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quinta-feira, 18 de julho de 2013

No início da gestação houve pequenos problemas que a fizeram agir impulsivamente pegando um ônibus para encontrá-lo em Curitiba.
A instabilidade do humor dele causavam uma angústia profunda nela. As lágrimas eram diárias e a ansiedade foi se desenvolvendo devagarzinho à cada dia.
Quando chegou em Curitiba, ele já estava mudado, tratando-a com delicadeza e cuidado. Jantaram juntos, passaram um susto, pois bateram no carro deles, namoraram a noite e no dia seguinte terminaram o dia prometendo se cuidarem mutuamente.
Mas tudo o que ele fazia para ela era pouco. Poucos dias, poucas informações, poucos telefonemas e quem sofria com tudo isso era o pequeno fruto que mal crescia no ventre dela. 
Ele vinha ficar com ela a cada quinze dias. Ela se enchia de esperança de que as coisas iriam se ajeitar com o tempo. 
Ela teve desejo de tomar chá de menta e ele procurou pelo chá em muitos lugares e nada.
Ela sentiu desejo de comer melancia e ele chegou com uma deliciosa.
Ela queria cuidado e ele fazia tudo que estava a seu alcance.
Ele mentia e ela fingia que não estava vendo.  A gravidez e o medo de não ter o pai para seu filho fez com que ela não quisesse nem saber de nada. Havia muitos problemas por hora. O resto era melhor esquecer.
O lado financeiro foi também um problema muito sério.
Ele prometia começar as compras das coisas do bebê e nada. Nem um pacote de fralda.
Nada, absolutamente nada.
Quando chegou o fim do ano, ela já sabia que teria que providenciar tudo sozinha e isso foi uma catástrofe financeira. 
Tudo por sua conta. Absolutamente tudo. 
Ela pagou caro para ter a presença dele e isso começou a prejudicar também sua saúde mental.
Uma mulher independente, mãe solteira recebendo migalhas de um homem sem honra, sem ombridade, sem caráter.
Uns dias antes do natal ela acordou decidida a acabar com tudo. Não era justo que ela e seu bebezinho sofressem tanto enquanto ele passava férias bem tranquilamente.
Foi então que ela descobriu que ele era casado e tudo então estava explicado. E a dor que veio daí foi algo insuportável para ela que adoeceu profundamente. Não dormia e não comia nada. Foi hospitalizada e assustou seus amigos que não tinham nada que pudessem fazer. 
Eles conversaram se acertaram e continuaram juntos.
Ele se ajoelhou aos pés dela e pediu perdão com lágrimas nos olhos.
Apesar de tudo, não havia nada melhor a fazer do que esquecer os escrúpulos e permanecerem unidos até que o bebê nascesse e um momento de calmaria se estendesse até o Bebezinho viesse ao mundo e que seus pais estivessem juntos nesse dia. 
Ele se esforçava. No natal exatamente há meia-noite ele ligou para ela. Isso foi algo maravilhosamente fortalecedor que encheu de esperanças o coração dela.
Foram a igreja juntos diversas vezes, ele orou pelo bebê com as mãos sobre a barriga dela. Ela o amava profundamente. Tudo que ela suportou foi por amor a ele e ao bebê.
Terminou o período de gestação, era hora de Simão vir ao mundo.
O dia do parto foi marcado e no dia anterior ele chegou para acompanhá-la.
Namoraram, jantaram fora e dormiram abraçadinhos, ela estava muito feliz, mas bastante apreensiva. Ele a acalmava e protegia. Tudo daria certo no dia seguinte. Assim ela dormiu como há muito não fazia.

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