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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Drummond
Não posso falar nada hoje.
Bebi um pouco e sei que vou falar além do que devo.
É isso mesmo, seu preconceituoso e egoísta inquisitor: Eu meço minha palavras. Infelizmente.
Diferentemente do que  você pensa, eu estou sempre cuidando com o que digo.
Infelizmente, infelizmente, mil vezes infelizmente...
Que bom seria se eu pudesse dizer o que realmente penso e sinto das coisas...
Certamente eu já teria ido pra cruz... Não estou em hipótese alguma me comparando a Cristo, mas ser real nesse mundo de gente hipócrita é cometer suicídio... 
Tudo bem, falei mais do que me propus... chega!
Amanhã vou falar de horóscopo...


Feliz Ano Novo, leitores fiéis e infiéis...
DESEJO UM ANO REAL PRA VOCÊS!!
OBRIGADA PELAS VISITAS... 
VOLTEM QUANDO QUISEREM!



Tomara que acabe logo essa idiotice de reveillon, meus cachorros estão muito angustiados... não só os meus... tadinhos.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Sabe o que é um aluno terrível? 
É aquele que com 13 anos ainda está no 6º ano, aliás com 14 anos, pois ele reprovou mais uma vez.
Sempre que pode, aliás não pode, gazeia as aulas de Português.
Quando me dá a honra de sua presença, fica me olhando como se eu fosse um alienígena alaranjado.
Não faz nenhuma tarefa e quando lhe chamo a atenção não pronuncia uma única palavra, apenas dá risada, muita risada.
Não posso concluir nada diferente de:
Esse menino me detesta, não gosta de estudar, não é certo das ideias.
O que aconteceu hoje me dá uma outra e estranha visão sobre ele.
Quando eu voltava do mercado, ele passou por mim de bicicleta, fez meia volta para então passar de frente só para me cumprimentar e ter a certeza de ter sido visto, igual uma criança pequena que encontra uma pessoa da qual gosta muito. Contrariando o que se espera de alguém que não gosta da gente. 
Pensando sobre isso só posso deduzir que toda a forma de perceber os outros é uma forma de preconceito.
Os seres humanos são infinitamente diferentes do que pensamos sobre eles, ainda que pareça o contrário... 


sábado, 29 de dezembro de 2012

Depois do Natal, nós nos preparávamos para descer para a praia e ficávamos por lá até começarem as aulas. Era muito gostoso. Íamos todas as crianças. Éramos em 5 até 1985 e depois que nasceu o Frederico éramos seis. Não como o livro, porque ao todo, então éramos oito.  Marion e Ney, os pais pareciam felizes nessa época de férias. Ao menos para mim. Sinto falta de saber o que se passava na vida dos adultos. Com toda a certeza as respostas às minhas dúvidas estão neles. 
Como é impossível saber disso, falo do que vejo daqui do que presenciei lá. 
Rossano, Roxana, Gisele, Leandro, Luciano e Frederico.
Não passávamos o tempo todo na casa de Matinhos. A temporada era dividida entre nós, tio Gilberto e os avós. Mas enquanto não estávamos lá, íamos para Guaratuba na casa do tio Gley, um amigo do Ney que sempre nos convidava. Era uma festa só. Dormíamos no chão da sala, Aí nos encontrávamos com outras crianças que faziam parte do grupo de amigos. Os homens bebia o dia todo, mas não havia brigas, nem mal humor. 
Era a melhor coisa do mundo, a Marion não me maltratava em nenhum momento. Acho até que ela esquecia da minha existência. Quando tínhamos que voltar eu sempre chorava. 
Pra mim, Guaratuba era mais legal que Matinhos, não só porque tinha mais gente feliz, mas porque eu podia andar de bicicleta. 
Durante minha infância era uma tortura não poder entrar no mar como as outras crianças. Então Guaratuba era mais interessante. Nessa época a úlcera de córnea estava a todo vapor. O sal do mar era um veneno. 
E por não poder entrar no mar, aprendi a gostar de ler. 
Li muito sentada na varanda com a brisa do mar batendo no meu rosto...
Estava procurando algum imagem da casa da praia, mas o Pedro está  aqui me tirando a atenção com abraços e beijos e vez ou outra me diz "Te namo" que em pedroeduardês significa te amo... esqueço dos pensamentos de infância e curto o melhor que tenho da vida!
A foto procuro amanhã.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Estou empenhada nas faxinas...
Ao menos preciso organizar as coisas que consigo organizar.
Tem muitas outras coisas que fogem do meu controle.
Estou de férias de tudo, inclusive dessas coisas que me incomodam.


