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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dia comum, sem problemas.


Já faz algum tempo que percebi que a minha árvore genealógica começa em mim, é daqui pra frente que se constrói. Talvez eu seja mais clara sobre isso num outro momento. No entanto hoje, quero me ater aos filhos que não me nasceram, mas me escolheram.
Eu só consegui aceitar minha condição por ver nela uma forma de contribuir com as pessoas que se encontrariam comigo pelo caminho da vida e tem sido assim.
Nesse sentido tenho laços profundos e verdadeiros com pessoas que me veem como mãe  e eu os vejo como filhos... eles são meus filhos de fato!
Geralmente são alunos e ex-alunos que me adotaram... 
Nesse momento, ao menos dois deles estão sofrendo por isso vou lhes dedicar algo...

Aos filhos do coração:
Estou aqui no meu cantinho, observando seus passos, 
me entristeço com o que vejo e ouço, muitas vezes,
mas a vida é sua, o caminho é seu e não é justo que eu interfira.
não quero parecer velha mãe dona da razão, mas o tempo,
maldito tempo, me coloca nessa posição...
Sei o que vai acontecer, sei a dor que vai ser, mas infelizmente o caminho é seu...
percorrê-lo pra você seria lhe privar o crescimento, invadir sua personalidade e tirar a sua essência.
Prefiro você assim, como você é, cheio de defeitos, mas você...
real e puro...
Não entenda meu silêncio como uma forma de julgamento.
Há momentos em que não falar é o mais certo...
Os braços estão aqui, sempre prontos a te proteger quando precisar.
Sou sua mãe, escolhi isso, escolhi amar você.
E nada que você fizer, vai mudar isso!








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