Guardei Sem ter porque Nem por razão Ou coisa outra qualquer Além de não saber como fazer Pra ter um jeito meu de me mostrar
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
"Eu não sei o que significa uma verdade objetiva, todas as verdades são para mim verdades sangrentas. Eu sempre escrevi meus escritos com todo o meu corpo e vida. Não sei o que são problemas puramente espirituais. Não somos batráquios pensantes, não somos aparelhos de objetivar e registrar, de entranhas congeladas – temos de continuamente parir nossos pensamentos em meio a nossa dor, dando-lhes maternalmente todo o sangue, coração, fogo, prazer, paixão, tormento, consciência, destino e fatalidade que há em nós. Viver – isto significa, para nós, transformar continuamente em luz e flama tudo o que somos, e também, tudo o que nos atinge; não podemos agir de outro modo" - NIETZSCHE, Friedrich. A Gaia Ciência
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Muitas crianças mortas num ataque de arma química na Síria. Meu Deus, como podemos dormir em paz com tanto sofrimento dos nossos semelhantes?
Meus Deus, quanta maldade...
Quanto egoísmo...
Quanto sofrimento...
Esse vídeo mostra um pai que reencontrou seu filho que ele julgava estar morto... é de arrepiar.
Hoje vi um professor do Gui que é parecido com o rhory.
Engraçado como algumas pessoas são tão parecidas com outras.
O dia foi corrido, mas bem legal.
Pela manhã fui ao Vespasiano numa apresentação em homenagem a Vinícius de Moraes. Lindo!
Preciso lavar esses quilômetros de cabelo ainda... o frio é intenso e a preguiça mais intensa ainda.
Engraçado como algumas pessoas são tão parecidas com outras.
O dia foi corrido, mas bem legal.
Pela manhã fui ao Vespasiano numa apresentação em homenagem a Vinícius de Moraes. Lindo!
Preciso lavar esses quilômetros de cabelo ainda... o frio é intenso e a preguiça mais intensa ainda.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Fui ao médico.
Troquei o remédio e consegui o encaminhamento para conversar com a psicóloga.
O médico ao menos mudou o diagnóstico.
Claro, eu falei para ele lá naquele dia que não é depressão o que eu tenho.
Hoje ele me perguntou como vão as crises de choro e respondi que não chorei mais.
Expliquei que o choro daquele dia era fruto de uma escolha e uma ação que tive que fazer para poder ter essa paz que estou vivendo agora.
Sim, sou ansiosa, muito ansiosa... sou doente de ansiedade... preciso aprender a controlar isso.
Vou controlar, certamente.
Fiquei feliz porque o médico trocou meu remédio. Quero estar bonita no verão.
Agora preciso emagrecer pelo menos 5 kg.
Naquele dia eu est ava muito machucada por dentro. De um lado estava minha razão dizendo que tudo já estava acabado e que eu tinha que aceitar que fiz uma escolha errada mais uma vez. De outro estava a maldita vontade de olhar as coisas pelo lado romântico, acreditando que tudo daria certo no final.
Fiquei muito nervosa e também me sentindo humilhada. Não era justo que eu arcasse com todos os pesos sozinha. Não era justo que depois de tantas migalhas fosse apenas eu que sofresse as consequências.
Desde pequena ouço que se nós não nos amamos, ninguém vai nos amar. Isso é verdade. Antes preciso me amar, pensar em mim e no como farei para me refazer.
Então só consegui encontrar uma solução.
Se eu estava disposta a acabar com tudo definitivamente, só poderia fazer isso da maneira que fiz. Eu precisava garantir que não receberia mais nenhuma ligação ou mensagem e assim eu teria tempo de me refazer sem que minha ansiedade me atacasse ainda mais.
E foi exatamente isso que aconteceu. Ganhei tempo para me reerguer com a certeza que ele estava me odiando.
Deu certo.
Hoje sinto como se estivesse fechando de vez essa parte da minha vida.
Mesmo com meus 55 kg, me sinto mais leve.
A partir de agora estou pronta para voltar a caminhar...
Comecei a ler o livro "A garota das laranjas" de Jostein Gaarder do mesmo autor de O mundo de Sofia.
Já de início gostei da história.
Um menino de 15 anos encontra uma carta que seu pai escreveu para ele antes de morrer.
Me lembrei do meu neto-leitor que vai se deparar com esse blog.
A forma com que o texto vai se desenrolando é fantástica.
Estou feliz também por ter encontrado um livro com o qual me identifiquei de início.
Hoje estou feliz...
Troquei o remédio e consegui o encaminhamento para conversar com a psicóloga.
O médico ao menos mudou o diagnóstico.
Claro, eu falei para ele lá naquele dia que não é depressão o que eu tenho.
Hoje ele me perguntou como vão as crises de choro e respondi que não chorei mais.
Expliquei que o choro daquele dia era fruto de uma escolha e uma ação que tive que fazer para poder ter essa paz que estou vivendo agora.
Sim, sou ansiosa, muito ansiosa... sou doente de ansiedade... preciso aprender a controlar isso.
Vou controlar, certamente.
Fiquei feliz porque o médico trocou meu remédio. Quero estar bonita no verão.
Agora preciso emagrecer pelo menos 5 kg.
Naquele dia eu est ava muito machucada por dentro. De um lado estava minha razão dizendo que tudo já estava acabado e que eu tinha que aceitar que fiz uma escolha errada mais uma vez. De outro estava a maldita vontade de olhar as coisas pelo lado romântico, acreditando que tudo daria certo no final.
Fiquei muito nervosa e também me sentindo humilhada. Não era justo que eu arcasse com todos os pesos sozinha. Não era justo que depois de tantas migalhas fosse apenas eu que sofresse as consequências.
Desde pequena ouço que se nós não nos amamos, ninguém vai nos amar. Isso é verdade. Antes preciso me amar, pensar em mim e no como farei para me refazer.
Então só consegui encontrar uma solução.
Se eu estava disposta a acabar com tudo definitivamente, só poderia fazer isso da maneira que fiz. Eu precisava garantir que não receberia mais nenhuma ligação ou mensagem e assim eu teria tempo de me refazer sem que minha ansiedade me atacasse ainda mais.
E foi exatamente isso que aconteceu. Ganhei tempo para me reerguer com a certeza que ele estava me odiando.
Deu certo.
Hoje sinto como se estivesse fechando de vez essa parte da minha vida.
Mesmo com meus 55 kg, me sinto mais leve.
A partir de agora estou pronta para voltar a caminhar...
Comecei a ler o livro "A garota das laranjas" de Jostein Gaarder do mesmo autor de O mundo de Sofia.
Já de início gostei da história.
Um menino de 15 anos encontra uma carta que seu pai escreveu para ele antes de morrer.
Me lembrei do meu neto-leitor que vai se deparar com esse blog.
A forma com que o texto vai se desenrolando é fantástica.
Estou feliz também por ter encontrado um livro com o qual me identifiquei de início.
Hoje estou feliz...
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Paranoia é a mania de perseguição.
O indivíduo vê inimigos a sua espreita onde não existe.
A doença se desenvolve de diversas maneiras e por diversos motivos.
A culpa é apenas um desses motivos.
A pessoa sabe que fez algo errado e como precisa permanecer escondendo o erro, ela acaba se tornando refém de sua própria culpa e para isso personifica a culpa e a transforma num inimigo real.
Seria como transferir para alguém a força que o culpa tem.
Assim a doente precisa o tempo todo lutar contra essa pessoa. São lutas por sobrevivência, como se o "inimigo" quisesse devorá-la a todo instante.
Em alguns casos a doença progride até o ponto da loucura.
Meu pai era paranoico, segundo a marion.
Deve ser triste ser atormentado por monstros que nós mesmo criamos.
O indivíduo vê inimigos a sua espreita onde não existe.
A doença se desenvolve de diversas maneiras e por diversos motivos.
A culpa é apenas um desses motivos.
A pessoa sabe que fez algo errado e como precisa permanecer escondendo o erro, ela acaba se tornando refém de sua própria culpa e para isso personifica a culpa e a transforma num inimigo real.
Seria como transferir para alguém a força que o culpa tem.
Assim a doente precisa o tempo todo lutar contra essa pessoa. São lutas por sobrevivência, como se o "inimigo" quisesse devorá-la a todo instante.
