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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013




recalcado
re.cal.ca.do
adj (part de recalcar) 1 Que se recalcou; bem calcado; calcado várias vezes. 2Repetido, repisado. 3 Que sofre de recalque. 4 Psicol Excluído do campo da consciência; represado no subconsciente. 5 Concentrado, retido. 6 Reg (Rio Grande do Sul) Diz-se do indivíduo que se esquiva ao trabalho ou a qualquer assunto. 7 Reg (Rio Grande do Sul) Diz-se de pessoa ou animal em estado de fadiga, por excesso de carga ou peso. 8 Reg (Rio Grande do Sul) Sobrecarregado.


Quando se trabalha com as palavras, se sabe a força e o significado que elas têm. Quando não se trabalha com elas se usa palavras de forma equivocada, mas não menos ofensivas.
A palavra se junta ao contexto e se transforma num monstro devorador.

Sempre me sindo muito arrogante quando falo dos meus desafetos, mas hoje vejo que seja lá o que eu for, ainda sou melhor que eles. 

Lembra que me senti incomodada esses dias por saber quem são meus visitantes? Pois aí eu já estava pressentindo o que vinha pela frente.
Esse meu espaço de considerações da vida se transformou numa fonte inesgotável de armadilhas contra mim, ao menos se olhar sob o enfoque do opressor.
Claro, maravilhosamente claro, que sob a ótica do amigo e do aprendiz, esse lugar é campo seguro de se encontrar com os problemas dando-lhes uma nova roupagem e os chamando pelo nome.
Não desisto de nada, até que eu veja falência nisso.
Meu blog sou eu, minhas palavras sou eu.
A interpretação que se faz disso não sou eu.
Não posso me culpar.

Quanto ao adjetivo inicial, sou recalcada sim, no sentido conotativo da palavra fui muitas vezes pisada e sei bem como isso dói. Mas as atitudes que tenho são sempre trabalhadas para não dar aos outro o que recebi, até que chega o momento que não tem mais o que fazer.

E esse tempo chegou.

Estou na 7ª praga e facilmente chegarei na 10ª. Só serei demovida do que me propus se um milagre de amor acontecer. Sou uma sentimental incurável... Vai ver que foi por isso que ainda não sucumbi.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

"Quando você quer odiar uma pessoa precisa encontrar 10 coisas que ela tenha feito de ruim para você." Ouvi essa frase algumas vezes como lição. O Moacir era estranhamente prático com essas coisas.
Claro que nunca ousei pensar tantas coisas contra alguém. Tenho medo de odiar.
Me parece que ao odiar terei uma carga negativa muito forte que não pressiona só meu inimigo, mas a mim também.
Por esse motivo acabo deixando os desafetos numa salinha fechada e escura de mim. Não lhes dou água, ar ou atenção. Eles acabam morrendo.
São poucas as pessoas que existem dentro desse quartinho escuro. Vez por outra acabo retirando alguém de lá, dando-lhes a chance de refazer sua história na minha vida.
Uma dessas pessoas saiu e entrou algumas vezes. Em todas elas lhe dei a oportunidade verdadeira de me fazer bem. Em todas elas ele errou.
Hoje fico pensando que talvez fosse o caso de atribuir-lhe as 10 pragas do ódio. Penso em 3 ou 4, mas meu coração se aperta e não chego na quinta razão.
Não quero odiar... não vale a pena...
Estou com raiva, mas isso vai passar.
Preciso apenas trancar o quartinho e jogar a chave fora, como me propus outras vezes.


Escrevi isso ontem, como continuo com o mesmo pensamento, publiquei...
Amanhã escrevo, hoje estou com as pernas doendo...
A ginástica está me fazendo muito bem!
Preciso secar cabelo,
Preciso dormir.
Amanhã ir ao fórum... 
Amanhã folga...
Dia de fazer coisas boas!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Passeando cansada pelo Facebook encontrei uma frasezinha que me parece oportuna:

Quando você é realmente importante para alguém, aquela pessoa sempre vai ter tempo para você. Sem desculpas, sem mentiras e sem promessas quebradas!


É assim que entendo também!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Enquanto eu estava no IAP precisei ser exatamente assim.
Foi uma época muito difícil, sozinha. Totalmente confinada. A única maneira que tinha de ser um pouco feliz era lendo. Li bastante. A Veja era a única maneira de saber o que acontecia fora daquele lugar triste. Todas as segundas eu corria lá para poder ser a primeira a ler. 
E era.
Tenho uma raiva danada de lembrar o quanto já fui infeliz. 
Queria poder perguntar pra Deus o porque disso tudo. 
Tenho tantas outras perguntas a fazer pra Deus...

