Real Time Web Analytics

sexta-feira, 29 de março de 2013

Olha o que encontrei... se o Gui vir isso, ele me mata...



Meu doce-amargo gostava da Manu. Sim, claro que gostava e ainda gosta, mas não pode demonstrar o que sente porque tem que ser o insensível que quer sempre parecer. 
Tá virando homem e está cada dia mais parecido com seu pai.
Vejo o João em muitas atitudes do Gui, mas é engraçado que não me irrito com isso.
Muitas vezes me pego pensando em como eu deveria ter agido para manipular o temperamento explosivo dele. Não tive essa sabedoria lá. Tenho tentado ter agora. 
A diferença de tratar como Gui é que ele é subordinado a mim, isso facilita alguma coisa.
Mas não pense que isso é tarefa fácil. Realmente tem dias difíceis. 
O Fernando é o que mais sofre. 
Quero crer que isso passa, tão logo a adolescência se vá  e suas mudanças se estabilizem.
Temo pela dificuldade que ele apresentava em estabelecer amizades. Para tentar amenizar isso, ele tem me pedido para andar de bicicleta com alguns meninos e eu tenho deixado. Morro de medo de algum acidente com esse tal de downhill, mas eu preciso deixar que crie asas e vínculos com o mundo.
Nisso também o Gui sai em vantagem em relação ao pai: ele tem uma mãe com algum conhecimento de psicologia e pedagogia, diferente da dona Anália, tento entender mais do que me ofender com os rompantes e estou com os olhos e os ouvidos atentos a todos os detalhes. 
E a melhor de todas as vantagens do Gui é que ele tem irmãos e, mesmo que a duras penas, está aprendendo que a vida é uma sucessão de dividir e perder, onde a força física nem sempre ganha. E quando ganha, nem sempre dá  gosto de vitória.
Meu doce-amargo é realmente como um doce-amargo. 
E nele posso entender o que significa esse tal de amor incondicional.
Não vá tirando suas conclusões precipitadas, meu doce-amargo é um menino de ouro. Responsável, dedicado, inteligente, estudioso, educado e sempre que possível amoroso. Sua amargura, se é que amargura seria um substantivo adequado, não está sempre presente.
 Não, não é adequado... amargura é uma característica permanente, e ele não traz isso permanentemente com ele e nem ficara com ela por mais tempo. 
Desde que voltou das férias percebo que  tem demonstrado um reconhecimento de sua impaciência, isso já é um sinal de que as coisas estão melhorando. 
Reconhecer o erro é o primeiro passo para a solução dele.

Falei, falei e falei do Gui e deixei de lado a Manu, cachorrinha linda que se apresenta nessa foto como uma angelical criatura. Como você já sabe minha opinião sobre aparência, deve logo concluir que uma vez também já fui adepta das boas aparências e peguei esse cachorrinho lindo de olhos azuis simplesmente por sua beleza. Hoje estou aqui com sua sexta geração de filhos, tentando me livrar dessa geradora incansável de filhotes que sabe abrir o portão e rouba galinhas dos vizinhos. Quando consegue escapar corre como uma louca e traz sempre de presente para mim uma galinha. 
O que será que passa na cabeça dos cães? 
Apesar de ser o Gui o tratador oficial, é em mim que eles veem o afeto.  
Mal sabem eles que não compartilho dos mesmos sentimentos. Estou aguardando que lhes aconteça alguma fatalidade e eu possa comprar um cachorro para ocupar o lugar da Morgana ou da Mena no meu coração. 


Morgana - minha doce e enlouquecida Morgana
precisamos sacrificá-la, pois teve complicações no parto.


Vou procurar uma foto da Mena e falo dela em breve.






Nenhum comentário:

Postar um comentário