Em alguns casos a doença progride até o ponto da loucura.
Meu pai era paranoico, segundo a marion.
Deve ser triste ser atormentado por monstros que nós mesmo criamos.
domingo, 25 de agosto de 2013
Fiz uma experiência.
Resolvi parar com o remédio. não deu muito certo. Além de ter acordado no meio da noite, agora pouco estava completamente tonta. Com a sensação de que ia cair a qualquer momento. Já tomei novamente a dose recomendada.
Preciso ir ao médico de novo, mas não consigo a consulta. Essa semana vou ter que ir sem falta.
Estou mau humorada, deve ser a falta do remédio.
Matei a vontade de bordar hoje.
Terminei a caixa de livros
Terminou o fim de semana.
Saudade de algo que nem sei o que é...
Vou dormir que hoje estou muito chata!
Resolvi parar com o remédio. não deu muito certo. Além de ter acordado no meio da noite, agora pouco estava completamente tonta. Com a sensação de que ia cair a qualquer momento. Já tomei novamente a dose recomendada.
Preciso ir ao médico de novo, mas não consigo a consulta. Essa semana vou ter que ir sem falta.
Estou mau humorada, deve ser a falta do remédio.
Matei a vontade de bordar hoje.
Terminei a caixa de livros
Terminou o fim de semana.
Saudade de algo que nem sei o que é...
Vou dormir que hoje estou muito chata!
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Entre as amigas de ontem estava minha professora de português do ensino médio.
Ela me disse que me conhecendo como me conhece, eu não passei na redação porque fiz uma crítica ao governo. Bingo! Não foi bem ao governo diretamente, mas indiretamente sim. Afinal questionei o fato de termos tanta tecnologia virando sucata enquanto a maioria dos professores nem sabem salvar um arquivo no pen drive.
Mas aí fica mais injusto ainda. Até onde sei, a avaliação deve ser sob o ponto de vista formal, não uma avaliação tão subjetiva assim.
Se eu soubesse que tinha que agir como oriento meus alunos do ensino médio, teria desenhado um computador com um coraçãozinho com o nome do Beto Richa.
É por essas e por outras que nesse 30 de agosto vou paralisar e ponto.
Cansada...
Mas em paz...
Me chamaram para perguntar o que acho do clima pesado da escola.
O que acho? Mas é sério que vou ter que repetir a mesma coisa de novo?!?!?!
É, foi bem isso mesmo.
Tudo bem... eu falo, afinal água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Comecei a ler:
Tenho a impressão de que já li esse livro. É provável que sim, mas tudo bem, não lembro do fim, mesmo. Vamos a ele...
Ela me disse que me conhecendo como me conhece, eu não passei na redação porque fiz uma crítica ao governo. Bingo! Não foi bem ao governo diretamente, mas indiretamente sim. Afinal questionei o fato de termos tanta tecnologia virando sucata enquanto a maioria dos professores nem sabem salvar um arquivo no pen drive.
Mas aí fica mais injusto ainda. Até onde sei, a avaliação deve ser sob o ponto de vista formal, não uma avaliação tão subjetiva assim.
Se eu soubesse que tinha que agir como oriento meus alunos do ensino médio, teria desenhado um computador com um coraçãozinho com o nome do Beto Richa.
É por essas e por outras que nesse 30 de agosto vou paralisar e ponto.
Cansada...
Mas em paz...
Me chamaram para perguntar o que acho do clima pesado da escola.
O que acho? Mas é sério que vou ter que repetir a mesma coisa de novo?!?!?!
É, foi bem isso mesmo.
Tudo bem... eu falo, afinal água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
Comecei a ler:
Tenho a impressão de que já li esse livro. É provável que sim, mas tudo bem, não lembro do fim, mesmo. Vamos a ele...
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Esse vídeo é para minha visitante ilustre que me visita nas noites insones.
As nossas escolhas trazem consequências.
Quando não pensamos nisso, metemos os pés pelas mãos e aí é necessário abrirmos mão da arrogância e humildemente retornar.
Ainda que difícil, esse é o melhor a fazer.
Todos erramos.
Nem todos consertam seus erros...
Pense nisso...
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
17 de janeiro - domingo
Nossa, que sensação maravilhosa é essa de estar no mar. Eu e a mamãe nadamos muito.Que delícia.
A mamãe está com a barriga bem vermelha, se queimou demais, mas ela está feliz mostrando o barrigão pra todo mundo. Sempre tem alguém para dizer que ela está linda assim. Que bom que ela está bem feliz.
O papai ligou, mas a mamãe não viu, que pena, ela gosta de falar com ele.
20 de janeiro - quarta-feira
Hoje, eu e a mamãe fomos logo cedo ao médico.Fiquei tão feliz, pois a mamãe está mais gordinha. Ela agora está comendo melhor.
O médico já marcou o dia que eu vou chegar: 12 de fevereiro. Não vejo a hora de sair desse aperto e ver o rostinho da minha mãe, do meu pai e dos meus irmãos.
Logo que saímos do médico a mamãe ligou contando para o papai a grande novidade. Será que ele ficou feliz? Não sei, tive a impressão de que não. Tomara que quando ele me veja ele fique realmente feliz.
Meu amigo, professor recebeu um pito homérico porque disse o que queremos dizer. Tudo isso mostra o quanto estamos vivendo debaixo de uma pseudo democracia. São velhas e antiquadas pessoas, com velhas e antiquadas ideias.
Demos muitas risadas e manifestamos nosso total apoio a ele. Vamos boicotar o desfile de 7 de setembro.
Ainda não li a ata, mas assim que o fizer, quero juntar alguns argumentos para enfrentar a fera novamente. Tenho várias coisas que preciso questionar. Agora não sou eu e mais uma. Estamos fortes, o jogo virou. Me sinto feliz, pois a única coisa que queremos é uma condição melhor de trabalhar e que a "equipe" nos ajude e não aja contra nós, como tem feito.
Somos profissionais formados em exercício da nossa profissão. Temos o direito e elas têm o dever de nos garantir um trabalho digno.
Me sinto bem mais leve.
A chuva que não vem está me deixando com o nariz em cacos. O pó de agosto, misturado com o pó de giz fez uma montanha na minha garganta e os quilos a mais estão pesando em mim. Ainda não consegui a consulta com o médico e se até segunda eles não me ligarem, já largo tudo e começo um regime por minha conta.
O Pedro chamou muito pelo pai hoje e não pude fugir de lhe responder.
Sempre medindo minhas palavras, mas contando-lhe a verdade. Em seguida abracei meu docinho e disse que tenho amor por dois. Ele me abraçou e beijou com carinho.
Assim vamos vivendo aquilo que sempre achei que não ia saber viver.
Não é fácil, mas também não é o fim do mundo.
Hoje tive uma conversa séria com um aluno que tem uma vida muito sofrida. Quando olho para a história dele e a do Pedro, penso que não sou justa quando me lamento por algo tão menos grave.
Ao meu filho posso dar tanto ou mais amor. Ao meu pequeno aluno posso apenas ser solidária. Tão menos do que ele precisa...
Nossa, que sensação maravilhosa é essa de estar no mar. Eu e a mamãe nadamos muito.Que delícia.
A mamãe está com a barriga bem vermelha, se queimou demais, mas ela está feliz mostrando o barrigão pra todo mundo. Sempre tem alguém para dizer que ela está linda assim. Que bom que ela está bem feliz.
O papai ligou, mas a mamãe não viu, que pena, ela gosta de falar com ele.
20 de janeiro - quarta-feira
Hoje, eu e a mamãe fomos logo cedo ao médico.Fiquei tão feliz, pois a mamãe está mais gordinha. Ela agora está comendo melhor.
O médico já marcou o dia que eu vou chegar: 12 de fevereiro. Não vejo a hora de sair desse aperto e ver o rostinho da minha mãe, do meu pai e dos meus irmãos.
Logo que saímos do médico a mamãe ligou contando para o papai a grande novidade. Será que ele ficou feliz? Não sei, tive a impressão de que não. Tomara que quando ele me veja ele fique realmente feliz.
