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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dia normal, sem problemas e nem inspiração.
As dores musculares provenientes da aula de step são chatas, mas me dão uma sensação de que vou ficar melhor e isso de certa forma alivia o incomodo.
Estou cansada, vou dormir...
Amanhã vai ser dia corrido...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nessa noite, perdi o sono novamente. Acordei as 3 e fiquei até as 5 procurando nada na internet.
Certo que me distrai e quando dei conta já estava com mais algumas horas de sono perdidas. Tudo bem, nem estou cansada mesmo. Final de ano letivo é tão tranquilo.
Eram quase 23:00 hs quando ouvi o bombeiro passar. O bombeiro não me causa mais angustia como antigamente, isso eu devo ao Moacir. Antes dele eu entrava em pânico, depois dele não sinto nada. 
Fui dormir depois da 1:00 completamente sem me lembrar que ouvi o som assombroso dos bombeiros. Quando acordei as 3, vi na internet que alguma coisa grave tinha acontecido com um dos membros de uma família tradicional daqui. Curiosa como sou, passei um tempão pesquisando um crime que não tinha absolutamente nada a ver comigo. Como não tinha ninguém com quem conversar aquelas horas, resolvi entrar no site dos bombeiros para ver a ocorrência. Não sei porque fiz isso, mas fiz. Sou curiosa e tenho um senso para a investigação. Até as mais idiotas me chamam a atenção. Terminei a madrugada com algumas informações, certamente estava mais bem informada que a maioria dos castrenses que àquelas horas estavam dormindo como eu também deveria estar. Tudo bem que com posse das informações permaneci exatamente como estava antes de tê-las. 
Tinha informações desnecessárias, perdi o sono e estou escrevendo sobre isso pra chegar até o ponto em que encontrei algo que de fato foi legal, na madrugada solitária da internet.
Fui olhar a lista dos livros mais vendidos da semana, segundo a revista VEJA. Tal não foi minha alegria quando me deparei com o 4º livro ficcional mais lido ( os 3 primeiros são da trilogia Cinquenta Tons). 
Fiquei tão contente que larguei a investigação absurdamente idiota, para pesquisar alguma resenha sobre A TRAVESSIA de William Young, o mesmo autor do livro mais impressionante que já li em toda a minha vida - A CABANA.
Como fui para Ponta Grossa, já comprei o livro e já li algumas páginas e estou encantada. Mas o que me tocou inicialmente foram as palavras do autor, dedicadas aos seus netos:  

"ESTÁ HISTÓRIA É DEDICADA
AOS NOSSOS NETOS,
cada qual um reflexo singular de seus pais,
cada qual seu próprio universo inexplorado,
portadores de alegria e encanto,
que influenciam nossos corações e nossas vidas
profunda e eternamente.
Um dia, quando lerem esta história, 
que ela seja uma pequena janela através da qual
vocês possam entender melhor seu avô,
seu Deus
e seu mundo!"

Ora, ora... tem mais gente, como eu, se preocupando com os netos... 
Em deixar alguma coisa para que entendam nossa maluca existência e nossa incansável busca em tornar a vida alguma coisa mais aceitável.
Se adoro o autor pelo livro anterior, agora mais ainda por esse que apenas iniciei a leitura.
Gosto de saber que mesmo na mais idiota perda de tempo as coisas importantes se apresentam...
Fico grata a Deus pela intervenção...
Vou beber cada lição desse livro... 
Vou ser melhor do que sou agora...
As letras menores dizem: "Espero que este livro incentive você a ter conversas sinceras sobre a vida, Deus e o amor. E que consiga curar sua alma."

Bem, apesar da noite não dormida, estou bem... sem sono e sedenta pela leitura. Vou a ela!



P.S. ao neto leitor: Meu doce menino, começo a perceber que a pequena estante será pouco para os muitos livros que vou sugerir que leia. Vou colocando nela até que se encha e eu precise de outras... mas me prometa que vai ler... ao menos as dedicatórias que escrevi para você!






quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Quando saí do consultório do ortopedista, me propus fazer ginástica no dia seguinte. De lá para hoje foram longos 4 meses. Tive crises de dor, melhorei e voltei a ter dores, mas isso acabou. Hoje fui fazer ginástica.
Achei uma que se encaixa melhor no meu perfil. Comecei fazer step. 
A Vilmara me ligou bem louca ontem a noite e me intimou. Fomos e foi muito bom. Ao menos por enquanto. Quero ver como amanheço amanhã. Sinto a barriga doendo já, mas nada comparada a dor na cabeça. 
Amanhã vou a Ponta Grossa, se der certo, quero comprar uma roupa de ginástica. 
Eu estou me sentindo jovem... 
Acho que cansei de ser a velha amargurada... 
Percebo isso nas músicas que me atraem agora. Estou sem vontade de ouvir MPB, quero pop rock... quero cores... quero sensações...
Acordei e estou pronta... 
Que venha a vida!!