Embora a música do blog seja muito triste, gosto dela.
Vou deixar mais um pouco, ainda que  ela não represente meus sentimentos atuais...
Christian Grey tocava ao piano na madrugada... imagino a tristeza de sua alma...
Espero não me decepcionar com o filme... o último livro me cansou um pouco.
Não gosto do óbvio...
O inesperado me encanta...
O já sabido me irrita profundamente...
O sempre igual é ainda mais irritante...


Que venha o Ano Novo com coisas novas!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Cansada, muito cansada...
Fui para Ponta Grossa com o Pedro. Choveu.
Sempre chove quando vou lá.
Mas tudo bem, foi bem legal o passeio!




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Definitivamente não jogo dinheiro fora comprando bolsas ou roupas, jogo dinheiro fora pagando uma empregada doméstica.
Como pode ser assim tão desleixada?
Bem, ao menos ela gosta dos meninos e cuida deles. O Pedro a adora e isso faz com que pagar seu salário não seja uma tortura para mim.
Esse é o preço que se paga por não estar em casa para fazer a faxina diária.
Devo confessar que pago esse preço com certo gosto. Oh tarefá mais idiota essa de faxinar a casa todos os dias.
Eu não aguentaria tão insuportável atividade.
Um tempo atrás minha vó na sua delicadeza peculiar me disse que ainda bem que eu tinha estudado, do contrário só me restaria trabalhar de doméstica na casa dos outros. Fico fascinada com a sutileza humana, mas conheço gente que não estudou nada, não trabalha e ganha muito mais que eu.
Uns têm sorte, outros tem força para o trabalho.
Gosto da Mara, apesar da sujeira que está minha casa... ela trabalha...

Como estou de férias, dei folga para a Mara e me sobrou a faxina.
Como tenho dias contados até que ela volte, faço a faxina com certo prazer.
Agora pouco estava aqui passando uma escova no tapete da sala ouvindo e cantando MPB.
Entre as músicas, tocou:
Vitoriosa
Ivan Lins

Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa...

Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza...

Quero toda sua pouca castidade
Quero toda sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além...



Menos que isso não me interessa!

O Natal já se foi e com ele a minha tristeza... pronto passou!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

