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quarta-feira, 27 de junho de 2012

dor de garganta.
Estou precisando urgentemente de férias. 
Perdi a paciência com uma menina hoje, foi cruel.
Já estava com dor de cabeça e fiquei pior.
Tem aluno completamente sem educação.
Meu Deus do céu!!!
Mas falta pouco... eu aguento até quarta... eu acho!
Vou procurar uma lei estadual sobre cantina escolar... a minha escola está infringindo a lei, certamente.
mas pior que isso é que muitos alunos não têm condição e ficam com vontade de comer... isso me deixa chateada...
Não podia ser assim!
Há quem se preocupe mais com os lucros, eu me preocupo mais com as pessoas...  

terça-feira, 26 de junho de 2012

O estômago continua embrulhado, tomei chá de camomila pela manhã e agora pouco, comi muita couve refogada com  o mínimo de azeite. Que bebida combina com isso? Nenhuma, eu tomei chá de espinheira santa. Antes do banho, um comprimido de Plasil...
Não tenho um estômago legal. Já tive 2 gastrites. Era dor diariamente.
A primeira foi no IAP. Tinha 15 anos... Uma das meninas do quarto foi até Maringá e trouxe uma bisnaga de maionese que ela roubou de uma lanchonete da rodoviária...  Eu comi aquilo com panetone que conseguimos levar escondido para nosso quarto... acho que o problema maior foi que tínhamos muito e comemos no dia seguinte... sem refrigeração nenhuma. Resultado: Dois meses com dores insuportáveis e sem ninguém para cuidar de mim. Na escola eramos sempre culpados e mentirosos, até que provássemos o contrário.
Acho que um dia consegui que meu professor de inglês acreditasse em mim, pois ele deixou que eu saísse da sala no meio de uma prova... eu precisava  vomitar para que a dor diminuísse. Talvez por causa desse episódio me lembro até hoje do professor César...
Não me lembro de conversar com a Marion nesse tempo, acho que eu ligava pra ela... mas foi ela que mandou pra mim um saco imenso com flores secas de camomila e me recomendou que tomasse dois litros do chá todos os dias... Dois meses depois melhorei...
A outra vez, foi quando fazia faculdade e comia nos botequinhos perto da UEPG... Fiquei sabendo que  suco de couve era bom para reconstituição do estômago. Como detesto suco de couve comia refogada... deu resultado...
vou deitar e ver novela, espero que amanhã esteja melhor.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Estou com um embrulho no estômago... deve ter sido algo que não me caiu bem. 
Trabalhei o dia todo, corrigindo provas e cadernos... logo vou me deitar e dormir. Essa semana vai ser cruel. Sábado vou ter que trabalhar... Repôr aula de paralisação.
Pior que a paralisação não nos trouxe nenhum benefício. O Beto Richa não é de muito diálogo com a classe, ou nosso sindicato tá do lado dele.
Estamos reveindicando um salário melhor, mas tá difícil. O governo aprova um aumento de 10% no salário mínimo regional e para os funcionários públicos apenas 5% e ainda quer me convencer que valoriza os professores... não acredito!
Aliás não acredito mais em nada... estou descrente.
E como estou com enjoo, também não estou com vontade de escrever nada... vou fazer um chá e vou dormir.

domingo, 24 de junho de 2012

Estou ansiosamente esperando as férias. 
Estou muito cansada e essa semana ainda vai ser longa... 
Trabalhei a tarde toda, preparando as provas de recuperação.
Mas esse mês foi mais tranquilo, graças a Deus estou mais calma e tranquila... Espero continuar assim por muito tempo ainda.
Vou jantar com os meninos e corrigir algumas provas...
Volto mais tarde, quero falar sobre uma lembrança que me vem sempre, mas ontem eu fiz piada com ela... achei interessante!

sábado, 23 de junho de 2012



 Quando o Pedro vê uma câmera, fica maluquinho e faz pose...
Pena o Vento.
Dois dias sem dar as caras por aqui.
Muito trabalho e cansaço...  Estávamos preparando as coisas para a festa  junina. Ontem fiquei até as 11 fazendo flores de papel crepom.
Estou estressada, muito estressada...
O João Guilherme e o Fernando brigam demais, começam brincando e acabam se estapeando. Isso me irrita profundamente. A vontade que tenho é de me fechar no meu quarto e não falar com eles, mas não faço isso... nem sei por quê.
Mas eu acho que o meu nível de estresse está alto, porque essa semana a diretora do Amanda fez uma reuniãozinha pra dizer que não devemos soltar os alunos mais cedo. Alguns professores tinham soltado alunos 15 minutos antes do horário. Oras, se não sou eu um desses professores, o que tenho que ficar ouvindo? Saco! 
Ela chega, recolhe os alunos e sai. Depois volta no horário do recreio, se precisamos dela, ela não está. Coloca papeis colados na porta de sua sala dizendo que está em compras, passa dias e dias comprando e pagando contas da escola... parece que estamos num estabelecimento comercial, de tanto que se compra e vende por lá...  Daí vem com reuniãozinho pra dar  sermãozinho... Definitivamente não tenho paciência com isso.
Pra piorar um pouco mais, ela apareceu com duas folhas para avaliação dos professores que devemos fazer com a turma que representamos. Sei que sou a professora mais exigente que eles têm, mas ouvi-los falar isso me entristece, pois parece que estou fazendo por mal... e quando vejo essa avaliação sendo interpretada de maneira ignorante por pessoas ignorantes e sem ética nenhuma, me sinto ainda mais desvalorizada como profissional.
Hoje, pela manhã eu estava lá ajudando a Gláucia e a Caroline (pedagogas) a montar a barraca da escola, onde estava a diretora da escola? Em casa, não porque estava frio, mas porque ela é adventista e não pode trabalhar no sábado. 
Tudo que escrevi depois da palavra sábado, tive que excluir... estou empenhada em me livrar dos preconceitos e prejulgamentos...
É um trabalho duro, acho que impossível, até...
Voltando à avaliação, eu fiz com a minha turma de 9º ano... pra eles os bons professores são aqueles que não passam matéria e com quem eles tiram nota. Perdi nos dois... 
É isso que me irrita, não a avaliação, mas a avaliação preconceituosa... 
Outra coisa que me irrita e saber que isso é só pra nos expôr, nada será feito, nenhuma mudança acontecerá... e o meu estresse não vai mudar nada... nem a mim mesma...
Logo chegam as férias e eu volto exatamente igual a quando saí... 
Porque tenho ideais... tenho princípios e tenho moral... .
Eu tenho 36 anos, já não sou mais tão jovens, mas tenho colegas bem mais velho... eu atribuo a idade deles o cansaço e a preguiça que demonstram... estou falando isso porque eles não querem fazer nada, já estão calejados... uma vez uma colega me interrompeu num dos meus  rompantes idealistas e disse: "Eu já pensei assim, mas hoje eu não faço mais nada." Que pena! 
Mas pela manhã eu vi o Carlos e a Viviane... eles estavam empenhados trabalhando... fico feliz porque  de onde eu vim, vieram outros também... não estou sozinha... 
O Carlos era diretor do Nisgoski e levantou a escola. Saiu e a escola despencou...
Agora está no Agrícola... e está fazendo seu trabalho... muitas pessoas falam mal dele.
muitas pessoas falam mal de mim... mas nós fazemos nosso trabalho!!! Quando eu tiver a idade dele, quero ter sua disposição também... quero continuar tendo ideais... quero continuar viva...
Meus alunos vão reconhecer isso... ou não...
Espero ter me acalmado um pouco... 
Está muito frio, vou tomar um banho, preparar algo pra comer e vou me enfiar debaixo das cobertas com meus 3 montinhos... briguentos, mas maravilhosos filhos!!!