terça-feira, 27 de novembro de 2012

Depois de um dia de trabalho nada pior do que estar desconfortável dentro de casa. É assim que estou. Não sei porquê.
Cheguei e me deitei, queria dormir. Como não pude, fui tomar banho, comi alguma coisa e fiquei ouvindo baladas e elas me carregaram direto para minha adolescência e hoje essas lembranças me deixaram em silêncio.
Fecho os olhos e consigo ver como as coisas aconteceram. Sinto tanto por ter só pequenos pedaços   e não o filme todo.
Queria lembrar dos detalhes, dos cheiros, das cores, dos sabores... nada!
Quando ouço essa música minha memória me leva ao edifício Campo Salles. Nossas festinhas americanas. Nossas danças com os nossos primeiros amores.
Era comum a gente fazer a dança da vassoura. Geralmente eram os meninos que ficavam com o objeto varredor. Um deles começava a dança com a inimiga vassourinha e logo escolhia um casal para separar. Entregava-a para o outro garoto e dançava com a menina escolhida. Iam assim até que nenhum deles mais queria abrir mão da garota. Acabava a música, os pares já ficavam formados e a dança da vassoura já não fazia mais sentido. Era sempre assim em todas as nossas festinhas. Não tinha bebida alcoólica nem cigarro, só dança e beijo e era gostoso.
Algumas meninas acabavam sempre sobrando e para minha infelicidade a Gisele era uma delas. Nessa época ela era bem gordinha, sendo assim os meninos não queriam nada com ela. Sobrava pra mim, claro, pois no dia seguinte a Marion me falava horrores por eu ter dançado a festa inteira.
Sei que o problema não era eu ter dançado, mas a Gisele não ter dançado. Logo cedo fomos tendo uma relação baseada na comparação e assim na injustiça.
Não éramos iguais, isso não deveria ser problema... mas era.
No Campo Salles ela adorava um menino chamado Lauro. Éramos vizinhos e amigos.
O Lauro tinha uma irmã chamada Adriana, sempre íamos na casa deles jogar War, Jogo da Vida, Banco Imobiliário ou Detetive. 
Na copa de 1986 assistimos os jogos juntos enquanto picávamos papeis para comemorar depois e íamos para a rua jogar os papeis e festejar a vitória. Um tempo que me traz umas lembranças tão boas. Engraçado que não lembro deles em nossa casa, embora os jogos fossem meus. Talvez a Marion não gostasse de crianças bagunçando a casa ou ainda talvez eu não me sentisse confortável em brincar na minha casa. Fico com as duas opções porque me parece mais real.
Além dos jogos, brincávamos de elástico, de mãe, e até de casinha na área de recreação do prédio. Aí juntavam mais crianças e era uma alegria só. 
Tínhamos o Alan, nosso amigo Down. 
Lembro com tristeza dele. Não sei se fomos tudo que poderíamos ter sido para ele. 
Éramos crianças, mas me angustio de pensar que poderíamos ter sido mais. 
Ele tinha o Bruno, um irmão que não gostava dele e nós não gostávamos do Bruno por isso. 
Alguns tempo depois começamos a olhar o Bruno com melhores olhos. Não era fácil ter um irmão down, não era fácil pelo preconceito e nós o julgávamos. Ainda bem que logo aceitamos que ele não era tão ruim como pensávamos e ele, mesmo mais distante, foi nosso amigo.
O Alan tinha uma vida solitária, embora sempre estivesse conosco. Ele lia jornais enquanto todos nós liamos gibis. Ele comprava balinhas redondinhas e distribuía para todos e tinha uma mania horrível de arrancar seu próprio cabelo e ficar analisando por muito tempo o fio. Já tinha uma falha grande na cabeça por causa de sua mania, mas era um encanto. Só que o mais marcante dele eram seus inúmeros jogos de botão e sua incansável vontade de jogar.
Ele descia todos os dias para jogar com quem estivesse por lá. arrumava tudo e esperava. Sempre um de nós parávamos tudo e jogávamos uma partida com ele. Fazíamos campeonatos e víamos ele sorrir. Na época provavelmente não sabíamos que isso era uma atitude bonita, fazíamos por instinto.
 Ele era nosso amigo e sabíamos que ele precisava de nós. Sua idade mental era como a nossa naquele tempo e permaneceu nela enquanto nós crescíamos e naturalmente nos distanciávamos dele e de seus jogos de botão. 
Lembrar disso me dá uma saudade doida. Era um tempo de ser feliz com os amigos.
Não sei se o Alan morreu. Como é engraçado isso. Eu fui visitar minha vó, uns 5 anos atrás, e soube notícias do Alan, mas já não sei o que foi que a zeladora do prédio - a mesma daquele tempo - me disse.
Lembro de coisas de quase 30 anos atrás e não lembro de coisas mais recentes.
O que quero esquecer, permanece, o que preciso lembrar esqueço.
Queria saber o que aconteceu com o Alan, com o Lauro, com a Adriana, com a Leila, com o Bruno, com a Ciça e o Rafael, comigo  e com os outros que esqueci o nome.
Que será que é feito de todos nós? 
Queria poder voltar lá e ficar sentada olhando a gente pequena sendo feliz...







segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Estou confusa sobre o que escrevo aqui. Nesse momento não me sinto inspirada para escrever.
A vida segue tranquila, me sinto bem, embora meu físico esteja muito cansado. As questões com a escola estão me dando uma certa sensação de vitória. Meus sentimentos em relação a isso estão bastante controlados, deixei de priorizar os problemas e isso tem sido muito proveitoso.
As noites mal dormidas de hoje não são mal dormidas pela ansiedade que me aparecia, mas pela doce presença da ilusão.
Não quero pensar...
Quando penso sou racional.
Quando não penso sou eu na mais simples versão de mim... 
Sou eu em estado bruto...
sem valor algum...
sem significação...
passando despercebida.
Estou com permissão de viver a minha fragilidade,
De ser protegida 
De ter abrigo...
Sei que isso não vai durar muito...
Logo terei que me refazer...
Recomeçar o ciclo...
Em mim ele sempre se refaz.

Acho que no fundo sou uma tremenda imbecil... 
Sou mesmo!
Não no fundo, mas no todo...





domingo, 25 de novembro de 2012

Faz 3 noites que não durmo direito, não que eu esteja em crise de ansiedade, pelo contrário. Estou muito tranquila e segura de mim. Optei por não dormir. 
E por ter feito essa escolha preciso pagar um preço. O preço agora é não ter neurônios acordados e minhas ideias estarem voando completamente desordenadas em mim. Nem que eu queira conseguirei organizar algo para dizer. 
Como não consigo pensar direito agora, vou dormir. 
Preciso me refazer para a última semana de aulas normais...
Se tudo correr mais ou menos bem, amanhã quero falar sobre o sermão do pastor Moacir no dia do meu casamento. Me lembrei dele ontem...  e isso (não) foi bom.
Saber que sou alguém que comete erros me dá uma estranha sensação de conforto/desconforto que preciso analisar melhor.

Outra coisa que quero analisar ainda é sobre as mentiras completamente desnecessárias e absurdamente visíveis que preciso fingir acreditar para evitar confrontos que não quero ter...

Meu Deus, que frase é essa!!
É difícil escrever... 
É difícil conviver!
Hoje tá tudo tão difícil... vou dormir!




sexta-feira, 23 de novembro de 2012



Quando não consigo pensar direito, ouço músicas. Elas tem o dom de me avaliar e me dar respostas suaves...
Hoje especialmente preciso delas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Chegar bem fundo e ser natural, 
ser sensual mais do que o normal
Refletir você...

Já faz algum tempo que quero falar sobre sexo, fazer algumas considerações, analisar algumas sensações, mas não encontrei a medida certa ainda, a palavra exata, o tom adequado...
Não gosto do que é vulgar em se falar de sexo, embora no sexo tudo que se faça ou fale faz divisa com o vulgar e isso é bom, muito bom. 
Vai ver que é daí que tirei uma forma de vida que não é mais tão usual nesses nossos dias: O sexo com cumplicidade. Onde eu possa extravasar meu lado vulgar sem medo de perder a dignidade na manhã seguinte. Onde eu tenha mais que o prazer da carne, o prazer da vida. Vida completa, inteira e não em partes. 
As pessoas, dessa minha época, estão perdidas numa teia  emaranhada por sentimentos e sensações e as confundem e se confundem e não entendem que as separando se tornam parte. Se são parte, não são todo e assim são frágeis. 
Ouço propostas de sexo casual, de caso sexual. Ouço cantadas ousadas e elogios vulgares que não me impressionam, não me emocionam, não me excitam. Do contrário me afastam, me enojam e me desencorajam.
Não são poucas as vezes que me julgam ser fria, de não gostar de sexo, de ser frígida até.
Dou risada. Quem me conhece, me sabe... 
Prefiro os preconceitos. Os deles e os meus.
Porque para mim, o sexo vai além do ato em si, ele perpassa minha vida como um todo. Ele não é sensação. Ele não é sentimento.
Ele são os dois, indivisíveis e assim, deliciosamente prazeroso e infinito...
Saudade

Saudade é solidão acompanhada, 

é quando o amor ainda não foi embora, 
mas o amado já... 

