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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Queridos amigos, vou confessar duas coisas importantes para vcs hj, na verdade é um desabafo. A primeira é que nunca rejeito alguém q me add, se quer ser amigo no face é pq quer ser meu amigo, saibam também que a maioria de meus amigos são alunos, professores ou funcionários do Colégio Amanda, o qual sou diretora e por isso vou contar para vcs que qdo voltei de viagem das férias estava decidida a desistir do cargo pq algumas pessoas desagradáveis fizeram coisas "desagradáveis" no ano passado para me desanimar e saibam que quase conseguiram. Então conversei com algumas pessoas que confio muito, inclusive minha chefe, e pedi opiniões e após ouvir e refletir que fui muito bem votada na eleição para diretores em 2011, que inúmeras pessoas gostaram do meu trabalho ao fazer muitas melhorias no colégio e que confiam em mim, resolvi continuar nesta luta, e quero dizer para vcs que farei algumas mudanças e que não vou desistir, pq as pessoas que me apoiam: excelentes professores, excelentes alunos e excelentes funcionários, que são muitos, não merecem que eu desista. É isso pessoal, vou continuar, e se concordarem com minhas propostas vamos melhorar ainda muito mais o ensino no querido colégio AMANDA. Obrigada, um abraço!" ( esse belo texto foi postado no facebook pela diretora do colégio que eu trabalho, no dia 26 de janeiro)





Embora esse mesmo discurso de "pensei em largar tudo" já tenha sido usado algumas outras vezes pela mesma competente e digna senhora, esse em especial me põem em cena
Bem, não preciso nem dizer que as pessoas desagradáveis me incluem e as coisas "desagradáveis" também foram feitas, boa parte, por mim - tudo o que fiz está relatado aqui entre os meses de agosto e dezembro do ano passado. Infelizmente dizer e fazer o que é certo não agrada muito os que andam na contramão da transparência e clareza de ações e atitudes.    
Desde ontem eu estou aqui pensando que retornar ao trabalho não será tarefa muito fácil. Não por essas palavras ditas acima, mas por atitudes que estão se pré-exibindo. Já sei que as bombas foram colocadas e vou pisar num campo minado. 
Definitivamente não era esse retorno que eu esperava, mas se é ele que tenho... ok
Vou com a consciência tranquila e com certeza de estar correta nas minhas atitudes. 
Estamos na democracia de 2013, não no nordeste dos coronéis dos séculos passados. Podemos e devemos ter opiniões confrontantes e delas tirar ações construtivas e criadoras, não destrutivas e demolidoras. 
Não precisamos e não devemos ser amigos, afinal entre amigos, inegavelmente, nasce uma cumplicidade e uma troca de favores que nada contribuem, pelo contrário destroem o crescimento da educação que tanto almejamos.
Ao escrever sobre isso me vem a mente a imagem de um dos livros de Lima Barreto ou Aluísio de Azevedo, não sei precisar exatamente o livro nem o autor agora, mas isso não tem a menor importância. O  relevante é a cena das mulheres que iam lavar suas roupas nos rios e alí ficavam brigando  em público assuntos tão íntimos e particulares, confundindo o público do privado. Mostrando toda sua degradação para o povo, que de camarote, assistia a tudo sem entender praticamente nada, estando alí só pelo espetacular show de gritos, ofensas, socos e unhadas que misteriosamente prendem a atenção dos expectadores passivos até hoje.
As diferenças expostas em público, envolvendo muitas pessoas e convidando outras tantas a se posicionar numa guerra de gentinha. Que coisa mais deplorável e deselegante.   
A essa pessoa todo o meu desprezo.
Aos meus alunos e colegas meu sempre respeito.
A mim todo o meu caráter.


Que venha o ano letivo de 2013!









terça-feira, 29 de janeiro de 2013


Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Provérbios 3:5-6


Sem  mais nada pra dizer... 




