigos, das festinhas, das roupas, dos passeios, dos filmes...
Lembram das descidas para a praia?
Carro lotado de crianças... e quando íamos com o tio Gley? tínhamos medo da velocidade...
Dos passeios de bicicleta brisa rosa... Ou dos nossos tênis M2000 horríveis.
Do colégio Integral...
Do Anderson levantando assustado e sem graça do sofá na casa da vó Gilda...
Das reuniões para montarmos a árvore na casa da vó...
Do vô caindo enquanto dançava com a tia Leoni num natal quando ele passou da conta na bebida e ficou muito engraçado... me lembro do sorriso do vô Horst no sonho da semana passada...
Do dia que caí com o vestido azul e rasgou tudo...
Da bota branca da xuxa que eu tinha e usei até arrebentar do lado...
Das brincadeira de inventores de máquina com lixo...
Do expresso quase me atropelando...
Das máscaras que tive que usar para que os outros não percebessem o quanto eu sofria...
Do Sérgio e de qualquer outro namoradinho da adolescência que me fizeram companhia imaginária, sem saber, nas noites de pânico em que eu estava sofrendo...
Aprendi muito cedo, e por isso não consigo me livrar disso agora, a depositar minhas esperanças num salvador que iria me salvar do perigo... não que não quisesse, mas nunca puderam... nunca achei ninguém assim... talvez eu devesse parar com isso...
Mas essa busca silenciosa minha me permite entender a Valéria... mas ela é muito nova para entender o que digo sobre isso...
Tantas coisas já passaram na minha cabeça desde que comecei a escrever... eu sabia que essas músicas me levariam longe... vou tomar um banho agora para varrer da mente as coisas ruins e ficarei só com as coisas boas daquela época.
Fui feliz, não sempre, mas fui feliz...
E essa felicidade só existe porque existem vocês... não somos inimigos... vocês são meus irmãos!
Espero que ouçam as músicas até o final...
Preciso agradecer especialmente ao grande amigo por sua ajuda infinita... As vezes não temos o que queremos de alguém, mas temos sua melhor parte... obrigada, meu querido!
sábado, 19 de julho de 2014
Ei, tá aí, ainda?
Pois é, tô vendo!!
Sugestão para as mentes inquietas:
Breaking Bad...
Não consigo parar de ver!
Para as consciências pesadas:
Lava a alma que passa.
Pessoalzinho da genealogia, calma moçada... eu só quero minha origem... mais nada de vocês me interessa... peguem o que quiserem... façam bom proveito.
Sou da turma da alma lavada e da consciência tranquila que vale mais do que qualquer tostão.
Eu não quero o mal de vocês. Eu só quero meu passado.
Eu vou atrás de vocês, se assim for necessário...
O frio está cortante... vou voltar aos episódios...
problemas do dia foram suportáveis!!
Pois é, tô vendo!!
Sugestão para as mentes inquietas:
Breaking Bad...
Não consigo parar de ver!
Para as consciências pesadas:
Lava a alma que passa.
Pessoalzinho da genealogia, calma moçada... eu só quero minha origem... mais nada de vocês me interessa... peguem o que quiserem... façam bom proveito.
Sou da turma da alma lavada e da consciência tranquila que vale mais do que qualquer tostão.
Eu não quero o mal de vocês. Eu só quero meu passado.
Eu vou atrás de vocês, se assim for necessário...
O frio está cortante... vou voltar aos episódios...
problemas do dia foram suportáveis!!
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Aquilo que não te traz paz, precisa ser excluído definitivamente. Ou isso ou uma eterna dor que vai machucar muito ainda.
Engraçado eu te dar esse conselho. Engraçado eu te dar conselho...
Não me sinto confortável... não posso te dar mais do que esse conselho que sei que não vai seguir. Só quando nos olhamos realmente como somos e temos a coragem de apertar a ferida até que saia toda a inflamação, colocamos uma boa dose de antisséptico e temos a força de aguentar a dor que virá dessa atitude radical (mas acertada) é que teremos o desprendimento necessário para pegar o próximo ônibus e seguir a nossa viagem.
Mas isso é difícil. Ficamos doentes por anos, amando nossas feridas muito mais que a cura delas e então temos mais do que uma ferida... elas se multiplicam e nos atacam por inteiro... nunca mais vamos levantar.
Você quer isso?
Nem eu!
Então crie coragem de limpar suas feridas, trate delas com cuidado e nos primeiros sinais de fortalecimento se erga e vá ver o sol... Busque a energia boa que vai te fortalecer ainda mais e siga em frente.
O Gui me pediu desculpas das agressões de ontem, mas eu nem tinha de fato perdoado as anteriores. Não consigo, nesse momento estou realmente magoada com meu filho...
