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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Eu quis me suicidar...

Quem nunca teve esse pensamento, pode parar a leitura aqui e ir embora.
Hoje só quero falar com quem, assim como eu, já passou pela maluca experiência de querer tirar a própria vida.
Eu, por pelo menos 2 vezes, considerei realmente a possibilidade. Foi algo horrível, mas real..
Estou especialmente tocada por esse tema nesses últimos dias. Talvez seja por causa da indignação que me causou a descoberta do jogo da Baleia Azul. Sim, adolescentes estão se matando num jogo cujo objetivo final é a própria morte. 
Aliado a isso tem também uma série da Netflix, cujo tema principal é o suicídio de uma garota de 17 anos. Nos últimos dias, muitos amigos de Facebook estavam postando comentários sobre a série. Como as postagens eram  de alunos e ex-alunos, não dei muita importância, achando que se tratava de uma série boba... mais uma das tantas que eles adoram.
Mas no meio da semana uma amiga me perguntou se eu já tinha visto. As pessoas sempre vem me perguntar sobre as modernidades, querem minha opinião... nesse caso eu nem tinha me interessado em saber nada. Então minha amiga disse que eu deveria assistir, aliás, todo professor deveria assistir. Ok, adivinha o que estou fazendo?

Estou escrevendo rapidamente isso aqui e logo volto para o 5º episódio. Estou interessada no tema... estou curiosa para saber mais... e enquanto estou assistindo fico pensando nos estranhos sinais que recebi essa semana que me trouxeram até aqui. 

Alunas se mutilando, aluno gay expondo escola e colegas no facebook por desagradar-se do comportamento desses em relação às suas opções sexuais... o suicídio de uma garota numa lagoa no nordeste do país em decorrência do fim do jogo da baleia... uma colega minha, ontem, me perguntou novamente se eu já estava assisitindo a série... como minha resposta foi igual a que dei no meio da semana ela me disse que não iria ver porque leu um artigo intitulado: 13 razões para não assistir 13 reasons why... confesso que depois do 3º episódio me deu curiosidade de ler o artigo. e comecei... 
Mas artigo de opinião na Gazeta do Povo já me dá um sono no primeiro parágrafo... parei, fiz almoço, fiquei pensando na série e no artigo... série perigosa, cansa adultos, manual de suicídio para adolescentes... blá blá blá...
Prometo juntar forças sobrenaturais e ler o "artigo" até o fim. Gente muito óbvia me dá preguiça...
Vai ver que é por isso que só me relaciono com gente doida... 


TODO PROFESSOR DEVE ASSISTIR...

Não gosto de rótulos, devo ter dito isso já, né?
quando dizem que a série é de adolescente, já querem me dizer que se eu me interessar eu sou uma idiota que não cresceu... oras, quem são vocês para me dizer se cresci ou não? Olhem mais para o umbigo de vocês e menos para os outros. Parem de achar que a opinião de vocês é relevante. Não é. Deixe que cada um tire sua  própria conclusão. 
Pronto, só falta o nobre leitor ir lá pesquisar o artigo e concordar com ele... vá... eu sou tão patética quanto ele... no entanto você está aqui... aliás, o que te trouxe aqui?
Confesso que as visitas dessa madrugada me deixaram um pouco confusa. Tirar o sono de alguém não é algo que me deixe muito confortável.

Quando eu estava no Instituto Cristão, logo depois do dia das mães de 1993 eu tive a minha primeira experiência com o desejo de me matar. Se coloque no meu lugar:

Sua "mãe" te telefona e te diz que você deve escolher entre ser prostituta seguindo os passos de sua genitora ou casar com um fazendeiro rico da região. O que você faria depois de ouvir isso? Sim, eu fiquei em choque por alguns dias, querendo crer que aquilo não era verdade, embora eu soubesse que era...
Os dias se passaram e a realidade de não ter com quem contar ou pra onde fugir foi inundando cada espaço de mim. As pessoas me viam, mas não me enxergavam. Pensei em tomar os produtos de limpeza do banheiro. Escrever  isso é reviver... ferida com pus que ainda lateja...
No lago... se jogue no lago e se deixe afogar...
Quantas vezes fui lá depois disso ... em todas elas eu lembrei da minha dor...
Eu tinha 17 anos. você acha justo uma menina de 17 anos ser tratada com tanto desprezo?
E se eu te disser que enquanto escrevo estou ouvindo uma música triste que me levou pra um tempo ainda mas remoto... eu tinha 11 anos quando tive que comer a sobremesa com sapólio. Troque de lugar por um instante comigo...
Se imagine uma menininha pequena fazendo um doce de camadas se bolacha e creme de chocolate e seu irmãozinho de 1 ano e meio jogasse um produto de limpeza sobre seu trabalho. Sim... você é culpado porque não cuidou para que isso não acontecesse. Agora seu castigo será comer essa sobremesa. Sim... você vai comer... e foda-se se isso vai doer em você pra sempre...

