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terça-feira, 13 de março de 2018

Duvido que as coisas aconteçam tão rápido com vocês quanto acontecem comigo. Tem uma hora que reclamei da vida morna...
Cheguei em casa e recebi a notícia de que o Gui bateu um carro da oficina. Cruzou uma preferencial...
Tem como eu pedir pra ficar morno de novo?
Uma coisa é certa: Uma vida sem lágrimas é uma vida meio vazia...
Preciso de me ocupar com alguma coisa que me dê prazer urgentemente...
Não estou vendo muito sentido nesses dias mornos



sábado, 10 de março de 2018

Eu poderia passar alguns bons parágrafos tentando justificar minha ausência por tanto tempo, vou me dar o direito apenas de dizer que me ocupei de outras coisas... sim, usei todo esse tempo para permitir uma nova fase do meu tratamento... isso foi muito bom.
Deixei de tomar o Clô, acredito que agora eu comece a emagrecer com as incansáveis idas à academia... não quero ficar magérrima, apenas uns 5 quilos me farão sentir melhor... 
As coisas estão tranquilas no trabalho... retornei à igreja e vou me dedicar com afinco em me relacionar bem com meus irmãos em Cristo. Sei que preciso aceitar que meu próximo passo do tratamento seja curar os relacionamentos...
Já coloquei para tocar Boyce Avenue e estou aguardando entrar no clima, mas temo que nada me consiga tornar introspectiva hoje. Sinto que já não estou para a tristeza como estava no passado... preciso contar para mim o que foi que fiz esse tempo todo que me ausentei... queria dar um tom mais romântico para tudo isso, mas peço desculpas aos nobres leitores,  isso não parece que vai acontecer. Infelizmente devo alertar os leitores mais frágeis que estou mais ácida de que um limão e meu espírito está mais para Machado de Assis do que Casimiro de Abreu... o realismo sempre foi meu forte... eu é que não sabia.
Ah, já que vou hoje decepcionar meus leitores, quero apimentar ainda mais isso dizendo que daqui para frente a leitura é restrita ao nobre convidado calvo de barba branca... se você por teimosia continuar a leitura quero pedir que me entenda. Fiz tudo com a consciência absolutamente tranquila e gritei BINGO quando acertei na mosca... ainda que a velha e doce Roxana quisesse desesperadamente estar errada. Eu sempre acerto...