Apesar de não ter nenhuma lembrança feliz do IAP (estou exagerando, deve haver coisa legal - adolescente acha sempre uma forma de ser feliz), acho que ele foi importante para firmar meu caráter. De certa forma devo ser grata a ele... 
Até os castigos que tomei por não acordar 5:30 da manhã para o culto. 
Até o castigo por ter pintado os olhos com canetinha.
Até as longas horas que andava sozinha olhando a horrível plantação de trigo. 
Olhar as plantações até hoje me dão certa angústia.
Ou quando me debruçava na janela para conseguir ver a luz dos carros lá longe.
Não gostei do IAP
Hoje o IAP está tão vivo em mim.
Não sei o porquê...



Ontem acabei não falando da qualidade que me causa admiração.
Sim, reconheço a proteção que dispensa a sua prole. Quem dera eu tivesse alguém assim para me ajudar. Não tenho!
Sou por mim mesma... e tenho que ser forte mesmo quando me sinto fraca como hoje...
Vou dormir.
Amanhã as forças se renovam...


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Faz alguns dias que venho pensando em falar sobre canibalismo.
Fui fazer uma pesquisa rápida no Google e me assustei com o que vi. Não, não era esse tipo de canibalismo que me aparece vez por outra nas ideias.
O canibalismo do qual estou falando é o dos índio.
"Os índios Tupinambás eram canibais e comiam a carne de inimigos, durante rituais. Acreditavam que, desta forma, iriam adquirir a força, coragem e conhecimentos dos inimigos."
É esse, onde o índio capturava seu inimigo e o comia com o objetivo de adquirir para si a bravura do guerreiro agora indefeso. 
Aprendi isso apenas na faculdade e fiquei indignada que nenhum professor de história tenha me ensinado algo tão interessante da cultura dos meus ancestrais. 
Sim, é imensamente interessante que alguém tenha a bravura e rudeza em grau tão elevado, mas também tenha a gentileza de ver no outro suas qualidades. Ao morrer, imagino que o índio se sentia ao menos confortado por ter algo que o tornava admirado, ainda que isso o levasse a morte. 
Eu também tenho um inimigo que caso fôssemos canibais, talvez eu o comesse.
Reconheço uma qualidade admirável nele, apenas uma. Pena que ele seja tão maquiavélico e tão inexperiente, mas seu pior defeito não são esses. O que o torna presa fácil é sua arrogância.
Ele me subestima, ele perde por achar que me conhece. 
Primeira grande lição da guerra: Conheça seu inimigo e não se deixe conhecer por ele.
Não que eu seja uma grande guerreira. Não a sou, pelo contrário. Sou Roxana cansada de guerra, nem que eu conheça meus inimigos... Não os conheço e nem os quero conhecer... Eles me causam asco... prefiro-os distantes.
Quando disse acima que comeria o inimigo, foi só uma força de expressão... uma única característica é muito pouco... e também não gosto de gordura.


Credo... que texto sem menor nexo... 
Bom pra mim, porque também não serei comida pelo inimigo... nem escrever eu sei.
Ah, caso eu morra de alguma coisa estranha, tenho algumas declarações a fazer... 


Neto-leitor: A velha vó já caducava as 37 anos.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Não sei se começo com as fotos ou se coloco uma música ou ainda se mando tudo pra PQP...
Sem  ainda saber o que prefiro, vou começar justificando minha ausência de ontem.
Uma querida amiga veio me visitar. Ela mora longe daqui, precisava lhe dispensar todo o carinho e atenção. Isso me fez um bem danado.
Quando ela foi embora, preferi continuar no estado de contentamento em que me encontrava Vir aqui falar do que passei ontem só me pioraria o ânimo e me traria mais aborrecimentos.
Mas cá estou eu para me posicionar frente aos últimos acontecimentos.

Acredite se quiser, ontem fui da tristeza ao doce encanto passando por uma ira sobrecomum, tudo isso num rápido instante de 3 horas.
As coisas estão pesadas demais para mim. Me sinto cansada.





