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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Meu notebook estragou. 
Não, essa frase não está correta. O certo é dizer que o Pedro estragou meu notebook, ou ainda. ele terminou de estragar. E como já não sou mais mãe como era antigamente, apenas levei o note para arrumar.
Sim, já não sou mais tão enérgica. Prefiro os momentos de abraços e sorrisos do que os momentos de mãe educando. Assim estou criando um filho muito mais mimado, mas também muito mais feliz.
Faço-lhe todos os gostos, sou completamente melosa e assim sou mais feliz também. Já sei que a marion estava errada sobre sua previsão  sobre como eu seria uma mãe relapsa.

Quando o Fê tinha a idade do Pedro eu já estava separada e tinha muito medo que os meninos acabassem se tornando menos bons se eu folgasse em sua educação. Então veio o Moacir e reafirmou minhas convicções anteriores. Daí que minha casa se tornou um quartel.
Agora vejo que ter sido exigente não me garantiu que os meninos tenham se tornado bons homens.
O Fê ainda me encanta com sua gentileza, simpatia e educação; porém não posso falar o mesmo do Gui.
Tenho tido problemas com ele. Tanto seu linguajar, quanto suas atitudes em relação a mim, seus irmãos e aos outros tem me assustado muito.
Ontem, agrediu o Fernando e quando fui brigar com ele, simplesmente abriu a porta e disse que ia embora de casa. Frio, noite, 14 anos.
Hoje pela manhã me pediu perdão e com isso, acha que tudo está resolvido. Não está. Apesar de continuar amando-o incondicionalmente, me sinto com vontade de ficar longe dele. Ele me magoou muito.
Não acho justo que ele trate tão mal seu irmão, sem ter motivo algum para isso.
Ele se acha dono da casa e se acha adulto para fazer tudo o que quer e eu não deixo.
Me senti muito mal ao ligar ontem para o conselho tutelar. É como se eu atestasse minha incompetência em ser mãe.
Chorei...
Fiquei realmente triste...
Estou com os olhos doendo o dia todo, mas não me sinto angustiada...
Enquanto estou escrevendo o Fernando e o Pedro estão se organizando para montarmos o albergue de final de semana na sala.
E olhando para eles percebo que sou feliz por ter sido mais enérgica e por agora ser tão manteiga derretida. Errando ou acertando. Mudando e refazendo. Tentando de novo e de novo e de novo...
Cada um é diferente do outro. O Gui chegou já me perguntou se precisava que fosse ao mercado. Sei que apesar de toda a agressividade no trato, ele também nos ama.
Mas hoje estou triste com ele.

Por outro lado não posso deixar de festejar as muitas alegrias com o Pedro.
Ele digitou meu nome, ele já sabe escrever algumas coisas (ao menos no teclado) adoro ver seu desenvolvimento, 
Ontem, quando fui dormir, fiquei por muito tempo suspirando, então ele me abraçava forte e dizia: "Não "picisa" ficar assim, eu tô aqui cuidando de você."
Como posso permanecer longe de um serzinho tão lindo e sensível?
Nunca...

Do Fê também lembro que quando era pequeno era encantador com seus carinhos quando estamos só eu e ele. Hoje é mais fechado, mas ainda quando só estamos nós dois, ele me abraça e me beija como criança  pequena.
Sei que ele tem vergonha de demonstrar na frente dos outros, entendo que é assim.
A mim só importa que ele me ama.

O dia foi tranquilo, apesar da ardência nos olhos. As reuniões foram tranquilas, ao menos até a diretora se pegar num bate boca desnecessário com um professor. Esses showzinhos até que dão uma certa apimentada nas mornas, repetitivas e cansativas reuniões pedagógicas lá da escola.


Fim de semana promete muito frio. Quero acordar tarde amanhã, fazer um almoço bem gostoso e curtir meus filhos no ninho que vamos preparar aqui na sala. 
Filhos, filme, comida e frio... fim de semana delicioso!

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