Bom, não sei como devo te chamar. Ainda não encontrei um adjetivo que se enquadrasse bem em você. Prefiro então te dar um nome fictício. A partir de agora serás Rogério. Não me pergunte nada. Essa é a regra número um desse blog. 
Conheci Rogério em dezembro. Nos encontramos num show. Ficamos juntos, foi bacana... começamos a namorar em pouco tempo. Achei isso super estranho, mas ok, eu sempre estou disposta a ser surpreendida. Início de namoro é uma chatice, uma melação... um monte de mentiras que se embolam com verdades... ainda bem que têm os beijos para tornar isso ao menos suportável... 
Quando se tem 42 anos, passou por um ano cheia de remédios para curar a ansiedade que não cura e já tem cicatrizes de diversas  fases da vida, parece que as mentiras pulam diferente da boca do mentiroso... Rogério, fui captando cada uma delas a medida que saiam... mas porque será que fiquei com você mesmo assim? Bem, essa é uma pergunta que me faço também... e vou confessar só pra você: A mentira me excita tanto quanto um beijo com gosto de cigarro. Claro que isso é um absurdo, mas o que devo fazer? Mentir? Não, a mentira eu deixo com vocês... eu sou forte, eu encaro quem eu realmente sou. O próximo passo é me livrar desse desejo... Estou me preparando para algumas sessões de hipnose... vou acabar com essas maluquices que existem no meu subconsciente...
Rogério, vivendo na casa do irmão, com emprego temporário, brigas com a mãe e um temperamento forte... no que isso ia resultar? 
Uma funcionária pública concursada, com a vida aparentemente estável, uma mulher de uma cidade do interior, separada, com cara de carente... Se eu não tivesse tido a terrível experiência com o Moacir, talvez eu caísse agora nesse conto de fadas ridículo das mensagens incontáveis, das palavras doces e dos sonhos de um futuro de amor eterno... 
Malditas experiências que nos tiram a alegria e o frio na barriga das loucas paixões. Ficamos abandonados tendo que nos contentar com os arrepios de tesão... 
Sim, eu ficaria com você por tão insignificante e momentânea sensação, não fosse o fato de você achar que eu cairia feito uma patinha na sua teia. Posso até imaginar você morando aqui em casa e me tentando convencer de que era amor... como se amor existisse onde se estala a primeira mentira.
Onde a mentira se encontra nada mais brota de bom... com você foi exatamente assim.
e pra piorar um pouco pra você, um belo dia acordei com a ideia fixa de que você era usuário de drogas. Ideia fixa que pode ser traduzida para revelação de Deus... eu acredito nisso... afinal, as palavras que saem duras hoje, de uma Roxana equilibrada não condizem com a Roxana que estava vendo as mentiras e as ignorava... sim, eu passaria por cima das mentiras e viveria esse romance se não houvesse essa maldita droga entrado no meio... 
Não foi preciso mais do que meia hora para achar sua ex esposa e mandar uma mensagem para ela. Aguardei um dia inteiro até que me respondesse. As mulheres sempre se interessam em falar de seus ex... não seria diferente com a sua... Devo tirar o chapéu para ela. Não é qualquer uma que diz que não quer se envolver com histórias do ex... Ela não me contou nada... não naquele momento...
Foi você que se entregou com a cena do ofendido que se propõe a fazer exame e logo em seguida diz que não deve explicação para ninguém... Sim... alí todos os planos de um namoro decente caíram por terra. Ficaríamos no máximo mais alguns dias e logo tudo estaria destruído. 
Apesar de tudo, se nesse momento você  me pedisse ajuda sincera e se mostrasse arrependido, eu teria te aceitado por mais tempo. Te daria uma chance... mas nenhuma reação nesse sentido e pelo contrário, agia como se a dúvida não tivesse se instalado.
Alguns dias e você percebeu que eu havia falado com a ex... A partir daí eu estava a perigo. Você tinha agora motivos para me detestar. No entanto preferiu continuar achando que eu acabaria te dando abrigo... Aí veio a demissão... ou fim do contrato... Nesse momento você já não tinha mais nada que me interessasse. Nada em você me seduzia. Preferi pôr fim... segurar você por mais algumas semanas seria te prejudicar e isso eu jamais faria. Não faço mal para ninguém. Apenas me defendo...
E aí você se foi... 
Então a doce e romântica Roxana resolveu aparecer... aquela que sempre se encanta pelo que há de mais exótico, diferente e ruim... ela queria você de volta. Ela achava que podia te ajudar. Quanto mais você se distanciava, mais ela se apaixonava... Ela queria você...
Fiz mais uns dois contatos com sua ex e descobri como ela sobrevivia vendendo doces de bicicleta... que você mandou para ela dinheiro apenas 2 vezes durante os 9 meses da separação e que sugeriu que ela procurasse os direitos na justiça.... que uma vez que você fosse preso assim que solto acertaria as contas com ela... não terminou nem o ensino fundamental... eis o monstro que me surgiu... 
Comigo tão delicado, com ela tão terrível... tão pouco amor pelo seu próprio filho...
Raiva de mim por querer você, mesmo sabendo que você é tudo isso... 

Porque estou falado de tudo isso? Não nos queira enganar, deve estar pensando um dos meus mais assíduos leitores. Você não pode gostar de alguém assim... ele é o oposto de tudo o que você quer.
Sim, claro, vocês estão certos, mas apenas metade certos... eu sou duas metades que não se completam, pelo contrário... 
Entender isso e aceitar quem eu sou é mais um passo...

O bom é que não vejo e não preciso estar junto com ele, portanto a Roxana sonhadora terá que se contentar com a realidade... enquanto isso  vou me aceitando...


Neto-leitor exclua isso da minha biografia... daqui há dois anos isso será motivo de piada...







quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Estou em férias... estou em época de tranquilidade... estou bem...
bom, estar bem é muita coisa...

domingo, 10 de dezembro de 2017

Borboletas...

