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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ana Carolina sempre perfeita. Não poderia ter sido melhor.





Quartas-feiras são cansativas demais. 
Estou bem cansada...

Nada da PUC responder o recurso. Acho que ela deve estar revendo as redações. O número de professores que não passou é assustador. Vamos esperar. Estou otimista.

terça-feira, 30 de julho de 2013

07 de janeiro - Quinta-feira

A gente foi ao médico, até que enfim, mas ele deu remédio forte para a mamãe. Ela chorou tão sentida! Que ruim! Quando chegamos em casa ela ligou para o papai. Que bom que ela pode contar com ele. Eu queria muito que eles se entendessem pra gente ser bem feliz.
Apesar da mamãe não estar muito bem, eu estou crescendo direitinho, estou me mexendo bastante e o meu coraçãozinho bate direitinho. Quero que meus pais se alegrem muito comigo.
Acho que as coisas vão ficar numa boa quando eu nascer. Eu acredito que o Papai do Céu tá cuidando de tudo.


09 de janeiro - Sábado

Falei que as coisas iam melhorar. A mamãe comeu feijoada hoje para me dar bastante vitaminas. Que delícia. Eu tô me começando a ficar mais fortão. Quando ela fica sem comer isso me deixa muito triste, pois ela fica fraquinha.
Ela e o papai estão se falando com carinho. O papai errou tanto com ela, mas que bom que mesmo assim a gente tá junto. O papai disse que vai cuidar da gente.Tomara que sim.


12 de janeiro - Terça-feira

Hoje a mamãe segurou a barriga e falou comigo com tanto carinho. Ela pediu para eu me mexer se estivesse ouvindo e adivinha só?! Claro que eu mexi. É tão bom saber que ela me ama. Vou fazer muito felizes todos da minha família. A mamãe sempre diz que eu vim para ligar e desligar algumas coisas. E eu vim mesmo. Deus me mandou de presente para a mamãe, papai e meus irmãozinhos.
Tenho tantos irmãos, ao todo são quatro.



Apesar de toda calmaria, o corre-corre desse reinício me deixa um pouco mais aflita. O barulho da casa me fazia falta, mas agora que voltou fico meio angustiada.
O João Guilherme teve o primeiro rompante da sua gentileza característica. Foi bem na hora que íamos lanchar. Consegui ficar mais ou menos tranquila e não entrar no joguinho de provocação dele. Não é fácil, mas estou aprendendo a me controlar. Não posso entrar no jogo dele. Sou a adulta e preciso agir como tal.
Eu sei que depois ele acaba sempre sentindo remorso e volta bem mansinhoe eu não precisei sofrer o que sofrem as mães quando perdem o controle.
E assim vamos passando a adolescência do filho mais difícil que tenho.
Ele não é só  briguento, tem também um lado tão família que me encanta. Consigo ver nele o que não vi no pai dele.
Quando eles vieram da fazenda, o Gui estava com saudade do Pedro e ficou horas sentado do lado do irmãozinho vendo o quanto uma semana é tempo suficiente para muitas mudanças no desenvolvimento de uma criança pequena.
Nessas férias o Pedro desenvolveu muito a linguagem. Agora ele fala frases mais longas. É uma graça vendo-o formular as ideias e colocá-las em palavras.
Esses dias pedi que ele me lembrasse do que eu deveria trazer do mercado. E não há de ver que o menino citou item por item. 
Ele já conhece as cores direitinho e nos jogos de computador o menininho está cada vez mais fera. 
Hoje chegou da aula dizendo que teve tarefa de "ingueish". Fico encantada de ver o desenvolvimento do piazinho. 
Agora está aqui ao meu lado dormindo um soninho. 
Se ele acordar, já sei que não vou dormir antes das 11hs.
Tudo bem, não ligo. A verdade é que estou sentindo uma saudade de ficar o dia todo com meu nenezinho.
Voltar ao trabalho é muito bom, amo minha profissão. 
Mas o amor que tenho pelos meus filhos é muito maior.




segunda-feira, 29 de julho de 2013

Minha professora de ginástica não teve dó de mim... estou quebrada, cansada e ainda tenho várias coisas para fazer.
O Dia foi bem tranquilo.
O 3º ano novo me pareceu tranquilo. 
O primeiro dia é sempre legal.
Amanhã, espero estar mais descansada para poder escrever.


A PUC inda não me deu nenhum retorno sobre o recurso, mas eu espero. Há coisas que não são assim tão simples. 

domingo, 28 de julho de 2013






Casa cheia...
Isso é muito bom...
O Gui estava muito carinhoso com o Pedro, mas amanhã falo sobre isso.
Agora só quero saber de dormir...
 Voltando à rotina... também gosto disso...