Meu amigo, professor recebeu um pito homérico porque disse o que queremos dizer. Tudo isso mostra o quanto estamos vivendo debaixo de uma pseudo democracia. São velhas e antiquadas pessoas, com velhas e antiquadas ideias.
Demos muitas risadas e manifestamos nosso total apoio a ele. Vamos boicotar o desfile de 7 de setembro.
Ainda não li a ata, mas assim que o fizer, quero juntar alguns argumentos para enfrentar a fera novamente. Tenho várias coisas que preciso questionar. Agora não sou eu e mais uma. Estamos fortes, o jogo virou. Me sinto feliz, pois a única coisa que queremos é uma condição melhor de trabalhar e que a "equipe" nos ajude e não aja contra nós, como tem feito.
Somos profissionais formados em exercício da nossa profissão. Temos o direito e elas têm o dever de nos garantir um trabalho digno.
Me sinto bem mais leve.
A chuva que não vem está me deixando com o nariz em cacos. O pó de agosto, misturado com o pó de giz fez uma montanha na minha garganta e os quilos a mais estão pesando em mim. Ainda não consegui a consulta com o médico e se até segunda eles não me ligarem, já largo tudo e começo um regime por minha conta.
O Pedro chamou muito pelo pai hoje e não pude fugir de lhe responder.
Sempre medindo minhas palavras, mas contando-lhe a verdade. Em seguida abracei meu docinho e disse que tenho amor por dois. Ele me abraçou e beijou com carinho.
Assim vamos vivendo aquilo que sempre achei que não ia saber viver.
Não é fácil, mas também não é o fim do mundo.
Hoje tive uma conversa séria com um aluno que tem uma vida muito sofrida. Quando olho para a história dele e a do Pedro, penso que não sou justa quando me lamento por algo tão menos grave.
Ao meu filho posso dar tanto ou mais amor. Ao meu pequeno aluno posso apenas ser solidária. Tão menos do que ele precisa...
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Apesar do dia ter sido tranquilo para mim, estou me sentindo angustiada.
Realmente o professor foi a bola da vez. De novo as injustiças. Não consigo entender que alguém seja capaz de fazer tanto mal só para manter seu status de poder.
Que poder é esse? Ser diretor de uma escola no interior do interior é poder?
Ah, faça o favor!
Uma pessoa desprezível.
Não gosto do que sinto por ela.
Eu acredito na justiça... Sei que vou abraçar essa causa e vou tomar as dores dos colegas. Sempre fiz isso. Não seria agora que eu iria me silenciar.
Acho que chegou a hora...
O que é certo e certo e ponto!
Quem quer ser reconhecido, precisa ter verdadeiras virtudes.
Realmente o professor foi a bola da vez. De novo as injustiças. Não consigo entender que alguém seja capaz de fazer tanto mal só para manter seu status de poder.
Que poder é esse? Ser diretor de uma escola no interior do interior é poder?
Ah, faça o favor!
Uma pessoa desprezível.
Não gosto do que sinto por ela.
Eu acredito na justiça... Sei que vou abraçar essa causa e vou tomar as dores dos colegas. Sempre fiz isso. Não seria agora que eu iria me silenciar.
Acho que chegou a hora...
O que é certo e certo e ponto!
Quem quer ser reconhecido, precisa ter verdadeiras virtudes.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Dia tranquilo, apesar de ter passado boa parte da tarde no médico com o Gui. As dores nas costas pioraram com a manhã toda sentado. Agora é só tomar os remédios fortes e esperar que passe a dor.
Claro que ele não assume, mas as rampadas com a bicicleta são culpadas.
Não posso proibi-lo de andar de bicicleta também.
Fico com o coração na mão, mas ele precisa entender por si só que esse hobby faz mal à sua saúde.
Meu note voltou bonitinho para casa e eu estou feliz por isso.
A única coisa que está me preocupando um pouco é que a bola da vez lá na escola é um amigo querido meu. Não consegui falar com ele hoje depois da reuniãozinha, mas acredito que ele seja mais forte que eu , pois é homem.
Fui buscar os remédios para o Gui e quando voltava para casa um cara num carro branco me ofereceu carona. Fui educada, mas seca. Apesar de me sentir lisonjeada, não gosto desse tipo de abordagem.
Amanhã retomo as histórias paradas...
Hoje preciso esquentar meu pé e ler um pouquinho.
Claro que ele não assume, mas as rampadas com a bicicleta são culpadas.
Não posso proibi-lo de andar de bicicleta também.
Fico com o coração na mão, mas ele precisa entender por si só que esse hobby faz mal à sua saúde.
Meu note voltou bonitinho para casa e eu estou feliz por isso.
A única coisa que está me preocupando um pouco é que a bola da vez lá na escola é um amigo querido meu. Não consegui falar com ele hoje depois da reuniãozinha, mas acredito que ele seja mais forte que eu , pois é homem.
Fui buscar os remédios para o Gui e quando voltava para casa um cara num carro branco me ofereceu carona. Fui educada, mas seca. Apesar de me sentir lisonjeada, não gosto desse tipo de abordagem.
Amanhã retomo as histórias paradas...
Hoje preciso esquentar meu pé e ler um pouquinho.
domingo, 18 de agosto de 2013
Passando rapidinho só pra dizer que o fim de semana está exatamente como programei.
As coisas com o Gui estão mais calmas. O aborrescente reconheceu que pegou pesado. A vida é assim mesmo. Cheio de acertos e erros.
Tenho algumas coisas pra falar, mas não consigo escrever hoje, preciso silêncio para me concentrar e no pc da sala isso é impossível.
Espero que amanhã o Israel me traga boas notícias sobre meu note.
Essa noite dormi sem o remédio. Esqueci de tomá-lo e quando lembrei já estava soterrada embaixo de quilos e quilos de cobertas, sem a menor vontade de levantar.
A noite foi bem tranquila, só com uma pequena tontura no meio da noite. As ideias se compactavam em círculos coloridos que ficavam girando em cores diversas. A sensação foi bem estranha. Um estado de semisono que dificultava a percepção da realidade. Mas não posso dizer que foi algo ruim.
Nunca tive sensação de qualquer droga alucinógena, então não posso dizer que tive algo parecido com isso. Aliás, nunca usei nenhum tipo de droga ilícita. Não faço a menor ideia de que tipo de reação elas causam.
Sou muito careta.
Até meu pai usava e eu nada!
Dormi a tarde e ainda estou com sono. Tomar banho!
Essa versão Roxana light é estranha ainda, mas até que gosto de não estar mais preocupadas com tudo.
Minha nova mania agora é baixar livros no meu tablet. Nossa, estou apaixonada pelos livros. Tive até uma ideia legal esse fim de semana.
Vou colocar em prática um projeto de leitura que vai revolucionar a minha escola, isso se a inteligência pura da não me podar mais uma vez.
Mas caso me coloquem pedras no caminho, tenho o plano B. Vou passar de trator por cima de tudo, inclusive delas...
os problemas tiram aqui e a gente põem em dobro ali.
Falo disso tudo mais pra frente.
Agora vou ler as revistas e cuidar da aparência para amanhã recomeçar mais uma deliciosa semana sem folga...
As coisas com o Gui estão mais calmas. O aborrescente reconheceu que pegou pesado. A vida é assim mesmo. Cheio de acertos e erros.
Tenho algumas coisas pra falar, mas não consigo escrever hoje, preciso silêncio para me concentrar e no pc da sala isso é impossível.
Espero que amanhã o Israel me traga boas notícias sobre meu note.
Essa noite dormi sem o remédio. Esqueci de tomá-lo e quando lembrei já estava soterrada embaixo de quilos e quilos de cobertas, sem a menor vontade de levantar.
A noite foi bem tranquila, só com uma pequena tontura no meio da noite. As ideias se compactavam em círculos coloridos que ficavam girando em cores diversas. A sensação foi bem estranha. Um estado de semisono que dificultava a percepção da realidade. Mas não posso dizer que foi algo ruim.
Nunca tive sensação de qualquer droga alucinógena, então não posso dizer que tive algo parecido com isso. Aliás, nunca usei nenhum tipo de droga ilícita. Não faço a menor ideia de que tipo de reação elas causam.
Sou muito careta.
Até meu pai usava e eu nada!
Dormi a tarde e ainda estou com sono. Tomar banho!