And I had a feeling that I belonged
And I had a feeling I could be someone, be someone, be someone

sábado, 26 de janeiro de 2013


"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas..."
Sun Tzu


Essa foi a frase da contracapa que me chamou a atenção para o livro que estou lendo: A arte da guerra. Já vi inúmeras citações desse livro em outros que já li. Não posso defini-lo como uma leitura agradável. A mim parece um exagero, até loucura. Sou muito mais adepta da paz do que da guerra, mas frases soltas, iguais as que li em outros livros, lidas no seu sentido conotativo, trazem bastantes ensinamentos. Não vou deixar na velha estante, quero leituras 100% boas para meu neto-leitor. Mas se ele for um fanático por leitura vai acabar encontrando por si só.
Enquanto leio, a imagem que me vem a mente é do tabuleiro de War. Quem já jogou sabe o quanto é interessante.



Quando adolescente, joguei muito com o Lauro e a Adriana (já falei deles algum tempo atrás), Tínhamos um objetivo a alcançar que deveria sempre ficar escondido conosco. Algo como: Conquiste 2 continentes e mais 3 países, ou ainda conquiste 24 territórios e ainda mais, destrua os exércitos pretos, ou verdes ou amarelos, etc. Nunca gostei de jogar pelo meu objetivo sorteado, meu objetivo mental era sempre conquistar o mundo todo, era assim que o Lauro pensava e ficávamos horas e horas "guerreando" nos dados até um vencer o outro. Assim aprendi a perder. Perdi muitas vezes. Sei perder. 
Aprender a perder é a regra principal para aprender a ganhar. Nunca mais joguei War. Comprei um aqui para casa, mas os meninos estão numa outra era... não jogam mais jogos de tabuleiro, preferem as plataformas digitais. Eu também tenho me cedido a elas. 
Minha mais nova mania é um joguinho que você precisa somar um determinado número para poder eliminar os bloquinhos. Inicialmente os números são baixos, mas logo eles vão aumentando e é preciso ser bom em tabuada e soma.


 Já vi pelos recordes de outros jogadores que sou um fracasso nisso ainda, mas assim como no war, é só uma questão de tempo. Logo, de tanto aceitar perder, vou me tornar uma vencedora. Gosto dos jogos. Eles nos ensinam muitas coisas e esse especificamente me ajuda a calcular de forma rápida e precisa. Isso será muito útil no fechamento de notas. Agora não quero mais que digitalizem os horrendos livros de chamada. 
Brincadeiras a parte, claro que precisam ser digitalizados os livros de chamada. Impossível que ainda se faça o controle tão sério numa forma tão arcaica.
Ainda falando do joguinho de somar, ele me trouxe uma doce lembrança da minha sogra, uma mulher triste que fazia cálculos de cabeça numa velocidade assustadora. Tenho saudades dela e da época em que eu podia ter sido sua amiga e não fui... Poucas coisas me remetem ao arrependimento. Dona Anália é uma delas.
Preciso parar agora, vou levar o Pedro para comer feijoada. 
Mentira, o Pedro não come feijoada. Eu que como. Ele, tadinho não sabe o que é bom...




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"Depois de muita luta, de tantas decepções e mal entendidos, agora agradeço a você pessoa que venceu comigo esta batalha pois cheguei e estou entrando na guerra, porém, muito disposto a ter a confiança, disciplina, entusiasmo e dedicação com qual descobri em uma professora que tive chamada Roxana Charin!!! Obrigado pois agora a UEPG me espera e futuramente seremos colegas de trabalho!!!! "



Tá aí, essa é a resposta que eu preciso... depois de um ano difícil no lado profissional, recebo um email de um aluno que reconhece o meu trabalho... isso só me faz acreditar ainda mais que estou certa, ainda que queiram me fazer acreditar no contrário.
Prezo por uma educação de qualidade e vou até o fim pelo sucesso dos alunos... a luta é árdua, mas não é vã.