sábado, 27 de julho de 2013

Dia completamente atípico:
Acordamos 10:45 hs. Estávamos tomando nosso café bem tranquilamente quando o telefone tocou e então vi que eram 11:13hs. Nossa! Há quanto tempo não tenho um sono tão prolongado! Maravilha!!
Como tomamos café tão tarde, não adiantaria fazer o almoço cedo. Brinquei com o Pedro sob o Sol, a temperatura estava bastante agradável. O frio insuportável já se foi.
Logo após o almoço me deu vontade de deixar o quarto dos meninos com cheirinho gostoso. Quando me dei conta já estava limpando o forro. Fiz uma faxina maravilhosa. Só me lembro de ter feito isso quando o Gui era nenezinho e estava apresentando os primeiros sintomas das alergias que vieram incomodá-lo por alguns anos. Como a médica não sabia a que ele era alérgico, mandou que eu tirasse a cera do chão e lavasse o quarto inteiro com Qboa. 
Hoje não foi com Qboa, afinal o mercado dos produtos de limpeza deu um up. Ainda bem. Também não detonei minhas mãos. As luvas são minhas fiéis escudeiras em qualquer atividade prática mais radical.
Sou muito relapsa com esse negócio de cremes e protetores solares, mas minhas mãos não entram nessa. Não consigo ficar com as mãos ásperas, passo creme várias vezes ao dia. Acho que as mãos são as que mais denunciam a idade da mulher.
Meus cabelos também recebem meus cuidados. Vivo inventando moda. Esses dias aprendi uma receita fantástica de creme de hidratação que preciso deixar para minhas netinhas.
Sim, preciso dizer que penso que seria legal ter alguma netinha. Claro que minha preferência é por meninos, nem sei porque disso, talvez seja algo do inconsciente. Quero falar disso com a psicóloga.
Mas antes que minha netinha fique triste com a velha vó, quero que ela fique sabendo que vou amá-la, pois pretendo me livrar de todos os traumas da minha vida. 

Bem, voltando a receita do creme que chama-se: 

Touca de Gesso

Ingredientes
2 col  de amido de milho
1 xic de água
1col de açúcar
2 col de creme de cabelo (qualquer creme)
1 ampola de vitamina (opcional)

Modo de Preparo

Faça um pudim com a água, o açúcar e a água. Mexa até que engrosse, para não empelotar. Com o pudim ainda quente, acrescente o creme e a vitamina e passe no cabelo lavado e molhado. Coloque uma touca de plástico e enrole a toalha.

O resultado é um cabelo macio e super hidratado. Mil vezes melhor do que o de salão. 
Esses dias falei para minha cabeleireira, ela não gostou muito, mas não importa, meu dinheiro em hidratação ela não ganha mais.

Neto-leitor, passe essa receita para sua irmã e primas, heim!!


Amanhã os filhos voltam, delícia... A vida normal também é muito boa.


 

sexta-feira, 26 de julho de 2013


Comecei a ler. Não é muito fácil, mas estou gostando. 
Depois de ler algumas páginas, consegui entender que minha ansiedade está no meu inconsciente, logo não posso me livrar dela sozinha. Vou continuar lendo... o assunto me interessou bastante.
As férias estão acabando, é uma pena, pois estou me sentindo tão bem sem precisar sair daqui. 
Não precisar me arrumar, não precisar seguir horários. 
Assisti muitos filmes, joguei bastante, li um livro inteiro e comecei outro, acordei tarde, Há muito tempo não me sinto tão tranquila.
Já sinto saudade de ficar com meu docinho brincando aqui pertinho de mim, sem chorar ou fazer griteiros tão comuns nos dias de vida normal. 
Hoje ele me disse que não quer voltar para a escola. Que quer ficar assim só comigo. Que bom se a gente pudesse fazer apenas o que queremos.
 No primeiro dia será difícil, mas logo ele se adapta à rotina de aula, que ele gosta tanto.

Acho que um pouco dessa minha tranquilidade se dá ao fato de que o Brasil está recebendo o Papa Francisco. Gosto dele. Seu rostinho de vozinho transmite uma a paz.
A comoção pública dos jovens fiéis é algo muito emocionante. Me lembro dos acampamentos que fazíamos quando éramos adolescentes. Os encontros com pessoas qu professavam a mesma fé, os louvores, as pregações e os debates eram algo que nos enchia de uma espiritualidade que nunca mais senti.
Era um frio na barriga, uma vontade de chorar de alegria, um encantamento que me faz falta. Queria ter permanecido com essa sensação.

Eu tenho muito claro a imagem de ter visto o Papa João Paulo II. Ele passou na rua João Gualberto e nos abençoou. A vó Gilda disse que ele tinha olhado para mim. Ela ficou muito emocionada. Eu não sei se ele olhou. Não enxergo de longe.



Vou entrar com um mandado de segurança em grupo contra a Puc, agora quero ver minha redação. 
Que não sou escritora, isso não é novidade, mas sou professora de português. Capaz que eu não seja capaz de produzir uma dissertação que valha ao menos a nota mínima.

 

 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Frio demais, engraçado porque teoricamente hoje está mais "quente" que ontem. 
Minha sensação térmica diz o contrário. Depois de almoçar precisei me agasalhar muito. Estou de lúva e touca dentro de casa e me sinto com frio ainda.
Vai ver que é por causa do meu olho esquerdo, maldito olho esquerdo. Deve ter uns 4 terçóis. A dor é constante. 
Ontem não consegui nem ler ou ver tv a noite.
Agora pouco achei uma pomada qualquer e coloque para ver se melhora. 
Calma, antes de achar que sou maluca, que posso ficar cega, já vou avisando que meu olho esquerdo só serve para eu ficar fisicamente parecida com os seres humanos normais. Para mais nada serve meu olho esquerdo.
Quando falo dele, penso que se eu fosse uma pessoa mais corajosa, já teria procurado fazer o transplante.
Mas não sou. A grande verdade é que sou uma cagona.
Só vou para a frente de batalha quando não há mais jeito.
Vou marcar uma consulta nas próximas férias. Promessa a mim mesma.
Dr Humberto, dessa vez eu não te escapo.