 Depois de 3 aulas, nas quais fiz um esforço intenso no objetivo de não deixar que meus problemas pessoais interferissem no meu trabalho, me sentindo carregada, desci para o recreio e então a secretária da escola me chamou: "Tem uma pessoa querendo falar com você, acho que você não vai gostar muito." Me assustei, vai ver que é a intimação que estou esperando, vai ver que é mais um problema... estranho... meu coração acelera e lá vou eu ver o que é... FLORES... Sim, eu recebi flores... lindas rosas vermelhas... Há quem diga que fiquei branca como papel... eu me senti profundamente triste.
Todos os professores me perguntando e tecendo comentários sobre a delicadeza de se receber flores no trabalho e eu me derretendo por dentro em lágrimas que não podiam cair alí. Têm horas que tudo o que preciso é de um buraco no chão que me leve direto ao Japão. 
Tive que lhes contar o remetente e o motivo de tê-las recebido. E assim aguentar ainda mais prejulgamentos vindos de pessoas que tem uma visão parcial. 
Se gostei das flores?
Como posso responder a essa pergunta?
Flores são doces encantos e por alguns dias nos fazem lembrar que fomos importantes para alguém. Sempre pensei que era isso, mas agora já sei que flores não nos dão essa garantia e por serem tão belas, sensíveis e frágeis podem facilmente ser usadas com outro objetivo que não a manifestação dos sentimentos puros que brilhantemente se encaixariam na beleza das rosas vermelhas.
Dizem que quando as flores não são dadas com amor, elas morrem ainda em botão. Na manhã seguinte estarão murchas representando o coração de quem as enviou. 
Hoje cedo fui correndo na esperança da natureza me dar a resposta que preciso. Não, as flores não morreram, do contrário estão lindas e se abrindo deixando o arranjo ainda mais encantador... e por isso mais dor.
Meu buquê que rosas vermelhas me lembrou meu vasinho feinho de violetas que nunca mais deu flores.

Minha pequena plantinha que fica em cima da geladeira permanece viva ainda, apesar dos anos e das tantas vezes que a esqueço lá. Me parece que ela insiste em continuar viva apesar de tudo.
Tal como as rosas vermelhas abertas em flor insistentes, minha frágil violetinha é o símbolo de que algumas coisas permanecem para sempre. 
Há mais coisas em comum entre essas duas plantinhas... mas não posso falar delas agora.

O espantalhozinho é um intruso nessa cena. Ele faz parte de um outra violetinha que ganhei.... falo dessa já falecida plantinha em um outro dia.









AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.


E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Fernando Pessoa




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Eu estou uma pilha de nervos, porque cheguei no meu limite. Daqui pra frente sou capaz de coisas que não condizem com quem sou. Preciso respirar fundo, me ajoelhar e pedir perdão, sabedoria e paciência a Deus... farei isso tão logo meu corpo volte a funcionar em seu compasso normal.
Mas apesar do alto índice de euforia, sei que agora vou ficar bem. Quero ainda falar sobre quantos dias levo para me reerguer de um tombo - estou encantada com as observações que fiz sobre isso esses dias - mas hoje ainda não é o dia disso. 
Eu sempre soube, o tempo todo, em qual jogo havia entrado. E entrei porque no fundo queria muito que eu estivesse enganada e que a minha ansiedade fosse de fato um mal crônico meu. 
Não era. 
Durante todos esses meses todas as angústias que permiti viver foram em nome da esperança que se derrubou por terra hoje. 
Pena eu não ter ouvido a frase toda... só ecoa em meus ouvidos as últimas duas palavras. Elas não se apagarão jamais, pelo contrário, se fortalecerão, unidas a outras tantas ofensas que já me dispensou. 
Marion, seu ciclo se fecha hoje quando novamente ouvi alguém me dizendo que sou uma filha da puta.
Realmente é possível que seja, mas sabe que acabo preferindo ela do que vocês dois. A mim me parece saudável acreditar que se ela estivesse viva, teria me protegido com seu amor de tal maneira que a maldade de vocês não me atingiria nem os pés.
Ela não vive, vocês me feriram no coração e na alma... 
E lá vou eu catando meus caquinhos com um puta orgulho de ter confiado em Deus que numa das minhas angústias me deu o texto que alguns dias atrás postei aqui:
   "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas." Prov 35, 6-7
Não é o que eu queria, mas é o que eu precisava.