Quando acordei, essa foi a música que me veio à cabeça.
Legião Urbana não era das minhas bandas preferidas, enquanto eu era adolescente, mas é inegável que as letras são de uma genialidade fora do comum. Sentimentos e razão se confundindo e confrontando dentro e fora do artista que não era fingidor. 
Não posso deixar de dizer que essa música foi composta em parceria com o maravilhoso FLAVIO VENTURINI, que pra mim é tudo em se tratando de MPB. Embora o timbre do Flávio soe melhor aos meus ouvidos, a sensibilidade e a dor do tom do Renato, fecha comigo hoje.
Renato Russo, sofria as angústias que são visíveis em sua música. Saber disso me deixa menos sozinha dentro desse vazio.
Enquanto escrevo, estou ouvindo-o cantar em italiano... acho que nunca parei para o ouvir com o coração... Sei as letras decor e não as senti... que perda de tempo.
Que venham as artes me apontando caminhos... 




quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Por favor, onde muda essa página?
Já li e reli tudo isso várias vezes. Cadê a interatividade que está tão na moda ultimamente?
 Sou marionete manipulada pra lá e pra cá?
 Não, não quero, não preciso e não vou viver isso...
Quero ler coisa bonita, coisa que realmente faça bem... 
Coisa que me dê paz no coração...
Essa angústia não combina comigo.
Parei minha história e voltei no tempo... 
Largando o tempo pra lá e retomando a vida...
Pra frente é que se anda!
Não pra baixo!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tentei escrever muitas coisas, apaguei tudo.
Fato que estou me sentindo desconfortável. 
Vou sair, vou ver gente... 
Depois eu penso... 
Agora vou viver!















terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Comecei o dia lendo um ensaio sobre política e já estava pensando em ser esse o assunto para hoje, mas como odeio política e estou de férias, fui fazer artesanato... e artesanato tem a delicadeza de me tirar do ruim, do incomodo, do vazio. Passei o dia curtindo a alegria de estar bem. Não seria justo estragar algo bom com assunto tão desagradável.
Como não sou de ferro, vencida por meu vício (meus vícios sempre me vencem) vim jogar. Dando uma rápida olhada nas redes sociais, me deparei com uma foto de Bruna Lombardi. Parei.
A foto era pequena, uma divulgação de um novo filme. Algo como hipnotizada pela beleza, cliquei na foto para ampliá-la. Não obtendo o resultado desejado comecei uma rápida busca por ela no google. Por que fiz isso?
 Porque ao vir a foto, imediatamente pensei: Quando ficar velha quero ficar como ela. Uma mulher lindíssima com 60 anos. Mas como o que eu vejo é só um reflexo do todo que existe, minha busca me levou à Bruna Lombardi poetisa. Jamais imaginei que ela era algo mais do que uma atriz lindíssima. 
Li alguns de seus textos e vou ler muitos outros. 
Definitivamente, quero ser como ela. Não mais pela beleza, sei bem que não chego-lhe aos pés, mas por aquilo que defendo e prezo em mim e que poucos enxergam e eu enxerguei nela: A SENSIBILIDADE.
O texto que escolhi, foi casualmente escolhido. Ao menos entre os que casualmente me caíram nas mãos. Se é que existe casualidade nessa vida.



Preciso sair um pouco da toca e ver o mundo... vou lanchar com o Pedro.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

censurado para menores de 18 anos.



Já devo ter dito que sou apaixonada por MPB, em especial a atual. 
Gosto da maneira artística com que os assuntos são tratados.
Hoje, escolhi duas músicas que falam de sexo... 
Elas são ousadas, muito ousadas...
Mas tem algo mais do que a vulgaridade dos sertanejos, pagodes e axés que tanto fazem sucesso...
Sou adepta convicta do subjetivo... o direto é simples e ignorante demais, portanto não me interessa...


clareia manhã o sol vai esconder a clara estrela ardente pérola do céu refletindo teus  olhos a luz do dia a contemplar teu corpo sedento louco de prazer e desejos ardentes



Ordene, não peça Muito me interessa A sua potência Seu calibre, seu gás.






