Dia muito tranquilo.
Artesanato pela manhã, sono e livro deliciosos à tarde.
Faz algumas semanas que desejo ler o livro "O lado bom da vida". Embora não tenha nem lido do que tratava. Pelo título e pela posição entre os mais vendidos, decidi que precisava lê-lo e ao começar hoje, sinto que minha intuição anda bem apurada. Ela dificilmente falha.
Quanto ao livro, posso dizer, depois das primeiras páginas (engraçado chamar de página quando se lê no tablet), que o livro tem alguma relação interessante comigo, com o que já vivi...
Pat é um homem que esteve internado num hospital psiquiátrico, ao que parece por mais tempo do que ele imagina. O foco narrativo é de primeira pessoa e o tempo é o presente.
Pat se torna compulsivo por exercícios físicos e obcecado pela ex-mulher que o abandona, ao que parece por ter sofrido algum tipo de agressão física.
As sessões de terapia e a readequação à nova fase fazem dessa obra, algo muito instigante.
Penso no João como o personagem principal...
Penso no quanto deve ter sofrido...
Ontem, minha ajudante me contou que na época do meu acidente, ele confidenciou a ela que era louco por mim ainda. Anos depois da separação. Não me sinto lisonjeada, ao contrário, me dá uma dor saber.
Meu casamento foi um erro meu que prejudicou profundamente ele. Não me perdoo por isso...
Voltando ao livro, já encontrei uma frase de impacto:
"São suas ações que fazem de você uma pessoa boa, não sua vontade."
Essa frase é dita pelo terapeuta depois dele ter chorado compulsivamente por ter agredido fisicamente sua mãe e ter tomado uma surra do pai que o quer ver internado novamente.
Preciso encontrar no youtube a música do Kenny G que tanto incomoda Pat e que está intimamente ligada às alucinações que o transformam num louco agressivo.
Pronto, já encontrei. Os livros mais novos estão bastante interativos...
Preciso parar agora, o livro está me chamando...
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