quarta-feira, 20 de junho de 2012

São 22:50hs, trabalhei até agora. Estou muito cansada, mas estou bem tranquila.
Fiz um cartaz para a festa junina do final de semana que ficou bonito. Vou tirar uma foto dele no fim de semana. Vou decorar a barraquinha. 
Enquanto eu estava confeccionando o cartaz, me lembrei de quando eu estava terminando o ensino fundamental (na época chamava-se I Grau). Já estava no IAP e fui passar férias em Curitiba. Fui visitar a Alessandra e a Tia Márgue tentou me convencer a cursar magistério e eu disse que não daria, pois eu precisaria de materiais escolares que o meu pais certamente não me daria. E realmente não fiz magistério. Voltei para o IAP com mais roupas, pelo menos. Meu pais não se preocupou com meu enxoval para ir para um colégio interno. Tive que me virar para conseguir algumas saias. Lá era proibido usar calças. e as saias eram só pra baixo do joelho. Foi difícil me adaptar.
Eu tinha uma saia preta que ganhei de uma das meninas e me lembro de passar tinta de sapato nela, pois de tanto lavar, estava manchada... era horrível. 
Tínhamos que lavar nossa própria roupa, parece que apenas roupa de cama e banho podiam ser mandadas para a lavanderia da escola. Minhas roupas ficavam manchadas, muitas vezes... Sabão em pó é muito complicado.
No ano de 92, teve Olimpíada e nós tínhamos que fazer um trabalho grande que nos daria pontos em todas as matérias. Eu fiz uns 20 trabalhos diferentes e os vendi, com o dinheiro comprei uma saia jeans medonha.
As vezes tinha uma exposição de roupas perdidas, eu pegava pra mim algumas coisas que me pareciam sem dona. Eu morria de medo que que alguma das meninas reconhecesse suas roupas em mim, mas graças a Deus, isso nunca aconteceu.
E assim cheguei até o fim do ano de 92, quando me pai não tinha mais condição de pagar a escola.
Nesse ano saiu a determinação judicial que o exonerou. Faltavam apenas 3 anos para que ele se aposentasse como fiscal da receita estadual. Ele tinha 47 anos. Eu ainda espero encontrar mais detalhes sobre esse processo. Garanto que vou me surpreender.

Nesse mês o Rhory não depositou nada. Como que pode! 
Muitas vezes que falei com ele pelo telefone ele, antes de desligar, dizia "Deus abençoe". como se fosse uma pessoa bondosa, no entanto não contribui nas despesas do próprio filho... evito até de pensar, pois me dá uma raiva essa hipocrisia.
É difícil não julgar as pessoas...
Se é pra fazer maldade, não ouse usar o nome de Deus...eu penso assim!
Odeio mentiras, odeio hipocrisia...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Acordei na hora que o caminhão do lixo passou aqui as 2:00 da madrugada e fiquei acordada até as 5:00. O dia correu tranquilo, embora ao chegar na escola tive um problema sério para resolver. Estamos numa época em que os alunos nos julgam o tempo todo. Muitas vezes temos que nos policiar para não falar coisas que sejam interpretadas como ofensas. 
Está na moda falar e considerar tudo como bullying... só não está na moda estudar e se comprometer com as atividades... muitos pais não vão às reuniões pedagógicas, mas quando os celulares de seus filhos são confiscados no meio das aulas, eles estão na escola antes mesmo que termine a aula. 
Me sinto desvalorizada quando isso ocorre. 
Mas no final acaba tudo mais ou menos bem... 
Amanhã começa a maratona de avaliações bimestrais... só de imaginar que vou me estressar já me canso... 
Está chovendo, de novo...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Fui a Ponta Grossa e para variar estava chovendo. 
Mas as notícias são boas. Os exames deram uma pequena alteração e o médico me deixou bastante confiante. Vou iniciar alguma atividade física como havia previsto. Amanhã mesmo, vou ver preços e horários. Se tudo correr bem, inicio a musculação mês que vem. Não chego a estar otimista com isso, mas sei que é necessário.
O que realmente me deixa contente é minha saúde. Quando estava grávida do Pedro, fiz exames e mais exames. Sem nenhuma alteração... Sou mesmo forte.
A Marion sempre dizia que eu tinha sangue de índio, por isso que era forte. Santa ignorância, mas repleta de todos os preconceitos imagináveis e inimagináveis, eu imagino...
Lógico que essa afirmação era mais agressiva do que elogiativa (teria eu criado uma nova palavra? - vou pesquisar). Pra ela eu sempre era a bugra, a índia, a cabocla.
Sou muito desorganizada com minhas coisas, desde criança. Apanhei muito por causa disso, não que a Marion fosse um exemplo de organização, mas esse era mais um bom motivo para as surras que ela achava que eu merecia.
Em abril de 1985 ela me colocou pra dormir nas dependências de empregada da nossa casa, tamanha era a minha desorganização e minhas bagunças. Me lembro apenas de que o armário tinha uma porta e minhas roupas ficaram realmente uma bagunça naquele armário pequeno. Logo o Frederico nasceu e ela me deixou voltar para o meu quarto. Não que eu tenha pedido - eu não ousava me dirigir a ela para pedir nada - mas talvez por causa das visitas que recebem as mulheres com bebês-recém-nascidos. Prefiro acreditar que era isso, do que pensar que ela foi movida por algum sentimento de amor por mim.
Ela não me amava e eu nem percebia.
Nesse episódio eu tinha 10 anos. A idade do Fernando.
E não consigo entender algo dessa crueldade sendo feita a uma criança como meu filho, por mais desorganizado que ele seja. Aliás, meus filhos são tão desorganizados quanto eu era e eu não vejo problema algum nisso... talvez um pequeno estresse quando quero que vistam uma roupa que foi guardada suja na ultima vez que usaram. 
Que criança já não fez isso? E que mãe tem atitude tão radical frente a isso?
Sempre me lembro desse episódio e ele me dói. 
Morávamos no Sidarta... será que minha vó não sabia disso? Será que meu avô não sabia disso? 
Por que o Ney não me protegeu? Por que os adultos não me defenderam? 
Talvez porque os tempos eram outros...
Minha geração de pais é fruto desse momento, onde muitos  pais eram repressores e cruéis... por isso hoje são pais opostos a  isso, se tornaram  permissivos e "democráticos".
Uma geração tentado corrigir a anterior...

domingo, 17 de junho de 2012

Todo mundo descansando e eu aqui trabalhando. Preparando as provas bimestrais... isso é chato.
Ainda mais que se faço as provas, já sei que vou me estressar. 
Os alunos não estudam e por isso vão mal, daí faço uma prova de recuperação e eles vão mal novamente.
Verdade é que não concordo com esse sistema de avaliar alunos.
Volto nesse assunto outra hora, agora tenho que voltar às provas... chatice!
















sábado, 16 de junho de 2012

Ontem não tive tempo de escrever, cheguei cansada e me entreti em outra coisa. Fato é que já pude perceber uma coisa: Quando estou bem e sem grandes problemas, não me sinto inspirada para escrever.
Estou reorganizando meus conceitos e retomando a vida de antes... me sinto viva e preciso viver. 