Aproveitar esse dia preguiçoso e levar meu docinho ao cinema...
Antes disso preciso dar uma de detetive... o processo de cura das minhas feridas depende de desenterrar alguns "defuntos" mesmo que literais...
Engraçado eu te dar esse conselho. Engraçado eu te dar conselho...
Não me sinto confortável... não posso te dar mais do que esse conselho que sei que não vai seguir. Só quando nos olhamos realmente como somos e temos a coragem de apertar a ferida até que saia toda a inflamação, colocamos uma boa dose de antisséptico e temos a força de aguentar a dor que virá dessa atitude radical (mas acertada) é que teremos o desprendimento necessário para pegar o próximo ônibus e seguir a nossa viagem.
Mas isso é difícil. Ficamos doentes por anos, amando nossas feridas muito mais que a cura delas e então temos mais do que uma ferida... elas se multiplicam e nos atacam por inteiro... nunca mais vamos levantar.
Você quer isso?
Nem eu!
Então crie coragem de limpar suas feridas, trate delas com cuidado e nos primeiros sinais de fortalecimento se erga e vá ver o sol... Busque a energia boa que vai te fortalecer ainda mais e siga em frente.
O Gui me pediu desculpas das agressões de ontem, mas eu nem tinha de fato perdoado as anteriores. Não consigo, nesse momento estou realmente magoada com meu filho...
Aproveitar esse dia preguiçoso e levar meu docinho ao cinema...
Antes disso preciso dar uma de detetive... o processo de cura das minhas feridas depende de desenterrar alguns "defuntos" mesmo que literais...
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Sempre tive uma cumplicidade com o Fernando e hoje pude ver o quanto ele está do meu lado.
Tive mais uma discussão medonha com o João Guilherme. quando saí do quarto o Fernando me mostrou seu celular. Em sua ingenuidade, estava gravando a conversa para me proteger.
Diz aí se eu tenho algum motivo para me lamentar na vida?
Meu nerdizinho me abraçou e chorou comigo antes da aula... Consegui acalmá-lo e antes de ir para a escola ele transferiu o áudio para o pai. Certamente não muda muito a ação do João, mas isso não tem a menor importância agora.
O que realmente importa é que meus filhos menores estão ao meu lado e compartilham comigo a mesma dor.
Apesar da agressão do meio dia o João Guilherme foi à terapia. Levei-o, mas não quero mais falar com ele. Não enquanto ele se achar dono do pedaço.
Vai ser muito difícil, pois nunca agi assim... mas não há mais o que fazer...
Também vou me proteger buscando orientação da minha advogada.
Se por agora preciso ser mais forte do que consigo, serei!
E quando as coisas ficarem na linha do insuportável vou assistir Breaking Bad, estou gostando muito dessa série. Essa madrugada assisti a 3 episódios. Termino a primeira temporada ainda hoje.
Preciso parar agora... mesmo em licença vou trabalhar amanhã - meu alunos precisam disso - prova de recuperação lá vamos nós.
Tive mais uma discussão medonha com o João Guilherme. quando saí do quarto o Fernando me mostrou seu celular. Em sua ingenuidade, estava gravando a conversa para me proteger.
Diz aí se eu tenho algum motivo para me lamentar na vida?
Meu nerdizinho me abraçou e chorou comigo antes da aula... Consegui acalmá-lo e antes de ir para a escola ele transferiu o áudio para o pai. Certamente não muda muito a ação do João, mas isso não tem a menor importância agora.
O que realmente importa é que meus filhos menores estão ao meu lado e compartilham comigo a mesma dor.
Apesar da agressão do meio dia o João Guilherme foi à terapia. Levei-o, mas não quero mais falar com ele. Não enquanto ele se achar dono do pedaço.
Vai ser muito difícil, pois nunca agi assim... mas não há mais o que fazer...
Também vou me proteger buscando orientação da minha advogada.
Se por agora preciso ser mais forte do que consigo, serei!
E quando as coisas ficarem na linha do insuportável vou assistir Breaking Bad, estou gostando muito dessa série. Essa madrugada assisti a 3 episódios. Termino a primeira temporada ainda hoje.
Preciso parar agora... mesmo em licença vou trabalhar amanhã - meu alunos precisam disso - prova de recuperação lá vamos nós.
Tudo acaba contribuindo para o bem, mesmo... olha eu falando com minha mãe de coração...
Viu como a gente tem sempre algo bom pra tirar do que é ruim? Essa conversa é de agora pouco.
Estou muito apreensiva ainda, mas o Gui está tranquilo comigo... espero que logo o medo dê lugar ao amor incondicional.