Saudade é amar um passado que ainda não passou, 
é recusar um presente que nos machuca, 
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais... 

Saudade é o inferno dos que perderam, 
é a dor dos que ficaram para trás, 
é o gosto de morte na boca dos que continuam... 

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: 
aquela que nunca amou. 

E esse é o maior dos sofrimentos: 
não ter por quem sentir saudades, 
passar pela vida e não viver. 

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

                                                        Pablo Neruda





E adianta desejar não sentir saudade?
E adianta desejar alguma coisa?
Já faz horas que se é marionete na mão do outro.
Já faz horas que não se sabe mais andar sozinho.
Mas Pablo Neruda é sempre Pablo Neruda...
E eu sou sempre EU.




quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O tempo é mesmo um senhor filho da puta!


Desculpem a forma deselegante de falar, mas não me ocorre nada tão francamente real para expressar o que penso sobre o tempo e suas invasivas impertinentes... 
Já falei por diversas vezes que não gosto do tempo.
Ele me persegue, me aborrece, me maltrata...
Se sou ansiosa devo tudo ao tempo.
Se passei a vida esperando, devo ao tempo...
Se não permaneci nas experiências felizes, quem devo culpar?
Oras, então não me recriminem de xingá-lo... ele merece... 
Ah se eu pudesse destruí-lo... não tenham dúvida... eu o mataria sem dó... igualzinho ele faz comigo!!!
O dia foi bem interessante. Um curso que a primeiro momento me pareceu insuportavelmente massante foi se tornando em algo que me agradou muito.
Lemos textos de literatura africana e debatemos assuntos muito proveitosos sobre literatura.
Amo literatura...
Fizemos até uma pulseirinha trançando diversos fios... 
Se a discussão já estava me deixando profundamente realizada, terminar com artesanato foi sublime.
Mas não posso deixar de mencionar aquilo que me deixou extasiada.
Alguns alunos do CEEBJA foram apresentar em nossa turma umas poesias românticas que eles musicaram. A sensação que me causou foi algo entre a felicidade e a admiração e não resisti. Pedi que cantasse novamente para que eu pudesse gravar.
O resultado está aqui:


Dimi, Josuedson e Arnos


A VALSA

Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Valsavas:
— Teus belos
Cabelos,
Já soltos,
Revoltos,
Saltavam,
Voavam,
Brincavam
No colo
Que é meu;
E os olhos
Escuros
Tão puros,
Os olhos
Perjuros
Volvias,
Tremias,
Sorrias,
P'ra outro
Não eu!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Meu Deus!
Eras bela
Donzela,
Valsando,
Sorrindo,
Fugindo,
Qual silfo
Risonho
Que em sonho
Nos vem!
Mas esse
Sorriso
Tão liso
Que tinhas
Nos lábios
De rosa,
Formosa,
Tu davas,
Mandavas
A quem ?!

Quem dera
Que sintas
As dores
De arnores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas,..
— Eu vi!...

Calado,
Sózinho,
Mesquinho,
Em zelos
Ardendo,
Eu vi-te
Correndo
Tão falsa
Na valsa
Veloz!
Eu triste
Vi tudo!

Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas,
Nem falas,
Nem cantos,
Nem prantos,
Nem voz!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!

Quem dera
Que sintas!...
— Não negues
Não mintas...
— Eu vi!