Enquanto tomava banho agora pouco, comecei a pensar em quando formei essa personalidade que tenho hoje. Claro que eu sei que estou em constante evolução, mas quando eu era pequena, não me lembro de ter uma personalidade tão forte. Eu devia tê-la já, ainda que não me recorde.
Uma primeira situação que me aparece quando o assunto é personalidade me remete ao IC.
Eu estava no 2° ano de Economia Doméstica. Estudávamos o dia todo, mas sobrava tempo para termos vida social... com os outros internos do colégio. Um monte de alunos internos como os mesmos problemas dos alunos do IAP. 
Uma noite, depois que já havia dado o horário de apagar as luzes eu fui até o quarto de uma menina que dava 3 de mim para dizer-lhe poucas e boas... Melissa era o nome da menina. Ela era muito rica... mas o que me incomodava mesmo era que ela roubou o namorado de uma amiga minha... como é engraçado lembrar que fui me arriscar porque achava que minha amiga tinha sido injustiçada por uma novada metida e gorda. Claro que fui pega em flagrante pela mulher que cuidava de nós. Resultado: Tive que me explicar para um monte de gente, mas eu não me sentia errada... errada era ela que não tinha caráter e roubou o namorado da minha amiga... eu só estava defendendo alguém... meus valores eram muito mais nobres... eu argumentei muito... e aí comecei a ver que quem tem dinheiro sempre pode mais...
A única pessoa que ficou do meu lado foi a Rita que sabia exatamente quem eu era... sempre foi assim... a pessoa que mais me conheceu na vida foi ela... nunca consegui esconder-lhe nada... Nós nos perdemos por outros problemas, mas tenho por ela um amor e um respeito pra sempre... embora não tenha vontade de procurá-la... o tempo se encarregou de tornar impossível uma reaproximação e a distância só confirmou isso. 
à Rita quero dispensar muitas linhas... ela foi minha mãe por uns 12 anos... e valeu a pena!

Depois do episódio do quarto, apareceram algumas pixações em paredes internas do internato... e quais eram as letras? RCF... não demorou nada para que as atribuíssem a mim, Mas não houve grandes problemas por causa disso... só se eu fosse retardada para pixar as minhas iniciais...
Lembro de ter dito exatamente isso para o diretor do internato... ele teve que concordar comigo... e o assunto teria acabado aí se não tivesse ocorrido mais um outro fato.
Como a Melissa era uma bestinha e tinha mais meninas que não gostavam dela, as meninas do 3º ano resolveram fazer um paredão na escada do internato para ela passar... quando eu cheguei, tudo já estava formado. Quando vi aquilo, não pensei duas vezes, me juntei ao paredão e senti que era a hora da "vingança". Lógico que a Melissa não passou e quem veio dar um flagra em nós foi o diretor do internato... resultado... como eu era uma das últimas, foi atribuído a mim a autoria intelectual do paredão... mas uma vez o diretor do internato me chamou lá e tive que me defender sem ferrar as meninas do 3º ano, afinal do contrário eu estava ferrada com elas, obviamente.
Comecei minhas argumentações e no final o diretor me liberou sem poder me punir... e nem punir ninguém... se não houve agressão, não houve crime...  se eu fosse mentora não estaria no fim e sim no topo... Seu Levi queria me ferrar por toda lei, ele tinha diferenças com a Rita e tentava descontar em mim... nunca dava muito certo... se ele não gostava de mim, com o tempo foi gostando menos ainda.
Eu era uma das melhores alunas da escola em questões de nota, a Rita já tinha se tornado minha mãe e eu tinha caído nas graças dos diretores que acabaram por me dar uma bolsa integral lá... quem era seu Levi frente a isso? Mas na época eu só conseguia ver uma frestinha de luz... hoje é que vejo quão pdp era aquele velho nojento... Falo dele outra hora.

Preciso parar porque me doí o olho esquerdo. Eu fui ao médico no fim do ano passado. Ele me receitou um tratamento que não deu certo... comprei então uma homeopatia para tratar o sistema imunológico e resolveu... Só que como maio foi uma tortura, estou com o olho muito inflamado.
Estou usando novamente meu amigo-colírio  e quando passa o efeito a dor volta... dessa vez estou tendo uma dor de cabeça leve junto... deve ser idade. 
Tenho medo de ficar cega e não poder mais ver o mundo. Espero que Deus me leve antes disso!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

"Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.
Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer de minha vida.Mas farei que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.
Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais.Mas jamais irei me considerar um derrotado.
Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda.Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.
Talvez um dia o sol deixe de brilhar.Mas então irei me banhar na chuva.
Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.Mas jamais irei assumir o papel de vítima.
Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.Mas terei humildade para aceitar as mãos que se estenderão em minha direção.
Talvez numa dessas noites frias, eu derrame muitas lágrimas.Mas não terei vergonha por esse gesto.
Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar alguém merece a minha confiança.
Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros.Mas não desistirei de continuar trilhando meu caminho.
Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades.Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.
Talvez algumas pessoas queiram o meu mal.Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.
Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música.Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos.
Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris.Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.
Talvez hoje eu me sinta fraco.Mas amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.
Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias.Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma.
Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música.Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.
Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações.Mas não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas.
Talvez a vontade de abandonar tudo torne-se a minha companheira.Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.
Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser.Mas passarei a admirar quem sou.Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor.
E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado: “ainda não chegou o fim”Porque no final não haverá nenhum “talvez” e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia."
Aristóteles Onassis
Hoje não tive aula na parte da manhã, fui cuidar da aparência e depois fui à escola para resolver as questões da festa junina... como a previsão é de chuva para o fim de semana, a festa foi adiada... com mais tranquilidade fiquei batendo papo na escola. Conversar sobre coisas bobas e poder fazer piada das coisas é gostoso... dei muita risada e voltei pra casa bem.
O dia transcorreu bem... estou bem.
Terça foi dia dos namorados, mas como estava  triste, não tive vontade de escrever. Queria ter contado sobre meu primeiro presente de dia dos namorados. Lembro perfeitamente bem.
Eu estava na quinta série, o Giuliano Guimarães também. A Gisele gostou dele durante um tempo, mas depois ele acabou se interessando por mim e no dia dos namorados de 1986 ganhei dele, entregue por um bando de meninas alcoviteiras que até hoje são comuns, um perfume. Como gostei... me senti a tal... 
Meus namoricos começaram cedo, mas não beijei nenhum deles até o dia que conheci o Fauzi Marcelo. Queria tanto saber o sobrenome dele para poder procurá-lo na internet... não me lembro do rosto dele... queria lembrar.
Como eu já estava com 13 anos e nada de beijar, minhas amigas já estavam preocupadas com meu atraso. Faziam campanha e eu nada. Até que fui passar férias na casa do meu pai em Maringá.
A Monalisa tinha um namoradinho que causava grandes transtornos lá em casa. Todos eram contra o namoro. E proibir adolescente é o mesmo que o incentivar... ela e o Antônio se encontravam as escondidas já fazia 3 anos. Sempre que eram pegos, o início de uma guerra se estabelecia... Na época era complicado estar no meio das confusões... Hoje dou risada das loucuras.
O Antônio tinha um primo: Fauzi. Como minha fama de boca virgem (na época não usávamos o termo bv) já tinha chegado no Antônio e eu muitas vezes era cúmplice dos encontros amorosos ele resolveu resolver dois problemas de uma vez... me jogou pra cima do Fauzi, ou melhor... jogou o Fauzi pra cima de mim... eu com 13 ele com 16... nos encontramos umas 3 vezes antes de trocarmos o nosso primeiro beijo. 
O tão esperado dia chegou... era uma tarde de calor e eu e Fauzi combinamos que nos encontraríamos no parque Ingá... só nós dois, sem que ninguém estivesse pressionando... deu certo... dei meu primeiro beijo encostada numa árvore... acho que sou capaz de saber o lugar exato da árvore se eu for lá hoje.
Foi bom, e eu estava me sentindo moça... me achando.
Um ou dois dias depois desse encontro o Antônio e a Mona tiveram a ideia maluca de se encontrar dentro do quarto da Mona enquanto meu pai e a Gládis estavam na sala assistindo tv. Loucura total. 
Para me fazer compactuar com a loucura o Fauzi foi junto. Meu pai morava no primeiro andar, mas mesmo assim era uma escalada e os meninos fizeram-na sem grandes problemas... ficamos lá por uma hora ou pouco mais... a adrenalina era tanta que me lembro desse dia perfeitamente.
A Gisele batendo na porta incansavelmente e nos lá dentro com som alto fingindo que estávamos de saco cheio dela. Nesse dia, com pena dela, o pai lhe deu de presente um rádio novinho que ele tinha guardado no seu quarto... certamente fruto de algum contrabando que ele fez vistas grossas num de seus plantões na receita estadual.
O Fauzi sentou no chão e eu deitei minha cabeça nas suas pernas, foi tão gostoso passar aquele tempo recebendo carinho... até hoje gosto de deitar assim e sentir o toque nos meus cabelos...
 Vou procurar a música que marcou esse dia. Se encontrar vou postá-la
Minhas dificuldades familiares sempre me fizeram encontrar refúgio nos relacionamentos amorosos com os homens que passaram na minha vida... não foram tantos, mas me apaixonei por 80% deles e sofri quando os perdi.
 Achei a música, demorei um pouco, mas encontrei. Faz parte da trilha sonora do filme Rambo III. Nunca assisti nenhum dos filmes do Rambo, mas fizeram muito sucesso nos anos 80.
A tradução dela me deixou pasma... 
tocava no rádio uma música que ficou na minha cabeça por 23 anos, sem que eu soubesse sua tradução. 
E agora eu me deparo com algo com que me identifico tanto. 
Quantas e quantas vezes depois eu teria força para carregar as pessoas que eu amava... Eu tinha a chave para abrir as portas... mas não puseram fé em mim... foram embora. Usei minha força para me reconstruir e a porta continuou fechada.
Agora estou aqui num momento de reclusão absoluta, desacreditando da humanidade... mas quero crer que isso vai passar... que vou voltar a olhar as pessoas como seres bons...
Que vou poder deitar de novo minha cabeça no colo e fechar meus olhos e dormir confiando que não serei apunhalada pelas costas, como tantas vezes fui...
Vou poder ouvir a música e não pensar em mais nada... 
E assim o sol vai brilhar...
 


