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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Na vida, o bom é que sempre temos duas possibilidades para as coisas. O lamentável é que nem sempre conseguimos ter a grandeza de ver um alternativa e acabamos por sofrer com as coisas que não dão certo. 
Digo isso porque tive que ir a Ponta Grossa a baixo de muita chuva e fiz isso impreterivelmente hoje porque o atestado deve ser apresentado à perícia em até 24 horas.
Mas quando cheguei lá, qual não foi minha surpresa ao saber ali, naquele momento, que eu deveria ter agendado a perícia. Que grandessíssima maravilha ter ido e não ter porque ter ido. Culpa de quem?
Da secretária da escola que deveria saber e me informar disso? Sim, sem dúvida, mas o pior é que no meu caso vou além e culpo a direção da escola que deu a uma pessoa tão limitada um cargo que lhe exige além das faculdades intelectuais. E fez tudo isso para o bem da escola??? Claro que não e isso me irrita ainda mais, pois depois das cagadas feitas ficam correndo com panos para limpar a sujeira que fazem. Isso é visível em muitos casos lá na escola. E ainda nos falta um ano... Quem poderá nos socorrer?
Bem, não foi sobre isso que queria falar Preciso retomar a ideia principal de hoje. Eu estava irritadíssima num grau mais superlativo do que a palavra pode expressar. 
Quando estou irritada vou distribuindo gentilezas que não me agradam depois, mas que na hora saem  descontroladas e certeiras. Liguei para a escola e falei com a vice-diretora, que ao meu ver parece uma pessoa ao menos acessível. Sei que tentou apaziguar, mas que na verdade também pensa que a troca das secretárias foi mais do que uma injustiça, um ato de incompetência e coronelismo burro. 
Talvez ela não concorde com a segunda parte, mas com  primeira, concorda.
Mesmo despejando tudo o que penso, tive o autocontrole de não falar com a secretária, afinal não quero ser acusada de falta de urbanidade a essas alturas dos acontecimentos.
Muita chuva, muita chuva e lá fui eu andar para pegar ônibus de volta para casa. A cabeça já começando a doer. Sinusite dando sinal de que era hora de tomar remédio de novo.
Voltei para Castro lendo um livro muito interessante que comprei já faz alguns dias: Corações descontrolados da Ana Beatriz Barbosa da Silva. Adoro!
E esse livro foi mudando um puco as coisas no meu humor tão mau de hoje de manhã.
Fui me identificando e me pensando a partir da leitura, me desprendendo da sensação ruim.
E a sorte começa a mudar quando a gente se desprende do que é ruim.
Ler e ouvir música é algo maravilhoso, Por que ficar tão brava podendo fazer algo que gosto?
Assim o tempo foi passando e consegui ver graça até no fato de estar toda molhada, mesmo com guarda-chuva. 
Ouvi uma das músicas que mais gosto por muitas vezes repetidas e até cantei, sorrindo da minha braveza que de nada ia adiantar.
 E o dilúvio foi acalmando também e cheguei a rir da desnecessária raiva. E fui curtindo o fato de não poder mudar as coisas. Estava molhada, com dor de cabeça, mas logo chegaria em casa e a mesa estaria arrumadinha para eu comer e poder descansar a tarde toda. 
E foi assim mesmo que fiz. Embora a dor de cabeça só tenha dado uma trégua agora com o anti-inflamatório. 
Pensei no livro Poliana. Na menina que encontrava sempre uma coia boa nas adversidades. Preciso treinar mais isso.
Autocontrole é um elemento fundamental para o sucesso pessoal.

Quanto ao livro dos corações, quero lê-lo mais para poder discutir algumas questões com a psicóloga. A consulta é na segunda. Só quero ver o que me espera.
Tomara não me decepcionar...
O pouco da tarde que me restou acordada usei para reler algumas considerações de abril e maio, ouvindo repetidas vezes a ultima música que postei do Peter Cetera, me fez bem...
Termino o dia em paz e tranquilidade... 
Hoje optei por me auto-controlar e gostei disso...

A música que veio em seguida:

  

E termino sorrindo com esse desenho infantil que ilustra tão bem essa música bonita...
Optei por ser feliz hoje!

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