Tô só me enrolando, nem estou com vontade de escrever hoje. 
Tô com vontade de dormir. Nada especial, só frio e sono, mesmo.
Boa noite!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Muitos professores estão brigando por causa dos erros no concurso... acho que vou fazer volume. Se as redações foram corrigidas pela Neusa tem uma  boa chance de eu ter tirado zero. Por mais absurdo que isso possa parecer, ela faz parte de uma equipe que corrige redações da Puc. Conforme forem as coisas e se a Cristina me acompanhar, vou entrar com recurso. Tenho 2 dias para pensar.


O geada de hoje foi muito intensa e o frio é cortante. 
O sol tornou o dia mais suportável, mas foi só ele sumir que a temperatura está despencando. 
Amanhã, mais geada e é bom São Pedro ir parando por aí. Segunda-feira voltamos a vida normal.





03 de janeiro - Domingo

Hoje fomos almoçar com a tia Cristina lá no Casantiga, até tomamos sorvete. Eu adorei! Mamãe conseguiu até sorrir. Fazia tempo que a gente não ficava tão tranquilo. 
Fomos na casa de uma amiga da mamãe. Ela se chama Vitória. Ela disse umas coisa bonitas para mamãe. E pela primeira vez ouvi alguém dizendo coisas boas sobre papai. A mamãe ligou pra ele hoje. Acho que ela gosta muito dele. Mas ela acha que ele não gosta dela. Que pena. Queria que eles se entendessem e a gente pudesse viver em paz. Espero que quando eu nasça, tudo se resolva.


04 de janeiro - Segunda-feira

Mamãe tá criando moda de novo. Agora são as minhas lembrancinhas. Ela faz tudo com tanto carinho. Fica tudo tão lindo. Mas ela não está feliz, eu sinto isso.Ela ficou tão nervosa porque o papai não ligou e desligou de novo o celular. Ela chora tão sentida! Por que será que o papai não vê que está fazendo mal pra gente? Puxa vida, será que ele não gosta de mim?! Quando mamãe fica triste eu também sofro. Ouvi toda a conversa que meus pais tiveram e já sei o que vai acontecer. Mamãe vai acreditar no que papai disse. E ele disse que quer nos levar no médico na quarta. Tomara que dê certo, senão já posso imaginar o quanto ela vai sofrer de novo.
Papai disse que é pra mamãe acreditar que ele não mais nos fará sofrer.


05 de janeiro - Terça-feira

Ai, ai, ai... hoje cansei muito. Fui com a mamãe ver meus irmãos. Que coisa boa. Eles colocaram a mão em mim. Dei muitos chutinhos pra eles me sentirem. É bom ouvir eles rindo e fazendo a mamãe rir. Eu fiquei tão feliz.
O papai ligou várias vezes. Acho que a mamãe gostou, pois faz muitos dias que ela chora e hoje ela não chorou. Isso é tão bom. Quero ver meus pais felizes. 
Amanhã vamos ao médico, tenho que descansar.


06 de janeiro - Quarta-feira

Lembra que eu falei que ia ao médico? Pois é, o médico não atendeu a gente, mas aconteceu uma coisa tão legal. O papai veio aqui pra levar a gente. Eu fiquei tão feliz. Ele colocou a mãe em mim. Eu sinto tanta saudade dele. O papai falou muito com a mamãe. Eles se abraçaram e eu acho que eles se gostam porque ficaram abraçados por bastante tempo e eu ali no meio. Que gostoso. Mamãe chorou muito, mas acho que foi de alívio. Pena que a mamãe não come. Ela está ficando fraquinha. Só que eu estou fortão que nem papai. Quando eu crescer, quero ser que nem ele.



    

terça-feira, 23 de julho de 2013

Já posso dizer que vi neve. 
Hoje, nevou em Castro. Foram poucos minutos, mas suficiente para dizermos que vimos. Foi uma sensação gostosa de ver algo diferente. 
Sei que nevou pela ultima vez no ano que nasci.
O frio é intenso, mas já senti frios piores. Amanhã por exemplo, é para fazer -6, dez a menos que os 4 de hoje enquanto nevava.
   