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ontem não escrevi nada, cheguei bem cansada e meio triste... um acidente na estrada indo para o Paraguai, matou 9 castrenses. Não tinha amizade com nenhuma das pessoas, mas conhecia alguns e a Mara tinha pessoas bem próximas a ela que estavam na van... coisa mais triste.
3 pessoas de uma mesma família, meu Deus, que tristeza!
A Neusa me contou que vai levar o Dirceu Moisés lá pra escola, não deu certo lá no Nisgoski... Como pode uma escola decair tanto!
Há bem pouco tempo, na época que o Carlos era diretor, a escola era polo de educação inclusiva, Hoje não é mais, a ponto da direção da escola dizer que não tem mais nada que se possa fazer. 
Me lembro muito bem que quando começaram as novas regras para a inclusão, eu e alguns poucos corajosos se colocavam contra uma inclusão feita as escuras... fomos  taxados de insensíveis.
Claro que a inclusão caminhou e todos tivemos que nos adaptar... uns mais e outros menos... mas a inclusão está aí, querendo ou não.
Só que os professores "bonzinhos" que antes apoiavam lunaticamente a ideia, são os mesmos que hoje a criticam quando não tem ninguém olhando... Os trabalhos de adaptação que se fazem fundamentalmente necessários não ocorrem... a parceria com a professora de recurso se resume em uma reunião totalmente regada à falta de ética... e os alunos inclusos estão participando do convívio social, mas não estão aprendendo nada, ou quase nada. 
Eu me sinto uma besta quando tenho alunos que precisam da minha ajuda e eu não sei como os ajudar... eu tento, mas vivo na pele aquele ditado que diz que de  boa intenção o inferno está cheio.
Nós educadores não podemos ter intenções, temos que ter planos e metas para alcançar e não temos o direito de errar como estamos errando. Para isso precisamos de capacitação e força de vontade.
Não sei se o Dirceu vai para a minha turma ou para a turma da Silmara, mas se for meu aluo, desejo de verdade, poder contribuir de fato para seu crescimento intelectual. Sei que não será tarefa fácil. Conheço-o como filho da uma colega, não com aluno...  Sei que existe diferença entre esses dois status. 
Estou meio revoltada com a hipocrisia... mas já sei que não adianta nada... vou trocar o Pedro, colocá-lo para dormir e jogar um pouco... 




segunda-feira, 11 de junho de 2012

Hoje o sol deu as caras... mas foi coisa rápida... as paredes estão suando, as roupas não secam e o ar está abafado... todos os indícios remetem a mais chuva... Tomara que não se confirme... não aguento mais esse tempo feio. 
O fim do bimestre está aí e estou cheia de coisas para corrigir, provas para preparar... estou cansada só de pensar.
Passei o dia todo tralhando muito e corrigindo provas... estou exausta.
O Pedro está aqui do meu lado, com soninho... coisa mais linda... ele é tão carinhoso.
Está numa fase tão lindinha, agora a gente consegue perceber que ele está entendendo nossa fala e interagindo... O Fernando brinca com ele de falar as letras e contar... ele faz direitinho... 
Já o Gui ensina porcarias... eu tento evitar, mas o pequeno aprende logo... Se ele é contrariado, chama a gente de "bu" o que ele e nós sabemos que significa burro... damos risada, mas já falei sério com o Gui. 
Agora é fofo e engraçadinho, mas logo vai ser inconveniente e desagradável...
Dos três, o Pedro é o que mais tem me dado trabalho... ele mexe muito nas coisas... Não dá pra deixar nada ao alcance das mãos dele... pior é que ele quebra as coisas... 
Mas ele é amoroso demais, aprendeu a falar "te amo" e é a coisa mais fofa desse mundo... quando quer minha atenção ele me abraça por traz e me enche de beijo... e eu resisto?! Que nada... me derreto toda... 
Quando deito com ele, antes de dormir ele me diz "me abace" e levanta os bracinhos... é muito bom.
Ele é lindo, aliás meus três filhos são lindos. 
O Gui faz muito sucesso com as meninas... o Fernando está na idade que eles ficam feinhos, mas assim que trocar os dentes e colocar aparelho, acho que vai ficar ainda mais bonito que o Gui. O Fê tem um biotipo maior. 
Preciso dormir... amanhã tem mais um monte de textos e provas pra eu corrigir.
Preciso das férias... ainda bem que logo estão chegando.

