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sábado, 29 de dezembro de 2012

Depois do Natal, nós nos preparávamos para descer para a praia e ficávamos por lá até começarem as aulas. Era muito gostoso. Íamos todas as crianças. Éramos em 5 até 1985 e depois que nasceu o Frederico éramos seis. Não como o livro, porque ao todo, então éramos oito.  Marion e Ney, os pais pareciam felizes nessa época de férias. Ao menos para mim. Sinto falta de saber o que se passava na vida dos adultos. Com toda a certeza as respostas às minhas dúvidas estão neles. 
Como é impossível saber disso, falo do que vejo daqui do que presenciei lá. 
Rossano, Roxana, Gisele, Leandro, Luciano e Frederico.
Não passávamos o tempo todo na casa de Matinhos. A temporada era dividida entre nós, tio Gilberto e os avós. Mas enquanto não estávamos lá, íamos para Guaratuba na casa do tio Gley, um amigo do Ney que sempre nos convidava. Era uma festa só. Dormíamos no chão da sala, Aí nos encontrávamos com outras crianças que faziam parte do grupo de amigos. Os homens bebia o dia todo, mas não havia brigas, nem mal humor. 
Era a melhor coisa do mundo, a Marion não me maltratava em nenhum momento. Acho até que ela esquecia da minha existência. Quando tínhamos que voltar eu sempre chorava. 
Pra mim, Guaratuba era mais legal que Matinhos, não só porque tinha mais gente feliz, mas porque eu podia andar de bicicleta. 
Durante minha infância era uma tortura não poder entrar no mar como as outras crianças. Então Guaratuba era mais interessante. Nessa época a úlcera de córnea estava a todo vapor. O sal do mar era um veneno. 
E por não poder entrar no mar, aprendi a gostar de ler. 
Li muito sentada na varanda com a brisa do mar batendo no meu rosto...
Estava procurando algum imagem da casa da praia, mas o Pedro está  aqui me tirando a atenção com abraços e beijos e vez ou outra me diz "Te namo" que em pedroeduardês significa te amo... esqueço dos pensamentos de infância e curto o melhor que tenho da vida!
A foto procuro amanhã.


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