Fiquei por horas procurando um vídeo menos ousado para a música da Isabella Taviani, mas não encontrei, por isso censurei... e devo confessar que gostei dos vídeos que ví... a ousadia subjetiva é extremamente atraente... Cadê meu 50 Tons?? 



PS: Neto-leitor do céu! Sua velha vó gostava de sexo! Mas não precisa sair comentando com ninguém... Ah, outra coisa que quero te pedir de coração: Se eu ainda estiver viva quando você ler tudo isso, não toque nesse assunto comigo. Nem nesse, nem em qualquer coisa que você tenha lido nesse blog... seria infinitamente constrangedor para mim...



domingo, 20 de janeiro de 2013

Depois de muito tempo fui hoje à igreja... Foi bom... estou feliz por ter ido.
Me assustei com a catarse, mas consegui tirar algumas lições do sermão do pastor que não era muito bom em português.
O que importa falar corretamente e viver erradamente?
Gostei do pastor, gostei da igreja... gostei do sermão... gostei de tudo exceto da catarse...
Vou pensar e pesquisar mais sobre isso...

"Você não pode “produzir” confiança,assim como não pode “fazer” humildade. Ela existe ou não.A confiança é fruto de um relacionamento em que você sabe que é amado." - A Cabana




Essa frase é do livro mais tocante que já li. A Cabana fala do encontro de um homem, Mackenzie, com a divina trindade. Todo o texto traz uma visão diferente da concepção que trazemos do sagrado. Tudo isso para mostrar que Deus é pessoal, não de uma forma egoísta, mas de uma maneira amorosa para nos atrair. 

Essa frase está marcada no meu livro, porque pra mim ela é de uma profunda simplicidade e clareza.

Não apenas na confiança em Deus, mas em todos os relacionamentos que temos. 
Depois de viver algumas experiências dolorosas de falta de confiança eu preciso defender os inúmeros conselhos que teimei em não seguir, mas que estavam certos: Onde não há confiança, não há a menor chance de um relacionamento saudável. Sempre se estará sofrendo ou ainda fazendo sofrer.
Aprendi com as inúmeras cabeçadas que a confiança existe antes do relacionamento, não vem depois dele. Vou tentar explicar isso logo mais com um exemplo. Por hora me detenho em dizer que somos imediatamente levados a acreditar na pessoa nova que se aproxima, Isso se deve a desnecessidade de enganar que temos. As mentiras, as farsas, as enganações virão com o tempo , quando se fazem necessárias por diferentes motivos. 
Ouço minhas colegas contando como escondem as coisas de seus maridos. Não grandes mentiras (embora pra mim quem mente no pouco, mente no muito - quem usa da mentira uma vez, vai ter de usar  muitas outras vezes também e de tanto usar, vai acabar se acostumando)
Engraçado que são essas mesmas colegas que também se queixam das mentiras dos maridos. Pensei que chumbo trocado não doesse. Pensei que os direitos fossem iguais.
Lógico que me detenho apenas em ouvir suas queixas e aventuras e só dou algum conselho quando elas me pedem. Então sempre digo que se uma coisa está mal explicada é porque alí há mentira.
Essa conclusão eu tiro do que vivi durante todos os meus 37 anos de vida.
Boa experiência que tenho com isso hoje, se dá ao meu convívio com o Moacir. Homem inteligentíssimo que sabia mentir e que me fazia  de idiota sem que eu ao menos desconfiasse. Mas no momento exato em que ele deixou um fiozinho mal amarrado da mentira  eu puxei a ponta e então veio tudo abaixo. Tudo, absolutamente tudo... mas como infelizmente um relacionamento não se dá apenas entre duas pessoas, muitas coisas estão em jogo e sendo assim dá uma preguiça de tomar as rédeas da situação e colocar um fim.  Assim o sofrimento vai se potencializando e se tornando um buraco negro onde mais cedo ou mais tarde se cai. Eu já caí algumas vezes. 
Hoje não quero mais isso pra mim... Quero relacionamentos que não me exijam antenas ligadas e mentiras protetoras.
Ou os relacionamentos servem para  fazer bem ou eles não devem existir



Esse texto tá muito esquisito, estou sem a concentração necessária. Tudo bem, nem sempre a gente tá bem... 
Vou ver um filme...