Na valsa
Cansaste;
Ficaste
Prostrada,
Turbada!
Pensavas,
Cismavas,
E estavas
Tão pálida
Então;
Qual pálida
Rosa
Mimosa
No vale
Do vento
Cruento
Batida,
Caída
Sem vida.
No chão!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
Eu vi!
Casimiro de Abreu

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Uma resposta ao silêncio.
Meu ex marido e sua atual esposa estavam  aqui lanchando conosco, foi muito legal.
Me sinto feliz quando consigo perceber que sou sensata e estabeleço as relações corretas com as pessoas. Isso me ajuda a entender que não posso me culpar do ódio que algumas pessoas sentem por mim.
Conversar amenidades de forma amistosa com ele é bom... é engraçado que tantos anos se passaram desde a nossa separação, mas ao encontrá-lo me vem a cabeça momentos que tivemos.
Não tenho saudade, mas tenho história. Não me sinto sozinha... é como se eu tivesse a possibilidade de ter um lugar para morrer.
É sério, tem dias que eu fico pensando como será quando eu morrer. Não tenho um lugar para ser enterrada. Hoje me parece que vou ser enterrada junto da família do João.
Veja só quanta idiotice me sai dos pensamentos.
Por que fico gastando tempo com isso?
Não tenho nenhum tipo de doença que me permita pensar algo assim, mas no entanto eu penso. E é com certa frequência e é ruim... muito ruim.
Como seria bom se eu pudesse controlar meus pensamentos e sentimentos.
Mas sou absolutamente impotente em relação a eles... e isso é ainda pior...


Fui para Ponta Grossa e o médico me mandou trocar os óculos... já estou vendo o rombo que vai me causar... mas tudo bem.

Tava calor, tava cansativo, tava chato...
Mas o que viria depois seria pior, muito pior...
Me dói muito mais do que deveria doer... muito mais.


Verdade que o que eu mais queria no dia de hoje era sumir pra bem longe... onde nem eu mesma estivesse... só no silêncio de não ter nada... no mais incrível silêncio... só por esse instante...


O Fernando vai para o Beto Carreiro... deve ser a preocupação disso que está me deixando enlouquecidamente desconexa... só pode ser isso.

Chega, vou dormir!

Ah, não preciso do silêncio protetor...

Preciso da força do amor que move montanhas...
Menos que isso não me basta, não me serve... não quero!

sábado, 17 de novembro de 2012

Dia simples... mas cheio de pensamentos sobre o que sou, o que penso ser e o que os outros pensam de mim... 



E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Essa poesia me comove, sempre!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Pedro é maluco mesmo.
Ontem a noite me deu um susto horrível.
Ele sempre brinca com meu cabelo, mas dessa vez ele foi além, muito mais além. 
Como resolvi fazer um tapete, todo o material estava ao meu alcance, e ao dele também...
Me distrai com a internet e quando me dei conta ouvi um barulho de tesoura. Virei imediatamente e soltei um grito de horror. 
algumas mechas do meu cabelo espalhadas pelo sofá.
Não sabia o que fazer, se gritava com ele ou dava-lhe uns tapas.
Reação única, correr ao banheiro e com o auxílio de outro espelho conferi que o estrago não foi tão estrago assim, ainda bem...
Dei por encerrado o caso, mas pensei que estamos todos correndo perigo nas mãos do garotinho terrorista que está ligado no 220 volts.