Não quero falar mais nada. Não passei no concurso. A maldita redação.
Bem, menos mal, escrever não é comigo mesmo.
O que deveria me consolar é que só dois professores passaram e eles precisam mais que eu, mas pensar assim é me tirar a culpa que é minha. Como posso não ter passado por causa de algo com o que eu trabalho? O Tema era difícil. Mas eu sou leitora, nada que eu diga me tira a raiva que estou de mim. 
Se eu não passasse na primeira fase, tudo bem, eu não tinha estudado... Tô bem chateada com isso.
Mas também não é assim tão grave. 
Se só passaram dois, as coisas não vão mudar em nada pra nós.
E olhando pelo lado positivo, assim meu salário não vai baixar. Tá, isso diminui, mas não apaga meu fracasso.
Os professores que passaram foram piores que eu na primeira fase. 
Que adianta ser bom em alguma coisa? Você precisa ser bom em tudo...
E eu que não sou boa em quase nada?
Amanhã certamente estaria melhor, não fosse esse frio insuportável...
Passamos o dia todo debaixo das cobertas.
Vou ler um pouco e dormir...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Um frio intenso e eu aqui de férias curtindo tudo o que inverno pode me oferecer de bom.
Um colchão na sala, um filme gostoso e a paz de saber não ter tudo, mas ter o que se precisa para poder sorrir.
O filme que assisti há pouco é  FOOTLOUSE, a releitura de 2011 do clássico. 
Quando consigo parar em frente a tv para ver filmes tenho a certeza de estar bem.
Ontem vi dois filmes... estou bem...
Estou escrevendo e ouvindo música... sinal que estou melhor ainda...
Mas hoje há uma ponta de angústia que não sei de onde vem... talvez do frio, talvez da música com som triste, talvez da cicatriz... talvez do nada... 
Bom, vou tomar banho antes que a água congele nos canos.


I need a hero

Preferi trazer uma música do filme, embora houvesse muitas frases impactantes. 
Correndo para o banho, antes que eu mude de ideia.



domingo, 21 de julho de 2013

Terei que ser breve hoje, o Pedro monopolizou todos os aparelhos tecnológicos e só me sobrou fazer tricô. Demorou para eu convencê-lo de que era minha vez de usar meu computador. Filhos caçulas podem coisas que ninguém conseguiu antes.

Adoro terminar uma peça. 

Essa blusa comecei ano passado para o Gui, mas esse ano terminei. Infelizmente tenho um defeito  em relação aos artesanatos. Começo muitas coisas e já deixei muitas coisas sem terminar. 
Uma vez comprei todos os materiais necessários para fazer biscuit, aprendi a fazer a massa e fiz as lembrancinhas do nascimento do Fernando em formato de Smilinguido, um imã de geladeira que ficou encantador. 
. Cheguei até a receber encomentas de lembrancinhas e arranjos de porta para bebês. Adoro criar coisas novas, mas ficar repetindo as mesmas coisas feito uma máquina me dão nos nervos. Não fiquei nessa arte por muito tempo. Nunca mais mexi com biscuit. As revistas estão entulhando algum espaço e as ferramentas dei para o Pedro brincar de massinha.
O mesmo aconteceu com os bordados em ponto cruz. Tenho bem uns R$ 500,00 reais em fios. Não tenho mais vontade de bordar. 
Agora ando criando coisas com jornais. 
Amo artesanato com recicláveis. Quando eu trabalhava com aulas de Artes, me realizava ensinando os alunos a criarem arte com "lixo".
Uma vez fiz rosas com filtros de café usados. Decorei arranjos de mesa para um café colonial na Igreja Presbiteriana. Ficou tão chique que até eu achei lindo.
Recebi muitos elogios e encomendas. De novo as encomendas...
Acabou a graça do filtro de café. As vezes até me dá vontade de criar algo, mas daí me lembro que cansei dele.
Falei que seria breve e no entanto nem cheguei no assunto de hoje.
Enquanto finalizava o tricô lembrei de uma brincadeira de infância que me parece tão sem sentido agora.
Fiz uma busca no Google e achei a bendita brincadeira:


Mamãe, posso ir?

Traçam-se, no chão duas linhas distanciadas mais ou menos de oito metros. As crianças ficam atrás de uma das linhas e a Mamãe atrás de outra. A brincadeira consiste em avançar em direção à linha em que está a Mamãe . Isto é feito através de vários tipos de passos, ordenados conforme a vontade da Mamãe . Entre cada Criança: Mamãe, posso ir ? Mamãe: Pode. Criança: Quantos passos ? Mamãe: Dois de formiguinha. (poder ser de outro tipo) avançado em direção à Mamãe . A que chegar primeiro junto a ela será sua substituta. Tipos de passos: formiguinha (colocar o pé unido à frente do outro); elefante (avançar com passos enormes, terminando com um pulo); canguru (movimentar-se, pulando, agachando); cachorro (avançar de quatro pés, isto é, usando os pés e as mãos).

A brincadeira não tem muito sentido, afinal a "mamãe" é que decide quem vai substitui-la, já que é ela quem determina o número de passos e o tipo deles. As "crianças" não poderiam traçar estratégias ou contar com a sorte. Muitas encrencas infantis poderiam ter sido evitadas se as pessoas inventassem brincadeiras um pouco mais sensatas e inteligentes. 
Foi gostoso ficar lembrando das brincadeiras que brincávamos quando nos juntávamos na casa da vó Gilda, do tio Gustavinho ou da tia Leoni em dia de aniversários. Juntava fácil umas 15 crianças. 
Tudo era tão bom na época de infância quando não sabíamos de nada e éramos felizes.
Outra brincadeira que fazia bastante sucesso era a 

BALANÇA-CAIXÃO

IDADE A partir de 4 anos.
PARTICIPANTES No mínimo três.
COMO BRINCAR Um integrante do grupo é escolhido o rei e se senta em uma cadeira ou em um muro baixo. Outro participante é eleito o servo. Ele se ajoelha de frente para o rei e apoia o rosto em seu colo. Os demais formam uma fila atrás do servo, cada um apoiando a cara nas costas do companheiro da frente. Todos recitam: "Balança, caixão / Balança você / Dá um tapa na bunda  e vai se esconder". O último da fila dá um tapa na bunda do que está na sua frente e se esconde. Uma a uma, as crianças vão repetindo essa ação até que todas estejam escondidas. É a vez, então, do servo sair à procura dos colegas. Ganha quem for pego por último. A brincadeira recomeça com a escolha de outras crianças para representar os personagens.

