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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

17 de janeiro - domingo

Nossa, que sensação maravilhosa é essa de estar no mar. Eu e a mamãe nadamos muito.Que delícia. 
A mamãe está com a barriga bem vermelha, se queimou demais, mas ela está feliz mostrando o barrigão pra todo mundo. Sempre tem alguém para dizer que ela está linda assim. Que bom que ela está bem feliz. 
O papai ligou, mas a mamãe não viu, que pena, ela gosta de falar com ele. 


20 de janeiro - quarta-feira

Hoje, eu e a mamãe fomos logo cedo ao médico.Fiquei tão feliz, pois a mamãe está mais gordinha. Ela agora está comendo melhor. 
O médico já marcou o dia que eu vou chegar: 12 de fevereiro. Não vejo a hora de sair desse aperto e ver o rostinho da minha mãe, do meu pai e dos meus irmãos. 
Logo que saímos do médico a mamãe ligou contando para o papai a grande novidade. Será que ele ficou feliz? Não sei, tive a impressão de que não. Tomara que quando ele me veja ele fique realmente feliz.




Meu amigo, professor recebeu um pito homérico porque disse o que queremos dizer. Tudo isso mostra o quanto estamos vivendo debaixo de uma pseudo democracia. São velhas e antiquadas pessoas, com velhas e antiquadas ideias. 
Demos muitas risadas e manifestamos nosso total apoio a ele. Vamos boicotar o desfile de 7 de setembro. 
Ainda não li a ata, mas assim que o fizer, quero juntar alguns argumentos para enfrentar a fera novamente. Tenho várias coisas que preciso questionar. Agora não sou eu e mais uma. Estamos fortes, o jogo virou. Me sinto feliz, pois a única coisa que queremos é uma condição melhor de trabalhar e que a "equipe" nos ajude e não aja contra nós, como tem feito.
Somos profissionais formados em exercício da nossa profissão. Temos o direito e elas têm o dever de nos garantir um trabalho digno. 
Me sinto bem mais leve. 


A chuva que não vem está me deixando com o nariz em cacos. O pó de agosto, misturado com o pó de giz  fez uma montanha na minha garganta e os quilos a mais estão pesando em mim. Ainda não consegui a consulta com o médico e se até segunda eles não me ligarem, já largo tudo e começo um regime por minha conta. 


O Pedro chamou muito pelo pai hoje e não pude fugir de lhe responder.
Sempre medindo minhas palavras, mas contando-lhe a verdade. Em seguida abracei meu docinho e disse que tenho amor por dois. Ele me abraçou e beijou com carinho. 
Assim vamos vivendo aquilo que sempre achei que não ia saber viver.
Não é fácil, mas também não é o fim do mundo.
Hoje tive uma conversa séria com um aluno que tem uma vida muito sofrida. Quando olho para a história dele e a do Pedro, penso que não sou justa quando me lamento por algo tão menos grave.
Ao meu filho posso dar tanto ou mais amor. Ao meu pequeno aluno posso apenas ser solidária. Tão menos do que ele precisa...

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