Foto real do quanto de cabelo perdi. 
Eduardo, mãos e tesoura ao vivo e em cores

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Ser bom e ser mal deve tomar o mesmo tempo e exigir a mesma concentração.
Estive considerando isso hoje enquanto preparava o tradicional almoço de feriado aqui de casa.
Amo vina (salsicha, caso você não conheça esse regionalismo). É só eu ficar sozinha com o Pedro que já preparo nosso costumeiro arroz de forno. É triste estar sozinha e para ficar menos triste comemos algo que só nós dois gostamos de fato. Um arroz mega simples, cheio de vina e uma salada e pronto... nosso almoço fica legal...
Voltando a reflexão, penso que há de se dispensar uma força danada para ser cruel. Assim como dispensamos uma força enorme para não nos desviarmos dos propósitos estabelecidos do bem. 
A frustração também deve vir em mesmo grau, por razões opostas, sem dúvida, mas igualmente frustrantes.
Então não ser nada seria a melhor jogada?
Pensando em perdas e ganhos, obviamente que não, mas pensando em comodismo, certamente que sim...
Mas engana-se quem pensa que sendo emcimadomurista a pessoa é livre de ser considerada culpada pela maldade. Geralmente são esses que compõem os exércitos... são esses os manipuláveis... são eles a força física de que precisam os dois lados.
Ao ler mais atentamente a ata que me causou o estresse da semana, pude confirmar isso na prática.
Depois querendo se reposicionar inutilmente, já foram manipulados e já sem opção alguma permanecem na mesma posição arriscada de estar em cima do muro. Quem fica em cima cai e se machuca mais. Já está sutilmente sendo puxado para um lado... o desequilíbrio é inevitável.
Mas não é disso que quero falar. O que me gerou a reflexão do dia foi a minha escolha natural pela verdade.
Quando criança, sei que menti muito, me lembro de apanhar da Marion diversas vezes por esse motivo. Achava que era uma maneira interessante de viver. 
Não sei precisar quando aboli a mentira, mas é fato que hoje em dia mentir é algo raro.
Digo raro, porque não posso viver num mundo como esse sem usar pequenas mentiras como meio de sobrevivência.
Não vou a igreja, não leio a Bíblia diariamente, não oro o tempo todo, mas optei por viver o que aprendi na época de igreja. 
Tenho plena convicção das minhas falhas e defeitos. Luto contra eles e faço o melhor que posso em tudo o que me proponho a fazer. 
Já fiz coisas que até hoje me machucam, mas cada dia me vejo em evolução.
Já não cometo os mesmos erros, já não ando pelos mesmos caminhos. Sei que estou no caminho do bem. Só me falta levar meus filhos para o convívio da igreja. Estou buscando isso.
Não é tarefa fácil... me suga muita força... mas eu tenho a consciência do crescimento e gosto disso.
Gosto de ver gente como eu, embora seja raro, muito raro.
Tem uma menininha que está sofrendo atentado em Santa Catarina por buscar o bem coletivo. me entristeço com o que vejo que está lhe acontecendo, mas é assim mesmo que o outro lado do muro enxerga nosso trabalho para benefício coletivo.
Não queremos reconhecimento individual, queremos melhorias coletivas.
Não lutamos contra pessoas, lutamos contra erros.
As leis existem para nos proteger a todos, indistintamente, para nós essa é a máxima natural da sociedade. Nada mais importa do que igualdade de direitos e deveres. 
O bem comum nos interessa, o bem particular não nos importa.
Aliás, nos humilha e maltrata...
Sem tirar proveito, sem ser reconhecido, sem ser o "bonzinho".
Não é tarefa fácil...
E como será que pensa aquele que se encontra no outro lado do muro? Como será que deita sua cabeça no travesseiro? Como será que se olha no espelho? Como será que fala com Deus? 
Não é meu interesse julgar ninguém, mas imagino que ter consciência de si é a tarefa mais cruel que podem  ter. Viver uma farsa constante e depois ter que dormir consigo mesmo... 
Acho que sei porque prefiro ser quem eu sou, apesar de todos os meus defeitos. 



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Aniversário, café da manhã maravilhoso feito pelo Gui, com direito a ovos mexidos.
Falei para ele que acho muito legal ser sua mãe e ele me respondeu: 
"Também acho bem legal ser seu filho!"
Me derreti!
Apesar de ser café na cama... os 3 estavam a minha volta... sorrisos e olhares fortalecedores.
Fui trabalhar com os ânimos renovados... isso foi muito bom!
Durante todo o dia, muitos cumprimentos e muitas manifestações de carinho dos meus amigos e alunos...
Sou feliz!
mas as vezes fico triste!
Hoje não!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Indignada com os problemas. 
Já me era sabido que são bichinhos que nos atacam quando menos os esperamos. Mas agora sei que além de virem assim sorrateiros, vêm acompanhado de um amiguinho seu que responde pelo nome de "mais um problema".
Eles se juntam de uma maneira destruidora e destrutiva... Te fazem se esvaziar de toda a força e quando você está entregue no chão, te pisam. Te espinham e te chutam, zombando de você.
Você chora por duas horas ininterruptas e logo percebe que são dois problemas que têm solução.
Ao menos um deles tem... Você se faz forte novamente e levanta do chão. Sua ira contra eles é infinita e você os pega na mão e com uma força que você não imaginava, ter os espreme nas mãos até que sufocantes. Eles de escorrem como fel pelas mãos, te deixando com um horrível cheiro amargo nas mãos...
Lave-as e tudo se fará novo, logo não se lembrará daquilo que te fez sofrer tanta dor e te custou tantas lágrimas.
Você é FÊNIX, você ressurgiu das cinzas mais essa vez... Você destruiu o seu destruidor.
Você fez inimigos, mas sua amizade com você é infinitamente mais prazerosa do que ter um milhão  de supostos amigos.
Sua consciência é seu guia, sua verdade é verdade e você é VOCÊ...
Ninguém será mais forte que você, Você tem o melhor... Você é amigo de DEUS!
E isso é tudo!!!!


O pior já passou????


Por que você não escolheu ser feliz? 
Por que você não escolheu ter paz?
Por que você abriu mão do melhor da vida?
Por que até hoje me dói sua dor?
Por que você se perdeu?
Por que não me pede socorro?
Por que não posso mais nada?
Por que?
Por que?