Estou contente de estar me reaproximando da Rita...
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Estamos todos bem...
Amanhã melhores que hoje e assim sucessivamente...
Aquilo que é bom, dói quando acaba,
mas passa...
Não podemos perder tempo nos lamentos...
O bom da vida é a possibilidade de olhar positivamente para tudo o que se tem...
E de repente Deus nos presenteia com novas alegrias...
Hoje acordei assustada com um pesadelo... e os pesadelos são bons por não serem reais... quando olhei para o lado pude respirar aliviada...
Hoje me veio a mente um versículo bíblico:
Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele e Ele tudo fará. Sl 37;5
Quando se pode ter a certeza de que Deus está no comando de nossa vida, as coisas ficam melhores...
Estou trabalhando arduamente, com algumas quedas inevitáveis, para me focar no presente e deixar a ansiedade longe... me sinto bem com os resultados.
Hoje chorei... mas agora já está tudo bem...
tenho medo do Gui nos agredir, mas até agora tudo está bem tranquilo... amanhã ele vai à terapia... fico feliz por ele ter escolhido aprender a lidar com seu temperamento.
Meu amor incondicional logo vai levar embora a sensação de fragilidade...
Hoje quero dormir a noite toda e não ter pesadelo.
Terminei o livro... boas lágrimas do dia se deveram a isso... Cumpri a lição que aprendi...
E quero procura alguma coisa legal para ajudar as pessoas... sinto que isso vai me tornar mais humana...
Além disso tive ideias para ampliar o clube de livros...saudades dos meus leitores...
Vou assistir breaking bad... quero me entreter um pouco...
Amanhã melhores que hoje e assim sucessivamente...
Aquilo que é bom, dói quando acaba,
mas passa...
Não podemos perder tempo nos lamentos...
O bom da vida é a possibilidade de olhar positivamente para tudo o que se tem...
E de repente Deus nos presenteia com novas alegrias...
Hoje acordei assustada com um pesadelo... e os pesadelos são bons por não serem reais... quando olhei para o lado pude respirar aliviada...
Hoje me veio a mente um versículo bíblico:
Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele e Ele tudo fará. Sl 37;5
Quando se pode ter a certeza de que Deus está no comando de nossa vida, as coisas ficam melhores...
Estou trabalhando arduamente, com algumas quedas inevitáveis, para me focar no presente e deixar a ansiedade longe... me sinto bem com os resultados.
Hoje chorei... mas agora já está tudo bem...
tenho medo do Gui nos agredir, mas até agora tudo está bem tranquilo... amanhã ele vai à terapia... fico feliz por ele ter escolhido aprender a lidar com seu temperamento.
Meu amor incondicional logo vai levar embora a sensação de fragilidade...
Hoje quero dormir a noite toda e não ter pesadelo.
Terminei o livro... boas lágrimas do dia se deveram a isso... Cumpri a lição que aprendi...
E quero procura alguma coisa legal para ajudar as pessoas... sinto que isso vai me tornar mais humana...
Além disso tive ideias para ampliar o clube de livros...saudades dos meus leitores...
Vou assistir breaking bad... quero me entreter um pouco...
domingo, 13 de julho de 2014
O livro da vez está me trazendo grandes e maravilhosas reflexões. Muitas vezes meus olhos se enchem de lágrima e meu coração se enche de esperança. É exatamente como falei esses dias.
As histórias alheias me moldam.
Quero deixar uma frase do livro. É difícil escolher apenas uma... tem várias coisas lindas que mereciam ser compartilhadas. Inclusive sugiro a leitura desse, caso você esteja achando que é a última bolacha do pacote ou o maior sofredor dos tempos (O mundo está cheio de sofrimentos inimagináveis, bem agora, enquanto estamos metidos no nosso egocentrismo).
Olhar o sofrimento do outro é uma maneira fantástica de lidar com a nossa própria dor.
Nós podemos nos ajudar.
A frase é do discurso fúnebre feito pelo pai de Esther (bem, analisando o contexto vou colocar mais que uma frase, vai logo todo o penúltimo parágrafo):
Por várias vezes enquanto lia, me vinha essa música do Titãs...
Só lembro do refrão... vamos analisar mais detalhadamente toda a música?
As histórias alheias me moldam.
Quero deixar uma frase do livro. É difícil escolher apenas uma... tem várias coisas lindas que mereciam ser compartilhadas. Inclusive sugiro a leitura desse, caso você esteja achando que é a última bolacha do pacote ou o maior sofredor dos tempos (O mundo está cheio de sofrimentos inimagináveis, bem agora, enquanto estamos metidos no nosso egocentrismo).
