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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Enquanto eu estava no IAP precisei ser exatamente assim.
Foi uma época muito difícil, sozinha. Totalmente confinada. A única maneira que tinha de ser um pouco feliz era lendo. Li bastante. A Veja era a única maneira de saber o que acontecia fora daquele lugar triste. Todas as segundas eu corria lá para poder ser a primeira a ler. 
E era.
Tenho uma raiva danada de lembrar o quanto já fui infeliz. 
Queria poder perguntar pra Deus o porque disso tudo. 
Tenho tantas outras perguntas a fazer pra Deus...

Apesar de não ter nenhuma lembrança feliz do IAP (estou exagerando, deve haver coisa legal - adolescente acha sempre uma forma de ser feliz), acho que ele foi importante para firmar meu caráter. De certa forma devo ser grata a ele... 
Até os castigos que tomei por não acordar 5:30 da manhã para o culto. 
Até o castigo por ter pintado os olhos com canetinha.
Até as longas horas que andava sozinha olhando a horrível plantação de trigo. 
Olhar as plantações até hoje me dão certa angústia.
Ou quando me debruçava na janela para conseguir ver a luz dos carros lá longe.
Não gostei do IAP
Hoje o IAP está tão vivo em mim.
Não sei o porquê...



Ontem acabei não falando da qualidade que me causa admiração.
Sim, reconheço a proteção que dispensa a sua prole. Quem dera eu tivesse alguém assim para me ajudar. Não tenho!
Sou por mim mesma... e tenho que ser forte mesmo quando me sinto fraca como hoje...
Vou dormir.
Amanhã as forças se renovam...


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