Último dia de janeiro, ufa até que enfim. Parece que esse mês teve uns 439 dias e mesmo que tenha demorado tanto, por outro lado passou rápido demais. Fiz várias coisas, cansei bastante e descansei, no entanto, segunda começo a trabalhar e então penso que foi ontem que estava lá na correria do ano letivo.
Não consegui sentir saudade do trabalho, mas estou contente por voltar.
Sei que vai ser a mesma ladainha de sempre. Começaremos com planos estratosféricos e terminaremos exatamente como sempre: vendo que não realizamos 10% dos planos megalômanos.
Queria mesmo é ficar estranhamente em silêncio, mas já me aviso de antemão que isso não condiz com meu perfil. Vou falar, ponderar e acabar me indispondo com a lunática gestora já nas primeiras horas de cansável reunião pedagógica.
O que me alivia um pouco o início dos mesmos cansativos planos angustiantes que vão morrer na praia é que este ano teremos eleições. Há de surgir um candidato que resolva os graves e eternos problemas do colégio.
Ponho toda minha esperança nisso. Talvez me frustre ainda mais, mas prefiro acreditar.
Demais áreas da minha vida seguem em ritmo igual ao de sempre: Poucos planos, grandes tentativas de me esquivar dos eternos pensamentos sobre sofrimento, passado... Tenho feito avanços nessa área.
Consegui sobreviver ao amargo janeiro sem insônia ou inapetência, o que já é um ganho. Mas além disso, ainda estou conseguindo detectar exatamente onde estão as causas da ansiedade. O próximo passo vai precisar da ajuda da terapia. Quero aprender a vencer a angústia que o celular, o banco e o futuro me causam. Essa tarefa é árdua...
Preciso falar sobre meu celular e a estranha relação que tenho com ele, mas acreditem ou não, é extremamente doloroso para mim.
Sei que o fato de eu não atender telefone ou responder mensagens causa um desconforto nos amigos mas próximos e que eles não entendem meus motivos, mas essa relação foge, de longe, da futilidade de uma mulher vaidosa. Ela está intimamente ligada com causas orgânicas. Tenho calafrios em alguns momentos ao vê-lo, minhas pernas ficam bambas e tenho uma fraqueza nas pernas que são inexplicáveis. É algo que me incomoda muito. não pelos outros, mas por mim mesma. Já venci tantos problemas imensos e terríveis e estou aqui entregue ao medo de um aparelhinho que cabe na minha mão.
O que me alivia um pouco é que tudo o que leio sobre ansiedade tem sempre um capítulo especial para falar sobre essa "dependência" ao celular.
Tenho pensado em desenvolver alguma estratégia para vencer esse medo, mas devo confessar que não estou tendo grandes progressos. Por isso falei que o próximo passo é com ajuda de terapia.
Só quem tem ansiedade crônica é capaz de entender o que falo. E sabe que ao tocar nesse assunto agora estou muito nervosa. Preciso largar tudo e ficar por alguns minutos em silêncio absoluto, respirando fundo para que os níveis de hormônio voltem ao normal e eu me sinta novamente calma, como estava antes de começar a escrever.
Apesar de tudo, fico contente, pois estou conseguindo controlar as coisas sem ajuda química e isso me deixa cheia de orgulho.
A tarde vai ser de várias atividades, entre elas vou cortar meus cabelos. Preciso estar bonita para o ano novo chinês... Ano do Cavalo, Sabe Deus o que significa isso!! Mas vou ler algo sobre. Se tem uma cultura que me fascina é a chinesa. Já devo ter dito isso antes.
Voltando aos cabelos, eles conseguiram sobreviver aos constantes ataques terroristas que os expus, mas estão dando sinal de fadiga... nada que um corte não resolva. Vou parar por aqui para escolher um corte legal.
Quem dera meus problemas fossem apenas de ordem capilar...
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