domingo, 10 de junho de 2012

São 22:30 e eu estou com sono, fiquei na sala assistindo fantástico e fazendo tricô... estava querendo ouvir especialistas sobre o caso da mulher que esquartejou o marido... entre  os especialistas está a Dr Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro Mentes Perigosas. Esse livro mexeu muito comigo, reconheci o Moacir em muitos momentos do texto. Quero relatar com calma a relação que tive com ele. Farei isso um outro dia. 
Gostei tanto do livro que comprei outro: Mentes Ansiosas, achando que me identificaria nele...não me reconheci... mas o livro é muito bom... Gosto da forma que ela escreve, consegue tornar acessível termos médicos complicados. 
Hoje vi um documentário fantástico sobre uma família. Preciso encontrar, para passar para meus alunos. 
Família Braz - dois tempos... 
Não costumo passar filmes para meus alunos, só faço isso quando vejo que realmente tem uma lição legal. Me lembro de ter passado Tropa de Elite 1 e A procura da felicidade.
Esses dias a Carol ainda comentou sobre a frase que se tornou inesquecível para ela do 2º filme... é isso que quero... Respeito profundamente meus alunos e sei da capacidade deles... tenho a obrigação de ajudá-los... 
Sou uma das professora mais chata que eles têm, ao menos isso acontece no Amanda. Eles têm alguns professores sem domínio de conteúdo e de turma... Eu domino os dois... e tenho comigo algumas filosofias educacionais que requerem muito trabalho... Aí tem pouca gente que quer trabalhar...
Engraçado é ouvir meus colegas falarem dos problemas sociais... e contribuírem passivamente com eles. Quanto a chatice, não me importo... sempre recebo mensagens de ex alunos que e lembram do bem que fiz por eles... é daí que vem minha alegria... Quando eles caem na vida real se lembram que fiz bem para eles... 
Brinco com eles dizendo que sou que nem remédio... Sou ruim, mas sou para o bem... 
Os tempos modernos e as interpretações equivocadas das leis, contribuem para que os adolescentes não obedeçam ou respeitem a autoridade, primeiro dos pais e depois dos professores... Temos vivido momentos difíceis... Tem alunos que nos agridem... nos xingam... Não é fácil... Se fazer respeitar é um trabalho cansativo e árduo... No Amanda acho que já consegui mostrar quem sou... por isso eles me vêm como chata, mas não me afrontam mais.
Hoje não estou boa para pensar e escrever.
Lembrei agora que tive um pesadelo horrível (pleonasmo)... uma mistura de coisas... acordei assustada... não consegui mais dormir... mas já era manhã.
Hoje choveu o dia todo, outra vez... Acho que não fez sol em junho, ainda.

sábado, 9 de junho de 2012

Tendo Coca-cola e vina, eu e o Pedro estamos garantidos. Aprendi fazer um arroz de forno como vina... não dá trabalho nenhum e fica maravilhoso... Fiz uma salada de rúcula para acompanhar. Quando estamos sozinhos, primeiro dou de comer a ele e depois me sirvo... como ele come o dele e depois belisca o meu, já sabia que quando ele visse a rúcula inteira no meu prato, mais que de pressa me roubaria algumas folhas. Não sei se ele faz isso para me imitar ou se realmente gosta de rúcula... 
Essa cena me remeteu a um dos episódios mais marcantes da minha adolescência:
Rua da Glória, ano 1990.
Enquanto menina, sempre fui magra, embora comesse muito bem e de tudo. Não gostava muito de doce, acho até que não gostava mesmo de doce.
Me lembro dos lanches que tinham na casa da vó Gilda, depois que as velhas amigas iam embora, era hora dos netos comerem os "restos". Sempre tinha um bolo de suspiro com morangos que era a sensação de todos, menos de mim... sei lá o porquê. Outra situação que me lembro sobre doces está ligada ao vô Joãozinho. Sempre que nos encontrávamos na casa do pai, meu vô gostava de brincar comigo dizendo que me daria ambrosia... ele sabia que eu ficava com nojo e dava muita risada de mim. 
Ambrosia é um doce de ovo, com calda ultra doce... nunca mais vi esse doce... ainda bem.
Bom, explicado meu gosto, volto ao ano de 1990.
Se doce não era minha preferência, algo que eu gostava muito era comer coisas azedas... pepino em conserva (me lembro de comprarmos na feira de sábado um que nunca mais encontrei igual), limão com sal e salada... muita salada.
Um dia, depois de ter arrumado a cozinha fiz uma salada de repolho com maionese, levei para o meu quarto e comi. Delícia... mas esqueci o prato debaixo da cama e a Marion viu. O que tive que passar por causa disso foi um absurdo.
Só posso acreditar que ela achava que eu comia saladas para ser magra e assim afrontar sua gordura... tamanha foi sua ira.
Apanhei muito nesse dia e de castigo ela me disse que se eu queria ser magra então agora ela ia me ajudar... e me deixou sem comer por dois dias inteiros... me lembro de ter comido apenas um pão, que a Gisele conseguiu levar pra mim, escondido. Absurdo dos absurdos.
Fico aqui tentando me lembrar da reação do Ney nessa situação, mas não lembro nada...
Algumas vezes ele vinha falar comigo e me dizia que eu tinha que rezar para pedir ajuda pra Deus, mas ele não fazia nada por mim... pelo menos eu não via.
O Ney Schimmelpheng era meu padrasto... eu gostava muito dele... acho que gostei mais dele do que da Marion. Pensar nele, agora me fez chorar... Mas ele não fez nada pra me ajudar e eu não sabia que deveria ter pedido ajuda..
No final dos dois dias de jejum, a Marion me chamou para que eu comesse...
Ela tinha encomendado um cento de bombons recheados com morango, me fez quebrar  jejum comendo doce... Por que ela fez isso comigo??? Meu Deus por quê??
Esse episódio aconteceu há 22 anos e eu ainda sofro com ele... Todas as vezes que faço salada de repolho ou que como um bombom, me lembro... Ela foi cruel.
Meu peso na época era 45 quilos... hoje que estou mais gordinha estou com 50... nunca fui gorda, não como mais nada com vinagre, porque não gosto mais do gosto... as verduras são temperadas com limão aqui em casa... e nem por isso engordei... do fundo do coração... nunca me alimentei para afrontar a obesidade da Marion ou da Gisele. 
Hoje, até gosto mais de doce... 
Preciso aprender a não sofrer com essas lembranças.

Ambrosia

ingredientes

  • 1 lata de leite condensado
  • ½ litro de leite
  • 4 ovos

modo de preparo

Leve ao fogo o leite condensado com o leite e deixe ferver em panela de fundo largo, e reserve. Bata as claras em neve, acrescente as gemas uma a uma, e continue batendo até que fique bem leve. Despeje no leite fervendo e deixe cozinhar em fogo baixo. Quando a parte de baixo estiver cozida e firme, corte em quatro e vire os pedaços com o auxílio de uma espátula, para que cozinhem por igual. Retire do fogo e coloque em compoteira. Acrescente cravo e canela. Sirva o doce gelado.

Não sei se essa receita é boa, também nunca saberei... me recuso a comer...