Assim é bom... 
Eu estava mesmo precisando eliminar algumas coisas que só saem com lágrimas...



Say something, I'm giving up on you
And I'm sorry that I couldn't get to you
And anywhere I would have followed you, oh
Say something, I'm giving up on you



Nunca ouça a música de forma simples... se ela está aqui é por uma razão. Sempre preste atenção na letra... música não tem função nenhuma se não for apreciada no todo...
Você sabe que é para você...

Claro que não me suicidei e isso foi cuidado de Deus na minha vida... 
Sei o que sentem meus alunos  mais deprimidos... e sei que preciso cuidar para que não se sintam vítimas por hora, embora eu saiba que são. Se sentir coitadinho não o levará a nada... Esse é o meu papel.

Sexta-feira da paixão de Cristo... Tempo de reflexão... Deus nos amou tanto...


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Quando estamos numa situação difícil parece que tudo é tão grande. 
A dor dói mais do que realmente dói. 
Por esse motivo tenho evitado de falar das sensações que estão me acometendo nesses dois últimos meses. 
Não quero dizer que fui enganada como uma adolescente imatura e ingênua. Para mim é uma vergonha indescritível. 
Não quero falar que acredito nas pessoas erradas por que simplesmente sei que são as pessoas erradas. Se atraio tranqueiras e faço escolha inconsciente pelo que não presta, qualquer aranha ou carrapato faria uma escolha simples pelo contrário da escolha feita inconscientemente... mas eu não sou assim... sou infinitamente mais idiota que uma aranha ou qualquer inseto que vive pelo instinto de sobrevivência. Eu vou para o fogo... eu me aproximo do abismo... eu sei as consequências, eu sei o risco... mas eu vou... vou de novo... e volto a ir para esse inferno que me carrega para o fim... 

Talvez agora que eu tenha mandado as favas, afinal uma mulher de 41 anos não pode se dizer bobinha, não pode se dizer confiante, não pode achar que acredita na mudança instantânea das pessoas, as coisas voltem ao normal... quero crer que sim... 

Estou com uma vontade imensa de dar um grito... daqueles que me deixaria rouca por dias, mas nem isso posso fazer... não tenho esse direito... a mim é cobrado o equilíbrio e a sobriedade de uma senhora... mesmo que eu não seja nem equilibrada, nem senhora.

Verdade sobre mim: Estou de saco cheio dos rótulos que vocês todos me põem. Não queria nada disso, queria poder andar descalça, queria andar descabelada, queria poder dar uma porrada na cara de uma ou duas pessoas que estão merecendo, queria poder mandar algumas lá pra puta que pariu... 

No entanto, estou aqui, sentada digitando tudo isso com um sorriso nos lábios e  fingindo que tudo está na mais tranquila paz interna... mas nós dois sabemos, eu e você, nobre leitor que ainda está aí lendo essas imbecilidades... nós dois sabemos que tudo isso é só fachada... 



Encontrei uma solução para me aproximar da minha infância... Uma amiga se propôs a me ajudar... acho que assim terei mais coragem... São Miguel do Iguaçu, talvez a gente se encontre em breve.

João Gualberto, você não me deu outra opção, não é? Terei eu que fazer o contato. Acha justo que eu tenha que ter a nobreza, quando quem deveria fazer isso era você? Céus, não pense que você é uma das 2 pessoas que merecem porrada... não, você merece meu perdão... nós precisamos disso... 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Pressão alta todos os dias, ininterruptamente... 
Chá disso
Chá daquilo
Chá daquele outro
caminhadas diárias
Baixa um pouquinho e quando vou medir, lá está alta de novo...

Mas ontem, especialmente ontem, quando uma colega de trabalho me tirou da sala de aula para me dar a notícia de que eu seria vó de novo, minha pressão estava normal. Misteriosamente normal.

Com certeza é Deus cuidando de mim...
Porque essa gravidez me caiu muito mal.

Devo deixar registrado aqui que o meu primeiro pensamento foi: não quero nem saber.
Não quero nem ver... não contem comigo.

Liguei para o Fernando e pedi que ele comunicasse ao pai, que já sabia... não sei se foi informado pelo João Guilherme ou recebeu a notícia como eu, na paulada. Sim, foi uma paulada bem na nuca.

Pelo visto o João também não gostou muito da notícia... qualquer pessoa com dois neurônios não ia achar bonita uma palhaçada dessa. 
Temos visto o Arthur sofrendo com um pai ausente... falo ausente em todos os sentidos...
O João paga a pensão do neto... eu dou o afeto paterno... e vamos vendo a família que sonhamos escorrer pelos nossos dedos...

Talvez eu esteja sendo quadrada... antiquada... mas ver o João Guilherme fazendo essas besteiras me dá uma tristeza...