Há dores que serão eternas em mim...
Você é uma delas!!


sábado, 10 de novembro de 2012

Não estou curada...
Que merda!!
Estou em plena crise de ansiedade...
Parece que meu coração não vai aguentar passar por isso de novo...
Onde está a ponta desse novelo?
Onde eu corto o fio que me liga as coisas erradas?
Será que tem jeito de reconstruir a história ou vou viver esse eterno ciclo de angústia?
O que me dói...
O que me corrói...
O que me destrói...


O dia vai ser dos meus filhos...
Serei exclusivamente sua mãe hoje!
Estou empenhada em curar a minha ansiedade...
Estar com meus filhos é beber da fonte do amor...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Depois de sair da escola chorando, fui até o posto de saúde para acompanhar a consulta do Pedro...
Ficamos na presença do médico por inacreditáveis dois minutos... saímos com uma receita mal escrita com os remédios de sempre... Dor de garganta = amoxicilina, paracetamol e ibuprofeno. Este último entrou na lista no lugar do já manjado diclofenaco.
Se levo meu filho ao médico é isso, se não levo me culpo por estar medicando-o...
Resolvido o problema de saúde do meu filho pequeno e acreditando estar mais calma, rumei à minha consulta em Ponta Grossa. As lágrimas me vieram novamente quando passei na frente da escola do Fernando e vi uma porção de pessoas com cadeiras de praia e colchões "acampados" na fila por vaga para seus filhos.
De fato a escola é a melhor dentre as municipais, mas será que é justo que as pessoas se humilhem a ponto de ficarem acampados em frente a escola por dias?
Será que não era mais justo que as outras escolas municipais fossem trabalhadas para também oferecerem um ensino de qualidade?
O que será que passa na cabeça da secretária de Educação da cidade?
é certo que o problema não é de hoje. Mas quando isso vai mudar?
Talvez quando o povo não fique mais parado na fila ou pagando R$ 200,00 para outro ficar em seu lugar e se juntem e procurem a secretária e exijam o que seus filhos têm como direito constitucional... Ou não é direito que tenham ensino de qualidade?
Precisamos de muitas reformas, muitos professores precisam passar por reciclagem, outros precisam reconhecer sua inutilidade profissional e outros ainda deveriam ser premiados pelo seu desempenho e dedicação.
Pensar no sofrimento alheio e no meu próprio sofrimento e inutilidade me dá uma tristeza...
Queria acordar um dia num mundo mais justo, mais igual e menos imbecil...
Talvez eu entenda porque o povo não pense e aja: Ter visão de mundo é triste...
Enquanto tudo isso me passava pela cabeça e as lágrimas me rolavam na face eu ouvia uma canção que me confortou... a mesma que tocava na madrugada angustiante de febre do Pedro...
Eu tenho esperança, eu tenho ideal, eu tenho Cristo no coração... 
Não me conformo com esse mundo e o transformo, ao menos, aqui em mim!





Estou começando a entrar em crise de ansiedade. É isso!
O cansaço do fim de ano, mais a inversão de valores que querem me fazer engolir a força me estão tirando a paz.
Não sei mais o que fazer pra me adaptar a toda essa baderna que está o mundo.
As pessoas me julgam o tempo todo, me dando o direito de lhes fazer algumas considerações. 
Mas se as deixo sem palavras, se voltam contra mim dizendo que devo ser mais maleável...
Fui levada a viver uma vida de cristão, estou vivendo e agora acham que tenho que ser menos radical. 
Queria que alguém me explicasse como adaptar Cristo nessa zona que estamos vivendo.
Começo a entender porque Nietzsche ficou louco...
Eu não quero enlouquecer...
Eu não quero compactuar com essa sujeira toda...
Eu não quero ser amiga de gente ruim...
Eu não quero que esse tipo de gente se sinta no direito de me julgar...
Eu não quero mais...
Eu quero a alegria de ter a consciência tranquila...
Ah, mas isso eu já tenho...
Então foda-se o resto!!!