Olhar o sofrimento do outro é uma maneira fantástica de lidar com a nossa própria dor.
Nós podemos nos ajudar.
A frase é do discurso fúnebre feito pelo pai de Esther (bem, analisando o contexto vou colocar mais que uma frase, vai logo todo o penúltimo parágrafo):
Assisti à vida maravilhosa de Esther da primeira fila. Ela é minha estrela. Ela é minha musa. Meus filhos sabem disso. Sempre peguei leve com Esther. Ela me desarmava. Ela tirava o melhor de mim, me lembrava do pior, porque eu podia vê-lo com muita clareza, mas então abria seu coração para me receber. E tantas vezes, como na segunda-feira, eu disse: “Esther, não sei o que vou fazer quando você partir. Não sei como vou me virar. O que vou fazer?” Então eu esperava que ela, como sempre, dissesse: “Bem, pai, deixe-me dizer o que fazer. Você deve fazer isso e isso e isso.” Mas ela disse: “Venha aqui.” Ela só me abraçou, me apertou com força, não disse nada, não disse nada. E agora eu percebo que aquilo foi… aquilo foi a melhor maneira de demonstrar amor por alguém. Abrace essa pessoa com força, faça-a se sentir amada, deixe que o amo r passe por vocês . (a estrela que nunca vai se apagar - p 366 e 367)
A última frase me parece bastante significativa. Vou praticá-la especialmente.
Por várias vezes enquanto lia, me vinha essa música do Titãs...
Só lembro do refrão... vamos analisar mais detalhadamente toda a música?
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova
Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar
Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta
Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar
Porque eu sei que é amor
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova
Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar
Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta
Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar
Porque eu sei que é amor
Porque eu sei que é amor
Deixando as reflexões para atuar mais praticamente. Almoço, vamos lá!!
Ah, oi, antes de ir quero que você saiba que me preocupo com você e seu coração...
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Todas as vezes que como broa me lembro da minha vó. Hoje especialmente me lembrei do quanto era gostoso comer aquela broa que só a vó Gilda fazia.
Ela era propensa a uma vida saudável antes mesmo disso virar modinha como é hoje.
Lembro das nossas idas à feira aos sábados. Ela sempre em busca dos produtos sem agrotóxicos. Era um tempo gostoso. Tenho tão boas lembranças das idas à feira, oras com a vó, oras com a tia Leoni ou ainda com meu padrasto. E com ele os passeios sabatinos eram sempre cheios de humor.
Esses dias sonhei com a Vó Gilda e com o vô Horst.
Estávamos os três no escritório do vô. Eu lhes contava alguma coisa e ele me sorria. Me disse alguma coisa que me deixou em paz e então eu acordei com a doce sensação de que fui tão feliz quando estava com meus avós.
Pena que tenhamos tido tão pouco tempo...
Dia bastante tranquilo... apesar de ter acordado muito cedo por causa dos cachorros insuportáveis que tenho. Só salvo a Marina.
Assistir um filme qualquer e dormir...
Tomando remédio para a tendinite... hoje doeu muito... mas também, quem disse que pode fazer tricô quando se está em crise?? Bobinha...
Ela era propensa a uma vida saudável antes mesmo disso virar modinha como é hoje.
Lembro das nossas idas à feira aos sábados. Ela sempre em busca dos produtos sem agrotóxicos. Era um tempo gostoso. Tenho tão boas lembranças das idas à feira, oras com a vó, oras com a tia Leoni ou ainda com meu padrasto. E com ele os passeios sabatinos eram sempre cheios de humor.
Esses dias sonhei com a Vó Gilda e com o vô Horst.
Estávamos os três no escritório do vô. Eu lhes contava alguma coisa e ele me sorria. Me disse alguma coisa que me deixou em paz e então eu acordei com a doce sensação de que fui tão feliz quando estava com meus avós.
Pena que tenhamos tido tão pouco tempo...
Dia bastante tranquilo... apesar de ter acordado muito cedo por causa dos cachorros insuportáveis que tenho. Só salvo a Marina.
Assistir um filme qualquer e dormir...
Tomando remédio para a tendinite... hoje doeu muito... mas também, quem disse que pode fazer tricô quando se está em crise?? Bobinha...
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Da loucura que é comunicar-se
Alguém se lembra de quando eu disse que minha terapeuta me pediu que mudasse o estilo de leitura? É, ela me sugeriu que eu devia mudar o drama por algo mais leve. Tentei aceitar a recomendação, mas sou um ímã para as histórias tristes. Não é sobre isso que quero falar.
O assunto é a falha de comunicação.
