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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Há dias estava me ensaiando para fazer uma limpa no meu armário. Jogar fora coisas que não uso mais. Dar roupas que já se cansaram de mim e eu delas, mas parei na primeira gaveta e me entristeci quando me deparei com um cartãozinho pequenininho que me chamava de flor e assinava como fortão... Antes não tivesse mexido nessa gaveta... 
Eu estava tão bem, tão leve... agora me sinto triste...
Guardei tudo para sofrer de novo um outro dia...
Mas essas lágrimas, que correm silenciosas, me alegram porque me dão a certeza de que estou viva para as emoções. 
Eu estava tão bem, passei uma tarde tranquila com a Cristina...


Essa música, durante muitas vezes, me deu a esperança de que as tempestades iam passar e de certa forma passaram mesmo, dando lugar a outras mais fortes...



Pensei em falar da minha bisavó e de uma tia-bisavó, mas agora tudo está meio cinza em mim.
Amanhã essa neblina e esse chuvisco terão passado. 

Sua vó, meu querido neto-leitor, gostava especialmente dessa música. Foi a primeira música que ouvi na igreja presbiteriana numa época em que eu estava precisando de uma força sobre-humana para me refazer da dor por tudo o que a marion me havia tirado. Dez anos depois, numa noite de domingo, esperando o ônibus ela surgiu de novo, mas não trazia lembranças de dor, pelo contrário, vinha cheia de uma esperança que como todas as esperanças se quebrou... 
E agora me veio novamente  a lembrança. Agora, trazendo duas dores... infinitamente mais cortante. 

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