[...]
"- Totoca.
- Fale.
- Será que a gente não vai ganhar nada, nada, do Papai Noel?
- Acho que não.
- Diga sério, você acha que eu sou tão ruim, tão malvado como todo mundo diz?
- Malvado, malvado, não. O que acontece é que você tem o diabo no sangue.
- Quando chega o Natal eu queria tanto não ter! Eu gostava tanto que antes de morrer, uma vez na vida, nascesse o Menino Jesus em vez do Menino Diabo, pra mim.
Quem sabe se ano que vem... Por que você não aprende e não faz como eu?
- E como é que você faz?
- Não espero nada. Assim a gente não fica desapontado. Mesmo o Menino Jesus não é essa coisa tão boa que todo mundo fala. Que o padre conta nem que o Catecismo diz...
Fez uma pausa e ficou indeciso se contava o resto do que pensava ou não.
- E como é então?
- Bem, vamos dizer que você foi muito levado, não mereceu. Mas Luís?
- É um anjo.
- E Glória?
- Também.
-  E eu?
-  Bem, você às vezes é... é... meio pegador das minhas coisas, mas é muito bonzinho.
- E Lalá?
-  Bate com muita força, mas é boa. Um dia vai costurar minha gravata de laço.
- E Jandira?
- Jandira é daquele jeito, mas não é ruim.
- E Mamãe?
- Mamãe é muito boa; só me bate com pena e devagar.
- E Papai?
- Ah! Esse eu não sei. Ele nunca tem sorte. Eu acho que ele deve ter sido como eu, o ruim da família.
- Pois então. Todo mundo é bom na família. E por que o Menino Jesus não é bom pra gente? Vai na casa de Faulhaber e veja o tamanho da mesa cheia de coisas. Na casa dos Villas-Boas, também. Na casa do Dr. Adaucto Luz, nem se fala...
Pela primeira vez eu vi que Totoca estava quase chorando.
- Por isso que eu acho que o Menino Jesus só quis nascer pobre para se mostrar. Depois Ele viu que só os ricos é que prestavam... Mas não vamos mais falar disso. Pode ser até que o que eu falei seja um pecado muito grande.
Ele ficou tão abatido que nem quis mais conversar. Nem mesmo queria levantar os olhos do corpo do cavalo que alisava agora.
Foi uma ceia tão triste que nem dava vontade de pensar. Todo mundo comeu em silêncio e Papai só provou um pouco de rabanada. Não quisera fazer a barba nem nada. 
Nem foram à Missa do Galo. O pior era que ninguém falava nada com ninguém. Parecia mais o velório do Menino Jesus do que o nascimento.
Papai pegou o chapéu e saiu. Saiu mesmo de    tamancos, sem dar até logo nem desejar felicidades. Acho que foi por isso que não deu boas-festas. Dindinha tirou o lencinho e limpou os olhos e pediu para ir embora com Tio Edmundo. Tio Edmundo botou uma pratinha de quinhentos réis na minha mão e outra na mão de Totoca. Talvez ele quisesse dar mais e não tinha. Talvez ele quisesse em vez de dar pra gente, estar dando para os seus filhos lá na cidade. Foi por isso que eu o abracei. Talvez p único abraço da noite de festas. Ninguém se abraçou ou quis dizer nada de bom. Mamãe foi para o quarto. 
Garanto que ela estava chorando escondido. E todos estavam com vontade de fazer o mesmo. Lalá foi deixar Tio Edmundo e Dindinha no portão e comentou quando eles 
se afastaram andando devagarzinho, devagarzinho.
- Parece que estão velhinhos demais para a vida e cansados de tudo...
O mais triste é que o sino da igreja encheu a noite de vozes felizes. E alguns foguetes se elevaram aos céus, para Deus espiar a alegria dos outros.
Quando voltamos para dentro, Glória e Jandira lavavam a louça usada e Glória tinha os olhos vermelhos como se tivesse chorado doído.
Disfarçou e disse para Totoca e eu:
- Está na hora de criança ir para a cama.
Ela falava isso e olhava para a gente. Ela sabia que naquele momento não havia criança mais ali. Todos eram grandes, grandes e tristes, ceando a mesma tristeza aos pedaços.
Talvez que a culpa de tudo tenha sido a luz do lampião meio mortiça que substituíra a luz que a Light mandara cortar. Talvez.
Feliz era o Reizinho que dormia com o dedo na boca. Botei o cavalinho em pé, bem perto dele. Não pude evitar de passar as mãos de leve em seus cabelos. Minha voz era um rio imenso de ternura.
- Meu pequerrucho. Quando toda a casa estava às escuras eu perguntei baixinho:
- Tava boa a rabanada, não estava Totoca?
- Nem sei. Não provei.
- Por quê?
- Fiquei com uma coisa entalada no gogó que não passava nada... Vamos dormir. O sono faz a gente esquecer tudo.
Eu me levantara e fazia barulho na cama.
- Onde você vai, Zezé?
- Vou botar meus ténis do lado de fora da porta.
- Não ponha, não. É melhor.
- Vou pôr, sim. Quem sabe, se não vai acontecer um milagre. Sabe, Totoca, eu queria um presente. Um só. Mas que fosse uma coisa novinha. Só pra mim...
Ele virou para o outro lado e enfiou a cabeça embaixo do travesseiro.
Mal acabei de acordar e chamei Totoca.
- Vamos ver? Eu digo que tem.
- Eu não iria ver.
- Pois eu vou. Abri a porta do quarto e os sapatinhos ténis estavam vazios para a minha decepção. Totoca aproximou-se limpando os olhos.
- Não falei? Uma mistura de tudo criou-se na minha alma. Era ódio, revolta e tristeza. Sem poder me conter exclamei:
- Como é ruim a gente ter pai pobre!... Desviei meus olhos do ténis para uns tamancos que estavam parados à minha frente. Papai estava em pé nos olhando. Seus olhos estavam enormes de tristeza. Parecia que seus olhos tinham crescido tanto, mas crescido tanto que tomavam toda a tela do cinema Bangu. Havia uma mágoa dolorida tão forte nos seus olhos que se ele quisesse chorar não ia poder. Ficou um minuto que não acabava mais nos fitando, depois em silêncio, passou por nós. Estávamos estatelados sem poder dizer nada. Ele apanhou o chapéu sobre a cômoda e foi de novo para rua. Só então Totoca me tocou no braço.
- Você é ruim, Zezé. Ruim como cobra. É por isso que...
Calou-se emocionado.
- Eu não vi que ele estava ali.
- Malvado. Sem coração. Você sabe que Papai está desempregado há muito tempo. Foi por isso que ontem eu não podia engolir, olhando o rosto dele. Um dia você vai ser pai e vai saber o quanto dói uma hora dessas.
Por mais, eu chorava.
- Mas eu não vi, Totoca, eu não vi...
- Sai de perto de mim. Você não presta pra nada mesmo. Suma!"[...]