Sempre soube que as borboletas viviam apenas um dia. De novo fui enganada. Acabo de descobrir que as milhares de espécies de borboletas variam seu tempo de vida entre 2 e 4 semanas.
Falo de borboletas porque hoje, vi uma delas agoniada. Ela entrou, certamente, sem querer na sala cheia de vestibulandos que eu estava conduzindo. Como nesses dias de vestibular o silêncio impera e o ambiente se torna propício para cochiladas, trmos que nos pegar a alguma coisa para evitar o sono. Eu me apeguei a pequena borboleta ansiosa que voava em círculos, completamente perdida e com medo.
Eu logo me coloquei no lugar dela...
Assustada, cansada, sem nenhum lugar seguro para pousar... tão eu...
Exausta do permanente voo... pousou na vertical... na parede. Comecei a refletir sobre a falta que um cérebro faz...  Tivesse ela dois neurônios consegueria se livrar facilmente da sala quente que a estava sugando as energias... não tendo, ficou sem ar... suas asas me diziam que ela estava cansada... comecei a respirar no compasso de seus agora movimentos suaves...
Cheguei a torcer pela sua liberdade... mas ela só queria descansar do voo fatigante.
E depois de um breve tempo de respirar, a pequena lepidóptera conseguiu, seguida pelo instinto, sair pela janela... confesso que estava torcendo por ela. Fiquei feliz de vê-la ganhar o bosque...
Nós duas respiramos aliviadas... ela, mais que eu...



Fui ver meu netinho número 2. THEODORO
já está com um mês...

Será este meu neto-leitor? Nome de escritor já tem...


Abrimos espaço para a concorrência.  A empresa que parece estar vencendo a licitação traz um novo brilho aos dias.
E que fique claro, muito claro, claríssimo que tudo o que penso sobre meu problema emocional se confirma agora com um momento de alegria... semelhante ao voo de liberdade da pequena borboleta...


Sua vó era dada às metáforas...
Tem dias que ela está mais inspirada...
Funcionando no cor de rosa.

sábado, 18 de novembro de 2017

Alguém aí sabe o gosto e o cheiro que sentíamos quando crianças, batíamos a cabeça na parede ou em qualquer outro lugar?
Um cheiro estranho com gosto de ferro. Eu muitas vezes senti isso quando era criança.  Mas o que me faz escrever sobre isso é a sensação estranha de sentir novamente essa sensação.  Muito estranho.
Eu dando aula e de repente a memória olfativa entrando em cena. Durante toda a tarde de ontem e ainda agora prla manhã me vem o gosto e o cheiro. Sei que se trata de lembrança do passado. Das vezes que a marion me batia na cabeça.
Queria ter um terapruta agora para me desvendar o porque disso agora... mas por hora, sem chance de fazer terapia.

A consulta de quinta resultou no início da desintoxicação. Vou diminuir o Clô...
Consegui falar para o médico sobre as verdadeiras razões da minha ansiedade e não deu outra: terapia. 
"Os seres humanos têm entranhas profundas e o remédio não vai resolver isso pra você. "
Sim, 7 meses tomando remédio que não serviu para grandes coisas, ainda que o médico insista de que me fez bem.
Vou guardar um tempo para conversar com Deus sobre essa memória que está gritando por socorro.
Deus é sempre muito presente para mim.
Ainda que eu não saiba direito como agradá-lo.

Nasceu meu segundo neto.
Theodoro.
Não me deixam vê-lo... e eu aceito pacificamente.
Ontem, emprestei meu carro para o Gui levar o Theo para vacinar e registrar. Esse foi o mais próximo que estive dele. Não quero sofrer por isso.

Vou  fazer o café... tenho varias coisas para hoje.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Terça foi meu aniversário. Deus me presenteou com imensos presentes. O primeiro foi estar viva e o Pedro também.  E não ter envolvido mais ninguém no acidente.  O segundo foi a possibilidade de comprar um outro carro. Estou feliz por isso.
Meu querido Gui foi o único que se lembrou de meu aniversário,  sem que tivesse que ser lembrado. Analisar isso me dói no coração.  Me sinto culpada... mas por outro lado fico infinitamente feliz por tê-lo como filho. Depois que me livrei do preconceito em relação ao uso de drogas, consigo ver além de um dependente... vejo meu filho.
 O final do aniversário foi ruim... mas também acredito que foi para o bem... de nós dois.
Apesar de estar ainda triste, consigo ver que tenho mais motivos para ser feliz.
Escrevo isso, sentada aguardando atendimento médico.
Sim, ainda estou tomando os remédios para ansiedade e depressão. Como vou me livrar deles? Quem sabe não seja agora a hora de começar a desintoxicação?  Vamos tentar persuadir o doutor para isso.