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sábado, 18 de novembro de 2017

Alguém aí sabe o gosto e o cheiro que sentíamos quando crianças, batíamos a cabeça na parede ou em qualquer outro lugar?
Um cheiro estranho com gosto de ferro. Eu muitas vezes senti isso quando era criança.  Mas o que me faz escrever sobre isso é a sensação estranha de sentir novamente essa sensação.  Muito estranho.
Eu dando aula e de repente a memória olfativa entrando em cena. Durante toda a tarde de ontem e ainda agora prla manhã me vem o gosto e o cheiro. Sei que se trata de lembrança do passado. Das vezes que a marion me batia na cabeça.
Queria ter um terapruta agora para me desvendar o porque disso agora... mas por hora, sem chance de fazer terapia.

A consulta de quinta resultou no início da desintoxicação. Vou diminuir o Clô...
Consegui falar para o médico sobre as verdadeiras razões da minha ansiedade e não deu outra: terapia. 
"Os seres humanos têm entranhas profundas e o remédio não vai resolver isso pra você. "
Sim, 7 meses tomando remédio que não serviu para grandes coisas, ainda que o médico insista de que me fez bem.
Vou guardar um tempo para conversar com Deus sobre essa memória que está gritando por socorro.
Deus é sempre muito presente para mim.
Ainda que eu não saiba direito como agradá-lo.

Nasceu meu segundo neto.
Theodoro.
Não me deixam vê-lo... e eu aceito pacificamente.
Ontem, emprestei meu carro para o Gui levar o Theo para vacinar e registrar. Esse foi o mais próximo que estive dele. Não quero sofrer por isso.

Vou  fazer o café... tenho varias coisas para hoje.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Terça foi meu aniversário. Deus me presenteou com imensos presentes. O primeiro foi estar viva e o Pedro também.  E não ter envolvido mais ninguém no acidente.  O segundo foi a possibilidade de comprar um outro carro. Estou feliz por isso.
Meu querido Gui foi o único que se lembrou de meu aniversário,  sem que tivesse que ser lembrado. Analisar isso me dói no coração.  Me sinto culpada... mas por outro lado fico infinitamente feliz por tê-lo como filho. Depois que me livrei do preconceito em relação ao uso de drogas, consigo ver além de um dependente... vejo meu filho.
 O final do aniversário foi ruim... mas também acredito que foi para o bem... de nós dois.
Apesar de estar ainda triste, consigo ver que tenho mais motivos para ser feliz.
Escrevo isso, sentada aguardando atendimento médico.
Sim, ainda estou tomando os remédios para ansiedade e depressão. Como vou me livrar deles? Quem sabe não seja agora a hora de começar a desintoxicação?  Vamos tentar persuadir o doutor para isso.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Sobre o acidente de ontem: dor no corpo e na alma. Meu docinho me protegeu... Deus nos salvou. Estamos vivos e com o carro estragado.
Não falarei mais que isso, por hora... deixarei a justiça com Deus... deixarei meu coração pra que Ele trate. Nada acontece sem que Deus esteja no comando.
Em tudo devemos dar graças. Sobrevivemos e vamos à lição que devemos tirar disso.