Me sinto leve apesar de tudo...
Tão logo as coisas se resolvam na prática eu poderei ser mais clara sobre tudo isso que estou escrevendo.
Preciso deixar claro para meu neto-leitor o que estava acontecendo com sua velha vó nesses meses todos. Embora não precise ser muito inteligente para se interpretar um péssimo texto como esse.

Moleque do céu, eu espero mesmo que você venha com o dom de escrever. Sua vozinha é ruim demais nisso.





quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013


"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são."
Friedrich Nietzsche



Gosto do Nietzsche, suas frases, sua biografia, suas ideias.
Nele a verdade é nua, crua e atirada na cara.
Uma outra frase que sempre me vem a cabeça:

" A esperança é o derradeiro mal."

e é!




Puxa vida!
O médico mandou o Pedro tomar calmante...
Meu doce, ansioso e eufórico...
Sem falar sobre o que o aflige.
Sem saber o que o aflige.
Meu pequeno já está aflito...
E eu, mais aflita que ele...
Tão carinhoso, 
Tão bondoso,
Tão simpático,
Tão prestativo,
Tão meu...
Tão eu...

Se a dor já estava doendo, agora ela sangra... tão dor... tão infinita dor na alma!
Meu pequeno... minha razão de ser, de me refazer... 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Dia correndo...
Médico com o Pedro de tarde, vai chover certamente...
Vou para Ponta Grossa...
Euforia pelos problemas...
Euforia pelo concurso...
Euforia pelas coisas que não têm razão de ser e mesmo assim são...
Humilde homenagem aos leitores de João Câmara - Rio Grande do Norte...

Vi outras fotos... a cidade é fofa... quando voltar a Natal, vou estirar a visita... demora um pouco, mas quero isso ainda... Sempre me lembro do quanto me encantei com Natal... Lugar lindo!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Estou cansada, triste e com vontade de sumir para um lugar onde eu possa me sentir segura.
Hoje eu preciso de um abraço protetor.
Vou preparar algumas aulas e deitar...
Quem sabe essa tempestade passe e a luz volte a brilhar.
Saudade do sol!



Quem dera você me visse com os olhos do amor...
E nos salvasse da dor.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Desde que instalei o contador de tráfego nesse blog acabei com meu sossego e com qualquer esperança de estar errada. 
Londrina e agora Joinville.
Londrina até vá lá, mas quem teria algum interesse em mim em Santa Catarina? Não tenho nenhum parente ou amigo nesse lugar. 
Já faz horas que estou me incomodando com tudo isso. Tenho ideias demais. Com essas novas informações eu crio um livro.  
Algum inimigo se deslocou até lá nesse fim de semana? Algum inimigo nutre alguma amizade  tão íntima nesse lugar a ponto dessa pessoa se incomodar comigo e me visitar na noite  de sexta e no domingo de manhã? Minha mente leitora cria histórias que me tiram a paz. 
Sei que algumas vezes exagero na ficção, mas boa parte das vezes acerto em cheio.
Acerto sempre querendo ter errado.



Ontem ouvi coisas que me magoaram profundamente, entre elas que eu deveria me tratar. 
Oras, engraçado isso!
Nunca na vida eu omiti que sou ansiosa, tenho problemas com mudanças de planos e que espero ser tratada no mesmo grau que trato os outros.
 Não consigo entender que alguém se ache no direito de me dizer alguma coisa sobre meu caráter ou minhas emoções.
Por todos os meus problemas com a ansiedade eu criei esse espaço. Meu blog é um porto-seguro para eu despejar todas as minhas ansiedades e angustias. As do passado que me moldaram e as atuais que me lapidam a cada dia.
 Para não tornar isso aqui um poço de lamúria e um vale de lágrimas fiz dele uma fonte rica de detalhes, sempre regado de  humor e ironia, para que meu neto-leitor  possa, se ele quiser, escrever um livro da história da família. Em hipótese alguma criei meu espaço para pessoas ruins virem buscar munição contra mim, ou ainda um lugar onde mando recados diretos para fulano ou ciclano.
Mas é bom deixar claro que não sou boba. 

Estou aqui, lutando minhas lutas diárias... 
Vivendo as consequências das escolhas erradas que fiz e das que fizeram por mim. 
Não ofendi ninguém, não magoei ninguém.
Do contrário, tento sempre olhar por outros olhos, numa busca louca de estar errada quando faço meus pré-julgamentos.
E no entanto o que recebo?
Visitas de inimigos que não se contentam com o que já me fizeram. Ainda querem mais...
Por quê?