Essa versão Roxana light é estranha ainda, mas até que gosto de não estar mais preocupadas com tudo.
Minha nova mania agora é baixar livros no meu tablet. Nossa, estou apaixonada pelos livros. Tive até uma ideia legal esse fim de semana.
Vou colocar em prática um projeto de leitura que vai revolucionar a minha escola, isso se a inteligência pura da não me podar mais uma vez.
Mas caso me coloquem pedras no caminho, tenho o plano B. Vou passar de trator por cima de tudo, inclusive delas...
os problemas tiram aqui e a gente põem em dobro ali.
Falo disso tudo mais pra frente.
Agora vou ler as revistas e cuidar da aparência para amanhã recomeçar mais uma deliciosa semana sem folga...
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Meu notebook estragou.
Não, essa frase não está correta. O certo é dizer que o Pedro estragou meu notebook, ou ainda. ele terminou de estragar. E como já não sou mais mãe como era antigamente, apenas levei o note para arrumar.
Sim, já não sou mais tão enérgica. Prefiro os momentos de abraços e sorrisos do que os momentos de mãe educando. Assim estou criando um filho muito mais mimado, mas também muito mais feliz.
Faço-lhe todos os gostos, sou completamente melosa e assim sou mais feliz também. Já sei que a marion estava errada sobre sua previsão sobre como eu seria uma mãe relapsa.
Quando o Fê tinha a idade do Pedro eu já estava separada e tinha muito medo que os meninos acabassem se tornando menos bons se eu folgasse em sua educação. Então veio o Moacir e reafirmou minhas convicções anteriores. Daí que minha casa se tornou um quartel.
Agora vejo que ter sido exigente não me garantiu que os meninos tenham se tornado bons homens.
O Fê ainda me encanta com sua gentileza, simpatia e educação; porém não posso falar o mesmo do Gui.
Tenho tido problemas com ele. Tanto seu linguajar, quanto suas atitudes em relação a mim, seus irmãos e aos outros tem me assustado muito.
Ontem, agrediu o Fernando e quando fui brigar com ele, simplesmente abriu a porta e disse que ia embora de casa. Frio, noite, 14 anos.
Hoje pela manhã me pediu perdão e com isso, acha que tudo está resolvido. Não está. Apesar de continuar amando-o incondicionalmente, me sinto com vontade de ficar longe dele. Ele me magoou muito.
Não acho justo que ele trate tão mal seu irmão, sem ter motivo algum para isso.
Ele se acha dono da casa e se acha adulto para fazer tudo o que quer e eu não deixo.
Me senti muito mal ao ligar ontem para o conselho tutelar. É como se eu atestasse minha incompetência em ser mãe.
Chorei...
Fiquei realmente triste...
Estou com os olhos doendo o dia todo, mas não me sinto angustiada...
Enquanto estou escrevendo o Fernando e o Pedro estão se organizando para montarmos o albergue de final de semana na sala.
E olhando para eles percebo que sou feliz por ter sido mais enérgica e por agora ser tão manteiga derretida. Errando ou acertando. Mudando e refazendo. Tentando de novo e de novo e de novo...
Cada um é diferente do outro. O Gui chegou já me perguntou se precisava que fosse ao mercado. Sei que apesar de toda a agressividade no trato, ele também nos ama.
Mas hoje estou triste com ele.
Por outro lado não posso deixar de festejar as muitas alegrias com o Pedro.
Ele digitou meu nome, ele já sabe escrever algumas coisas (ao menos no teclado) adoro ver seu desenvolvimento,
Ontem, quando fui dormir, fiquei por muito tempo suspirando, então ele me abraçava forte e dizia: "Não "picisa" ficar assim, eu tô aqui cuidando de você."
Como posso permanecer longe de um serzinho tão lindo e sensível?
Nunca...
Do Fê também lembro que quando era pequeno era encantador com seus carinhos quando estamos só eu e ele. Hoje é mais fechado, mas ainda quando só estamos nós dois, ele me abraça e me beija como criança pequena.
Sei que ele tem vergonha de demonstrar na frente dos outros, entendo que é assim.
A mim só importa que ele me ama.
O dia foi tranquilo, apesar da ardência nos olhos. As reuniões foram tranquilas, ao menos até a diretora se pegar num bate boca desnecessário com um professor. Esses showzinhos até que dão uma certa apimentada nas mornas, repetitivas e cansativas reuniões pedagógicas lá da escola.
Fim de semana promete muito frio. Quero acordar tarde amanhã, fazer um almoço bem gostoso e curtir meus filhos no ninho que vamos preparar aqui na sala.
Filhos, filme, comida e frio... fim de semana delicioso!
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Frio muito intenso...
A ginástica me ocupa bastante tempo das quartas-feiras
O Gui sentiu na pele o quanto o temperamento do pai pode ser ofensivo. Me disse que não vai mais ligar para ele. Sinto por ele, mas não posso deixar de ficar contentinha pelo fato de ter me livrado disso.
Se ainda fôssemos casados as coisas não seriam muito fáceis para os meninos.
Claro que amanhã o pai já se arrependeu da grosseria e voltam as boas, mas é como a historinha do pai que pregava um prego numa tábua cada vez que o filho era agressivo com alguém. Quando o menino entendeu o que significava aquela tábua cheia de pregos, resolveu mudar o comportamento com a promessa do pai retirar os pregos pouco a pouco. Ao ter mudado completamente o comportamento e a tábua estar absolutamente se nenhum prego, o menino perguntou ao pai sobre os buracos que ficaram marcados na tábua. O pai delicadamente contou ao menino, agora homem em construção, que as novas ações podem mudar velhas ações, mas não a ponto de anulá-las.
Assim são as coisas. Sempre que agredimos alguém, podemos até ser perdoados, mas sem dúvida a agressão sempre será lembrada.
Ainda bem que famílias tem um poder de regeneração maior do que a madeira...
Quando estava indo para a escola, hoje cedo, cheguei a uma brilhante conclusão: Como preciso agradecer a Deus pela maravilha que é ter meu emprego tão pertinho da minha casa e de gostar tanto da minha profissão.
Quantas vezes as besteiras me cobriram os olhos de enxergar o lado bom da vida.
As aulas com o 3º ano estão sendo de uma festa sem tamanho. Eles tem conteúdo e a aula pode fluir de uma maneira bem leve. O humor deles é inteligente e isso me agrada muito.
A cada dia estamos quebrando nossos preconceitos... tenho me sentido renovada.
Esses dias tem sido muito bons...
Quem dera a vida fosse feita só de maré baixa,
de ondas tranquilas,
de brisa no rosto...
Não é,
É preciso aprender a relembrar desses momentos bons
Quando as ondas arrebentam forte
Assustando e atirando contra as pedras.
A ginástica me ocupa bastante tempo das quartas-feiras
O Gui sentiu na pele o quanto o temperamento do pai pode ser ofensivo. Me disse que não vai mais ligar para ele. Sinto por ele, mas não posso deixar de ficar contentinha pelo fato de ter me livrado disso.
Se ainda fôssemos casados as coisas não seriam muito fáceis para os meninos.
Claro que amanhã o pai já se arrependeu da grosseria e voltam as boas, mas é como a historinha do pai que pregava um prego numa tábua cada vez que o filho era agressivo com alguém. Quando o menino entendeu o que significava aquela tábua cheia de pregos, resolveu mudar o comportamento com a promessa do pai retirar os pregos pouco a pouco. Ao ter mudado completamente o comportamento e a tábua estar absolutamente se nenhum prego, o menino perguntou ao pai sobre os buracos que ficaram marcados na tábua. O pai delicadamente contou ao menino, agora homem em construção, que as novas ações podem mudar velhas ações, mas não a ponto de anulá-las.
Assim são as coisas. Sempre que agredimos alguém, podemos até ser perdoados, mas sem dúvida a agressão sempre será lembrada.
Ainda bem que famílias tem um poder de regeneração maior do que a madeira...
Quando estava indo para a escola, hoje cedo, cheguei a uma brilhante conclusão: Como preciso agradecer a Deus pela maravilha que é ter meu emprego tão pertinho da minha casa e de gostar tanto da minha profissão.
Quantas vezes as besteiras me cobriram os olhos de enxergar o lado bom da vida.
