Por que mentimos?
Faz algum tempo que optei por levar a vida com o mínimo de mentiras possível. Pequenas mentirinhas fazem parte da nossa sobrevivência social. Mas mentiras maiores, mentiras que conduzem histórias, que trazem sofrimentos, essas eu decretei excluídas da minha vida.
Por aí, se pode imaginar o quanto de mal a mentira dos outros me choca.
Até quando vou sofrer as consequências das mentiras alheias?
O que fiz pra merecer tudo isso?
Escolhas trazem resultados. Como prever que o caminho escolhido é o errado?
Deixar de confiar nos outros?
Mil coisas passam agora na minha cabeça.
Estranhamente dormi bem... tomei 3 Ice e não senti nenhuma tontura.
Mas tive coragem, se é que se pode chamar de coragem, de falar o que penso.
Para onde posso fugir?
Falar tudo, se expor é se desnudar...
Que raiva, por que tenho que ser assim?
Mas a culpa é minha.
A carência me enoja.
Nesse momento sou um poço de egoísmo.
Feio ser assim.
Domingo cinza.
Roxana infeliz.
Consegue prever o lixo humano que me sinto? Tudo em mim é potencializado...
Culpa da intensidade com que me atiro na vida.
Sou a única responsável por isso, não culpo ninguém.
Se me deixei enganar foi porque a mentira sempre dá um jeito de se fazer presente... e parece que quanto mais fugimos dela, mais o seu ódio por nós cresce, e com mais força ela nos espreme.
Mentira, jiboia que quebra meus ossos e me tira o ar.
Vou dormir mais um pouco. Cabeça fria para reorganizar a bagunça mental do sábado a noite.
Recebi um bilhetinho... estou viva, mas isso não preenche meu ego... do contrário, me sinto mais um amontoado insignificante de células.
Quando vou ser vista realmente?
Quando alguém vai ver a minha alma?
Volto pra vida cheia de rasuras.
Deus, me dá força pra mudar isso... sem Ti eu nada seria.
Deus com tantas tristezas infinitamente maiores e eu aqui me fazendo de coitadinha... grande merda que sou...
Desculpe-me todos...
Prometo permanecer tentando.

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