Pois bem, porque minha terapeuta me pediu a alteração de gênero? Porque ao me questionar sobre o choro, eu respondi que estava bem. "Só estou chorando pelas histórias alheias."
Baseada nessa frase ela quis alterar minha preferência de leitura por interpretar minha resposta como algo mais ou menos assim: Ela não tem motivos para chorar e agora fica escolhendo livros para poder se entristecer.
Não é nada disso. Falha de comunicação.
Eu não faço escolha baseada numa vontade doida de chorar. E nem me enraízo profundamente nas histórias que leio, salvo algumas pequenas exceções. Na maioria das vezes gosto do que leio pelo simples fato de me mostrarem que não tenho motivos para chorar pela minha vida. Tem e teve gente com problemas muito mais intensos que me mostram, através de suas histórias, que eu sou nada do que as vezes acho que sou. Me explico:
Quando se passa por problemas fortes é comum que a gente se sinta coitadinho, ou se sinta especial. Nada disso é verdade. As coisas acontecem aparentemente aleatórias. Nos pegam meio que por acaso. E a maneira que vamos solucionar é o que nos torna diferentes. Isso me lembra um dos constantes conselhos que recebi da Rita quando nos vimos uma na vida da outra (isso também é aleatório?).
"Roxana, não deixe que tudo isso endureça seu coração."
Ouvi isso uma centena de vezes e acho que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Sou uma bela manteiga derretida. Choro sempre... amo sempre... vivo sempre...
Sou intensa no que falo, sou intensa no que vivo, sou intensa no que sou...
E isso também me causa grandes problemas de falha de comunicação... mas sobre isso não quero falar.
Não gosto quando as pessoas interpretam o que sou muito mais do que o que eu digo. Eu sei que isso é meio complicado. Sou professora de comunicação. Sei que não são só as palavras que transmitem informações, mas se com palavras já temos problemas de interpretação, quanto mais se ousamos interpretar silêncios ou gestos ou olhares.
Estou aprendendo a deixar que coisas não ditas, sejam realmente não ditas... Se querem que eu saiba, me digam mesmo com todas as letras, do contrário vou deixar pra lá.
Boa parte da minha ansiedade sempre se deveu as interpretações do que eu mesma criei.
Minha não habilitação até hoje é um exemplo disso.
Lógico que já dei uma mega viajada... mas tudo bem. Estou bem pouco preocupada com isso.
Ainda falando sobre as escolhas literárias e de cinema (deveria procurar um adjetivo adequado, mas acabei me entretendo com a Vilmara ao telefone e já está bem tarde, preciso terminar logo para fazer o almoço).
Estou lendo A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar
Não vou me delongar. É a história da menina que inspirou John Green a escrever A Culpa é das Estrelas. Uma menina de 11 anos que é diagnosticada com câncer de tireoide que morre aos 15 anos. Seu diário, seus blogs e de sua família que vão nos dando a exata história de superação e de fortalecimento de uma adolescente que tem mil motivos para odiar o mundo e no entanto o ama.
As histórias me encantam, mas as reais muito mais que isso, me moldam.
Ontem queria ter escrito alguma coisa, mas acabei optando por assistir ao 12 anos de Escravidão.
Outra história real. Apesar de ser o filme que recebeu o oscar de melhor filme do ano de 2013 eu não gostei tanto assim do filme porque ele deixou algumas lacunas. Vou precisar ler o livro para entender algumas coisas. E se vou ler, a decepção com o filme será certeira. O que não aconteceu com o filme de A Culpa é das Estrelas.
Não levem em consideração esse meu último parágrafo. Não tenho a menor possibilidade de fazer crítica de cinema. Tudo está baseado apenas na minha visão parcial das coisas.
O filme conta a triste história de Solomon Northup que foi sequestrado e escravizado por 12 anos e que depois disso arranjou forças para lutar por essa causa. Se a Rita soubesse que o sofrimento muito mais do que nos endurecer, nos humaniza, teria polpado sua voz com os conselhos. Encontrar Deus em meio ao sofrimento não é aleatório... é escolha...
Isso aprendi como todos os dramas que li... é disso que falo quando digo MOLDAR.
Terapeuta, não se preocupe, as leituras me ajudam mil vezes mais do que me atrapalham... e isso é desde sempre... desde quando eu lia escondida das recomendações médicas... e isso não é aleatório... isso é escolha...
A prova da pós foi inacreditável. Surreal até.
Vou preparar o almoço e lavar as calçadas. Férias... não se vá!
Alguém se lembra de quando eu disse que minha terapeuta me pediu que mudasse o estilo de leitura? É, ela me sugeriu que eu devia mudar o drama por algo mais leve. Tentei aceitar a recomendação, mas sou um ímã para as histórias tristes. Não é sobre isso que quero falar.