Texto  loucamente sem nexo, mais tarde eu volto para organizar isso tudo. Se não voltar é certo que achei coisa melhor pra fazer. 

sábado, 16 de fevereiro de 2013



Bem no fundo
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
                                          Paulo Leminski



Fui podar a cerca viva logo após o almoço. Resultado disso uma dor de cabeça insuportável.
Tomei um comprimido agora, depois de tentar outras maneiras de me livrar da dor.
Vou dormir, amanhã estarei novinha em folha...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Incrível, passei todas as férias bem, foi trabalhar apenas um dia e estou com as vias aéreas completamente trancadas. Muito ruim.
Mas não tem muito o que fazer, o pó do giz é traiçoeiro comigo. 
Não só ele...
O dia foi tranquilo, os alunos estavam mesmo com olhinhos brilhando e me senti contente de estar com eles. Gosto demais de  dar aulas, me sinto útil e importante.
Muitos alunos vieram me cumprimentar se dizendo tristes por não terem aula comigo. Alguns realmente pensam assim mesmo e são esses que me deixam feliz. Os outros que vêm apenas fazer uma média são tratadas com meu melhor abraço e meu total desapego. Também sei usar de falsidade, mas devo confessar que não gosto disso.

Vou usar esse fim de semana para me carregar de boas energias. Vou precisar delas.
Muito Avamis, água e filhos guerreando... 
A vida dá sempre um jeito de se refazer e me fazer sorrir.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

 Caixinha de giz


 Caixa de livros, claro que não são esses os livros. Essa caixa é para os alunos de 6º e 7º anos... 
Vou fazer uma caixa maior para os livros dos 8º e 9º anos...


Este ano fiquei com turmas de todos os anos do ensino fundamental e os 3º anos do médio... faixa etária dos 10 aos 17 ou mais... um desafio e tanto... mas eu gosto!!
Hoje começaram as aulas para todo mundo, menos para mim. Escolhi a quinta-feira como folga. Ganhei um dia a mais de descanso e não preciso fazer parte das palhaçadas iniciais: "Estamos felizes por ver vocês de novo", "Aqui nessa escola é proibido o uso de celulares e bonés", Se vocês estiverem sem uniforme terão que voltar para casa trocar ou vestir um da escola", Esse ano as regras serão cumpridas" e por aí vai. Nenhuma delas realmente é verdade. Lá por maio o barco já naufragou e o "salve-se quem puder" estará instaurado.
Uma visão meio pessimista para quem se diz amante da sua profissão, não acha, Roxana?
É verdade, um tanto pessimista, mas real.
Imaginar que esse ano as coisas serão diferentes é viver no mundo dos sonhos e das ideias geniais. Apesar de acreditar em coisas utópicas, essa crença não se encaixa ao meu ambiente de trabalho. Não por esses 3 longos anos que se instauraram e que só terminam no final do ano que vem.
Tentei a remoção legal, mas não consegui. Tentei a remoção por argumentação, não consegui também. "Professora, veja que seu papel é fundamental num ambiente desses." 
É, Jesus também teve papel fundamental na humanidade, mas o que fizeram com ele? O cravaram numa cruz.
Longe, infinitamente longe querer me comparar a magnífica existência de Cristo, mas olha só o que faz a cruel e ignorante massa popular!
Me sinto desmotivada ao trabalho, mas sei que isso é só momentâneo. Amanhã ao olhar aqueles olhinhos brilhando sedentos de mim (ao menos amanhã será assim) eu vou me despir de toda essa minha amargura inicial e vou pôr fé na esperança que a cada ano me move a continuar e que lá por maio vai me fazer salvar alguns junto comigo. Sou formiga, já falei sobre isso. Sou insignificante formiga no trabalho árdua de carregar minhas folhinhas 14 vezes mais pesadas que meu corpo. 
Mas sabe que no fundo vale a pena! 
Tudo vale a pena se a alma não é pequena, como diria Fernando Pessoa.
E pensando nisso, na alma pequena e na alma grande, mudo de assunto. Retomando o que escrevi na última postagem.
Não vou deixar de escrever, pelo contrário, Estarei aqui sempre que possível contando das minhas muitas histórias de vida e do quanto insignificante me sinto frente a esse mundo de falsidades e hipocrisias. Venha sempre ler o que eu escrevo. Quem sabe um dia você se depara com algo que vai mudar sua vida para sempre. Não é esse o meu objetivo. Não posso ousar tanto, mas como digo para meus alunos: De tanto ler a gente muda a forma de ver as coisas e talvez seja mais feliz.
Não se prenda apenas nessas besteiras escritas aqui. Vá a livros de verdade. Compre livros que mudarão seu caráter, sua forma de ver as coisas e de me ver também. 
Ah se eu pudesse colocar em palavras  quanto me sinto feliz lendo! Pena que os livros acabem tão rápido e me deixem com um estranho vazio que só se preenche com outra leitura... 
Quem dera eu conseguisse alcançar mais alunos com esse meu amor pelos livros.
Bem, depois dessa salada textual (quem dera eu conseguisse escrever bem), vou finalizar minha caixa de livros. 
Volto ainda hoje com a foto que prometi.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Filhos, artesanato, livro... tudo está muito bom.
Quero falar sobre o livro Paula, mas ainda não...