As aulas com o 3º ano estão sendo de uma festa sem tamanho. Eles tem conteúdo e a aula pode fluir de uma maneira bem leve. O humor deles é inteligente e isso me agrada muito.
A cada dia estamos quebrando nossos preconceitos... tenho me sentido renovada.
Esses dias tem sido muito bons...
Quem dera a vida fosse feita só de maré baixa,
de ondas tranquilas,
de brisa no rosto...
Não é,
É preciso aprender a relembrar desses momentos bons
Quando as ondas arrebentam forte
Assustando e atirando contra as pedras.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Até agora nada de chuva.
Nessas épocas de seca é muito ruim dar aula o dia todo.
Se não chover essa noite, vou precisar de inalação.
Se ao menos já tivéssemos a lousa digital...
Fora a seca, o dia foi tranquilo, mas nada do médico ainda.
Amanhã preciso correr atrás disso.
Vamos dormir, que dormindo somos todos bons...
"Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não se dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta, é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme." Fernando Pessoa
Nessas épocas de seca é muito ruim dar aula o dia todo.
Se não chover essa noite, vou precisar de inalação.
Se ao menos já tivéssemos a lousa digital...
Fora a seca, o dia foi tranquilo, mas nada do médico ainda.
Amanhã preciso correr atrás disso.
Vamos dormir, que dormindo somos todos bons...
"Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não se dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta, é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme." Fernando Pessoa
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Nem tenho nada para falar hoje. Estou meio cansada das mesmices dos sempre previsíveis leitores.
Será que sou tão importante assim? Oras, deixem de atrelarem suas vidas à minha. Vão ser felizes...
As coisas já estão mais do que explicadas, vocês fizeram suas escolhas. Agora é hora de seguir em frente. A vida continua...
As vezes eu fico pensando sobre uma amiga minha que já foi muito minha amiga e hoje é apenas uma pessoa que gosto muito, mas com a qual não consigo estabelecer confiança. E se não tenho confiança não me abro mais com ela e ela também não se abre mais comigo. Sei que ela vive me procurando, porque ser vista comigo lhe dá uma segurança que ela acredita que vai ajudá-la a continuar sua farsa. Tenho pena dela e sei que é esse sentimento que me impede de admirá-la. Fico chateada com isso, mas é o que sinto. Muitas colegas vem perguntar sobre a vida dela, e eu repito sempre a mesma frase: Ela não fala nada, mas sempre quer me convencer de que as coisas estão bem.
Todos sabemos que não é verdade, mas não posso fazer nada. O que eu podia fazer eu fiz.
Estive ao seu lado mesmo quando eu estava pior que ela. Guardei seus segredos e a acudi quando ela chegou ao fundo do poço. Mas mesmo assim ela preferiu continuar com seu teatro. Sei que ela encena até para si mesma. Talvez eu esteja enganada, mas não me imagino, um só instante, vivendo uma vida de faz-de-conta. Estar casada com um homem que tem casos conhecidos de todos. Não posso entender... nunca vou entender.
Sou muito prática com as coisas. Uma relação precisa de confiança. Se não existe confiança tudo o que se tem é uma relação perigosa. Como a que Pi viveu com Richard Parker. O mais inteligente aprendeu a dominar o mais forte e essa relação perdurou até que o dominado foi embora sem ao menos olhar para trás.
Uma relação onde o amor foi soterrado por mentiras, chantagens e falsidades. Onde um domina e manipula o outro.
Onde os bens materiais entram no jogo, onde os filhos são peões manipulados para ferir o outro... Isso tudo só gera uma relação vazia de afeto, vazia de cumplicidade, vazia de vida.
Então entra em cena a atriz que se maquia e se veste para representar a peça "família feliz". Quem acredita?
Como diz o poeta, "mentir para si mesmo é sempre a pior mentira"
Não me engano mais. Aquilo que não é me dado exatamente no mesmo grau do que foi recebido não me serve. E se não me serve, me faz mal. E se me faz mal não pode permanecer em mim.
Amor, confiança e respeito ou existem juntas ou não servem para nada
Hoje o Gui me contou que eles receberam um carro todo quebrado e que não havia sinal de batida. Então logo viram que dentro haviam pedras, tijolos e cabo de vassoura. Não demoraram para entender que o carro foi alvo de uma mulher traída. O canalha vai ter que pagar R$ 5000,00 para arrumar o estrago. Achei que foi bem feito.
Para quem não estava nem com vontade de escrever, até que escrevi bastante.
Não consegui o encaixe no médico hoje, quem sabe amanhã.
Comecei o regime hoje.
Se existe uma coisa boa em ser gorda é a pele do rosto. Logo que entrei em crise e perdi rapidamente 4 quilos, fiquei com cara de velha, com rugas nos olhos, na testa e nos lábios.
Agora mais cheinha, estou com uma pele muito boa.
Como disse Cecília Meireles:
Será que sou tão importante assim? Oras, deixem de atrelarem suas vidas à minha. Vão ser felizes...
As coisas já estão mais do que explicadas, vocês fizeram suas escolhas. Agora é hora de seguir em frente. A vida continua...
As vezes eu fico pensando sobre uma amiga minha que já foi muito minha amiga e hoje é apenas uma pessoa que gosto muito, mas com a qual não consigo estabelecer confiança. E se não tenho confiança não me abro mais com ela e ela também não se abre mais comigo. Sei que ela vive me procurando, porque ser vista comigo lhe dá uma segurança que ela acredita que vai ajudá-la a continuar sua farsa. Tenho pena dela e sei que é esse sentimento que me impede de admirá-la. Fico chateada com isso, mas é o que sinto. Muitas colegas vem perguntar sobre a vida dela, e eu repito sempre a mesma frase: Ela não fala nada, mas sempre quer me convencer de que as coisas estão bem.
Todos sabemos que não é verdade, mas não posso fazer nada. O que eu podia fazer eu fiz.
Estive ao seu lado mesmo quando eu estava pior que ela. Guardei seus segredos e a acudi quando ela chegou ao fundo do poço. Mas mesmo assim ela preferiu continuar com seu teatro. Sei que ela encena até para si mesma. Talvez eu esteja enganada, mas não me imagino, um só instante, vivendo uma vida de faz-de-conta. Estar casada com um homem que tem casos conhecidos de todos. Não posso entender... nunca vou entender.
Sou muito prática com as coisas. Uma relação precisa de confiança. Se não existe confiança tudo o que se tem é uma relação perigosa. Como a que Pi viveu com Richard Parker. O mais inteligente aprendeu a dominar o mais forte e essa relação perdurou até que o dominado foi embora sem ao menos olhar para trás.
Uma relação onde o amor foi soterrado por mentiras, chantagens e falsidades. Onde um domina e manipula o outro.
Onde os bens materiais entram no jogo, onde os filhos são peões manipulados para ferir o outro... Isso tudo só gera uma relação vazia de afeto, vazia de cumplicidade, vazia de vida.
Então entra em cena a atriz que se maquia e se veste para representar a peça "família feliz". Quem acredita?
Como diz o poeta, "mentir para si mesmo é sempre a pior mentira"
Não me engano mais. Aquilo que não é me dado exatamente no mesmo grau do que foi recebido não me serve. E se não me serve, me faz mal. E se me faz mal não pode permanecer em mim.
Amor, confiança e respeito ou existem juntas ou não servem para nada
Hoje o Gui me contou que eles receberam um carro todo quebrado e que não havia sinal de batida. Então logo viram que dentro haviam pedras, tijolos e cabo de vassoura. Não demoraram para entender que o carro foi alvo de uma mulher traída. O canalha vai ter que pagar R$ 5000,00 para arrumar o estrago. Achei que foi bem feito.
Para quem não estava nem com vontade de escrever, até que escrevi bastante.
Não consegui o encaixe no médico hoje, quem sabe amanhã.
Comecei o regime hoje.
Se existe uma coisa boa em ser gorda é a pele do rosto. Logo que entrei em crise e perdi rapidamente 4 quilos, fiquei com cara de velha, com rugas nos olhos, na testa e nos lábios.
Agora mais cheinha, estou com uma pele muito boa.
