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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Hoje me dei conta que tenho um laboratório de homem bem dentro da minha casa.
Faz um ano aproximadamente que liberei que o Gui namorasse, lógico que com muitas recomedações e sempre sob minha supervisão disfarçada, mais constante.
No dia do aniversário dele, estava namorando e eu falei que se ele quisesse, poderia convidar a namoradinha para vir aqui. Achei que ela não viria, ele também.
Para nossa surpresa e para início do desencanto do Gui, a menina veio.
As meninas amadurecem mais cedo e sofrem mais cedo também. 
Estamos no dia 18 e a paixão avassaladora está completamente destruída em menos de 20 dias. Essa foi a primeira experiência que fiz: Não proíbo que namore, deixo que traga em casa e perde toda a graça. Os adolescentes querem se rebelar. Quando não encontram como fazer isso, perdem a vontade. O oposto é inversamente proporcional.
Essa foi uma lição que aprendi com a Marion (talvez a única coisa boa que ela fez na minha vida), mas que ela não colocou em prática em outras áreas da minha adolescência, por isso, tudo fugiu do seu controle, se é que o meu caminho não estava realmente traçado como aconteceu. Ela teria feito tudo premeditado? É possível, realmente possível.
Quando eu tinha 12 ou 13 anos ela percebendo meu interesse e da Gisele por cigarro, resolveu me dar dinheiro para comprar o cigarro que eu quisesse. Comprei um Salem sabor menta (nem sei se existe isso ainda). Ela abriu a janela da sala e deixou que nós fumássemos ali sob sua aprovação. Fumei apenas um cigarro e nunca mais tive interesse pela carteira que ficou por alguns meses na minha gaveta de calcinhas até que joguei-a no lixo. Meu interesse por cigarro morreu ali.
Mas a minha experiência com o Gui não termina aqui, a partir de agora começo a analisá-lo como homem. 
Com sua racionalidade típica, sua prática masculina, ainda não tão prática assim. 
É fascinante poder interferir nesse processo, para que ele aprenda a entender e respeitar os sentimentos das mulheres. Lidar cuidadosamente com as fragilidades. 
Meu filho está ao menos pensando sobre o que sente o outro.Quando falo com ele sobre cuidar com os sentimentos da menina ele diz: "Mãe, vou pensar em como resolver isso."
"Filho, isso serve para você pensar em como vai se relacionar com as meninas daqui pra frente.Esses sentimentos vem e vão com muita rapidez na vida da gente, senão tomarmos cuidado, é capaz de estragarmos a vida inteira da gente e da outra pessoa." Estou falando de relacionamentos mais sérios que envolvem sexo. Preciso falar sobre isso com meu filho.
Ele me entende e sabe que pode confiar em mim. Embora eu deixo claro que uma vez que ele faça escolhas erradas, terá que cuidar disso... 
Ele estava doentinho esses dias, provavelmente uma virose... meu meninão me deu tanto trabalho quando bebê, hoje são raras suas indisposições... Sempre saudável...
Virando homem!

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