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Estava lendo as coisas que escrevi em agosto do ano passado. É fantástico olhar para o passado dessa forma. Dá uma sensação boa e ao mesmo tempo traz respostas para o hoje. 
Imagino que daqui alguns anos vou olhar e vai ser ainda mais legal. 
Estou numa fase limão com sal, precisando exercitar o Amanhã os Problemas Estarão Resolvidos (APER) e é importante que a serenidade necessária esteja sempre varrendo a ansiedade crônica.
Vou vencer essa luta interna e isso me deixa com um orgulho fdp de mim mesma. 
Gosto de saber quem sou e como sou... 
Mas não pensem que sou uma arrogante cheia de mim. Sei perfeitamente bem que não é mérito exclusivamente meu. Deus é o comandante-mor, ele me moldou e molda. Muitas vezes pergunto para Ele qual a minha função aqui. Claro que a resposta não vem. Eu não sei, nem vou saber tão cedo. Mas eu tenho a certeza de que ele deve querer algo de mim. Sinto isso... Os acontecimentos da minha vida me dão essa certeza... Meu relacionamento com Ele me dá essa certeza...

Não sou eu... 

Quando estive na praia, consegui que o Fernando ficasse com o Pedro por alguns minutos para que eu entrasse sozinha no mar. Falei pra Deus que aquele era o momento da água do mar levar toda a energia negativa que estava em mim e que dos Céus viessem as forças renovadoras para recomeçar mais um ano. Meu ano sempre começa nesse instante, onde me lavo no mar. 
Vocês podem até não acreditar, mas enquanto eu estou lá, sinto como se realmente algo saísse das pontas dos meus dedos da mão e uma sensação de leveza invade meu corpo. Respiro fundo e sei que Deus de fato está realizando meu pedido de renovação. Tem sido assim sempre... 
A exceção foi 2011. Não pude ir... vivi dois anos com a mesma energia... foi triste! 
Mas passou... ainda bem que passou.


Imagem escolhida aleatoriamente em : http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/naiana-natureza/viagens-nacionais/ecorecanto-em-parati-rj-10586.asp    

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013



Agora enxergamos direito e podemos nos ver por detrás de um rancor
Agora eu te digo de onde venho e dos caminhos que a paixão tomou
Agora o destino é ermo e nos encontramos neste furacão
Agora eu te digo de onde venho e do que é feito o meu coração


Já falei que gosto de ouvir música para me encontrar, encontrar respostas, encontrar soluções . Hoje estou precisando de música... muita música... música alta e sabedoria...
Viver é uma tarefa muito cruel, especialmente em alguns dias específicos...
Me sinto como se sente um artista num palco em dia de casa lotada esquecendo seu texto e tendo todos os olhares sobre ele na espera da sua reação e ele ali, sofrendo mais pelos outros do que por si mesmo.

As dores que permito em mim são infinitamente mais suportáveis do que as que eventualmente causo nos outros. Ainda que a dor fosse apenas uma espécie de retribuição...
Por que será que sou assim? Já tomei muito na cabeça por isso e no entanto não mudo. Preciso encontrar essa resposta. Mas onde?
Vamos de música... elas sempre nos falam alguma coisa. Já é alguma coisa!


Neto-leitor, sua vó é uma idiota mesmo... quero que você deixe isso muito claro no livro. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Em ritmo de férias...
Mas umas férias com gosto diferente...

Não sei se essa é de fato a casa (na minha lembrança o portão era na outra rua), mas pela pesquisa ou estou enganada ou não há mais a casa. Fato é que essa é como me lembro.

