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sábado, 26 de janeiro de 2013


"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas..."
Sun Tzu


Essa foi a frase da contracapa que me chamou a atenção para o livro que estou lendo: A arte da guerra. Já vi inúmeras citações desse livro em outros que já li. Não posso defini-lo como uma leitura agradável. A mim parece um exagero, até loucura. Sou muito mais adepta da paz do que da guerra, mas frases soltas, iguais as que li em outros livros, lidas no seu sentido conotativo, trazem bastantes ensinamentos. Não vou deixar na velha estante, quero leituras 100% boas para meu neto-leitor. Mas se ele for um fanático por leitura vai acabar encontrando por si só.
Enquanto leio, a imagem que me vem a mente é do tabuleiro de War. Quem já jogou sabe o quanto é interessante.



Quando adolescente, joguei muito com o Lauro e a Adriana (já falei deles algum tempo atrás), Tínhamos um objetivo a alcançar que deveria sempre ficar escondido conosco. Algo como: Conquiste 2 continentes e mais 3 países, ou ainda conquiste 24 territórios e ainda mais, destrua os exércitos pretos, ou verdes ou amarelos, etc. Nunca gostei de jogar pelo meu objetivo sorteado, meu objetivo mental era sempre conquistar o mundo todo, era assim que o Lauro pensava e ficávamos horas e horas "guerreando" nos dados até um vencer o outro. Assim aprendi a perder. Perdi muitas vezes. Sei perder. 
Aprender a perder é a regra principal para aprender a ganhar. Nunca mais joguei War. Comprei um aqui para casa, mas os meninos estão numa outra era... não jogam mais jogos de tabuleiro, preferem as plataformas digitais. Eu também tenho me cedido a elas. 
Minha mais nova mania é um joguinho que você precisa somar um determinado número para poder eliminar os bloquinhos. Inicialmente os números são baixos, mas logo eles vão aumentando e é preciso ser bom em tabuada e soma.


 Já vi pelos recordes de outros jogadores que sou um fracasso nisso ainda, mas assim como no war, é só uma questão de tempo. Logo, de tanto aceitar perder, vou me tornar uma vencedora. Gosto dos jogos. Eles nos ensinam muitas coisas e esse especificamente me ajuda a calcular de forma rápida e precisa. Isso será muito útil no fechamento de notas. Agora não quero mais que digitalizem os horrendos livros de chamada. 
Brincadeiras a parte, claro que precisam ser digitalizados os livros de chamada. Impossível que ainda se faça o controle tão sério numa forma tão arcaica.
Ainda falando do joguinho de somar, ele me trouxe uma doce lembrança da minha sogra, uma mulher triste que fazia cálculos de cabeça numa velocidade assustadora. Tenho saudades dela e da época em que eu podia ter sido sua amiga e não fui... Poucas coisas me remetem ao arrependimento. Dona Anália é uma delas.
Preciso parar agora, vou levar o Pedro para comer feijoada. 
Mentira, o Pedro não come feijoada. Eu que como. Ele, tadinho não sabe o que é bom...




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