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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Acabei de deixar a Amélia no chinelo. Fui cortar a grama, sem a menor vaidade e assim estava igualzinho a ela, mas a máquina estragou. Não há de ver que consertei a tal da máquina! Pois é...
Além de cortar grama, sou capaz de consertar a máquina.
Troco chuveiro, faço comida, trabalho fora e ainda me sobra tempo para ter vaidade.
Eu sou Mulher de verdade que luta diariamente as batalhas do cotidiano. 
Que encontra força para ser feliz e andar de cabeça erguida, porque sei quem sou e a que vim... (ao menos suponho a que vim)
A Amélia, da música, era conformada... eu não...
Não sei que fim levou a mulher de verdade... Mas eu não quero ter o mesmo fim...
Cortei a grama com a máquina consertada, tomei banho, me arrumei e vou cuidar da aparência com a maior vaidade.
Antes que me julguem convencida, não estou falando de beleza. Estou falando de vaidade. Dois substantivos que não são sinônimos, embora se completem.

Ah, também não vou colocar a música aqui, porque achei horrível... sempre só ouvimos o refrão
"Amélia não tinha menor vaidade... Amélia que era mulher de verdade... " 
Sabe por que só ouvimos isso? Porque o resto é um acinte às mulheres de hoje. 



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