Lembrei agora da casa no Cristo Rei, onde eu aprendi comer limão com sal. Tínhamos um limoeiro e as empregadas que cuidavam da gente tinham mania de sentar embaixo da árvore pra comer limão. Não consigo precisar os detalhes, dessa época também só tenho flashes.
Nessa casa recebemos a visita do Inri Cristo, também nessa casa conheci meu padrasto que se tornou um pai, mas foi ali também que comecei a sentir as primeiras agressões da Marion. Não vou falar disso hoje. Só adianto que se tratava de um absurdo que só podia sair de uma mente doente. Acredito que nessa época eu devia ter uns 7 anos. É isso, eu tinha 7 anos. Estudava no Martinus, fazia primeira série e perdi minha mochila. Um mistério que carrego pela vida.
Como posso ter perdido minha mala com todo o meu material? Perdi e apanhei muito por causa disso. Mas a maldade não tem relação com isso. O tema  era sexualidade. 
Ainda lembro do salão que a Marion montou. Tinha sala de massagem e uma amiga dela foi morar, por um tempo, lá em casa. Ficou pouco, pois elas brigaram e o motivo era homem.
Incrível que vou escrevendo e as memórias vão aparecendo. Foi ali nesse salão que a Marion cortou meu cabelo bem curtinho, parecendo menino. Meu cabelo era grosso e ficava espetado e isso devia deixá-la feliz. Minha sorte é que ela rasgou minhas fotos.
Acho que passávamos necessidade nessa época, provavelmente ela deve ter quebrado a cara fazendo o salão, pois logo saímos dalí. Ela se "casou" com o Ney e fomos morar no Sidarta.
Durante a presença do Ney em casa, eu penso que fui protegida. Ele tinha pena e cuidava de mim. Sempre foi muito carinhoso comigo. Ele foi meu pai.
Nas brigas deles, eu sempre entendia que ele estava certo. Nunca falei nada, mas como até hoje minhas expressões faciais falam por mim, ela sabia e isso só ampliava potencialmente sua raiva. 
Meus cabelos cresceram e mais outra vez ela cortou, dessa vez torto para eu ficar ridícula e eu fiquei.
E fiz isso calada. Eu e a minha mania de deixar algumas pessoas me fazerem de idiota. 
Tudo que a Marion fez pra mim, recebi sem levantar a voz, sem argumentar, sem questionar.
Quieta, como até hoje eu fico quando estou chateada. 
Me soa estranho isso. Sou uma leoa enlouquecida na maioria das situações de conflito, mas em algumas poucas, me sinto uma lesma num caracolzinho frágil. Me recolho e me protejo numa casquinha que não me dá proteção alguma contra o meu predador. Posso contar nos dedos de uma mão as pessoas que me causaram essa desproteção. Sofri calada por cada injustiça que me causaram. E todas elas me deixaram com um gosto diferente da vida...
Algo como o sabor azedo, ruim e delicioso do limão com sal, que muita vezes comi enquanto fui adolescente.



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Vingarmo-nos de um mal de que fomos vítimas é privarmo-nos do conforto de gritarmos contra a injustiça.”
Cesare Pavese

Me deparei com essa frase e logo fui procurar saber quem era seu autor.
Um poeta italiano, comunista que se suicidou quando tinha 42 anos. Até aqui nada de anormal. Muitos poetas foram ou são comunistas e muitos mais se suicidaram ou vão se suicidar. Pensar, refletir e analisar a vida particular e alheia é ofício de doido mesmo. Mas o que me chamou atenção foi seu diário póstumo. Um livro que foi lançado depois de sua morte com o título de O OFÍCIO DE VIVER. foram 15 anos de escritos que viraram livro. Não vou sossegar enquanto não ler.
Fazendo uma breve pesquisa, encontrei:

Não há dúvida de que é inútil e prejudicial lamentarmo-nos perante o mundo. Resta saber se não é igualmente inútil e prejudicial lamentarmo-nos perante nós próprios. Evidentemente. De facto, ninguém se lamentará perante si próprio, a fim de se incitar à piedade, o que nada significaria, dado que a piedade é, por definição, o voluptuoso encontro de dois espíritos. Para quê, então? Não para obter favores, porque o único favor que um espírito pode fazer a si próprio é conceder-se indulgência, e toda a gente percebe quanto é prejudicial que a vontade seja indulgente para com a sua própria e lamentável fraqueza. Resta a hipótese de o fazermos para extrair verdades do nosso coração amolecido pela ternura. Mas a experiência ensina que as verdades surgem apenas em virtude de uma pacata e severa busca, que surpreende a consciência numa atitude inesperada e a vê, como de um filme que parasse de repente, estupefacta, mas não emocionada. Basta, portanto.

E ainda:


"A dor não é em absoluto um privilégio, um sinal de nobreza, uma lembrança de Deus. A dor é uma coisa bestial e feroz, banal e gratuita, natural como o ar. É impalpável, escapa a todos e a qualquer luta; vive no tempo, é a mesma coisa que o tempo; se possui sobressaltos e gritos, é tão-somente para deixar mais indefeso quem sofre nos momentos subsequentes, nos longos momentos em que se torna a provar o tormento passado e aguarda-se o seguinte. Esses sobressaltos não são a dor em si mesma, são momentos de vitalidade criados pelos nervos para que se possa sentir a duração da verdadeira dor, a tediosa, exasperante, infinita duração do tempo-dor. Quem sofre está sempre em estado de espera - do sobressalto e do novo sobressalto. Chega a hora em que se prefere o acesso do grito à sua espera. Chega a hora em que se grita sem necessidade, desde que se rompa a corrente do tempo, desde que se sinta que está acontecendo alguma coisa, que a duração eterna da dor bestial interrompeu-se por um instante - ainda que para ser intensificada. Às vezes, surge a desconfiança de que a morte - o inferno - consistirá ainda no fluir de uma dor sem sobressaltos, sem voz, sem momentos, só tempo e eternidade, incessante como o fluir do sangue num corpo que não morrerá mais."

Certamente preciso ler isso...

Ah! Sobre a frase inicial, ela tem razão de ser... 
   
Estive fora por uns dias... voltei...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Acabei de deixar a Amélia no chinelo. Fui cortar a grama, sem a menor vaidade e assim estava igualzinho a ela, mas a máquina estragou. Não há de ver que consertei a tal da máquina! Pois é...
Além de cortar grama, sou capaz de consertar a máquina.
Troco chuveiro, faço comida, trabalho fora e ainda me sobra tempo para ter vaidade.
Eu sou Mulher de verdade que luta diariamente as batalhas do cotidiano. 
Que encontra força para ser feliz e andar de cabeça erguida, porque sei quem sou e a que vim... (ao menos suponho a que vim)
A Amélia, da música, era conformada... eu não...
Não sei que fim levou a mulher de verdade... Mas eu não quero ter o mesmo fim...
Cortei a grama com a máquina consertada, tomei banho, me arrumei e vou cuidar da aparência com a maior vaidade.
Antes que me julguem convencida, não estou falando de beleza. Estou falando de vaidade. Dois substantivos que não são sinônimos, embora se completem.

Ah, também não vou colocar a música aqui, porque achei horrível... sempre só ouvimos o refrão
"Amélia não tinha menor vaidade... Amélia que era mulher de verdade... " 
Sabe por que só ouvimos isso? Porque o resto é um acinte às mulheres de hoje. 



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O dia mais belo: hoje
A coisa mais fácil: errar
O maior obstáculo: o medo
O maior erro: o abandono
A raiz de todos os males: o egoísmo
A distração mais bela: o trabalho
A pior derrota: o desânimo
Os melhores professores: as crianças
A primeira necessidade: comunicar-se
O que traz felicidade: ser útil aos demais
O pior defeito: o mau humor
A pessoa mais perigosa: a mentirosa
O pior sentimento: o rancor
O presente mais belo: o perdão
o mais imprescindível: o lar
A rota mais rápida: o caminho certo
A sensação mais agradável: a paz interior
A maior proteção efetiva: o sorriso
O maior remédio: o otimismo
A maior satisfação: o dever cumprido
A força mais potente do mundo: a fé
As pessoas mais necessárias: os pais


A mais bela de todas as coisas: O AMOR!!!