O assunto é a falha de comunicação.
Pois bem, porque minha terapeuta me pediu a alteração de gênero? Porque ao me questionar sobre o choro, eu respondi que estava bem. "Só estou chorando pelas histórias alheias."
Baseada nessa frase ela quis alterar minha preferência de leitura por interpretar minha resposta como algo mais ou menos assim: Ela não tem motivos para chorar e agora fica escolhendo livros para poder se entristecer.
Não é nada disso. Falha de comunicação.
Eu não faço escolha baseada numa vontade doida de chorar. E nem me enraízo profundamente nas histórias que leio, salvo algumas pequenas exceções. Na maioria das vezes gosto do que leio pelo simples fato de me mostrarem que não tenho motivos para chorar pela minha vida. Tem e teve gente com problemas muito mais intensos que me mostram, através de suas histórias, que eu sou nada do que as vezes acho que sou. Me explico:
Quando se passa por problemas fortes é comum que a gente se sinta coitadinho, ou se sinta especial. Nada disso é verdade. As coisas acontecem aparentemente aleatórias. Nos pegam meio que por acaso. E a maneira que vamos solucionar é o que nos torna diferentes. Isso me lembra um dos constantes conselhos que recebi da Rita quando nos vimos uma na vida da outra (isso também é aleatório?).
"Roxana, não deixe que tudo isso endureça seu coração."
Ouvi isso uma centena de vezes e acho que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Sou uma bela manteiga derretida. Choro sempre... amo sempre... vivo sempre...
Sou intensa no que falo, sou intensa no que vivo, sou intensa no que sou...
E isso também me causa grandes problemas de falha de comunicação... mas sobre isso não quero falar.
Não gosto quando as pessoas interpretam o que sou muito mais do que o que eu digo. Eu sei que isso é meio complicado. Sou professora de comunicação. Sei que não são só as palavras que transmitem informações, mas se com palavras já temos problemas de interpretação, quanto mais se ousamos interpretar silêncios ou gestos ou olhares.
Estou aprendendo a deixar que coisas não ditas, sejam realmente não ditas... Se querem que eu saiba, me digam mesmo com todas as letras, do contrário vou deixar pra lá.
Boa parte da minha ansiedade sempre se deveu as interpretações do que eu mesma criei.
Minha não habilitação até hoje é um exemplo disso.
Lógico que já dei uma mega viajada... mas tudo bem. Estou bem pouco preocupada com isso.
Ainda falando sobre as escolhas literárias e de cinema (deveria procurar um adjetivo adequado, mas acabei me entretendo com a Vilmara ao telefone e já está bem tarde, preciso terminar logo para fazer o almoço).
Estou lendo A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar
Não vou me delongar. É a história da menina que inspirou John Green a escrever A Culpa é das Estrelas. Uma menina de 11 anos que é diagnosticada com câncer de tireoide que morre aos 15 anos. Seu diário, seus blogs e de sua família que vão nos dando a exata história de superação e de fortalecimento de uma adolescente que tem mil motivos para odiar o mundo e no entanto o ama.
As histórias me encantam, mas as reais muito mais que isso, me moldam.
Ontem queria ter escrito alguma coisa, mas acabei optando por assistir ao 12 anos de Escravidão.
Outra história real. Apesar de ser o filme que recebeu o oscar de melhor filme do ano de 2013 eu não gostei tanto assim do filme porque ele deixou algumas lacunas. Vou precisar ler o livro para entender algumas coisas. E se vou ler, a decepção com o filme será certeira. O que não aconteceu com o filme de A Culpa é das Estrelas.
Não levem em consideração esse meu último parágrafo. Não tenho a menor possibilidade de fazer crítica de cinema. Tudo está baseado apenas na minha visão parcial das coisas.O filme conta a triste história de Solomon Northup que foi sequestrado e escravizado por 12 anos e que depois disso arranjou forças para lutar por essa causa. Se a Rita soubesse que o sofrimento muito mais do que nos endurecer, nos humaniza, teria polpado sua voz com os conselhos. Encontrar Deus em meio ao sofrimento não é aleatório... é escolha...
Isso aprendi como todos os dramas que li... é disso que falo quando digo MOLDAR.
Terapeuta, não se preocupe, as leituras me ajudam mil vezes mais do que me atrapalham... e isso é desde sempre... desde quando eu lia escondida das recomendações médicas... e isso não é aleatório... isso é escolha...
A prova da pós foi inacreditável. Surreal até.
Vou preparar o almoço e lavar as calçadas. Férias... não se vá!
terça-feira, 8 de julho de 2014
Tudo Bem?