Trecho do livro Meu pé de laranja lima...


Desde a primeira vez que li esse livro, me emociono com tudo, mas hoje me veio a lembrança esse trecho.
 Mais um bom argumento para justificar minha aversão a essa data. 
Deixo bem claro que para mim, Jesus não tem culpa de nada...







segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Agora pouco, tomando banho, pensei no que iria escrever hoje sobre o Natal.
Que essa data é uma tristeza para mim, já é sabido de todos. Nem quero ficar me repetindo.
Detesto repetição, mesmice. Falar do que me levou a ter esse sentimento, hoje só iria intensificar o que não quero sentir.
Os meninos estão aqui, os amigos mandando mensagens e ligando numa felicidade supostamente contagiante. Quero crer que mais alguns anos e eu estarei como eles...
Sim, eu acredito que quando meus netos estiverem aqui em casa as coisas serão diferentes. Vou ter vontade de arrumar a árvore e fazer-lhes as guloseimas, tal como era na minha infância.
Me lembro da vó Gilda agendando o dia de enfeitarmos a casa dela. Das bolachas natalinas em formatos graciosos, das nozes e castanhas  das frutas, das misturas de comidas doce com salgado que eu tanto detestava, dos presentes, muitos presentes.
Tia Leoni, sempre sozinha. Vô Horst dançando e caindo sobre nós, assustando a todos que iniciaram uma pequena confusão porque o patriarca da família já havia passado da conta.
Meu doce avô que foi tão cedo embora. 
Tenho plena certeza que se ele não tivesse partido tão antes eu não estaria aqui, agora.
Não posso, nesse momento, dizer se queria que ele não tivesse mudado os rumos da minha vida. 
Há muitas coisas em jogo, há muitas coisas boas que vivi. Não, definitivamente não. Não quero retroceder ao dia de sua morte e inverter a nossa história. Meus filhos e meus netos não seriam os mesmos e isso não posso nem imaginar. 
Ser mãe deles é o mais importante de tudo. Para viver essa alegria tive que passar por sofrimentos horríveis? Tive, mas esses sofrimentos se tornam pequenos frente ao amor que recebo. 
A minha vida é exatamente o que tinha de ser. Perder tempo em analisar uma possível outra história é só filosofar, o que não cabe nesse dia.
Voltando as noites natalinas e as suas inesquecíveis marcas.
Entreguei minha chupeta ao Papai Noel quando tinha 5 anos. Uma farsa armada pela Marion e um tio que agora não me recordo mais quem era. Desse tempo só lembro de lhe ter entregue fascinada aquilo que era tão importante pra mim. Oras, entreguei a um mentiroso meu bem mais precioso. 
Disseram-me alguns anos depois que a chupeta estava com a Marion, caso eu chorasse a noite. Não chorei. Fui enganada, mas não enganei. Se troquei com aquele velho vermelho minha chupeta por um brinquedo qualquer, deveria cumprir minha parte e o fiz.
Num outro Natal tive que passar uma pomada nos olhos bem na hora que o "bom" velhinho deixava nossos presentes embaixo da árvore da casa da vó. Era eu sair de cena um instante e meus primos e irmãos se distraiam facilmente do nosso plano infalível de ver o Papai Noel trazer nossos brinquedos. Se me lembro perfeitamente desses momentos é porque me marcaram profundamente. Nem quando eu era bem pequenininha me sentia feliz nessa data. Isso me dá um alívio muito grande. Não é o tempo e a ranzinzice do envelhecer que me tirou a magia do Natal. Nunca tive isso.
Será que nunca vou ter?
Se terei ou não, é fato que busco isso para os meninos. 
Dou-lhe o que a tradição pede.
Comemos algo especial, falamos de coisas bonitas, pensamos em Jesus e nos presenteamos com nossos sentimentos mais sinceros, assim como também somos manipulados pelo capitalismo e nos presenteamos com presentes caros.
Me permito fugir das outras tradições massantes de abraçar todo mundo e fingir algo que não estou sentindo. Não saio, não vejo gente e aos outros apenas retribuo os falsos votos, dizendo "igualmente, para você!"
Espero mudar isso, em breve quando minha casa estiver cheia de pequenos netinhos correndo, pulando. Vou fazer grandes ceias e chamar todos os amigos tristes que sofrem profundamente nesse dia que as lembranças sismam em aparecer.
Não posso mais escrever, preciso ver os quitutes da nossa ceia. Pequena, mas verdadeira ceia de Natal.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Give me a second, I
I need to get my story straight