PS para o neto-escritor: Vina é o nome que nós paranaenses do leste e sul, damos para a salsicha. 
Pelo pouco que sei sobre variantes linguísticas, vina vem no alemão vina wurst... vou pesquisar melhor sobre esse regionalismo...


sexta-feira, 8 de junho de 2012

Hoje o dia está muito preguiçoso e eu compartilho do mesmo sentimento...
Acordei tarde... 9:00, foi muito bom. Assisti muita tv e fiz um pouco de tricô... 
Já estou com sono e logo devo estar dormindo... delícia... me falta muito pouco pra ser absolutamente feliz, hoje!
Ouvi um cantor que eu não conhecia... sua música é muito inteligente... 
Pena que não faça sucesso num país de ignorantes...
Maurício Pessoa
A letra é fantástica...
Boca no lodo
Sai da janela menino olha a bala
Por onde anda menino olha a vala
Sai do colégio mal escreve e mal fala
Com lápis sem ponta ele aponta é uma arma

Sai da prefeitura o prefeito com a mala
Com o dinheiro da obra da vala
Diz que abre o sigilo da conta do banco
Desliza o barranco na gente que rala

Rala a mandioca e nada na panela
Olha a mulher do prefeito olha ela
Maloca o dinheiro na bota de couro
Cadela de brinco e coleira de ouro

Quem paga a fatura e atura é a gente
Sem dente descrente e sorriso banguela
Que chora o menino com a boca no lodo
Que tanto se cala e não vai na janela

Olha menino não vai na calçada
Que na alçada do nosso direito
O crime prescreve e ninguém paga nada
O que não se indefere é tanto desrespeito

Já nessa altura do campeonato
Não desembaraçam antigas mazelas
Candidatos abraçam com o discurso barato
A gente que sabe o final da novela

Com a cara no palanque e no horário gratuito
Com as mesmas promessas com o mesmo intuito
Lesmas sanguessugas cobras no plenário
Vampiros que roubam do pescoço do otário

Quem paga a fatura e atura é a gente
Sem dente descrente e sorriso banguela
Que chora o menino com a boca no lodo
Que tanto se cala e não vai na janela.

Eu vou na janela!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ontem previ que conseguiria dormir até as 8:00 hs. Me enganei. A culpa não foi do Pedro, foi dos cachorros e de mim mesma que não consigo dormir de novo depois que acordo. 
Despertei as 6:00hs. Comecei a ler as notícias do dia pelo celular... queria saber quais eram as últimas do caso do executivo da Yoki. A mulher confessou tê-lo esquartejado... Ela é auxiliar de enfermagem e conseguiu executar tudo sozinha... Que horror. 
Motivo: Suposta traição do marido. Segundo os policiais, ela contratou detetive para descobrir a traição do marido. Imagino o ódio que mantinha, a ponto de esquartejá-lo e jogar seus restos em diferentes lugares. Gosto de ler os comentários depois das notícias, não por que trazem informações relevantes, mas porque mostram o quanto as pessoas são idiotas a ponto de julgar os outros, baseados em sua ignorância penteada para passeio... 
Quando mais jovem, eu queria ter feito medicina para poder ser psiquiatra... me fascina a mente humana. eu queria entender como passamos de normais a loucos em questão de segundos.
Como algumas coisas tomam um tamanho desproporcionalmente maior do que de fato são e como as pessoas resolvem tão distintamente seus problemas. Acho isso fantástico... mas tenho medo da morte... pensar em frequentar aulas de anatomia me afastaram completamente desse meu interesse... 
Entre os comentários das sumidades, muitos se pudessem, executariam a moça da mesma forma como ela fez... outros a rotulam como uma louca ou endemoniada... Para uns, ficará presa até morrer, para outros a indignação, afinal uma pena pequena é certa. Brasil é terra onde ricos não ficam presos e ladrões de fubá apodrecem do xilindró.
A mim me intrigam outras coisas... Quero saber sobre a traição. Imagino uma mulher sendo traída... sua autoestima cai a zero, o sofrimento é avassalador... 
Mas a nossa sociedade está gerando pessoas traidoras... as facilidades para isso são enormes.
Desde muito novos, os adolescentes aprendem que devem experimentar várias pessoas até encontrar a ideal... Como se isso pudesse existir.
Somos condicionados a buscar algo melhor... Oras, se somos humanos, essa procura é loucura, pois todos temos defeitos... 
Estamos aprendendo a descartar as relações, somos egoístas. Pensamos só em nós... e sofremos cada vez mais... assim nos tornamos mais egoístas ainda.
Com isso ganham as industrias que vendem coisas para divertimento individual... 
Não sei se estou certa, mas para mim, estamos fadados ao caus se não tratamos com urgência nossas relações humanas, instaurando com máxima urgência o RESPEITO como elemento fundamental a todo o homem... E punir com pena exemplar quem infringir essa lei. 
Tenho pena dessa mulher que matou seu marido, tenho pena de todas as mulheres traídas. Não porque me solidarizo com elas pela sua dor, mas pela tristeza que é viver sem força e lucidez para enxergar além do desrespeito em que vivem...
Fui traída pelo Moacir, sei a dor que é.... sei o ódio que dá... entender que você ama alguém que não te corresponde é uma das dores mais doídas... mas passa.
E depois de algum tempo ela se torna tão insignificante que é difícil até de entendê-la... 
Eu me acidentei, quebrei minha bacia, queimei todas as roupas dele algumas vezes e comprei tudo de novo. Me humilhei e chorei muito por causa do descontrole emocional. Hoje não consigo entender que tenha sido capaz de tanta loucura... Perdi meu tempo, perdi meu sono, perdi dinheiro... mas tudo passou... e vi que nada valeu a pena... 
Não sei mais dele, nem quero saber... não sinto nada por pessoas que me fizeram mal... elas não existem mais pra mim... 
Há vida, quando se opta por ser livre... Ter a consciência tranquila de não ser culpado de nenhuma maldade te dá o direito de se refazer de tudo, absolutamente tudo!
Feriadão rolando e o Pedro precisa de minha atenção... Vou preparar um lanche bem gostoso para gente... o frio está horrível... mas o quentinho da cama é tudo de bom!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ainda chove, está esfriando e eu estou muito tranquila... amanhã é feriado e vou dormir até o Pedro me acordar. O que provavelmente acontecerá umas 8:00hs.
Os meninos já estão na fazenda com o pai. Sempre que tem feriado é assim.
O João Guilherme adora ir pra lá. Até bem pouco tempo, ele me considerava culpada pela separação, embora não dissesse claramente isso. Agora, me parece que ele consegue ver que houve erro de ambas as partes... Está adolescente e também vê benefícios de ter duas casas.
Quando eles estão lá, me ligam todas as noites. Me sinto contente, pois se lembram de mim e se preocupam comigo. Somos uma família.
As vezes me pego sonhando com a nossa família crescendo. Com as noras que eles vão me dar e com meus netos. Quero tanto que minha casa fique cheia de gente que se ame de verdade... Hoje somos quatro... daqui há 20 anos, quem sabe seremos 10 ou mais.
Será que já terá nascido meu neto escritor? Quero muito poder estar viva e saudável para ver minha família crescendo. Poder conhecer minhas futuras gerações já que me perdi das antepassadas.
Tenho medo do futuro, de ficar doente ou de enlouquecer...  esses medos devem ser comuns a quem seja responsável por pessoas que dependem exclusivamente delas.  O Pedro depende exclusivamente de mim.
Quando ele nasceu, passei o momento mais terrível da minha vida, sem dinheiro, sem marido, sem ninguém pra me ajudar a suportar a doença moral em que eu estava metida, com dois filhos pequenos e com um bebê recém-nascido. Muitas vezes pensei em deixar os meninos com o João, o Pedro para uma amiga e pegar um ônibus sem destino para bem longe e morrer como indigente em algum canto qualquer... foi uma angústia que até hoje me dói profundamente. Ainda não consigo ver o porque tive que passar por isso, e me sinto culpada pela escolha errada que fiz...  me sinto culpada por ter pensado coisas horríveis... Eu repetindo o que fizeram comigo? Não... isso jamais!!
Os dias foram passando. A dor e a angústia foram dando lugar a esperança e a lucidez... a tempestade foi passando... 
Ainda não saiu um sol brilhante, mas sobrevivemos todos, e isso já é uma vitória... Outras ainda virão e o sol vai brilhar... 
Espero que o sol volte a brilhar amanhã, literalmente... Estou cansada de chuva!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Vou ouvir uma música boa e vou dormir... a noite mal dormida de ontem me deixou mais cansada do que o habitual... mas ainda bem que tudo correu bem no dia de hoje e escrever na madrugada me ajudou a tirar a ansiedade que me tomou conta.
Amanhã vou trabalhar muito, mas quinta é feriado e vou poder descansar... quero fazer um casaco de tricô para mim...
Procurando uma música legal encontrei esse texto... gosto muito.
   