Era divertido porque os mais fortes davam tapas doídos e a meninada ria muito.
Sempre acabava em confusão e os menores choravam. Os maiores suados pela correria ficavam emburrados de castigo sentados no sofá com a promessa de apanhar quando chegassem em casa. Eu era uma das maiores. Então a tática era dormir no sofá e ser levada no colo para o carro e deixar que a surra se perdesse no esquecimento. 
Como fomos crescendo as brincadeiras também foram se renovando. Na pré adolescência a área social dos prédios era lugar ideal para pular elástico com a turma. 
Dávamos muita risada. Tudo era só alegria.


A Bíblia diz que conhecer a verdade é sinônimo de liberdade. Sempre achei muito fantástico o versículo 32 de João 8, mas agora olhando para a infância, que é uma forma de ignorância, acabo de perceber que não conhecer a verdade era bem mais interessante. Sem saber, não se questiona, não se posiciona, não se entra em conflitos, não se exige tomada de decisão.;
Me lembrei de uma historinha que ouvi numa aula de Filosofia com a Rita:

O sapo e o poço é adaptação de uma fábula sânscrita, que conta a história de um sapo satisfeito porque se sentia seguro (embora não soubesse o que temia); satisfeito porque tinha comida garantida (embora pouca e sempre a mesma). O sapo nunca saíra do poço onde morava, mas se sentia feliz... mesmo que algumas perguntas pairassem sobre sua mente, atormentando vez por outra sua pseudofelicidade: "O mundo seria mesmo redondo como o buraco do poço?".

Um dia o poço desmoronou e o sapo se viu em apuros. Agarrado aos restos do que fora o seu mundo, outros sapos apareceram - sapos de todos os jeitos -, com outros papos, outras propostas, outros saberes. Então, o sapo descobriu que pior do que o perigo é o medo que nos aprisiona em poços da acomodação, da ignorância e do preconceito.

Não era bem assim como está aí, mas a lição é mais ou menos a mesma. 
Gostei da expressão "pseudofelicidade", aí dá para encaixar o versículo.
Seria como dizer que não conhecer te dá uma felicidade que na verdade não é uma felicidade plena. Só a verdade exposta permitiria uma felicidade plena, verdadeira.
É, faz sentido...
Nossa fui mais além do que tinha planejado. Me propus apenas uma lembrança da infância e acabo vendo que não vivi a felicidade lá. 
Eu era apenas pseudofeliz. Isso é bastante intrigante...
Vou pensar mais sobre isso...





sábado, 20 de julho de 2013

Ontem não tive vontade alguma de escrever nada e a culpa é de um de vocês, nobres leitores.
Quantas vezes eu já lhes pedi para que não estabelecesse nenhum contato comigo sobre o que escrevo aqui?
De verdade, eu me sinto muito constrangida com isso, o que a mim também parece engraçado. Escrevo para o público e não quero que o público me diga o que pensa.
Tento explicar:
Minhas considerações, ficções e histórias são o que penso. Só o que penso. Tento me entender, tento entender o que penso e o porquê penso e por quê?



Porque eu quero ir bem. Tenho muita vida pela frente e a quero viver em abundância.
Cada um deveria ter um jeito de se entender ou pelo menos tentar.
Leiam o quanto quiserem, fiquem a vontade, mas por favor deixem de me dizer o que pensam.
Não dou conta dos meus pensamentos, seria muita pretensão da minha parte tentar entender vocês.
Obrigada pela leitura e voltem sempre que quiserem.




Antes de passarmos ao nascimento propriamente dito, é interessante darmos ouvido ao pequeno Simão, que mesmo dentro de uma placenta  já tinha sentimentos e a julgar pelo seu peso natal, sofria...


01º de janeiro - Sexta-feira

Eu e a mamãe, tão logo chegou o ano novo, nos mandamos para uma aventura. Só eu e ela descemos de trem até Morretes. O passeio foi pra gente pensar e ver coisas bonitas, mas o papai estragou tudo. Brigou com a mamãe e isso doeu em mim. Por mais que ela diga que me ama, eu sei que se eu não existisse, nada disso teria acontecido.
Todo o passeio ficou nublado, a comida sem gosto e a mamãe voltou a chorar. Um dia eu espero que todas essas lágrimas  se transformem em alegria.
Não sei dos outros, mas eu vou fazer minha mãe feliz.
Agora falta pouco, logo eu vou chegar. Enquanto isso dou chutinhos daqui de dentro. Sei que mamãe adora me sentir mexer.



