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segunda-feira, 15 de agosto de 2016




A semana passada foi algo surreal... eu me senti como num quadro de Salvador Dali... perdida numa realidade irreal... sim.. o que senti eu não podia estar sentindo... a dor que me atingiu em cheio jamais poderia ter me atingido. Não foi justo... não é justo você dedicar anos da sua vida a um filho e ouvir dele o que ouvi do Gui...
Mentiras... agressões... acusações... a revelação do uso de drogas...
No sábado, apenas 3 dias após termos assinado sua emancipação ele aprontou a primeira e última de suas farsas.
Me pediu para trazer um menino aqui. Deixei, porque as mães, ainda que não devessem, acreditam nos filhos delinquentes. Eles não são delinquentes para elas até que a delinquência lhes seja esfregada na cara com requintes de crueldade. Foi bem assim que o Gui fez comigo... primeiro na frente do amigo que viria dormir aqui... depois na frente de 3 guardas à 1:30h da madrugada... e para terminar no quartel da polícia militar... 3 policiais e uma conselheira tutelar. 
Você vai dizer que consegue imaginar minha dor. Não, você jamais saberá da minha dor... só uma mãe sabe o que sente outra mãe... a dor profunda que rasga a alma... que parte o coração... que destrói sonhos... que bate sua cabeça na parede... que faz você sentir o gosto das lágrimas amargas... só uma mãe que viveu a decepção com seu filho é capaz de entender... 
Ninguém mais...
Tenho que dizer, e farei isso num outro momento, que com tudo o que vivi me convenci ainda mais que sou de direita e cada vez mais de direita... explicarei o que esse sistema maldito do socialismo diabólico tem feito com a nossa sociedade...a contribuição desse  para o fortalecimento do monstro que se formou dentro da minha casa... farei isso em tempo oportuno.
Agora quero terminar dizendo que toda a força que tive para derramar apenas lágrimas vieram de Deus,,, todo o instante estive plenamente convicta de que Deus estava me sustentando.
Em todo o momento... na decisão e na firmeza de fazer cumprir o que foi determinado... no pensamento, nas ponderações e na lúcida escolha pela chance discretamente revelada... em tudo isso Deus era minha inspiração... cada palavra que saiu da minha boca... foi orvalhada por Aquele que me trouxe até aqui.
Se por um segundo sequer eu perder a minha fé, preciso retornar minha memória para esses dias... Deles foi até as noites de Maringá... me vi no perigo que corri... me vi sendo protegida... e consegui entender que nesse momento só Deus pode cuidar do meu pequeno Gui... aliás, de pequeno e meu, nada sobrou. O Gui que sobreviverá ou não dessa guerra será um outro Gui... Digo isso porque não quero ter falsas esperanças... quero crer na sua restauração... Sei que Deus pode fazer isso por ele,,, mas sei também que depende de sua vontade pessoal... Então oro para que ele se deixe tocar... E torço por isso...


Sou forte, sei disso, Continuo não querendo ter essa força... queria poder dividir com alguém... queria poder chorar num colo protetor... mas não tenho nada disso, então tenho um orgulho danado de mim por não ter cedido nesses últimos meses... talvez a dor fosse ainda maior por esperar uma proteção que não viria... o sentimento de ser usada... fico feliz por não ter essa sensação... 
Se é pra ser assim, que seja... também nisso vejo Deus... no livro lido... no afastamento... no silêncio revelador e nas poucas palavras que traziam embutidos textos longos... 
Nos cálculos de perdas e ganhos... perdi apenas tempo... pra quem já perdeu tanto na vida... a perda apenas de tempo acaba sendo lucro... 
Ou um amor sincero que se constrói no que é bom ou nada feito...


Toma-me, rendido estou

Aos pés da cruz me encontrei

O que tenho te entrego, oh Deus



Vem limpar as minhas mãos

Purificar meu coração

Que eu ande em tudo que tu tens pra mim

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