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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Fui ao médico.
Troquei o remédio e consegui o encaminhamento para conversar com a psicóloga.
O médico ao menos mudou o diagnóstico.
Claro, eu falei para ele lá naquele dia que não é depressão o que eu tenho.
Hoje ele me perguntou como vão as crises de choro e respondi que não chorei mais.
Expliquei que o choro daquele dia era fruto de uma escolha e uma ação que tive que fazer para poder ter essa paz que estou vivendo agora.
Sim, sou ansiosa, muito ansiosa... sou doente de ansiedade... preciso aprender a controlar isso. 
Vou controlar, certamente.
Fiquei feliz porque o médico trocou meu remédio. Quero estar bonita no verão.
Agora preciso emagrecer pelo menos 5 kg. 

Naquele dia eu est ava muito machucada por dentro. De um lado estava minha razão dizendo que tudo já estava acabado e que eu tinha que aceitar que fiz uma escolha errada mais uma vez. De outro estava a maldita vontade de olhar as coisas pelo lado romântico, acreditando que tudo daria certo no final.
Fiquei muito nervosa e também me sentindo humilhada. Não era justo que eu arcasse com todos os pesos sozinha. Não era justo que depois de tantas migalhas fosse apenas eu que sofresse as consequências.
Desde pequena ouço que se nós não nos amamos, ninguém vai nos amar. Isso é verdade. Antes preciso me amar, pensar em mim e no como farei para me refazer.
Então só consegui encontrar uma solução.
Se eu estava disposta a acabar com tudo definitivamente, só poderia fazer isso da maneira que fiz. Eu precisava garantir que não receberia mais nenhuma ligação ou mensagem e assim eu teria tempo de me refazer sem que minha ansiedade me atacasse ainda mais. 
E foi exatamente isso que aconteceu. Ganhei tempo para me reerguer com a certeza que ele estava me odiando. 
Deu certo.

Hoje sinto como se estivesse fechando de vez essa parte da minha vida.
Mesmo com meus 55 kg, me sinto mais leve.

A partir de agora estou pronta para voltar a caminhar...



Comecei a ler o livro "A garota das laranjas" de  Jostein Gaarder do mesmo autor de O mundo de Sofia.
Já de início gostei da história. 
Um menino de 15 anos encontra uma carta que seu pai escreveu para ele antes de morrer.
Me lembrei do meu neto-leitor que vai se deparar com esse blog.
A forma com que o texto vai se desenrolando é fantástica. 
Estou feliz também por ter encontrado um livro com o qual me identifiquei de início.
Hoje estou feliz...






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