Como disse Cecília Meireles:
Ou isto ou aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
De qualquer forma, continuo com o regime, pelo menos mais amanhã...
domingo, 11 de agosto de 2013
Hoje a tarde sonhei que estava subindo a serra do mar num carrinho de rolimã. Algo tão real e tão maluco que me faz pensar que tipo de ligação existe entre a realidade e o subconsciente.
Tive também um outro sonho, mas nesse momento não consigo me lembrar. Sei que são sonhos que aparentemente não têm nada a ver com o meu dia-a-dia. Um dos próximos livros que quero ler é o do Freud sobre os sonhos. Deve trazer algumas respostas.
Depois que escrevi ontem, realmente não consegui deixar de pesquisar sobre o sequestro. Encontrei um documentário alemão que mostrava o cativeiro real. Nossa algo muito maluco.
Também vi uma reportagem da Natacha para o Jornal Nacional de uma televisão de Portugal.
Pena que o filme não foi lançado aqui no Brasil ainda. Pena também por terem falado tão pouco do sequestrador. Eu queria saber o que a mãe dele falou, os poucos amigos, os vizinhos...
Desde menina me interesso muito pelas questões psiquiátricas. Pensava até em fazer medicina, mas as aulas de anatomia me demoveram da ideia. Se a psiquiatria me fascina, a morte me assusta. Mais que isso, me apavora. Não aprendi a conviver com ela. Conto nos dedos das mão quantos velórios e enterros fui obrigada a participar e mesmo assim, acho que somando tudo não passei mais de duas horas na presença dos mortos.
Não ter me tornado uma médica psiquiatra não me afastou da vontade de entender a mente doente. Gosto de ler sobre o assunto e dos filmes que tratam disso.
O dia dos pais foi absolutamente tranquilo aqui em casa. Os meninos ligaram para o pai e o Pedro também falou com ele. Não me sinto mais desconfortável com isso. Essa é a nossa realidade. O Pedro tem um carinho pelo João e o João também gosta dele. Sei que vai chegar um dia que precisaremos conversar sobre o assunto, mas não quero me preocupar com isso agora.
As vezes ele lembra do seu genitor e eu mudo de assunto. Também penso que não é hora de falarmos sobre isso.
Por hora me basta saber que meu pequeno homenzinho será Homem como os exemplos dos Homens com os quais ele convive. Seus irmãos têm lhe ensinado o que precisa saber sobre hombridade e caráter.
Hoje tive um desconforto de ansiedade na hora que fui ao mercado com o Pedro. Mercado lotado e o menininho querendo andar nos detestáveis carrinhos adaptados. Como não deixei, ficou chorando boa parte do tempo. Fomos buscar frango assado e precisamos esperar um pouco. Foi aí que comecei realmente a passar mal. Tive que me controlar muito para não deixar transparecer meu descontentamento com a aglomeração e a espera. Cheguei a suar. Essa sensação é a mesma que eu sentia alguns meses atrás. Preciso relatar isso ao dr. amanhã. É horrível não conseguir controlar o próprio corpo. É horrível saber que exagerei na sensação de estresse.
Minha ansiedade criou força hoje, mas não foi meu consciente que gerou-a.
Maluco isso...
sábado, 10 de agosto de 2013
Silêncio para poder digerir a difícil história que acabei de ler.
Enquanto minha vida estava de cabeça para baixo, havia uma menina que crescia sofrendo as maiores violências. Tirei do livro algumas boas lições.
Preciso pensar nelas e nada melhor do que uma noite gelada de sábado...
Certamente vou pesquisar sobre esse sequestro e ainda quero ver o filme.
A manhã é dia dos pais e pela primeira vez, em anos, não sinto absolutamente nada sobre isso...
O Pedro ontem me olhou nos olhos e me perguntou: "Mãe, você se sente feliz comigo?"
O que posso responder ao meu docinho depois disso?
Abracei-o forte e respondi: "Muito, sou a mãe mais feliz do mundo!" Ele me abraçou e por alguns instantes esqueci do cansaço da semana e me permiti ser apenas mãe.
A temperatura despencou. Precisamos de chuva, mas essa não deu o ar da graça.
Enquanto minha vida estava de cabeça para baixo, havia uma menina que crescia sofrendo as maiores violências. Tirei do livro algumas boas lições.
Preciso pensar nelas e nada melhor do que uma noite gelada de sábado...
Certamente vou pesquisar sobre esse sequestro e ainda quero ver o filme.
A manhã é dia dos pais e pela primeira vez, em anos, não sinto absolutamente nada sobre isso...
O Pedro ontem me olhou nos olhos e me perguntou: "Mãe, você se sente feliz comigo?"
O que posso responder ao meu docinho depois disso?
Abracei-o forte e respondi: "Muito, sou a mãe mais feliz do mundo!" Ele me abraçou e por alguns instantes esqueci do cansaço da semana e me permiti ser apenas mãe.
A temperatura despencou. Precisamos de chuva, mas essa não deu o ar da graça.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
13 de janeiro - quarta
Hoje o dia foi tão legal. A mamãe falou com o papai logo cedo. Ela ficou bem contente. Saímos passear. Demos tanta risada. Queria que todos os dias fossem assim.
14 de janeiro - quinta
Eu vou viajar com a mamãe. Vamos para a praia. Eu sei que a mamãe queria levar meus irmãos, mas eu estou ocupando muitos esforços dela. Que pena não estamos 100% felizes.
O remédio que a mamãe tá tomando está tomando faz efeito. Ela está bem mais calma. Tem hora que ela para pra descansar. Imagine só!? E o mais importante é que está se alimentando bem. Assim eu fico mais tranquilo.
Vou me segurar para não nascer nessa viagem.
15 de janeiro - sexta
Estamos na praia, tudo aqui é tão lindo. A mamãe está sorrindo o tempo todo. O sol, o mar, a areia... são tão gostosos. Que alegria poder estar aqui. Mamãe gosta de um cheiro estranho de uma árvore que ela disse que é flamboaiã. Só ela que gosta, ninguém mais gosta desse cheiro.
O papai achou maluquice a gente ter vindo pra praia, mas acho que ele ficou feliz por saber que a mamãe está bem. Ele devia estar aqui pra gente ficar mais feliz.
Hoje acordei as nove horas e isso foi bom, mas desde a hora que saí da cama não parei um minuto sequer.
Como o Pedro está em casa esses dias, não pude ficar em silêncio para pensar um pouquinho na vida. Tudo bem, não descansei, mas a companhia dele é uma alegria para mim.
Fomos marcar meu médico. Segunda-feira tenho que convencê-lo de que preciso trocar o remédio.
Estou me incomodando com meu apetite. Comecei até a fazer um regime.
Cortei o cabelo semana passada e ainda acho que está muito fraco, então fiz hoje a escova inteligente. O cheiro é muito ruim, mas pior mesmo é a dor nos olhos. Como diz o ditado: Sofre rosa, para ficar formosa.
Essa escova realmente é uma maravilha. Eu mesmo faço em mim.
Comprei os produtos e aplico sozinha. Fica ótimo.
Desde a adolescência eu mesma cuido do meu cabelo. Todas as vezes que vou ao salão, acho que não fica tão bom. Só tive uma cabeleireira que realmente me agradava, mas ela se mudou.
Só vou ao salão para cortar meu cabelo ou quando estou com preguiça de lavar o cabelo.
Até as luzes sou eu que faço.
Claro que já fiz algumas besteiras. Na adolescência resolvi pintar meu cabelo de preto azulado, pintei também minha testa e minhas mãos. Levou dias para conseguir tirar as manchas e convencer a Rita que as meninas adoram inventar moda.
Outra grande besteira foi quando resolvi pintar meu cabelo preto-azulado de acaju acobreado. Fiquei parecendo uma puta pobre, só que com as cores invertidas. Tive que ir ao salão para cortar o cabelo e descolorir. No final acabou ficando bom.
Nunca me preocupei muito com as besteiras e os cortes radicais... cabelos crescem.
Mas a pior besteira foi quando comprei uma escova inteligente que dizia no rótulo que era natural e saudável.
A Carol estava aqui comigo enquanto eu passava o produto. Na hora que fui fazer a escova, meu cabelo se quebrou inteiro. Foi horrível de ver que eu tinha feito uma grande besteira, mas já estava feito. O jeit foi dar risada... Cabelos crescem... O que me preocupa são outras coisas...
