Não precisar me arrumar, não precisar seguir horários.
Assisti muitos filmes, joguei bastante, li um livro inteiro e comecei outro, acordei tarde, Há muito tempo não me sinto tão tranquila.
Já sinto saudade de ficar com meu docinho brincando aqui pertinho de mim, sem chorar ou fazer griteiros tão comuns nos dias de vida normal.
Hoje ele me disse que não quer voltar para a escola. Que quer ficar assim só comigo. Que bom se a gente pudesse fazer apenas o que queremos.
No primeiro dia será difícil, mas logo ele se adapta à rotina de aula, que ele gosta tanto.
Acho que um pouco dessa minha tranquilidade se dá ao fato de que o Brasil está recebendo o Papa Francisco. Gosto dele. Seu rostinho de vozinho transmite uma a paz.
A comoção pública dos jovens fiéis é algo muito emocionante. Me lembro dos acampamentos que fazíamos quando éramos adolescentes. Os encontros com pessoas qu professavam a mesma fé, os louvores, as pregações e os debates eram algo que nos enchia de uma espiritualidade que nunca mais senti.
Era um frio na barriga, uma vontade de chorar de alegria, um encantamento que me faz falta. Queria ter permanecido com essa sensação.
Eu tenho muito claro a imagem de ter visto o Papa João Paulo II. Ele passou na rua João Gualberto e nos abençoou. A vó Gilda disse que ele tinha olhado para mim. Ela ficou muito emocionada. Eu não sei se ele olhou. Não enxergo de longe.
Vou entrar com um mandado de segurança em grupo contra a Puc, agora quero ver minha redação.
Que não sou escritora, isso não é novidade, mas sou professora de português. Capaz que eu não seja capaz de produzir uma dissertação que valha ao menos a nota mínima.
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