 Só de sacanagem.
Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!
Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!
E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'
Vamo pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'
E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

Elisa Lucinda

segunda-feira, 4 de junho de 2012

São 2:30 da madrugada. Chove muito lá fora e eu acordei à 1:36 por conta de um barulho novo de goteira aqui no meu quarto. Acreditando que logo eu pegaria no sono, visto que eu estava muito cansada, comecei a jogar. Quanto mais eu ia jogando mais angustiada eu ia ficando... Pensei que logo o sono tomaria o lugar. Estava enganada. Me vieram a memória situações que me deixam irritada. 
Eu tenho uma goteira no meu quarto que está pingando initerruptamente desde domingo, o piso está encharcado, o barulho me irrita, me falta um homem pra arrumar isso... mas quem chamar para fazer esse reparo? Não me conformo do João continuar pagando R$ 600,00 no aluguel dessa, que já foi a nossa casa e que um agiota amigo do seu Valdomiro nos tomou... só mesmo seu Valdomiro para acreditar na amizade de uma pessoa dessas. 
Com esse dinheiro o João poderia financiar  uma casa nova para os meninos, mas ele não entende isso. Acho que ele pensa que vou querer a casa para vender.
Sempre digo que o pior defeito do ignorante é achar que sabe...
Se não fossem as mentiras e enrolações do Rhory, eu não teria me ferrado em dívidas com a gravidez, parto e nascimento do Pedro. Estou com meu nome sujo até hoje. Não fosse isso, teria eu mesma, financiado uma casa... e pensar sobre isso me deixa ainda mais irritada.
 Hoje de manhã, a mãe de uma aluna me chamou na secretaria da escola para me dizer que sua filha precisa ser liberada para ir ao banheiro sempre que quiser, afinal ela tem problemas na bexiga. Como eu não deixei que saísse e falei que ela precisava ir ao médico e me trazer um atestado a mãe achou por bem levar um remédio comprovando o "tratamento". Infecção urinária durante tantos meses e um remédio comprovando tratamento... A educação está uma catástrofe, a saúde está uma catástrofe.
Se eu questiono tudo isso, sou chata para os outros.
Se não questiono, sou uma idiota pra mim.
Sou muito crítica. Esse ano a minha pedagoga me deu o título de crítica e pelos cometários e reações dos colegas... eles concordaram...que bom que sabem que sou crítica. Quero mesmo arrumar o Sistema... Quero que a Educação dê certo, quero que todo mundo faça a sua parte e consigo ver exatamente onde estão os erros... aponto e só me ferro... Que pode uma formiga contra uma manada de elefantes????????
Me dá uma raiva de me sentir sozinha numa luta que é de todo mundo.
Me dá uma raiva de ver que minha pedagoga faltou 3 dias para fazer mudança.
Me dá uma raiva de ver que ano passado, ao menos 5 professores deixaram de cumprir suas funções educacional por alguns dias, porque resolveram tirar férias no meio do ano letivo.
Me dá uma raiva de ser criticada enquanto estou certa e de ser julgada pelos preconceitos desses que formam pessoas... 
Amo minha profissão do fundo do meu coração... vejo na educação a porta de salvação para todos os meus alunos... e choro porque não posso nada frente a esse Sistema... Somos, um aqui, outro ali... e a manada vai passando...
Um ou outro elefante toma uma picada... mas que diferença isso faz?
Tomara que eu tenha despejado toda minha raiva aqui... sentimentos assim só fazem mal...
Preciso dormir... talvez agora eu consiga...
Se não der certo vou colocar um video do PC Siqueira e vou dar risada de um outro visionário lutando ardentemente contra os seus elefantes...
 
         “O Sistema é foda! Ainda vai morrer muito inocente”.(cap Nascimento)
http://cinefiloides.blogspot.com.br/2012/01/o-sistema-de-tropa-de-elite-2.html
São 22:00h e está chovendo desde ontem... um dia e  meio de muita chuva.
Fui a Ponta Grossa fazer os exames... A sala de tomografia estava muito gelada, mas tudo correu bem... Dia 18 tenho que levar os resultados para o dr Carlos, tomara que tudo esteja bem.
Eu estava com dores muito fortes e diárias na parte inferior das costas... e tomando banho, senti que minha coluna estava mais funda do que o normal... claro que eu já deveria ter voltado ao ortopedista, mas acabo deixando minha saúde em segundo plano...
Bom, como o tempo está horrível passei o dia todo meio úmida... e obviamente minha garganta já está doendo... tomei um remédio... a cabeça também estava doendo. Tomei um banho quente e estou pronta para dormir e vou dormir mesmo, porque estou cansada...
Gosto muito da música CASINHA BRANCA,  e o padre Fábio de Melo cantando torna ainda mais bonita... gosto desse padre... li um livro maravilhoso dele: "Quem me roubou de mim" e estou lendo "Tempo de espera"... homem bonito e inteligente... mas padre... que desperdício!