Dia de deixar que a música encontre os espaços vazios e os preencha...

Amanhã os meninos estarão aqui e isso é muito bom!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ontem passei boa parte do meu dia produzindo um vídeo para que a Vilmara homenageasse os alunos dela, entre esses homenageados estava o Gui, embora este, nem aqui não esteja. 
Como eu previa, ela não conseguiu passar o vídeo. 
Me ligou aqui pedindo que eu postasse e eu novamente fiz o que ela me pediu. 
Somos infinitamente diferentes. Ela tem problemas com sua diretora, tanto quanto eu tenho com a minha. A diferença é de que eu jamais sou falsa e não faço a menor questão de conversar com uma pessoa que eu sei que está agindo mal. 
Ela não. Fala pra mim e para os outros tudo o que pensa, mas na frente da pessoa que é alvo de sua crítica ela age com a maior falsidade. Me contou que teve que beijar a sua desafeto e desejar feliz Natal. Oras, não entendo isso!
Sempre fazendo média com os outros.
Hoje, me deixou um recadinho que ela considerou ser um elogio... pra mim foi uma ofensa... até exclui...
Eu sei que sou uma pessoa que não se encaixa nesse mundo de hipocrisia e superficialidade que vivemos, mas daí a dizer que sou difícil é uma mentira.
Sou honesta, sou verdadeira, sou direta, sou real e nisso não cabe maldade, intransigência, arrogância, prepotência... muito pelo contrário, luto constantemente contra qualquer coisas dessas que por ventura queira aflorar em mim. Difícil é conviver com a desonestidade, falsidade e mentira.
As pessoas estão muito preocupadas com seus interesses, não lhes sobra tempo para olhar para os outros e querer entendê-los. Vejo isso o tempo todo e quanto mais eu vejo isso, mais me decepciono.  Quero deixar claro que apesar de ter me ofendido com sua palavra, o resto do texto foi bonito e dizia que eu era sua amiga. Algo como dizer que abriu espaço pra me conhecer e entender porque sou como sou.
Fico feliz de saber que ela está, ao menos tentando me compreender. Talvez seja por essa sua qualidade que ainda continuamos amigas, apesar das nossas diferenças gritantes.
Acho que no fundo, ela tem razão: Gostar dos outros é uma tarefa difícil. Não só as pessoas de personalidade forte, mas todo os humanos. Somos tão cheios de defeitos... 
Pra mim, o amor e exatamente essa constante tarefa de aceitar o outro como ele é... a tarefa mais difícil que temos, mas também a mais gratificante.