02 de janeiro - Sábado

O dia de ontem foi cansativo. Hoje quero descansar, mas a mamãe não para. É de um lado para outro, sempre criando coisas novas pra fazer. Hoje ela terminou meu arranjo de porta, ficou um amor.
Só que logo ela chora. Termina de fazer alguma coisa para mim, põem as mãos sobre mim e chora. Como eu queria abraçá-la forte e mostrar o quanto eu sinto por saber que ela me ama assim.
O papai ligou à tarde. A gente já tava cansado de esperar, mas ainda bem que ligou. Mamãe fica mais calma  quando fala com ele, mas ele fala tão pouco com ela.
Como será que eu serei? Será que me pareço com mamãe ou com papai?
Quando eu nascer, vou saber. Não vejo a hora disso acontecer.  
  

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Não consegui terminar de ver o filme ontem, o sono me venceu. Mas posso adiantar que algumas mudanças mudaram um elemento fundamental do livro.
O pai de Pat no filme é um homem atencioso e falante o que no livro é exatamente o oposto. Essa mudança psicológica tira a "culpa" do pai pelo comportamento explosivo do filho. 
Outra mudança é que o motivo que leva Pat para o hospital é apresentado inicialmente. No livro essa informação é algo que aparece somente quando Pat recupera a memória nas últimas páginas.
Como não terminei de ver o filme, ainda não posso emitir nenhum juízo de valor. 
Vamos ver se hoje eu consigo.

O dia foi tranquilo. Pela manhã podei a minha cerca viva amada e à tarde a Cristina veio aqui.
Meu mocinho está bem dengoso, graças a Deus esses dias com a mamãe foram remédio para suas complicações de saúde.



Adoro essa minha foto com o Pedro e o Fernando.

No início da gestação houve pequenos problemas que a fizeram agir impulsivamente pegando um ônibus para encontrá-lo em Curitiba.
A instabilidade do humor dele causavam uma angústia profunda nela. As lágrimas eram diárias e a ansiedade foi se desenvolvendo devagarzinho à cada dia.
Quando chegou em Curitiba, ele já estava mudado, tratando-a com delicadeza e cuidado. Jantaram juntos, passaram um susto, pois bateram no carro deles, namoraram a noite e no dia seguinte terminaram o dia prometendo se cuidarem mutuamente.
Mas tudo o que ele fazia para ela era pouco. Poucos dias, poucas informações, poucos telefonemas e quem sofria com tudo isso era o pequeno fruto que mal crescia no ventre dela. 
Ele vinha ficar com ela a cada quinze dias. Ela se enchia de esperança de que as coisas iriam se ajeitar com o tempo. 
Ela teve desejo de tomar chá de menta e ele procurou pelo chá em muitos lugares e nada.
Ela sentiu desejo de comer melancia e ele chegou com uma deliciosa.
Ela queria cuidado e ele fazia tudo que estava a seu alcance.
Ele mentia e ela fingia que não estava vendo.  A gravidez e o medo de não ter o pai para seu filho fez com que ela não quisesse nem saber de nada. Havia muitos problemas por hora. O resto era melhor esquecer.
O lado financeiro foi também um problema muito sério.
Ele prometia começar as compras das coisas do bebê e nada. Nem um pacote de fralda.
Nada, absolutamente nada.
Quando chegou o fim do ano, ela já sabia que teria que providenciar tudo sozinha e isso foi uma catástrofe financeira. 
Tudo por sua conta. Absolutamente tudo. 
Ela pagou caro para ter a presença dele e isso começou a prejudicar também sua saúde mental.
Uma mulher independente, mãe solteira recebendo migalhas de um homem sem honra, sem ombridade, sem caráter.
Uns dias antes do natal ela acordou decidida a acabar com tudo. Não era justo que ela e seu bebezinho sofressem tanto enquanto ele passava férias bem tranquilamente.
Foi então que ela descobriu que ele era casado e tudo então estava explicado. E a dor que veio daí foi algo insuportável para ela que adoeceu profundamente. Não dormia e não comia nada. Foi hospitalizada e assustou seus amigos que não tinham nada que pudessem fazer. 
Eles conversaram se acertaram e continuaram juntos.
Ele se ajoelhou aos pés dela e pediu perdão com lágrimas nos olhos.
Apesar de tudo, não havia nada melhor a fazer do que esquecer os escrúpulos e permanecerem unidos até que o bebê nascesse e um momento de calmaria se estendesse até o Bebezinho viesse ao mundo e que seus pais estivessem juntos nesse dia. 
Ele se esforçava. No natal exatamente há meia-noite ele ligou para ela. Isso foi algo maravilhosamente fortalecedor que encheu de esperanças o coração dela.
Foram a igreja juntos diversas vezes, ele orou pelo bebê com as mãos sobre a barriga dela. Ela o amava profundamente. Tudo que ela suportou foi por amor a ele e ao bebê.
Terminou o período de gestação, era hora de Simão vir ao mundo.
O dia do parto foi marcado e no dia anterior ele chegou para acompanhá-la.
Namoraram, jantaram fora e dormiram abraçadinhos, ela estava muito feliz, mas bastante apreensiva. Ele a acalmava e protegia. Tudo daria certo no dia seguinte. Assim ela dormiu como há muito não fazia.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

