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sábado, 29 de abril de 2017

minha vida é no nível hard, e não é de hoje.
Sabe que horas são? vinte para meia noite. Meus planos para essa noite fria eram assistir alguma coisas leve. Tá bom, nem tão leve assim e dormir. Mas não foi esse o plano de Deus para mim. Estou conversando com um aluno. Ele está com problemas... 
E se me procurou é porque posso ajudar...
Isso sim é viver com propósito... 
Se um dia me virem falando que não tenho razão para existir, me façam voltar aqui. Eu tenho motivos de sobra para existir.
Mesmo nos dias em que acho que não vou dar conta.
Ontem foi um dia desses...
 Tudo parece calmo, mas de repente, do nada vem a bordoada... 
Você pensou que estava livre? Que o pior já tinha passado?
Não, minha cara, o pior mesmo, sempre fica para o final...
Eu sendo dramática... 

Eu estava meio chateada até poucas horas atrás, mas agora me sinto mais animada...
Quando posso ajudar alguém, sinto Deus presente... então eu penso que nada está fora do Seu querer...
E se tenho que enfrentar as coisas, sei que Ele me dará a força necessária.

Hoje o Gui esteve aqui comigo... ando com muita saudade do meu menino...
Saudade de vê-lo acordar... de receber  seu beijo de boa noite... 
Saudade do tempo que era meu pequeno...
Enquanto tomávamos café, me lembrei de quando ele era criança... mães deviam ser poupadas de certos sofrimentos.

Meu café da manhã de hoje foi para recordar. Engraçada, quando estou chateada eu trato logo de voltar para o passado. 
1989, 1990. A casa horrorosa da Glória. Tenho péssimas lembranças daquele lugar.
Mas sempre me  lembro dos café da manhã... café solúvel e pão amanhecido com margarina... incrível que ainda guardo na memória a imagem da margarina derretendo porque eu mergulhava o pão no leite. Faço isso até hoje,não com a mesma frequência, mas com um objetivo meio mórbido de reviver o passado...
Me lembrei imediatamente do Ney. Já falei dele várias vezes aqui... Homem de coração bom... Hoje especialmente lembrei de sua metódica rotina diária. 
Ele acordava cedo, muito cedo... saia comprar pão (mas eu comia o amanhecido, por amor ao passado), passava na banca e comprava a Tribuna da justiça. Diziam que se espremesse o jornal, saia sangue. Ele adorava ler enquanto ia ao banheiro da churrasqueira. A casa tinha 3 andares, 5 banheiros e nenhuma alegria. Tudo ali era triste... Até o jardim ornamental combinava com o cinza da casa... 
Hoje, no lugar, tem um prédio comercial marrom... acho que aquele lugar sempre será um lugar triste.
Numa das minhas idas solitárias a Curitiba andei por todos os caminhos que percorria quando adolescente... lembranças... doces e amargas lembranças... 


Meu trabalho não é mais um ambiente onde posso me refugiar... vida pessoal e profissional não deviam se misturar... isso devia ser determinado por decreto... 
Vamos para a fase 498... 
Qual o outro nome para pepino azedo? Então, é isso... 
A próxima fase terá isso nos cafés da manhã... 
Não é bullying... é mensagem subliminar. 


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