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domingo, 20 de janeiro de 2013

"Você não pode “produzir” confiança,assim como não pode “fazer” humildade. Ela existe ou não.A confiança é fruto de um relacionamento em que você sabe que é amado." - A Cabana




Essa frase é do livro mais tocante que já li. A Cabana fala do encontro de um homem, Mackenzie, com a divina trindade. Todo o texto traz uma visão diferente da concepção que trazemos do sagrado. Tudo isso para mostrar que Deus é pessoal, não de uma forma egoísta, mas de uma maneira amorosa para nos atrair. 

Essa frase está marcada no meu livro, porque pra mim ela é de uma profunda simplicidade e clareza.

Não apenas na confiança em Deus, mas em todos os relacionamentos que temos. 
Depois de viver algumas experiências dolorosas de falta de confiança eu preciso defender os inúmeros conselhos que teimei em não seguir, mas que estavam certos: Onde não há confiança, não há a menor chance de um relacionamento saudável. Sempre se estará sofrendo ou ainda fazendo sofrer.
Aprendi com as inúmeras cabeçadas que a confiança existe antes do relacionamento, não vem depois dele. Vou tentar explicar isso logo mais com um exemplo. Por hora me detenho em dizer que somos imediatamente levados a acreditar na pessoa nova que se aproxima, Isso se deve a desnecessidade de enganar que temos. As mentiras, as farsas, as enganações virão com o tempo , quando se fazem necessárias por diferentes motivos. 
Ouço minhas colegas contando como escondem as coisas de seus maridos. Não grandes mentiras (embora pra mim quem mente no pouco, mente no muito - quem usa da mentira uma vez, vai ter de usar  muitas outras vezes também e de tanto usar, vai acabar se acostumando)
Engraçado que são essas mesmas colegas que também se queixam das mentiras dos maridos. Pensei que chumbo trocado não doesse. Pensei que os direitos fossem iguais.
Lógico que me detenho apenas em ouvir suas queixas e aventuras e só dou algum conselho quando elas me pedem. Então sempre digo que se uma coisa está mal explicada é porque alí há mentira.
Essa conclusão eu tiro do que vivi durante todos os meus 37 anos de vida.
Boa experiência que tenho com isso hoje, se dá ao meu convívio com o Moacir. Homem inteligentíssimo que sabia mentir e que me fazia  de idiota sem que eu ao menos desconfiasse. Mas no momento exato em que ele deixou um fiozinho mal amarrado da mentira  eu puxei a ponta e então veio tudo abaixo. Tudo, absolutamente tudo... mas como infelizmente um relacionamento não se dá apenas entre duas pessoas, muitas coisas estão em jogo e sendo assim dá uma preguiça de tomar as rédeas da situação e colocar um fim.  Assim o sofrimento vai se potencializando e se tornando um buraco negro onde mais cedo ou mais tarde se cai. Eu já caí algumas vezes. 
Hoje não quero mais isso pra mim... Quero relacionamentos que não me exijam antenas ligadas e mentiras protetoras.
Ou os relacionamentos servem para  fazer bem ou eles não devem existir



Esse texto tá muito esquisito, estou sem a concentração necessária. Tudo bem, nem sempre a gente tá bem... 
Vou ver um filme...

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