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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Chegar bem fundo e ser natural, 
ser sensual mais do que o normal
Refletir você...

Já faz algum tempo que quero falar sobre sexo, fazer algumas considerações, analisar algumas sensações, mas não encontrei a medida certa ainda, a palavra exata, o tom adequado...
Não gosto do que é vulgar em se falar de sexo, embora no sexo tudo que se faça ou fale faz divisa com o vulgar e isso é bom, muito bom. 
Vai ver que é daí que tirei uma forma de vida que não é mais tão usual nesses nossos dias: O sexo com cumplicidade. Onde eu possa extravasar meu lado vulgar sem medo de perder a dignidade na manhã seguinte. Onde eu tenha mais que o prazer da carne, o prazer da vida. Vida completa, inteira e não em partes. 
As pessoas, dessa minha época, estão perdidas numa teia  emaranhada por sentimentos e sensações e as confundem e se confundem e não entendem que as separando se tornam parte. Se são parte, não são todo e assim são frágeis. 
Ouço propostas de sexo casual, de caso sexual. Ouço cantadas ousadas e elogios vulgares que não me impressionam, não me emocionam, não me excitam. Do contrário me afastam, me enojam e me desencorajam.
Não são poucas as vezes que me julgam ser fria, de não gostar de sexo, de ser frígida até.
Dou risada. Quem me conhece, me sabe... 
Prefiro os preconceitos. Os deles e os meus.
Porque para mim, o sexo vai além do ato em si, ele perpassa minha vida como um todo. Ele não é sensação. Ele não é sentimento.
Ele são os dois, indivisíveis e assim, deliciosamente prazeroso e infinito...

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