Quem me diz
Da estrada que não cabe onde termina
Da luz que cega quando te ilumina
Da pergunta que emudece o coração
Quantas são
As dores e alegrias de uma vida
Jogadas na explosão de tantas vidas
Vezes tudo que não cabe no querer
Vai saber
Se olhando bem no rosto do impossível
O véu, o vento o alvo invisível
Se desvenda o que nos une ainda assim
A gente é feito pra acabar
Ah Aah
A gente é feito pra dizer
Que sim
A gente é feito pra caber
No mar
E isso nunca vai ter fim
Com uma tv de 42 polegadas com mais de 100 canais e eles preferem dividir uma telinha de 7' e um fone de ouvido para assistir um filme. Só quem tem filhos sabe o que é isso.
Apesar de tudo estar bem tranquilo, nenhum problema, me sinto angustiada. Não sei, mas parece que as vezes sinto algo que não faz parte do que estou vivendo. Algo como sentir o que sente outra pessoa. Tomo para mim a dor do outro e no caso de hoje nem sei que é que está sofrendo.
É uma tristeza estranha que me traz a lembrança de coisas ruins que eu vivi. Não gosto disso.
Há muito não me sentia assim...
Talvez minha angústia se deva as emoções do livro que estou lendo, ou ainda ao filme que assisti agora pouco, ou ao fato que meu adolescente vai sair de novo e vou ficar esperando que chegue são e salvo.
Hoje também tive uma vontade de bordar ponto cruz. Nossa que vontade de que deu! Mas acabei deixando a vontade passar, pois tenho que terminar a blusa que comecei para o Pedro. Preciso me policiar para não deixar as coisas pela metade.
Tenho que terminar a caixa de jornal que parece que está encantada.
Tantas coisas por fazer e eu não consigo dar conta.
Hoje seria um bom dia para ficar sozinha em silêncio, só ouvindo o vento lá fora...
Amanhã falo do livro e do filme.

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