Tenho tido sonhos bem malucos e bastante reais durante o sono.
Me sinto muito mais calma e estou com medo de parar o tratamento e voltar a ter ansiedade.
Também não quero mais tomar para mim os problemas dos outros. Durante esses meses, tenho ainda ouvido meus amigos e dou-lhes conselhos, mas não fico angustiada ou ansiosa com problemas que não são meus. Nem os meus problemas estão me preocupando tanto, aliás nem sinto que são realmente problemas.
A única coisa que me chateia é quando não consigo fugir dos pensamentos que vem a cabeça.
Preciso aprender a sublimar os sentimentos motrizes. Mas por enquanto não estou com vontade de pesquisar sobre isso.
Querido neto-leitor, estou com saudade de falar com você, mas esses dias não ando com tempo. Correria... muita correria. Mas logo tudo se acalma...
Um pouco é culpa do Pedro. É, você vê esse homem sério e nem consegue imaginar o quanto ele era foguetinho quando pequeno.
Agora mesmo, ele está com meu tablet assistindo desenho em espanhol. Ultimamente é assim. Ele quer ver desenhos em espanhol e os encontra sozinho.
Se eu o tiro do computador ele entra no tablet ou algum celular e logo está vendo Peppa Pig ou Calliu em espanhol.
Vai saber porquê.
Hoje o dia foi tão legal. A mamãe falou com o papai logo cedo. Ela ficou bem contente. Saímos passear. Demos tanta risada. Queria que todos os dias fossem assim.
14 de janeiro - quinta
Eu vou viajar com a mamãe. Vamos para a praia. Eu sei que a mamãe queria levar meus irmãos, mas eu estou ocupando muitos esforços dela. Que pena não estamos 100% felizes.
O remédio que a mamãe tá tomando está tomando faz efeito. Ela está bem mais calma. Tem hora que ela para pra descansar. Imagine só!? E o mais importante é que está se alimentando bem. Assim eu fico mais tranquilo.
Vou me segurar para não nascer nessa viagem.
15 de janeiro - sexta
Estamos na praia, tudo aqui é tão lindo. A mamãe está sorrindo o tempo todo. O sol, o mar, a areia... são tão gostosos. Que alegria poder estar aqui. Mamãe gosta de um cheiro estranho de uma árvore que ela disse que é flamboaiã. Só ela que gosta, ninguém mais gosta desse cheiro.
O papai achou maluquice a gente ter vindo pra praia, mas acho que ele ficou feliz por saber que a mamãe está bem. Ele devia estar aqui pra gente ficar mais feliz.
Hoje acordei as nove horas e isso foi bom, mas desde a hora que saí da cama não parei um minuto sequer.
Como o Pedro está em casa esses dias, não pude ficar em silêncio para pensar um pouquinho na vida. Tudo bem, não descansei, mas a companhia dele é uma alegria para mim.
Fomos marcar meu médico. Segunda-feira tenho que convencê-lo de que preciso trocar o remédio.
Estou me incomodando com meu apetite. Comecei até a fazer um regime.
Cortei o cabelo semana passada e ainda acho que está muito fraco, então fiz hoje a escova inteligente. O cheiro é muito ruim, mas pior mesmo é a dor nos olhos. Como diz o ditado: Sofre rosa, para ficar formosa.
Essa escova realmente é uma maravilha. Eu mesmo faço em mim.
Comprei os produtos e aplico sozinha. Fica ótimo.
Desde a adolescência eu mesma cuido do meu cabelo. Todas as vezes que vou ao salão, acho que não fica tão bom. Só tive uma cabeleireira que realmente me agradava, mas ela se mudou.
Só vou ao salão para cortar meu cabelo ou quando estou com preguiça de lavar o cabelo.
Até as luzes sou eu que faço.
Claro que já fiz algumas besteiras. Na adolescência resolvi pintar meu cabelo de preto azulado, pintei também minha testa e minhas mãos. Levou dias para conseguir tirar as manchas e convencer a Rita que as meninas adoram inventar moda.
Outra grande besteira foi quando resolvi pintar meu cabelo preto-azulado de acaju acobreado. Fiquei parecendo uma puta pobre, só que com as cores invertidas. Tive que ir ao salão para cortar o cabelo e descolorir. No final acabou ficando bom.
Nunca me preocupei muito com as besteiras e os cortes radicais... cabelos crescem.
Mas a pior besteira foi quando comprei uma escova inteligente que dizia no rótulo que era natural e saudável.
A Carol estava aqui comigo enquanto eu passava o produto. Na hora que fui fazer a escova, meu cabelo se quebrou inteiro. Foi horrível de ver que eu tinha feito uma grande besteira, mas já estava feito. O jeit foi dar risada... Cabelos crescem... O que me preocupa são outras coisas...
Tenho tido sonhos bem malucos e bastante reais durante o sono.
Me sinto muito mais calma e estou com medo de parar o tratamento e voltar a ter ansiedade.
Também não quero mais tomar para mim os problemas dos outros. Durante esses meses, tenho ainda ouvido meus amigos e dou-lhes conselhos, mas não fico angustiada ou ansiosa com problemas que não são meus. Nem os meus problemas estão me preocupando tanto, aliás nem sinto que são realmente problemas.
A única coisa que me chateia é quando não consigo fugir dos pensamentos que vem a cabeça.
Preciso aprender a sublimar os sentimentos motrizes. Mas por enquanto não estou com vontade de pesquisar sobre isso.
Querido neto-leitor, estou com saudade de falar com você, mas esses dias não ando com tempo. Correria... muita correria. Mas logo tudo se acalma...
Um pouco é culpa do Pedro. É, você vê esse homem sério e nem consegue imaginar o quanto ele era foguetinho quando pequeno.
Agora mesmo, ele está com meu tablet assistindo desenho em espanhol. Ultimamente é assim. Ele quer ver desenhos em espanhol e os encontra sozinho.
Se eu o tiro do computador ele entra no tablet ou algum celular e logo está vendo Peppa Pig ou Calliu em espanhol.
Vai saber porquê.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Às vezes me dá uma dor ao me virem algumas lembranças.
Não gosto quando sou surpreendida por elas.
Tenho mantido minha mente ocupada com coisas boas, mas infelizmente não consigo controlar o que penso.
O trabalho está muito tranquilo. Os alunos do 3º ano me disseram hoje que não sabem porque estavam com pé atrás comigo. Que eles gostam de mim. Eu disse a eles que possivelmente foram induzidos a pensar assim. E sugeri que as pessoas que falam mal da gente no fundo sentem uma certa inveja. Eles gostaram bastante disso e concordaram comigo.
Acredito que agora minha reputação profissional está bem fundamentada. Não há mais como os boatos serem maiores do que a verdade. Sei que foi por isso que a Neusa se fez minha inimiga.
E por falar nela, como não consegue me provocar, preferiu voltar a me dirigir a palavra. Eu sou uma inimiga meio diferente. Não gosto de entrar na briga, mas quando entro é para vencer.
Minha cabeça está doendo por causa dos esforços da ginástica, mas hoje foi bem legal. Pena que não estou conseguindo emagrecer, do contrário estou com 54 kg. Amanhã preciso marcar consulta. Ou esse doutor troca meu remédio ou vou ser confundida com uma baleia na praia.
As aulas do Pedro estão suspensas por 3 dias. Uma aluna foi diagnosticada com H1N1. Que medo!
Estamos com dor de garganta novamente. O clima seco está contribuindo para essas gripes e resfriados.
Amanhã é dia de ficar em casa... que bom poder dormir até mais tarde.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
A vida só faz sentido quando entendemos que estar vivo é apenas um golpe de sorte.
Gosto desse menino...
Não me sinto bem hoje... dor de cabeça e garganta novamente e a morte da menina ainda a me entristecer.
Noticiaram no jornal que a causa da morte foi gripe, mas não A e sim B. Algo mais incomum e menos letal, mas como estar vivo é só uma questão de sorte, o que dizem os índices não valem nada. Aos que permanecem no jogo só resta lamentar.
Segundas-feiras são desagradáveis por natureza e quando as enfrentamos com humor em baixa, ela nos vence e nos faz dormir com dor de cabeça.