Essa é a pergunta retórica mais idiota que se faz. Ninguém que pergunta TUDO BEM? realmente se importa com a resposta que se dê e é por isso que a resposta sempre é a mesma e quase como uma vingança:
TUDO E VOCÊ?
Por melhor convivência, estabeleci a mesma resposta regra.
Ontem a Carol me fez essa pergunta e deu uma risadinha do tipo sei que não está e então eu posso dizer na minha ironia nem um pouco machadiana:
Sim, claro! Serei vó, meu filho está enlouquecido com isso, o Fernando levou incontáveis pontos na perna por se meter a andar de bicicleta quando sua única atividade física é apertar botão do mouse e o Pedro está as vésperas de uma cirurgia que me mete medo normal na mãe desesperada que sou.
Sim, realmente está tudo bem...
Claro que está!!!
Estou aqui no meu cantinho recarregando as forças... por favor o mínimo que peço é que me respeitem...
Não me chamem para a briga... só quer passar esse momento ruim...
Não me perguntem se está tudo bem... não está...
Se puder, ouça isso é faça o favor de apenas me abraçar como fazem os melhores amigos que tenho...
Se estou quieta estou triste... apenas triste.
Não estou louca, não estou me sentindo a coitadinha do mundo, não estou deprimida... estou apenas passando por uma fase ruim e fases passam...
Preciso dormir, amanhã tenho prova da pós... é vida que segue!!
Essa é a pergunta retórica mais idiota que se faz. Ninguém que pergunta TUDO BEM? realmente se importa com a resposta que se dê e é por isso que a resposta sempre é a mesma e quase como uma vingança:
TUDO E VOCÊ?
Por melhor convivência, estabeleci a mesma resposta regra.
Ontem a Carol me fez essa pergunta e deu uma risadinha do tipo sei que não está e então eu posso dizer na minha ironia nem um pouco machadiana:
Sim, claro! Serei vó, meu filho está enlouquecido com isso, o Fernando levou incontáveis pontos na perna por se meter a andar de bicicleta quando sua única atividade física é apertar botão do mouse e o Pedro está as vésperas de uma cirurgia que me mete medo normal na mãe desesperada que sou.
Sim, realmente está tudo bem...
Claro que está!!!
Estou aqui no meu cantinho recarregando as forças... por favor o mínimo que peço é que me respeitem...
Não me chamem para a briga... só quer passar esse momento ruim...
Não me perguntem se está tudo bem... não está...
Se puder, ouça isso é faça o favor de apenas me abraçar como fazem os melhores amigos que tenho...
Se estou quieta estou triste... apenas triste.
Não estou louca, não estou me sentindo a coitadinha do mundo, não estou deprimida... estou apenas passando por uma fase ruim e fases passam...
Preciso dormir, amanhã tenho prova da pós... é vida que segue!!
domingo, 6 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Primeiro dia de férias. Eu fiz o almoço... Eu coloquei minha ajudante pra fazer faxina e ela me colocou para cozinhar... Minhas ajudantes sempre acabaram sendo minhas amigas... Somos mulheres, nos entendemos...
A semana foi muito triste. O Gui me agrediu verbalmente. Hoje não consigo relatar as coisas como de fato foram, apenas posso dizer que me lembrei da escala de dor da menina do livro A culpa é da Estrelas. Numa escala de 0 a 10 Hanzel Grace avaliava suas dores terríveis em 9. Ao ser questionada pela enfermeira sobre sua resistência à dor, a menina disse que estava guardando o 10 para algo pior. E esse pior veio com a perda de Gus.
Estou falando disso porque também pensei nas minhas todas dores que passei e nada me pareceu páreo para a que vivi com os gritos do João Guilherme. Não lhe atribuo 10 porque consigo ver que posso ter dores ainda maiores. E saber disso me deixa ainda mais triste.
Ele saiu de casa e fiquei aqui com os olhos queimando com o sal das lágrimas. Sem conseguir orar, ler ou fazer qualquer coisa racional acabei cedendo ao cansaço das noites de insônia e dormi um pouquinho até que mais uma crise de choro me atacasse.
Na manhã seguinte mais agressões quando ele veio buscar suas roupas para trabalhar e eu apenas joguei-as para fora num ato de demonstrar que a noite de choro não tinha existido.
Os filhos não sabem o quanto destroem seu pais. Os pais não demonstram o quanto sofrem. E nesse esconder das coisas vamos seguindo cicatrizando e cicatrizados.
As ofensas da manhã seguinte foram talvez piores do que as primeiras, mas quando se tem a ferida, por pior que seja a outra facada ela vai parecer menos dolorida.