Aliás, preciso confessar que estou sem nenhuma vontade de escrever aqui.
Esse espaço virou um espaço perigoso.
Não tenho apenas leitores amigos Os inimigos também estão me espreitando.
Não sei que mórbido prazer os trazem aqui, mas sabê-los presente me causa tristeza. 
Não tenho muitos desafetos, três ou quatro talvez, mas os que tenho são estranhamente ligados a mim. Estão sempre por perto. Parecem cobras prontas para dar o bote. 
Não tenho medo deles, não me fiz sua inimiga, do contrário fiz a minha parte direitinho. É isso que me causa estranheza.
Também me causa desprazer ter que falar em metáforas, tenho feito isso há meses. 
Neto-leitor, você terá de desconsiderar muita coisa se quiser escrever a biografia de sua vó. E terá muito trabalho em interpretar as metáforas. Talvez eu deixe algumas postagens off para esclarecer possíveis dúvidas em relação aos fatos atuais.
A senha vai estar num dos livros na velha estante. Você vai gostar dos mistérios que estou arquitetando para você. E se mistério for seu fraco, já vou lhe sugerindo Dan Brown, Você vai encontrar um na velha estante. Comece por ele. 
Para quem não queria escrever, até que escrevi muito. Mas não pensem que fui demovida da minha falta de vontade de escrever. 
Preciso de um tempo para pensar se ainda quero escrever. Enquanto isso vou fazendo minha caixa de livros que está ficando maravilhosa.
Aliás, me ocorreu agora de dar um pequeno conselho aos desafeto-leitores: Façam artesanato, vejam a arte sair de suas mãos. Garanto que sobrará menos tempo para vocês pensarem em mim e o prazer será infinitamente maior.
Fazer o bem vai enfraquecer seu inimigo. Essa é a lei da vida. Essa é a lei de Deus.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amanhã os filhos voltam... 
Já estou sentindo a alegria da casa cheia e do barulho constante.
É certo que amanhã o Gui vai ficar quietinho... chorar até.
Mas estará aqui e vamos ter muito tempo para conversar.
Sei que todas as angústias vão ficar pequenas. 
Domingo é aniversário do Pedroca. Vamos fazer uma pequena festa... 
Crianças brincando, mais barulho ainda e o Gui com a namoradinha, voltando a sorrir.
Antevejo as coisas felizes...
Já fico feliz!

Outra alegria para o feriado de carnaval são as coisas da escola.
Trouxe meus livros para encapar. Os meus e os do professor Hélio, um grande amigo... quase um pai. 
Além disso tenho a caixa de livros para decorar. Comprei os materiais e vou postá-la quando pronta.
Meus alunos merecem uma caixa de livros que condiga com a maravilha das leituras que vão encontrar nela. Estou também feliz por poder estar com eles. Os alunos e os livros.
Amo minha profissão.

Estou bem, apesar de não estar bem.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Não concordo com a última frase. Não me parece um prazer saber que estão tentando me enganar. Pelo contrário é muito triste quando isso ocorre. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"Mãe, com o perdão da palavra, você está fazendo papel de tonga."

Essa frase cria uma força superior por ser dita por um adolescente que até pouco tempo era totalmente dependente de mim. Não que tudo o que veio junto com essa bofetada moral seja algo novo pra mim. Mas ditas por um garotinho de 14 anos foi um soco mortal na barriga e no nariz.
Oras, mesmo que eu tente mascarar a realidade e transforme-a ao menos na minha caverna platônica, meu filho me cospe a verdade, tal como o ensinei a fazer sempre.
Hoje me parece difícil, mas claro que não é nada difícil. Pelo contrário, a verdade se desdobra inegável e inquestionável. Nada mais precisa ser dito. Infelizmente.
João Guilherme, o primeiro homem que me ama de verdade, tal como eu preciso...
Tomei a bofetada, mas me sinto infinitamente feliz.