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Os dias foram poucos para tanto estresse e cansaço.
O Pedro está com a garganta toda inflamada... teve febre e está com o corpo cheio de um grosseirão, mas o pior já passou... o remédio está fazendo efeito.
O que realmente está me irritando é a escola. 
Ontem saí chorando de lá.
Passei duas noites acordada por causa das febres do Pedro. Tinha uma consulta marcada para o dia , então não precisava nem ter ido trabalhar... fui porque sou uma imbecil.
Pedi que alterassem meu horário para que os alunos da manhã não ficassem sem aula, fiz isso porque sou uma imbecil.
Duas aulas seguidas com a mesma turma e duas vezes chamei a atenção de uma das meninas que lixava sua unha naturalmente... Quando na segunda vez fui mais enfática a menina se achou no direito de me afrontar. 
Disse que tinha uma pergunta para me fazer, mas não iria mais fazer. Seu tom era de ironia.
Apenas respondi no mesmo tom que era melhor mesmo que não fizesse pergunta alguma.
Ela me desafiou mais um pouco dizendo que faria a pergunta a pedagoga, que esta a responderia...
Não tive um segundo de pensamento, fui até a porta, abri e disse que o certo era ela descer naquele exato momento levando a lixa de unha.
Era final da segunda aula... 
Encontrei com a garota quando estava entrando na sala dos professores e esta, desafiadoramente me disse que já tinha falado com a pedagoga. Deu risada e sugeriu que eu perguntasse para ela.
Achei por bem levá-la para saber o que falaram... e ainda tive que ouvir que a garota gosta de mim, mas que foi reclamar de mim porque não respondo as perguntas que ela faz.
Isso certamente lhe dá o direito de lixar as unhas na minha aula. 
A frase seguinte dela foi a pior de todas as palhaçadas.
"Professora, eu gosto da senhora, não queria que a senhora pensasse que estou querendo te prejudicar."
Será mesmo que essa menina acha que eu sou funcionária da pedagoga? Não sabe nada de gestão democrática e nem de funcionalismo público. Deram um poder para a garota que ela adorou... pena que não lhe vai servir pra nada na vida.
Tanta coisa errada acontecendo...tanta força jovem sendo mal empregada.
Em nome de um pseudo profissionalismo e amor a uma causa... duvido disso, aliás duvido de tudo o que vejo por lá...
Chorei depois do que vivi alí... Meu filho doente, eu doente e sendo desrespeitada de tal maneira por uma menina que se acha no direito de me julgar... concordo absolutamente comigo: sou uma imbecil
Eu não posso, mas ela pode?
Eu sou a adulta, ela é a adolescente... 
ela pode tudo, eu não posso nada...
Em suas veias correm sangue...
Nas minhas deveriam correr algum entorpecente.
Estou seriamente pensando em abandonar essa turma.
Vou me dar essa noite para pensar...
Tenho mais coisas para contar desses dias de ausência...
Mas agora já me encheu... 

Vou cuidar do Pedro, comer alguma coisa e dormir...




 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sem tempo para nada... 
Acho que o Pedro está com catapora...
preciso fazer muitas coisas antes de dormir...
Amanhã ainda tenho meu trabalho de conclusão de curso... 
Acho que só retomo esse espaço a partir de quarta.
Estou cansada e sem tempo para descansar...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Pedro foi passear com o João... fiquei ao mesmo tempo feliz e triste e não sei ao certo o motivo...
Quando viu que os mais velhos estavam se arrumando, o Pedro começou a se arrumar também. observei tudo com muita angústia. 
Mas foi só a Rose pegá-lo no colo e me perguntar se podia levá-lo junto... Foi algo que imaginei que hora ou outra iria acontecer, mas me deixou tocada...
Todos os dias o Pedro fala com o João pelo telefone, certamente vai criar um vínculo bonito com seu padrasto as avessas... ao menos fico segura de que ele será amparado caso eu morra.
Agora não penso mais nisso, mas durante muitos meses eu morria de medo de não ter com quem deixá-lo... sei que é bobagem, mas quem sabe do dia de amanhã? 
Estou numa fase muito mais tranquila, minha ansiedade está controlada e me orgulho muito de ser a única responsável por isso... 
Estou me refazendo e a cada dia estou melhor... 
O passado está passando.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Eu estou embasbacada...
A justiça de Deus é a justiça de Deus!
Eu não fiz nada, não precisei... alguém fez uma denúncia contra a direção da escola... O teor das acusações é muito mais sério do que eu imaginava... a mim só me preocupa o lado pedagógico... tá feio... não posso negar que gostei muito! 
São por essas e por outras que sei que Deus está comigo... fui injustiçada e humilhada, agora estamos todos vendo o que acontece...
Comprei meu ingresso e estou esperando as próximas cenas... 






Meu coração está com medo... 
Eu queria refazer minha história...
Têm monstros me assombrando ainda...
Eles não entende minhas dores...
Veem meu exterior e não me conhecem...
Preciso matar os monstros ainda sonâmbulos aqui de dentro...
Quero viver de novo