domingo, 3 de junho de 2012

Tenho um livro aqui em casa que ganhei de um menino que não me recordo mais o nome... sei que ele estudava no IAP, tinha 12 anos enquanto eu tinha 15 e estava na 5ª série. Falar do IAP me incomoda um pouco. 
Não posso dizer se gostei ou não daquele lugar. Vi coisas malucas acontecerem lá e também fiz outras tantas... mas foi lá que tive um encontro real com Deus...
Certamente voltarei a esse lugar muitas vezes ainda nesses relatos.
Hoje especialmente quero contar como cheguei até lá e as primeiras experiências.
Meu convívio em Maringá com meu pai estava pra lá de detonado... eu tinha presenciado uma tentativa de meu pai praticar o que na minha visão era um incesto. A Monalisa era filha da minha madrasta, meu pai foi mais pai dela do que meu. Viu a menina crescer e se tornar adolescente. Conviveu com ela muitos anos. Na minha visão o que ele tinha feito era horrível... Fugimos de casa, eu e a Mona... na primeira noite dormimos na casa do namoradinho dela, na segunda noite ela voltou pra casa, mas eu não quis mais voltar. Fiquei na casa de uma amiga minha de escola. Nesse tempo eu estava na 8ª série do colégio Adventista. Se não me engano ela se chamava Adriana.
Fiquei o tempo que pude por lá sem colocar a mãe dela no rolo. Algo em torna de 2 dias, fui parar até num albergue, onde não tive coragem de ficar... quero falar disso tudo... mas não hoje.
Não lembro como consegui ficar, sei apenas que fiquei fora de casa por uma semana até que voltei pra casa porque a mãe do Alex (meu primeiro namorado motoqueiro) achou que eu estava correndo perigo. E ela estava coberta de razão. Até hoje só posso acreditar que Deus cuidou especialmente de mim nessa época de Maringá... Saí desse lugar sem ter usado drogas, nem praticado sexo... dos perigos que corri e por ter saído ilesa, só posso acreditar que Deus estava comigo o tempo todo... eu não sou nada.
Quero também falar sobre os anjos, que acredito terem cuidado de mim nessa época... lembro muito bem de muitas coisas situações.
Mas voltando ao meu propósito de hoje: Voltei pra casa com um amigo do meu pai... ele era cheio de amigos mais novos que ele... disso só lembro de flashes... Lembro de estar sentada com o Alex no meio fio... ele preocupado... a luz da casa dele acessa e a gente esperando. Sei que o Alex tentou me ajudar o máximo que pôde. Essa foi a última vez que o vi... Sei seu nome e não sei mais nada sobre ele... que pena!
Bom, voltei pra casa e meu pai estava bêbado como de costume. Dessa vez eu era o motivo de sua embriaguez... mas ele tinha muitos outros motivos... estava em fim de processo que culminou com sua exoneração do Estado... vou pesquisar sobre isso... sei apenas que ficou numa situação complicada... até uns 3 anos atrás estava morando em Curitiba com uma mulher 2 anos mais velha que eu e com um filho mais novo que o Gui... ironicamente chamando Guilherme também.
Na manhã seguinte a reunião que certamente foi até a madrugada, -  João Gualberto adorava dar shows de arrogância e prepotência quando estava bêbado e me escolhia sempre para público... uma única vez ele fugiu a essa regra e eu atribuo isso  ao meu primeiro contato com Deus. Falo disso em outro momento. - fui para o IAP... ufa... que texto horrível... tantos rodeios para chegar aqui... mas quero ser fiel as ideias que vão aparecendo... 
O mesmo amigo da noite anterior, acompanhou-nos ao IAP. Eu devo ter falado algo que ofendeu-o pois numa distração do meu pai ele disse que era pra eu ficar quieta pois ele estava armado e era perigoso... eu dei risada... adolescentes não temem nada.
Muito maluco escrever e as lembranças irem aflorando... acabei de escrever que não me lembrava de nada do primeiro dia e agora vem prefeito na minha cabeça as meninas conversando comigo, me perguntando milhões de coisas e me dando milhões de informações que me seriam úteis... e ríamos muito... até eu... que ria e chorava ao mesmo tempo... Era tudo novo, eu quis estar ali, fui eu que pedi... mas agora estando ali eu tinha medo... e alívio. Eu estava certa nos dois sentimentos.
Em 1990 quem iria para um colégio interno? Adolescentes delinquentes, problemáticos, a escória da sociedade ou adventistas que moravam em cidades pequenas sem um colégio regular de qualidade que os formasse... eu estava no primeiro grupo... só não consigo ver, ainda, quais eram os meus erros
Eu espero realmente encontrar mais detalhes do passado para poder entender melhor...
Hoje, depois de tantos anos, não consigo ter nenhum tipo de sentimento pelo meu pai... o que é estranho, ele fez muito mal pra mim, mas eu culpo seus vícios e o livro da culpa... me acho injusta nisso...Ele foi fraco e irresponsável e tem culpa sim de muitos dos meus sofrimentos.
Quero fazer uma regressão de idade para aprofundar meus pensamentos nesse homem. Dizem os psicólogos que a figura paterna é fundamental para as meninas... chegamos até a espelhar os homens da nossa vida nessa figura... Talvez eu esteja encontrando a resposta para as mais profundas questões da minha vida...
Preciso parar agora e analisar essa ideia nova... 
Fazer almoço e  trabalhar um pouco... 
Sinto as minhoquinhas da imaginação trabalhando aqui... e pra variar, deixei de falar do que tinha me proposto  no começo... 
Tá frio hoje e o Pedro está aqui me tirando os sapatos e a atenção!

sábado, 2 de junho de 2012

You are strong but you're needy, 
perfeito
Música maravilhosa...
Dia de descanso... música boa, falando pouco... coisa boa!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Nossa, como estou cansada... como eu tinha me prometido, fui ao salão... cortei os cabelos e fiz as unhas... me sinto outra....
Nesses pequenos detalhes que me vejo mulher e não me sinto nenhum pouco culpada por isso.
Segunda tenho que ir a Ponta Grossa fazer os exames, vou tirar um dia para ouvir música e falar o mínimo possível... Acho que seria tão bom se eu conseguisse ao menos um dia não precisar falar com ninguém... mas só um dia... Deve ser horrível não poder falar...
Quando voltava do Jardim, uma senhora me entregou um jornal da igreja internacional da graça de Deus... seu lider máximo é o RR Soares, eu não gosto desse tipo de igreja (acho que não gosto de nenhuma delas mais), elas são muito radicais e fazem lavagem cerebral nos fiéis... isso me irrita muito.
Pra mim, toda forma de manipulação é abominável.
Essa semana tive um problema com uma turma de alunos que estão frequentando uma igreja nova daqui. Igreja Cristã Presbiteriana... pelo que me contam os meninos... O pastor está trabalhando com os adolescentes... e acho que de certa forma isso é bom, mas por outro lado tenho percebido o quanto os meninos estão bitolados...
Um deles chegou a me pedir para ler a bíblia nas aulas de leitura... não deixei...
Não sabe ler, ou pelo menos não entende o que lê... precisa ir aos poucos... Mas engraçado é que mesmo que ele esteja meio fanático ele gosta de mim e está sempre conversando comigo e pedindo minha opinião sobre as coisas... Hoje eu tive que explicar pra ele que os policiais não podem matar bandidos como ele achava que podia... Falamos sobre pena de morte e ele queria saber o que penso sobre a mudança da lei sobre usuários de droga... Eu vejo que ele quer me mostrar que tem opinião e eu aproveito para esclarecer as dúvidas que ele tem... 
Gosto especialmente desse garoto... ele é um vencedor.
Essa semana ele se exaltou comigo, pois eu levei um texto sobre a possibilidade de acabar a água em 2050 e gerei um monte de questionamentos... ver meus alunos pensando me dá um orgulho danado... mas logo o  garoto me disse que o fim do mundo estava próximo e que nós não chegaríamos em 2050... perguntei por que. E como resposta ele disse que as catástrofes naturais eram realização de profecias bíblica... argumentei com um texto que eu tinha lido na noite anterior... as catastrofes naturais sempre aconteceram... ele alterado perguntou se eu não acreditava na bíblia e eu respondi que não podemos interpretar a bíblia ao pé da letra... acho que ele pensou que sou a reencarnação do anticristo... encerrei a discussão dizendo que precisamos ser racionais em nossa crença e obviamente ele não entendeu... ficou bravo comigo...
O pastor dele manipula ele e ele fica bravo comigo...
Mas o bom é que ele não ficou assim tão bravo... hoje tivemos aula e ele já estava conversando do mesmo jeito... 
Mas agora definitivamente não vou visitar sua igreja., embora ele sempre me convide.
Conheço gente que  lê a bíblia e assiste programas religiosos na teve e quando está sozinho escondido é capaz de maldades inimagináveis...
Mas não estou aqui pra julgar ninguém... preciso aprender isso... 
Tenho que parar por aqui, minha cabeça está doendo muito... é cansaço... mas amanhã é sábado e vou dormir até tarde... assim espero!