Esse dia está especialmente chato... amanhã vou agitar isso pra tornar ao menos suportável essa época de festa da hipocrisia... 
Ainda bem que  tenho o Pedro aqui junto comigo me dando um pouco do mais puro amor... direto da fonte! Enquanto houver crianças, vou acreditar que temos chance... Nem tudo está perdido...
Já que o mundo não acabou hoje, como estava previsto!



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


Férias 
O AMOR NA SUA MAIS ESTRANHA  FORMA:  É O QUE TENHO PARA HOJE.





Pra Você Guardei O Amor
Nando Reis

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Último dia de trabalho.
Conselho de classe.
Tristeza das despedidas.

Mas logo começam as férias com a corda toda e com a alegria de não ter compromisso com nada.
Isso já me alegra...


Saudade dos filhos...
Saudade da infância...
Lembrança das férias em Maringá... pai bêbado, calor e casa cheia.
Preciso encontrar onde ficou a tal magia do Natal que não me encanta mais. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A angústia se dissipa a medida que abro espaço para o Senhor falar.
E ele fala e me acalma e me aconselha
Tudo se torna mais fácil e mais claro.
A Deus pertence minha vida.
Sou propriedade exclusiva Dele, mesmo quando me sinto e me vejo errando.
Ele me ama apesar de qualquer coisa que eu faça para me afastar disso.
Quero falar mais sobre este assunto depois de ler A Travessia...
Por enquanto estou atravessando as últimas atividades profissionais desse ano...
Mais leve agora!


O que tenho eu que tanto te interessa?
Que te faz perder o sono?
Que te faz me vigiar?
Que tenho eu?

Minha vida?
Meus filhos?
Meus sonhos?
Meu caráter?
Meu trabalho?

Tereza Batista cansada de guerra
Roxana Charin, cansada de guerra...

Eu me rendo
me derreto
me desfaço
e me refaço
e te desfaço
e te estremeço
e te mereço?

Que fiz eu?

Mereço tal fracasso?
tal descaso?
tal marasmo?
tudo culpa sua...
tudo por você!


É esse o jogo? 
São essas as regras?
Tem certeza que quer mesmo?

Tá, 
tudo bem!
Eu topo...
Eu vou...





segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Escolha de aulas, vestibular, final de ano letivo... nada me tira, do contrário, potencializa o que estou sentindo.
Estou me sentindo leviana, egoísta e injusta.
Se sei que estou agindo assim, estou errada e se estou errada, preciso mudar.
Só posso exigir que me tratem na mesma altura que as trato...


Certamente esse texto ra maior, mas seu Pedro Eduardo vez por outra vem aqui e dá sua parcela para minha biografia. Tudo bem, faz parte... Ter filhos é abrir mão de algumas coisas. Eu abro mão sem problemas.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Estou muito triste, sem meus filhos.
Odeio fim de ano.
Odeio silêncio de casa vazia.
Odeio me sentir assim.
Pra piorar e muito minha já péssima situação, uma querida ex-aluna faleceu por erro médico desse hospital/açougue que temos aqui.
Meu total desprezo às pessoas que desvalorizam e menosprezam a dor do outro.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Tem hora que eu acho que eu não vou dar conta de tanta coisa.
Ter um filho adolescente não é das tarefas mais fáceis da vida.
O Gui mina minhas forças.
Hoje foram dois embates...
Tirar férias dele até que vai ser bom, por um lado.
Sentir isso me dá uma profunda tristeza...

Vou sair com os pequenos achar um papai noel pra tirar foto com o Pedro.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Contagem regressiva...
Férias... férias... férias!!

Estar em férias é estar sem Gui e Fê... 

É passar pela tristeza de ter apenas um filho...
Mas é também descansar e dormir até a hora que quiser...
É comer na hora que quiser e sair sem ter hora pra voltar...

Preciso aprender a conviver melhor com o que não me agrada...

Preciso valorizar melhor aquilo que tenho...


Sou criatura cheia de pequenos e grandes defeitos...

Mas tudo bem, sei que não sou a única... 

Pesando prós e contras, posso dizer, seguramente que esse ano foi muito bom!!

O melhor dos últimos 10 anos...