- Oh moça da jaqueta estilosa!
- Mãe, é com você.
- Oi, 

Foi assim que fomos abordados hoje à tarde no centro de Ponta Grossa por causa do Pedro. 
Duas moças, muito mais estilosas que minha jaqueta laranja, me pararam porque ficaram encantadas com o Pedro. Elas são olheiras de uma agência de modelos infantis e querem que meu docinho seja modelo fotográfico. E eu posso com isso?
Que mãe não fica maluca com uma abordagem dessa?
Elas ficaram com meu contato para conversarmos no fim de semana. 
Nosso passeio foi bem gostoso. 
Faz alguns dias que quero contar que o Pedro está lendo algumas palavras que aparecem num jogo.
É incrível que ele me dita a palavra que eu devo procurar. No começo eu achava que era só coincidência, mas logo percebi que ele estava lendo de fato. É incrível!
Na escola é o menino mais educado da sala e seu desenvolvimento foi muito significativo pelos pareceres.
Sempre está com livros ou revistas e percebo que quer ler. Não estou cobrando absolutamente nada dele, afinal eu não concordo com cobranças intensas nessa fase, mas o interesse dele é visível. 


Terminei o livro e vou assistir ao filme ainda hoje.
Amanhã faço alguma consideração sobre isso.

A temperatura está bem baixa, nada melhor do que colchão na sala, meu docinho cheirosinho para abraçar e um filme bom para ver.
Férias, precisava disso.

 


terça-feira, 16 de julho de 2013

Vim aqui continuar tua história, você dormindo na sala. Mas foi só eu abrir o blog e seu chorinho habitual me obrigou a mudar os planos escritores. Você chegou pedindo meu colo e eu não posso negar o que tenho de melhor para te dar. A maneira preguiçosa e encantadora que as crianças escolhem para acordar do soninho é algo que quero sentir pelo resto da vida. 
Coloquei a música do meu alongamento e fiquei te embalando até que te convenço de tomar banho para arrumar seu lanchinho e te colocar para dormir. Prefiro essa sensação gostosa do presente do que as infelizes desilusões.
Fernando Pessoa sabia bem do que estava dizendo nos versos finais do Mar Português...
Valeu a pena!

Amanhã vamos passear, deixo nossa história para outro dia, agora vamos viver a delícia de termos um ao outro.
Every now and then,
I get a little bit breathless and I dream of something wild


Antes que mal me interpretem, a música não é recado para ninguém. Ela é a música que Pat dança com sua amiga em troca de notícias de sua ex-mulher. O livro está me encantando, pena que já estou quase no fim. 
Para procurar essa música, imaginei que o filme teria um clip como a cena do  Pratrick Swayze e a Jennifer Grey no filme Dirty Dancing, mas não. Confesso que já me sinto um pouco decepcionada com o filme, sem ao menos tê-lo assistido. Claro que vou dar o tempo dele me demover dessa decepção, embora não acredite em tal feito. Os filmes são sempre inferiores aos livros.

Coloquei esse clip do Glee, ele é melhor do que a Bonnie Tyler com sua voz estridente e seu cabelo anos 80, terrível. Essa música é um clássico e tem uma letra bastante forte. 

O vestibular acabou ontem e tudo foi bastante tranquilo.
Tudo está bastante tranquilo, embora amanhã eu fique apenas com o Pedro. Ele não quis ir para a fazenda com os meninos. Fiquei feliz.
Meu docinho é um grude comigo e eu não me incomodo nada com isso. Infelizmente ele também vai crescer e vou perdendo naturalmente o espaço do centro das atenções dele. 
Nem quero pensar. 
Vou cuidar das férias... Viver o que há para viver, agora...





domingo, 14 de julho de 2013

Dia de vestibular é sempre um dia interessante. Rever ex-alunos é tão gostoso, ainda mais quando estão buscando algo melhor para suas vidas. 
Cuidei da sala do pessoal de Engenharia Civil. Entre os candidatos estava o Pedro. Um ex-aluno muito querido. 
Fiquei bem contente de revê-lo.
O tempo passou rápido, hoje.

Me saiu um terçol. Doeu o dia todo. Se ao menos eu tivesse guardado o nome da pomadinha, mas não...
O jeito é tomar um chá de gengibre bem forte para a dor na garganta e dormir para passar. Certamente amanhã estarei bem melhor. 
Descobri esse ano que não gosto de invernos, ainda mais se forem chuvosos.





sábado, 13 de julho de 2013

O dia foi meio curto, não pude ler quase nada do livro



Quero terminar de ler para então, ver o filme. 
Sempre o filme deixa muito a desejar porque não representa o que a imaginação do leitor construiu. 
Apesar de ser uma leitura fácil e rápida já construí as cenas, as personagens, o clima...
Essa construção que torna a leitura algo apaixonante.
Talvez eu ainda não tenha dito o quanto estou contente de ter o tablet, não porque ache fundamental para as minhas aulas, mas porque basta eu querer ler um livro e ele está a minha disposição. Nunca tive isso dessa maneira.
Tomara que quando eu esteja velhinha, ainda possa ler. Tenho medo de ficar cega e não poder mais ler.
Se meu neto-leitor for carinhoso com a velha vó, virá ler para mim. Até lá preciso aprende a gostar de poesias. Imagina só, meu neto lendo para mim com sua voz grossa de moço. Eu ouvindo e me lembrando do tempo de mocidade. Terei saudade do passado bom que vivi.


Hoje o Gui foi à balada teen. Todo bonito, cheiroso e feliz. Meu menino cresceu.
Estou feliz por ele.