Ia falar de livros hoje, mas mudei de ideia. Tirei apenas esse trecho do Ágape... que tirou da Madre Tereza de Calcutá...
Tem sempre alguém tirando as coisas dos outros... 


Não quero falar de nada...
Agora eu sou apenas ouvido!
Estou esperando... 
Fale...
Você me conhece...
Sabe o que preciso ouvir...
É tudo tão simples!
É tudo tão fácil!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Dia cansativo,  com visita para o jantar e ainda o Fernando aqui comigo... coisa boa!
Mas uma coisa ruim aconteceu...
Minha imunidade baixou...
Saco isso!
Faço um esforço sobre-humano para trabalhar minhas emoções e agora é meu físico que dá sinais de fraqueza. 
É a vida de sacanagem, como sempre...
Lindo, muito lindo eu indo pra praia com herpes na boca... comprei um remédio, espero que seque logo.


Amanhã falo dos novos livros que comprei para deixar na velha estante... meu neto-leitor terá muita coisa para ler...
Para se entender é importante ler... para entender os outros é importante ler... para entender o mundo é importante ler e quanto mais se lê, mais se sabe que pouco se sabe... 



P.S.  Querido neto-leitor, mais do que deixar dedicatórias, vou grifar algumas frases nos livros... tudo está sendo feito pensando em você... leia tudo... você vai melhor entender sua velha vó.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

" Os problemas significativos que enfrentamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando os criamos." Albert Einstein

Essa frase tem uma íntima ligação com o que eu disse ontem e com o que fiz. Agir, falar ou fazer qualquer outra coisa com a cabeça quente é errar absolutamente.
Fui ler minhas primeiras postagens, gostei de fazer isso... gostei da reação que me causou e dormi muito bem. Inacreditavelmente dormi a noite toda.  
Sem insônias ou falta de apetite no dia ou ainda sem choro, contrariando tudo o que se espera de mim.
Adorei me contrariar... adorei ser diferente... adorei saber que estou progredindo.
Viver anos e anos agindo e sofrendo da mesma forma é uma maneira sutil de autodestruição.
Não quero, não posso e não vou me destruir... ainda tenho muito tempo de vida e preciso cuidar de  ter qualidade nessa caminhada. Sem  refazer dores que já sofri... isso é ótimo.
Isso é amor próprio...
E só pode amar os outros quem primeiro se ama...


Samba da Bênção
Vinicius de Moraes

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

[...]

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba

[...]








domingo, 6 de janeiro de 2013

Um turbilhão de emoções e como não se deve agir sem pensar, vou deixar o dia de hoje apenas para eu ler minhas considerações. 
Quero reconhecer em outras situações a emoção que estou sentindo agora. Sim, preciso disso...
Quero a cura, quero o sorriso, quero o melhor da vida e para isso preciso retomar.
Sem cacos quebrados, sem medo de nada, sem sofrer além do que a situação precisa...
Só de estar escrevendo isso e pensando sobre mesmas dores do passado, me dá uma sensação de alívio fantástica.
Já venho sugerido às pessoas que escrevam... mas hoje mais do que ter uma vaga ideia da ajuda que isso traz, eu tenho plena certeza de  que a vida vai muito melhor ao guardar suas sensações e podê-las consultar vez ou outra...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013




Não sou de ler horóscopos diariamente, nem ao menos esporadicamente, mas ontem por acaso vi na tv uma definição sobre o meu signo. 
Estou procurando o vídeo, talvez não encontre esse especificamente, mas vou procurar algum que fale sobre o perfil do escorpiano. 
É incrível como sou exatamente o que meu signo fala.
E sendo assim fico intrigada. Será que existe algo de místico que tento não aceitar ou é só uma incrível coincidência?