Me explicando: Se você olhar os horários das postagens, e acreditar que são horário de Brasília, vai acabar achando que estou jogando indireta pra você.
Calma, não se sinta assim. Sou mais de diretas do que indiretas e o horário é dos EUA. Trabalhe com fuso... Você vai acabar vendo que não é o centro das atenções...
Por que será que sempre preciso dar explicações? 
Oras... vai ler um livro, te garanto que vai ser mais útil do que estar lendo essa montanha de babozeiras...


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Estou muito ansiosa, preciso me acalmar para não agir impulsivamente.
Vou respirar fundo, fechar os olhos e contar até 20.


Aprender a usar as ações do inimigo a meu favor. 
Oras, se está atirando para todos os lados, sem nenhuma estratégia, é porque está acuado e com medo.
Sendo assim, é hora de lhe dar mais do seu próprio veneno e observar que vá definhando mais e mais a olhos vistos.
Mas se consigo ver claramente sua aparência de bicho medroso, por que me angustio tanto?
Só pode ser porque não era minha intenção me tornar sua inimiga. Tudo o que eu queria era que me visse com sou e se aliasse a mim com o único objetivo de tornar as coisas melhores do que são, bem melhores do que são.
No entanto, seu medo de perder o "poder" o tornou uma presa fácil.
O que é o poder?
O que é o status?
Quando nos recolhemos no nosso silêncio interior, somos todos absolutamente iguais: Frágeis, indefesos e indecisos seres humanos.
Presa fácil?
Quem perde com isso? Quem ganha com isso?
Que gosto de vitória sinto na boca?
Não sinto gosto de vitória, sinto gosto da triste realidade. 
Me angustio de ver a falta de caráter e os interesses próprios falarem mais alto do que a ética e a razão.
Me angustio de ver pessoas sendo manipuladas passivamente.
Me angustio porque sei que sou apenas um pequeno beija-flor apagando o fogo da floresta.
Me angustio de ver que outros beija-flores estão queimando suas asas nessa mesma busca utópica 
Me angustio, uma vez mais, por saber que terei que ser forte, quando a única coisa que queria era um colo para repousar minha cabeça cansada.
Não quero a guerra.
Quero a paz.
Quero poder ser quem sou.
Quero a liberdade de expor minha ideia.
Quero a garantia de que meus amigos não serão punidos por serem meus amigos.
Quem é você, animal acuado, descabelado e amedrontado, frente a um ideal de vida?
Não há porque entrar em crise de ansiedade...
Se estamos no caminho certo, estamos no caminho certo e tudo o que for necessário nos virá a mão a seu tempo.
Tudo será sempre com tem sido... não porque escolhemos o caminho, mas porque fomos escolhidos para trilha-lo.




Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes



Gosto dessa música e me lembrei dela hoje, enquanto observava alguns colegas cansados da batalha. 
Nos falta pouco para mais um fim que já está de braços dados com o próximo recomeço...
É a vida em seu ciclo infinito, até que tenha fim...

Não acredito!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Natal todo dia


Um clima de sonho se espalha no ar 

Pessoas se olham com brilho no olhar
A gente já sente chegando o Natal 
É tempo de amor, todo mundo é igual
Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo um pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Um jeito mais manso de ser e falar
Mais calma, mais tempo pra gente se dar
Me diz por que só no Natal é assim?
Que bom se ele nunca tivesse mais fim
Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor

Se a gente é capaz de espalhar alegria ... 
Natal todo dia ... (todo dia é Natal)

CORO INFANTIL: Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia
Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos sem ter distinção
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia




Se fosse assim, até que eu não teria problemas com esse tal de Natal!

sábado, 8 de dezembro de 2012

O dia foi tranquilo. As coisas transcorreram bem, mas eu não estou confortável.
Não sei ao certo porque.
Talvez eu saiba, mas é melhor não falar sobre isso...

Gosto dos laços que estão se formando... me sinto mais aliviada... 

