Ficamos na presença do médico por inacreditáveis dois minutos... saímos com uma receita mal escrita com os remédios de sempre... Dor de garganta = amoxicilina, paracetamol e ibuprofeno. Este último entrou na lista no lugar do já manjado diclofenaco.
Se levo meu filho ao médico é isso, se não levo me culpo por estar medicando-o...
Resolvido o problema de saúde do meu filho pequeno e acreditando estar mais calma, rumei à minha consulta em Ponta Grossa. As lágrimas me vieram novamente quando passei na frente da escola do Fernando e vi uma porção de pessoas com cadeiras de praia e colchões "acampados" na fila por vaga para seus filhos.
De fato a escola é a melhor dentre as municipais, mas será que é justo que as pessoas se humilhem a ponto de ficarem acampados em frente a escola por dias?
Será que não era mais justo que as outras escolas municipais fossem trabalhadas para também oferecerem um ensino de qualidade?
O que será que passa na cabeça da secretária de Educação da cidade?
é certo que o problema não é de hoje. Mas quando isso vai mudar?
Talvez quando o povo não fique mais parado na fila ou pagando R$ 200,00 para outro ficar em seu lugar e se juntem e procurem a secretária e exijam o que seus filhos têm como direito constitucional... Ou não é direito que tenham ensino de qualidade?
Precisamos de muitas reformas, muitos professores precisam passar por reciclagem, outros precisam reconhecer sua inutilidade profissional e outros ainda deveriam ser premiados pelo seu desempenho e dedicação.
Pensar no sofrimento alheio e no meu próprio sofrimento e inutilidade me dá uma tristeza...
Queria acordar um dia num mundo mais justo, mais igual e menos imbecil...
Talvez eu entenda porque o povo não pense e aja: Ter visão de mundo é triste...
Enquanto tudo isso me passava pela cabeça e as lágrimas me rolavam na face eu ouvia uma canção que me confortou... a mesma que tocava na madrugada angustiante de febre do Pedro...
Eu tenho esperança, eu tenho ideal, eu tenho Cristo no coração...
Não me conformo com esse mundo e o transformo, ao menos, aqui em mim!
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