O dia foi cansativo, mas nada se compara ao fim dele... 

Apaguei tudo o que escrevi, motivo:
 Têm coisas que nem precisam ser ditas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A vó Gilda foi embora...
Me lembro da surra única e merecida que me deu...
Me lembro do bengaleiro ainda quebrado, colado...
25 anos depois...
Me lembro da última vez que a vi...
Tenho as fotos que me deu nesse dia...
Tenho claro as tantas vezes que me contou historinhas de um livro lindo...
E sua bíblia de capa branca que tantas vezes eu li de joelhos ao pé de sua cama...
Do dia em que estava se preparando para a morte de seu marido...
Pena não ter podido dizer-lhe adeus...
Pena terem me afastado...
Pena não poder ser criança na casa da vó...
Pena que não foi ela que me salvou...
Sempre senti falta de seu colo protetor nas noites escuras...
De dormir no cobertor enrolado no meio dos meus avós...
Hoje sinto uma saudade forte dos tempos de criança...
Minha velha vó se foi...
Minha vó da infância feliz esta aqui, mais viva do que nunca!




Acabaram-se as férias, voltamos a triste rotina de reiniciar depois de um  tempo gostoso de descansar.
É uma pena que estando no tempo de descansar eu o tenha gastado com pensamentos e sofrimentos que me tiraram uma boa quantia daquilo que projetei para fazer no tempo de descansar. 
E o que foi mesmo que planejei?
Quais foram os sonhos que me permiti sonhar para esse período? Ou ainda para outros períodos da minha vida?
Quando mesmo, consigo fazer as coisas por mim mesma?
Quando mesmo, me permito ser eu mesma?
Nunca,
Eu nunca sou eu mesma... 
Que raios de ser sou eu?
Que raios de pessoa me tornei?
E ainda,
Que serei eu logo amanhã?
Olho para os lados e o que percebo é tudo baseado na minha visão parcial das coisas.
Quisera eu pudesse ter uma visão geral de ao menos uma das minhas grandes batalhas.
Quem dera um único oponente se fizesse transparente a ponto de eu ter a certeza tranquila de não fazer pré-julgamento.
Meus pré-julgamentos me doem na alma.
Me sinto cansada.
Me sinto triste.
Me sinto pequena.



Uma coisa boa de estar em reunião pedagógica é que me sinto forte, meus colegas estão vendo as coisas assim como elas são... e portanto não preciso me manifestar muitas vezes. Posso ter a tranquilidade de que não sou a única, de que nem tudo está perdido.
Sei que essa é uma situação momentânea, que logo o corre-corre do ano letivo lhes suga as forças, os sapatos lhes acomodam aos pés e a rotina de isolamento se instaura em minha volta novamente.
Ficamos uma meia duzia (quando não menos) de almas penando nesse mar salgado e violento...
Minha sorte é que sei nadar. Cachorrinho ou parafuso, mas ao menos me mantenho viva... engolindo uma água aqui e outra alí, mas viva... meio como água-viva...
Saco, hoje estou uma pessimista insuportável... até quando me proponho fazer comentário positivo, me deparo com a amargura dos pensamentos de pré-julgamento.
Vou parar tudo, escovar os dentes e pedir para Deus a força para crer que tudo está sob controle Dele.
O trabalho me chama!


P.S. aos eventuais leitores briguentos que ficam me cobrando textos diários...
Não escrevi exatamente pelo mesmo motivo que te impede de me ler em alguns dias...
A vida é assim... tem horas que a gente tira pra ser feliz. E é!
Tem horas em que a gente pensa que está feliz e não está...
E a vida vai se costurando em momentos de alegrias e tristezas...
E eu aqui, sem saber se estou feliz ou triste...
E você aí, tentando encontrar em mim respostas...
E eu aqui, dando risada de tudo isso (tá certo, as vezes chorando)...
E você  aí sem saber de nada... ou sabendo bem mais que eu...
E é essa minha leitura parcial, visão cruel do ignorante que me deixa nesse estado de agitação que deixou esse texto tão salgado quanto o mar...