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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"Mãe, com o perdão da palavra, você está fazendo papel de tonga."

Essa frase cria uma força superior por ser dita por um adolescente que até pouco tempo era totalmente dependente de mim. Não que tudo o que veio junto com essa bofetada moral seja algo novo pra mim. Mas ditas por um garotinho de 14 anos foi um soco mortal na barriga e no nariz.
Oras, mesmo que eu tente mascarar a realidade e transforme-a ao menos na minha caverna platônica, meu filho me cospe a verdade, tal como o ensinei a fazer sempre.
Hoje me parece difícil, mas claro que não é nada difícil. Pelo contrário, a verdade se desdobra inegável e inquestionável. Nada mais precisa ser dito. Infelizmente.
João Guilherme, o primeiro homem que me ama de verdade, tal como eu preciso...
Tomei a bofetada, mas me sinto infinitamente feliz.


O dia foi cansativo, mas nada se compara ao fim dele... 

Apaguei tudo o que escrevi, motivo:
 Têm coisas que nem precisam ser ditas.

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