O Pedro tem se mostrado um garotinho muito possessivo.
Não gostou de me ver vestida de caipira,
Não gostou de ver os alunos aqui em casa,
Não gostou das fotos em que os alunos me abraçam,
Não gosta quando uso a caneca que ganhei do Fernando,
Não deixa que os meninos se aproximem de mim.
Tenho falado bastante sobre isso com ele. 
É uma graça agora, mas futuramente se tornaria um insuportável.
Ele precisa aprender a dividir o amor da mãe.
Ele precisa aprender que é tão importante quanto os outros.
Ele tem aprendido, vai se tornar um grande homem, assim como seus irmãos...

Amanhã trabalho no vestibular. Só de pensar me dá um sono...
Vou ler até o Gui chegar... espero não cair no sono. Toda mãe que se presa não dorme enquanto seu filho não chega...


sexta-feira, 12 de julho de 2013

1ºdia de férias: 
Dia muito tranquilo.
Artesanato pela manhã, sono e livro deliciosos à tarde.

Faz algumas semanas que desejo ler o livro "O lado bom da vida". Embora não tenha nem lido do que tratava. Pelo título e pela posição entre os mais vendidos, decidi que precisava lê-lo e ao começar hoje, sinto que minha intuição anda bem apurada. Ela dificilmente falha.
Quanto ao livro, posso dizer, depois das primeiras páginas (engraçado chamar de página quando se lê no tablet), que o livro tem alguma relação interessante comigo, com o que já vivi...
Pat é um homem que esteve internado num hospital psiquiátrico, ao que parece por mais tempo do que ele imagina. O foco narrativo é de primeira pessoa e o tempo é o presente.
Pat se torna compulsivo por exercícios físicos e obcecado pela ex-mulher que o abandona, ao que parece por ter sofrido algum tipo de agressão física. 
As sessões de terapia e a readequação à nova fase fazem dessa obra, algo muito instigante.
Penso no João como o personagem principal...
Penso no quanto deve ter sofrido...

Ontem, minha ajudante me contou que na época do meu acidente, ele confidenciou a ela que era louco por mim ainda. Anos depois da separação. Não me sinto lisonjeada, ao contrário, me dá uma dor saber.
Meu casamento foi um erro meu que prejudicou profundamente ele. Não me perdoo por isso...

Voltando ao livro, já encontrei uma frase de impacto:
"São suas ações que fazem de você uma pessoa boa, não sua vontade."
Essa frase é dita pelo terapeuta depois dele ter chorado compulsivamente por ter agredido fisicamente sua mãe e ter tomado uma surra do pai que o quer ver internado novamente.

Preciso encontrar no youtube a música do Kenny G que tanto incomoda Pat e que está intimamente ligada às alucinações que o transformam num louco agressivo.


Pronto, já encontrei. Os livros mais novos estão bastante interativos...

Preciso parar agora, o livro está me chamando...


quinta-feira, 11 de julho de 2013


Imagina a festa de ver a professora vestida de caipira?
Tudo foi muito legal. 
Tirei fotos com os alunos.
Gosto desses momentos de interação com eles. Podemos demonstrar coisas que dentro de sala de aula não é possível.


Já o dia de hoje foi bem mais sério. Dia de conselho de classe é tenso. Sempre acontecem pequenas discussões, mas o que presenciamos hoje é coisa fora do imaginável.
Tudo bem que o professor seja bipolar, mas daí arranjar encrenca por nenhum motivo, já é demais.
Foi algo surreal.  
 Tudo começou porque o professor disse que ele não foi ouvido numa reunião anterior sobre um aluno mais velho que ele julga ser um quase psicopata. Eu dou aula para o menino e não posso concordar com isso. A vice-diretora também dá aulas lá e concorda comigo e a discussão dos dois foi ficando mais acalorada e terminou com o porfessor gritando que não participaria do conselho e iria ao núcleo denunciar a vice por usar do cargo para impor suas ideias. Foi uma cena mega constrangedora. Justo agora que a escola parece que deslanchou.

Fora essa saia-justa, o resto do dia correu tranquilo.

E os próximos dias serão ainda melhores.

 Essa foto, tiramos no dia da apresentação do dia das mães. A boquinha indica vergonha. Sempre que está envergonhado, faz essa carinha linda... Meu Pedro Eduardo...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Fiquei um tempão esperando meu celular atualizar para eu poder encontrar uma foto da festa de hoje, mas tá demorando demais. Não vou esperar. Amanhã ainda tenho que trabalhar. 
Contando os minutos para os merecidos dias de folga.

A festa foi bonitinha, alguns alunos vieram almoçar aqui em casa. Foi um dia bem gostoso.
Estou muito cansada, quero fazer tanta coisa, mas sei que a única coisa que vou fazer é dormir.

O Pedro foi comigo à tarde... capotou e de novo foi dormir sem tomar banho. 
Ele fez sucesso com os alunos, pulou na cama elástica e comeu muita porcaria... mas foi feliz.
Quando chegou em casa chorou e chamou pelo pai. Nessas horas abraço ele forte e não digo nada.
Eu finjo que não ouvi e ele finge que não falou nada. Nós dois sabemos o quanto isso nos faz sofrer.

O Gui chegou e voltamos a sorrir...