Aliviada e desconfortável... sempre nos antônimos... sempre eu!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Se eu escrever do que me aconteceu hoje, tenho plena convicção que só me sairão palavrões, e como o que me difere da verme são exatamente minha educação, berço e classe que não colocarei a prova por um ser tão inferior, prefiro o silêncio.
As vezes é de assustar a quantia que uma pessoa pode agir impulsionada pela ira.
Sinto pena, afinal ela e eu sabemos que eu estou certa e isso deve ser intragável. Pior ainda é agir movido pela ira. As chances de agir errado são infinitamente maiores. Ela sabe disso, mas não aprende.
Eu também me sentiria muito mal frente a um inimigo que está com a razão. Ele ia me vencer somente porque é assim que as coisas acontecem... A verdade e o bem sempre são mais fortes...
Eu não tenho medo...
Eu não me assusto...
Pelo contrário me fortaleço ainda mais...

"Faça o que é certo e não tema ninguém."

Mas que agora tudo o que eu queria era um colo, era... 
Me sinto cansada depois de um embate...
Sinto vontade de chorar...
Amanhã estarei melhor...
Aliás escrever aqui já contribuiu e muito para eu me tranquilizar...
Amanhã o dia vai ser cheio... e certamente feliz!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dia comum, sem problemas.


Já faz algum tempo que percebi que a minha árvore genealógica começa em mim, é daqui pra frente que se constrói. Talvez eu seja mais clara sobre isso num outro momento. No entanto hoje, quero me ater aos filhos que não me nasceram, mas me escolheram.
Eu só consegui aceitar minha condição por ver nela uma forma de contribuir com as pessoas que se encontrariam comigo pelo caminho da vida e tem sido assim.
Nesse sentido tenho laços profundos e verdadeiros com pessoas que me veem como mãe  e eu os vejo como filhos... eles são meus filhos de fato!
Geralmente são alunos e ex-alunos que me adotaram... 
Nesse momento, ao menos dois deles estão sofrendo por isso vou lhes dedicar algo...

Aos filhos do coração:
Estou aqui no meu cantinho, observando seus passos, 
me entristeço com o que vejo e ouço, muitas vezes,
mas a vida é sua, o caminho é seu e não é justo que eu interfira.
não quero parecer velha mãe dona da razão, mas o tempo,
maldito tempo, me coloca nessa posição...
Sei o que vai acontecer, sei a dor que vai ser, mas infelizmente o caminho é seu...
percorrê-lo pra você seria lhe privar o crescimento, invadir sua personalidade e tirar a sua essência.
Prefiro você assim, como você é, cheio de defeitos, mas você...
real e puro...
Não entenda meu silêncio como uma forma de julgamento.
Há momentos em que não falar é o mais certo...
Os braços estão aqui, sempre prontos a te proteger quando precisar.
Sou sua mãe, escolhi isso, escolhi amar você.
E nada que você fizer, vai mudar isso!








terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mexendo nas minhas coisas aqui, encontrei um slide que fiz no começo do ano...
Imagino que eu estivesse cheia de inspiração, pois fez o Pedro chorar agora, aqui...
Como a sensibilidade se transmite tão fortemente entre mim e ele... 
Ele está pedindo para ouvir a música vária vezes e chora sem me deixar olhar pra ele...
Não queria que o Pedro crescesse nunca...
Estar com ele aqui no meu colo nesse momento é algo que me refaz de uma maneira mais do que prazerosa...
Vou tentar converter em vídeo para postar aqui...
Por enquanto vai a música que emocionou meu docinho e que também me emociona sempre...

Calor, muito calor.
Ontem não consegui ordenar minhas ideias e hoje acho que também não vou conseguir.
Tenho muitas coisas para fazer... 
Fim de ano de professor é uma loucura...
Preparar provas, corrigir provas, cadernos e textos, somar notas, passar e reprovar alunos...
Tudo isso com todo o calor que está fazendo é humanamente impossível...
Cheguei agora pouco e fui tomar um banho de piscina com os meninos...
Tirei um cochilo e agora vou me atracar com as provas...
Queria ter outra opção...
Queria poder fugir daqui...
Não tenho a menor possibilidade.
O jeito é enfrentar...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dor de cabeça insuportável...
Coração apertado...
Sensação ruim...
medo.
sono.




"Eu quero um colo, um berço, um braço quente em torno ao meu pescoço, uma voz que cante baixo e pareça querer me fazer chorar. Eu quero um calor no inverno, um extravio morno de minha consciência e depois sem som, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas." 
(Fernando Pessoa)