Desde que as ouvi, elas se tornaram minhas aliadas insistentes. Não me livro delas... Elas não saem de mim. Mas apesar de tudo isso estou calma. As sessões de terapia realmente me fizeram maravilhas.
Ninguém pode me atribuir nenhuma culpa. Eu sou inocente...
Voltei a falar com a Rose e isso acabou sendo muito positivo para que o Gui veja as coisas como de fato são.
Continuo infinitamente grata a Deus pois encontro cuidado em sua companhia... Sei de Sua proteção.
Só não sei porque Ele me quer ainda mais forte. Tenho medo da dor 10...
Voltando ao almoço de hoje:
Minha ajudante perdeu sua filha de uma maneira muito violenta. Um louco literal pegou sua menina de 8 anos e a matou com requintes de crueldade. Como ele é mentalmente perturbado cumpriu um internamento e foi liberado poucos dias atrás. Desde então, vejo que ela está angustiada. Hoje falamos mais abertamente sobre tudo e então ela chorou. Queria que ela conseguisse ler A Cabana. Talvez o livro lhe trouxesse algum conforto.
Estou triste com ela. Sua dor 10 não só já chegou, como permanece a mais de 5 anos...
Sobre o João Guilherme: Terei uma semana para me livrar da angústia das palavras ouvidas. Uma semana para restabelecer a carga do amor incondicional, uma semana de sono tranquilo...
Sobre o almoço: Deus querido, olhe por essa vida...
Sobre todas as coisas: Fechada para descanso... férias minúsculas, mas ainda sim, FÉRIAS.
A semana foi muito triste. O Gui me agrediu verbalmente. Hoje não consigo relatar as coisas como de fato foram, apenas posso dizer que me lembrei da escala de dor da menina do livro A culpa é da Estrelas. Numa escala de 0 a 10 Hanzel Grace avaliava suas dores terríveis em 9. Ao ser questionada pela enfermeira sobre sua resistência à dor, a menina disse que estava guardando o 10 para algo pior. E esse pior veio com a perda de Gus.
Estou falando disso porque também pensei nas minhas todas dores que passei e nada me pareceu páreo para a que vivi com os gritos do João Guilherme. Não lhe atribuo 10 porque consigo ver que posso ter dores ainda maiores. E saber disso me deixa ainda mais triste.
Ele saiu de casa e fiquei aqui com os olhos queimando com o sal das lágrimas. Sem conseguir orar, ler ou fazer qualquer coisa racional acabei cedendo ao cansaço das noites de insônia e dormi um pouquinho até que mais uma crise de choro me atacasse.
Na manhã seguinte mais agressões quando ele veio buscar suas roupas para trabalhar e eu apenas joguei-as para fora num ato de demonstrar que a noite de choro não tinha existido.
Os filhos não sabem o quanto destroem seu pais. Os pais não demonstram o quanto sofrem. E nesse esconder das coisas vamos seguindo cicatrizando e cicatrizados.
As ofensas da manhã seguinte foram talvez piores do que as primeiras, mas quando se tem a ferida, por pior que seja a outra facada ela vai parecer menos dolorida.
Desde que as ouvi, elas se tornaram minhas aliadas insistentes. Não me livro delas... Elas não saem de mim. Mas apesar de tudo isso estou calma. As sessões de terapia realmente me fizeram maravilhas.
Ninguém pode me atribuir nenhuma culpa. Eu sou inocente...
Voltei a falar com a Rose e isso acabou sendo muito positivo para que o Gui veja as coisas como de fato são.
Continuo infinitamente grata a Deus pois encontro cuidado em sua companhia... Sei de Sua proteção.
Só não sei porque Ele me quer ainda mais forte. Tenho medo da dor 10...
Voltando ao almoço de hoje:
Minha ajudante perdeu sua filha de uma maneira muito violenta. Um louco literal pegou sua menina de 8 anos e a matou com requintes de crueldade. Como ele é mentalmente perturbado cumpriu um internamento e foi liberado poucos dias atrás. Desde então, vejo que ela está angustiada. Hoje falamos mais abertamente sobre tudo e então ela chorou. Queria que ela conseguisse ler A Cabana. Talvez o livro lhe trouxesse algum conforto.
Estou triste com ela. Sua dor 10 não só já chegou, como permanece a mais de 5 anos...
Sobre o João Guilherme: Terei uma semana para me livrar da angústia das palavras ouvidas. Uma semana para restabelecer a carga do amor incondicional, uma semana de sono tranquilo...
Sobre o almoço: Deus querido, olhe por essa vida...
Sobre todas as coisas: Fechada para descanso... férias minúsculas, mas ainda sim, FÉRIAS.
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