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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Faz alguns dias que venho pensando em falar sobre canibalismo.
Fui fazer uma pesquisa rápida no Google e me assustei com o que vi. Não, não era esse tipo de canibalismo que me aparece vez por outra nas ideias.
O canibalismo do qual estou falando é o dos índio.
"Os índios Tupinambás eram canibais e comiam a carne de inimigos, durante rituais. Acreditavam que, desta forma, iriam adquirir a força, coragem e conhecimentos dos inimigos."
É esse, onde o índio capturava seu inimigo e o comia com o objetivo de adquirir para si a bravura do guerreiro agora indefeso. 
Aprendi isso apenas na faculdade e fiquei indignada que nenhum professor de história tenha me ensinado algo tão interessante da cultura dos meus ancestrais. 
Sim, é imensamente interessante que alguém tenha a bravura e rudeza em grau tão elevado, mas também tenha a gentileza de ver no outro suas qualidades. Ao morrer, imagino que o índio se sentia ao menos confortado por ter algo que o tornava admirado, ainda que isso o levasse a morte. 
Eu também tenho um inimigo que caso fôssemos canibais, talvez eu o comesse.
Reconheço uma qualidade admirável nele, apenas uma. Pena que ele seja tão maquiavélico e tão inexperiente, mas seu pior defeito não são esses. O que o torna presa fácil é sua arrogância.
Ele me subestima, ele perde por achar que me conhece. 
Primeira grande lição da guerra: Conheça seu inimigo e não se deixe conhecer por ele.
Não que eu seja uma grande guerreira. Não a sou, pelo contrário. Sou Roxana cansada de guerra, nem que eu conheça meus inimigos... Não os conheço e nem os quero conhecer... Eles me causam asco... prefiro-os distantes.
Quando disse acima que comeria o inimigo, foi só uma força de expressão... uma única característica é muito pouco... e também não gosto de gordura.


Credo... que texto sem menor nexo... 
Bom pra mim, porque também não serei comida pelo inimigo... nem escrever eu sei.
Ah, caso eu morra de alguma coisa estranha, tenho algumas declarações a fazer... 


Neto-leitor: A velha vó já caducava as 37 anos.

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