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domingo, 3 de junho de 2012

Tenho um livro aqui em casa que ganhei de um menino que não me recordo mais o nome... sei que ele estudava no IAP, tinha 12 anos enquanto eu tinha 15 e estava na 5ª série. Falar do IAP me incomoda um pouco. 
Não posso dizer se gostei ou não daquele lugar. Vi coisas malucas acontecerem lá e também fiz outras tantas... mas foi lá que tive um encontro real com Deus...
Certamente voltarei a esse lugar muitas vezes ainda nesses relatos.
Hoje especialmente quero contar como cheguei até lá e as primeiras experiências.
Meu convívio em Maringá com meu pai estava pra lá de detonado... eu tinha presenciado uma tentativa de meu pai praticar o que na minha visão era um incesto. A Monalisa era filha da minha madrasta, meu pai foi mais pai dela do que meu. Viu a menina crescer e se tornar adolescente. Conviveu com ela muitos anos. Na minha visão o que ele tinha feito era horrível... Fugimos de casa, eu e a Mona... na primeira noite dormimos na casa do namoradinho dela, na segunda noite ela voltou pra casa, mas eu não quis mais voltar. Fiquei na casa de uma amiga minha de escola. Nesse tempo eu estava na 8ª série do colégio Adventista. Se não me engano ela se chamava Adriana.
Fiquei o tempo que pude por lá sem colocar a mãe dela no rolo. Algo em torna de 2 dias, fui parar até num albergue, onde não tive coragem de ficar... quero falar disso tudo... mas não hoje.
Não lembro como consegui ficar, sei apenas que fiquei fora de casa por uma semana até que voltei pra casa porque a mãe do Alex (meu primeiro namorado motoqueiro) achou que eu estava correndo perigo. E ela estava coberta de razão. Até hoje só posso acreditar que Deus cuidou especialmente de mim nessa época de Maringá... Saí desse lugar sem ter usado drogas, nem praticado sexo... dos perigos que corri e por ter saído ilesa, só posso acreditar que Deus estava comigo o tempo todo... eu não sou nada.
Quero também falar sobre os anjos, que acredito terem cuidado de mim nessa época... lembro muito bem de muitas coisas situações.
Mas voltando ao meu propósito de hoje: Voltei pra casa com um amigo do meu pai... ele era cheio de amigos mais novos que ele... disso só lembro de flashes... Lembro de estar sentada com o Alex no meio fio... ele preocupado... a luz da casa dele acessa e a gente esperando. Sei que o Alex tentou me ajudar o máximo que pôde. Essa foi a última vez que o vi... Sei seu nome e não sei mais nada sobre ele... que pena!
Bom, voltei pra casa e meu pai estava bêbado como de costume. Dessa vez eu era o motivo de sua embriaguez... mas ele tinha muitos outros motivos... estava em fim de processo que culminou com sua exoneração do Estado... vou pesquisar sobre isso... sei apenas que ficou numa situação complicada... até uns 3 anos atrás estava morando em Curitiba com uma mulher 2 anos mais velha que eu e com um filho mais novo que o Gui... ironicamente chamando Guilherme também.
Na manhã seguinte a reunião que certamente foi até a madrugada, -  João Gualberto adorava dar shows de arrogância e prepotência quando estava bêbado e me escolhia sempre para público... uma única vez ele fugiu a essa regra e eu atribuo isso  ao meu primeiro contato com Deus. Falo disso em outro momento. - fui para o IAP... ufa... que texto horrível... tantos rodeios para chegar aqui... mas quero ser fiel as ideias que vão aparecendo... 
O mesmo amigo da noite anterior, acompanhou-nos ao IAP. Eu devo ter falado algo que ofendeu-o pois numa distração do meu pai ele disse que era pra eu ficar quieta pois ele estava armado e era perigoso... eu dei risada... adolescentes não temem nada.
Muito maluco escrever e as lembranças irem aflorando... acabei de escrever que não me lembrava de nada do primeiro dia e agora vem prefeito na minha cabeça as meninas conversando comigo, me perguntando milhões de coisas e me dando milhões de informações que me seriam úteis... e ríamos muito... até eu... que ria e chorava ao mesmo tempo... Era tudo novo, eu quis estar ali, fui eu que pedi... mas agora estando ali eu tinha medo... e alívio. Eu estava certa nos dois sentimentos.
Em 1990 quem iria para um colégio interno? Adolescentes delinquentes, problemáticos, a escória da sociedade ou adventistas que moravam em cidades pequenas sem um colégio regular de qualidade que os formasse... eu estava no primeiro grupo... só não consigo ver, ainda, quais eram os meus erros
Eu espero realmente encontrar mais detalhes do passado para poder entender melhor...
Hoje, depois de tantos anos, não consigo ter nenhum tipo de sentimento pelo meu pai... o que é estranho, ele fez muito mal pra mim, mas eu culpo seus vícios e o livro da culpa... me acho injusta nisso...Ele foi fraco e irresponsável e tem culpa sim de muitos dos meus sofrimentos.
Quero fazer uma regressão de idade para aprofundar meus pensamentos nesse homem. Dizem os psicólogos que a figura paterna é fundamental para as meninas... chegamos até a espelhar os homens da nossa vida nessa figura... Talvez eu esteja encontrando a resposta para as mais profundas questões da minha vida...
Preciso parar agora e analisar essa ideia nova... 
Fazer almoço e  trabalhar um pouco... 
Sinto as minhoquinhas da imaginação trabalhando aqui... e pra variar, deixei de falar do que tinha me proposto  no começo... 
Tá frio hoje e o Pedro está aqui me tirando os sapatos e a atenção!

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