E, você leitor, não me venha com aqueles discursinhos bestas: Mas é um bebê. Podia ser pior. Você vai gostar dele também. Deus quis...

Gente que não tem o que falar, fala besteira.

No meio da tarde o João Guilherme me mandou umas mensagens introdutórias para me dar a nóticia fatal... eu sem paciênca lhe dei uma resposta irônica que já levava embutido o meu pensamento... então ele se fez de vítima e me disse que ninguém se importa com ele... só tive força de responder:
Pois é.

Não nos falamos mais... e se depender da minha vontade atual, não nos falaremos mais, mesmo...

Nas redes sociais ele está fazendo o papel de papai feliz... recebendo os cumprimentos... 
Céus, como posso sobreviver num mundo tão idiota?

Joaquim ou Maria Luiza (Malu)
 já tem até nome... 
só não tem pais...

Um dos comentários que li: Se puxar a mãe, vai ser bem sapeca... pense nesse adjetivo de maneira bem pejorativa... porque é isso...

Tá, tudo bem... estou sendo muito pessimista... realista ao extremo... 

Mas fato é que não tem outra coisa se não pensar isso, nesse momento.

O João Guilherme fez suas escolhas... 

Eu vou continuar orando por ele...



Hoje os meninos estavam doentes... não foram à escola... e eu fui a enfermeira... virose


Sobre meu coração?
Baixei novamente  o livro Mulheres que Amam Demais.
Vou ler até o fim... 
Espero encontrar mais do que já sei...


Parando por aqui, porque vou ao cinema...


 Eu preciso cuidar de mim,,,





segunda-feira, 20 de março de 2017

Estou preocupada com minha saúde.
Muita dor de cabeça.  Pressão oscilando e o peito estranhamente palpitante.
Comprei uns chás... vou tentar pelo natural...
Em último caso terei que voltar aos medicamentos...
Isso  não me agrada em nada...

Tenho medo de morrer...
O Pedro é muito pequeno ainda...
O Gui ainda não está bem para ficar sozinho...
Preciso fechar a gaveta do passado...
Preciso saber a minha verdadeira história...
Preciso viver um grande amor...  

Só o Fê não teria problemas com a minha morte.
Ele é muito racional.
E muito desligado.
Isso me incomoda muito.

Tenho que organizar cronologicamente esse blog...

DEFINITIVAMENTE AINDA TEM MUITA COISA POR FAZER...

Estou cuidando da saúde...
 Vou marcar médico.
Mas que estou com medo, estou...

sexta-feira, 17 de março de 2017

Quando as respostas aparecem, tudo fica mais fácil.
Uma coisa sobre mim que precisa ficar registrado para os anais da história. 
Não gosto das coisas mal explicadas ou não explicadas... 
Gosto do que é certo.
Gosto de gente de bem...

E seja o que for, vou sempre optar por acreditar... 
Quero um mundo melhor... e faço a minha parte.

Hoje estourou mais um escândalo de corrupção no país. Agora, adulterando carne e nos fazendo consumir produtos apodrecidos. 

Você consegue imaginar um filho da puta que lucre pondo em risco a saúde de milhões de pessoas?

Eu não tenho estômago para isso...

Esse texto vem a calhar...




SÓ DE SACANAGEM

Meu coração está aos pulos! 

Quantas vezes minha esperança será posta à prova? 

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. 

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? 

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? 

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. 

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. 

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. 

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau." 

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? 
Imortal! 
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
Elisa Lucinda

terça-feira, 14 de março de 2017

Mãe, temos que pesquisar juntas o que está acontecendo com seu filho.
Se não é a escola...
Se não é a professora...
O que é?

Sim, já sabemos, vamos precisar cortar o cordão umbilical...

Seu filho está assim, porque você está assim...

Hum, vamos ver se eu entendi...

O Pedro está sofrendo comigo... 


Fizemos um trato de felicidade...
Serei feliz, ou pelo menos tentarei ser feliz para que meu Docinho fique feliz...

Nem direito de estar triste eu tenho...

Ok...

Eu aceito...

segunda-feira, 13 de março de 2017

Eu não estou conseguindo me reerguer...
Esses dias estão especialmente ruins para mim...
Por quê?
Mil vezes por quê?

Ontem um filho da puta de um bêbado bateu no meu carro...
Mas infinitamente pior foi o que você fez comigo...

Vocês esperam de mim atitudes de bondade... e eu as tenho... mas só eu sei a que preço.
Minha vontade é de sumir.

Mas eu tenho filhos... e preciso ficar...
Me refazer...


Ontem o Rhory esteve aqui... ele, sua esposa e filho... somos amigos, mas eu não sou feita de sal...
Se ao menos você não tivesse me diminuído tanto... quem sabe nada tivesse impactado tanto...

Só Deus sabe a força que tenho feito para não descer ainda mais baixo.

Me deixem em paz...

Me deixem no escuro.