Fora as coisinhas ruins estou amando dar aula nesse novo 3º ano. Iniciaram bem empenhados e me sinto bem contente em estar com eles.
Ainda bem que tenho meu trabalho que tanto me faz bem.
Sabe a história dos 3 porquinhos?
Me sinto nessa historinha...
Sou o "lobo mal"?
O porquinho narrador faz a opção pelo lado que vai defender.
Tudo bem, entendo de direito, embora seja canhota.
Como já conheço a história, posso mudar o final...
Nem vem, que não vou entrar pela chaminé...
Aliás, nem vou tentar soprar nada... prefiro carne de capivara...
Fiel leitor endoidecido, se acalme logo voltamos as estórias que ficaram incompletas. Só volto a elas quando me sentir menos angustiada e insignificante. Hoje só penso que nada faz sentido e que estou viva por uma sorte inexplicável que me assola mesmo sendo eu tão azarada.
domingo, 4 de agosto de 2013
Não foi nem meia hora para que eu descobrisse o que me deixou angustiada.
É estranho, mas eu estava com uma sensação de que algo ruim estava por acontecer e aconteceu.
Logo depois que terminei minha postagem aqui, fui jogar no Faceboock e vi que uma menina de Castro tinha morrido. Liguei para a Vilmara, pois vi que elas eram amigas. Do outro lado da linha ela me atendeu chorando, não lhe reconheci a voz. A garota era sua aluna e estava jogando basquete em Toledo, pela seleção de Castro. 14 anos, 9º ano na escola e cheia de sonhos. A notícia sobre a morte é de que suspeitam ser H1N1. Uma fatalidade.
E a vida é cheia delas...
Quanta dor, quanta tristeza, quantas perguntas...
Não consigo imaginar o tamanho da dor que sente uma mãe que perde seu filho e quando penso nessa possibilidade meu coração se aperta. Já perdi tanto e no entanto o mais importante, aquilo que realmente vale a pena, eu tenho. Meus filhos são infinitamente melhores e maiores do que qualquer outra coisa que perdi.
Quando me deparo com pessoas com dores presentes, me sinto tão pequena, tão egoísta, tão mesquinha.
O que é perder uma mãe que optou por me deixar?
O que é perder um marido que me agredia?
O que é perder o sonho da família perfeita construída nos delírios de um psicopata?
O que é ser mãe solteira aos 34 anos?
Eu tenho tempo de me refazer...
A menina dos sonhos adolescentes não pode mais nada...
Hoje só desejo que meus queridos alunos e amigos que se entristeceram com essa morte, permaneçam com esse sentimento de que a vida é mesmo efêmera e precisamos vivê-la o melhor possível, porque de fato um dia nos despediremos para sempre...
Estou me emocionando especialmente com a leitura desse livro.
A própria Natascha conta como foram os 8 anos e meio que passou nas mãos de seu sequestrador.
"Nunca vá embora com raiva. Nunca se sabe se vamos nos ver de novo!"
Essa frase é dita por sua mãe e é realmente a mais pura verdade.
Durante todo o tempo do cativeiro a garota se martirizava por ter sido sequestrada num dia em que foi para a escola brigada com a mãe.
Essa lição é na verdade uma paráfrase da Efésios 4, 26 que diz: não se ponha o sol sobre a vossa ira.
A vida é muito imprevisível para perdemos a paz por não termos aproveitado o tempo com as pessoas que amamos, apenas para sermos felizes. Perdemos tanto tempo com coisas que não fazem muito sentido e acabamos ficando com a sensação de que podia ter sido diferente.
Hoje eu só quero pedir que Deus me faça olhar mais para o que realmente importante e que ninguém passe por mim sem sentir que quero lhes fazer o bem, somente o bem.
É estranho, mas eu estava com uma sensação de que algo ruim estava por acontecer e aconteceu.
Logo depois que terminei minha postagem aqui, fui jogar no Faceboock e vi que uma menina de Castro tinha morrido. Liguei para a Vilmara, pois vi que elas eram amigas. Do outro lado da linha ela me atendeu chorando, não lhe reconheci a voz. A garota era sua aluna e estava jogando basquete em Toledo, pela seleção de Castro. 14 anos, 9º ano na escola e cheia de sonhos. A notícia sobre a morte é de que suspeitam ser H1N1. Uma fatalidade.
E a vida é cheia delas...
Quanta dor, quanta tristeza, quantas perguntas...
Não consigo imaginar o tamanho da dor que sente uma mãe que perde seu filho e quando penso nessa possibilidade meu coração se aperta. Já perdi tanto e no entanto o mais importante, aquilo que realmente vale a pena, eu tenho. Meus filhos são infinitamente melhores e maiores do que qualquer outra coisa que perdi.
Quando me deparo com pessoas com dores presentes, me sinto tão pequena, tão egoísta, tão mesquinha.
O que é perder uma mãe que optou por me deixar?
O que é perder um marido que me agredia?
O que é perder o sonho da família perfeita construída nos delírios de um psicopata?
O que é ser mãe solteira aos 34 anos?
Eu tenho tempo de me refazer...
A menina dos sonhos adolescentes não pode mais nada...
Hoje só desejo que meus queridos alunos e amigos que se entristeceram com essa morte, permaneçam com esse sentimento de que a vida é mesmo efêmera e precisamos vivê-la o melhor possível, porque de fato um dia nos despediremos para sempre...
A própria Natascha conta como foram os 8 anos e meio que passou nas mãos de seu sequestrador.
"Nunca vá embora com raiva. Nunca se sabe se vamos nos ver de novo!"
Essa frase é dita por sua mãe e é realmente a mais pura verdade.
Durante todo o tempo do cativeiro a garota se martirizava por ter sido sequestrada num dia em que foi para a escola brigada com a mãe.
Essa lição é na verdade uma paráfrase da Efésios 4, 26 que diz: não se ponha o sol sobre a vossa ira.
A vida é muito imprevisível para perdemos a paz por não termos aproveitado o tempo com as pessoas que amamos, apenas para sermos felizes. Perdemos tanto tempo com coisas que não fazem muito sentido e acabamos ficando com a sensação de que podia ter sido diferente.
Hoje eu só quero pedir que Deus me faça olhar mais para o que realmente importante e que ninguém passe por mim sem sentir que quero lhes fazer o bem, somente o bem.
sábado, 3 de agosto de 2013
Quem me diz
Da estrada que não cabe onde termina
Da luz que cega quando te ilumina
Da pergunta que emudece o coração
Quantas são
As dores e alegrias de uma vida
Jogadas na explosão de tantas vidas
Vezes tudo que não cabe no querer
Vai saber
Se olhando bem no rosto do impossível
O véu, o vento o alvo invisível
Se desvenda o que nos une ainda assim
A gente é feito pra acabar
Ah Aah
A gente é feito pra dizer
Que sim
A gente é feito pra caber
No mar
E isso nunca vai ter fim
Com uma tv de 42 polegadas com mais de 100 canais e eles preferem dividir uma telinha de 7' e um fone de ouvido para assistir um filme. Só quem tem filhos sabe o que é isso.
Apesar de tudo estar bem tranquilo, nenhum problema, me sinto angustiada. Não sei, mas parece que as vezes sinto algo que não faz parte do que estou vivendo. Algo como sentir o que sente outra pessoa. Tomo para mim a dor do outro e no caso de hoje nem sei que é que está sofrendo.
É uma tristeza estranha que me traz a lembrança de coisas ruins que eu vivi. Não gosto disso.
Há muito não me sentia assim...
Talvez minha angústia se deva as emoções do livro que estou lendo, ou ainda ao filme que assisti agora pouco, ou ao fato que meu adolescente vai sair de novo e vou ficar esperando que chegue são e salvo.
Hoje também tive uma vontade de bordar ponto cruz. Nossa que vontade de que deu! Mas acabei deixando a vontade passar, pois tenho que terminar a blusa que comecei para o Pedro. Preciso me policiar para não deixar as coisas pela metade.
Tenho que terminar a caixa de jornal que parece que está encantada.
Tantas coisas por fazer e eu não consigo dar conta.
Hoje seria um bom dia para ficar sozinha em silêncio, só ouvindo o vento lá fora...
Amanhã falo do livro e do filme.
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