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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ontem terminei de ler 

Que livro mais triste...

Quando leio um livro assim penso que a raça humana não tem mesmo jeito... mas mesmo pensando assim, também tenho uma puta esperança em nós. Sempre se levanta um para fazer o que deve ser feito... nem que demore muito tempo para isso.

Achei essa resenha sobre o livro  bastante interessante... fiz algumas pequenas alterações...

  
A história de vinte milhões de esquecidos.

“Nós aprendemos a voar com os pássaros, a nadar com os peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos.” (Martin Luther King)

“Eles me levaram de camisola”. É esta a primeira frase de A VIDA EM TONS DE CINZA, narrada pela protagonista Lina Vilkas, uma jovem lituana de apenas 15 anos que tem sua vida e de toda a família violentamente roubada quando a polícia soviética invade sua residência em uma noite de junho de 1941 e leva a todos. Jogados em vagões de trens para transporte de gado, a história de terror vivida por sua família e por milhares de lituanos, estonianos e letões estava apenas começando. Os homens foram separados das mulheres e enviados para prisões, enquanto as mulheres e crianças foram encaminhadas para campos de trabalho forçado na Sibéria.
 Sabem  o que é a Sibéria? Um lugar inabitado com 180 dias que são noites intermináveis e a temperatura bem abaixo de 0 onde a terra não produz nada... foi aí que milhares de inocentes foram levados para morrer de fome, de frio ou se ainda assim resistissem,  a doenças causadas pelo falta de higiene forçada somada ao frio e a fome. Resistir foi algo para poucos, bem poucos.  Não há palavras apropriadas ou com força suficiente para descrever a história deste livro e a forma desumana de como essas pessoas foram tratadas. Seres humanos escravizados por horas de trabalho árduo e que recebiam em troca apenas trezentos gramas de pão. Muitos não resistiram aos maus tratos, à inanição e ao frio excessivo. Aqueles que iam contra esses atos de opressão e tentavam rebelar-se eram assassinados a sangue frio. Estônia, Letônia e Lituânia simplesmente desapareceram do mapa em 1941, anexados à União Soviética, e só reconquistaram sua independência na década de 90. A história de horror vivida por estes povos raramente foi contada e achei fascinante a forma que Ruta Sepetys deu vozes às milhares de pessoas que foram atingidas diretamente pelo genocídio cometido por Joseph Stalin. Embora a família de Lina Vilkas seja fictícia, a autora, que é filha de um lituano refugiado, valeu-se de fatos reais para contar a história de horror vivida pelos povos dos países bálticos durante a Segunda Guerra. Foi este o regime de Stalin: marcado por opressões, uma dura realidade enfrentada por milhões de pessoas anuladas e que por quase cinquenta anos tiveram que ficar em silêncio por medo de represálias. É através de Lina que vivenciamos a bravura, a fé e a esperança desses povos oprimidos. Ela conheceu toda a dor física e emocional que um ser pode sentir, conheceu a fome, o frio, foi constantemente humilhada. Mas conheceu também na força de seu povo a vontade de lutar pela sobrevivência. Lina presencia diversos acontecimentos e acaba documentando a tudo graças ao seu grande talento de desenhista. Os desenhos passam a ser a forma de lidar com a vida cruel e inimaginável que passou a ter. Lina guarda a todos os desenhos, em segredo, assim como outros presos mantinham diários, na esperança de que um dia se tornassem documentos comprobatórios do massacre sofrido. Uma pena que as ilustrações feitas por Lina – e tão bem descritas em detalhes pela autora – não estejam presentes no livro. Uma obra com uma narrativa dolorosa, porém verdadeira em seus fatos, tocante, e que, se não fossem pelo relato de sobreviventes, talvez fosse uma parte desconhecida da história.



Chorei em lguns pontos do livro, mas a que mais me comoveu  foi quando um médico apareceu para os ajudar. Um ponto negativo do livro é que como não se trata de uma história real não se teria muito o que falar... faltaram os detalhes realistas do sofrimento. Então o relato  termina quando termina os sofrimentos mais intensos. Ela perde  pai e a mãe... mas depois disso ainda existem mais 10 anos de Sibéria que não foram  relatados...
Por isso prefiro os relatos reais...
Tenho um livro sobre uma fuga de um campo na Coreia do Note, mas atendendo a recomendação da minha terapeuta vou deixar para ler mais tarde. Tenho que colocar uma leitura mais light  agora...  se não quero ajudar meu organismo a enrar em crise de ansiedade... Perfeito... concordo.
Vou ler  Nicholas Sparks...  alguém me sugere algo dele?
Prometo não iniciar a leitura com preconceitos...
Não posso me demorar, hoje vou levar o Pedro e o Gui para o oftalmologista... Ponta Grossa aí vamos nós. Será que chove?
 
Nem que chova, vou passar numa livraria e encontrar algo bem suave para ler... algo como "água com açúcar"

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