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terça-feira, 19 de julho de 2016

Enfim as férias...

Hoje fui levar o Fernando para passar as férias com seu pai. E claro, como era previsível, o homem super eloquente deu lugar ao ratinho medroso que não olha na cara de seu debatedor. Não foi hoje, como não foi nunca. A menor distância entre nós foi de 20 metros... nem um aceno, nem um cumprimento...  

Vi o Gui... abracei meu filho... saudade daquele porqueirinha... mães são meio estranhas mesmo...
Esse tal de amor incondicional é inexplicável... se ouso uma explicação, faço por metáfora vulgar...
É como uma borracha seletiva que apaga só as coisas ruins. 

Hoje o Fê:
"Quando que eu ia imaginar que você ia pegar uma estrada a 120km/h?"
E se eu te disser que vou para Curitiba?
E já se prepare, em janeiro vamos descer para o Beto Carrero... 
Ele deu um sorriso... ele sabe quem sou... ele sabe dos meus medos... ele sabe do que sou capaz...
E isso é tudo...

Se tudo correr bem, quero ir a Curitiba ainda essa semana... e se for no fim de semana vou comer barreado em Morretes com meu docinho... 
Lembro de ter descido de trem quando estava grávida e também me lembro do quanto foi ruim a viagem... mas também me lembro do Rhory se redimindo nos levando uma outra vez... 
Morretes é rota de fortes emoções da minha vida...
Desde pequenininha vou lá... desde pequenininha saio chorando de Morretes... oras por alegria, oras por tristeza... 
Preciso ir lá pra fechar esse ciclo... sorriso, paz, e algum artesanato cafona... 
Sempre me intrigam aquelas lojas cheias de bugigangas horrorosas... não é possível que alguém goste daquilo... Ganhei um chapéu... era horrível, nunca usei, mas guardo até hoje... há presentes que são importantes não pelo que são, mas por quem os deu... meu chapeuzinho é assim... 
Eu sempre saio de Morretes com bananas passas e bala de banana... nenhum lugar tem balas de banana tão maravilhosas quanto aquelas de Morretes.
Mas o barreado é pra mim o que há de melhor... o barreado e o rio... 


Paro minhas lembranças para falar com meus leitores, os sempre leitores, os eventuais e agora os novos... 
Haja o que houver não fale comigo sobre o que escrevo aqui. Se possível nem revele sua identidade. Hoje eu fui surpreendida por um leitor... minha sorte foi que não estávamos conversando ao vivo. Me senti completamente perdida... Essa sou eu... essas são minhas esquisitices... 
Escrevo um blog público, acompanho o trânsito do blog, mas me sinto desconfortável de falar sobre isso... 
Ainda bem que estou escrevendo como terapia... um dia espero entender porque sou assim...

Enquanto escrevo estou ouvindo música no último volume, certamente que já disse que isso é uma das coisas que mais gosto de fazer... 
As vezes ouço uma mesma música 20, 30 vezes... ontem foi assim com a música que coloquei aqui...
Sugo da música a sua essência... cada palavra, cada som... Amo MPB... 
Quando forem me interpretar, favor buscar a relação do que escrevo como o que canta a música... 
Uma coisa bem importante em relação a mim é que vejo conexões que as vezes só eu vejo...  nada está em mim por acaso... nada está aqui por acaso... 
Tenho tão pouco tempo que não posso me dar ao luxo de esperar que o acaso aja em meu favor...
Já ficou claro que sorte não é meu forte... 
a música de hoje é uma das mais maravilhosas composições do Flávio Venturini... Nem preciso dizer que minha vida tem a trilha sonora de Flávio Venturini... tem... 
Seria mórbido pedir que tocassem Flávio Venturini no meu funeral?
Tá, seria... 
Não vou pedir... mas caso alguém queira, fique a vontade... 
Ah, já que o assunto foi pra esse lado, sou doadora... me tirem o que quiserem... as córneas não prestam... uma por ser transplantada e a outra por ser inútil...

Chega de falar:
Obrigada pela companhia... obrigada pela compreensão... obrigada por serem meus amigos... 
Para  vocês que chegaram até aqui, uma música de qualidade:



  

Daria pra pintar todo o azul do céu
Dava pra encher o universo
Da vida que eu quis pra mim




Querido neto-leitor, te devo muitas explicações... vou te respondendo conforme os novos visitantes curiosos forem indo embora... não é bom que tratemos de assuntos tão íntimos na presença de tanta gente...
Logo a curiosidade dará lugar à preguiça e ficaremos somente entre amigos, novamente... 

segunda-feira, 18 de julho de 2016


Pra você que não entendeu nada sobre mim... 







Nas ruas de outono os meus passos vão ficar 
E todo abandono que eu sentia vai passar 
As folhas pelo chão que um dia o vento vai levar 
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar 

Eu voltei por entre as flores da estrada 
Pra dizer que sem você, não há mais nada 
Quero ter você bem mais que perto 
Com você eu sinto o céu aberto 

Daria pra escrever um livro se eu fosse contar 
Tudo que passei antes de te encontrar 
Pego sua mão e peço pra me escutar 
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar 

Eu voltei por entre as flores da estrada 
Pra dizer que sem você, não há mais nada 
Quero ter você bem mais que perto 
Com você eu sinto o céu aberto 

Quero ter você bem mais que perto 
Com você eu sinto o céu aberto...





Será que no próximo capítulo teremos as rosas?
Estou pronta para o melhor da vida...
Que venha o grande amor...

sábado, 18 de junho de 2016

Não posso sair dessa semana sem dizer do que dela levo para o futuro.
Sim, essa foi uma semana decisiva...
Dolorosamente decisiva.
Tive de dizer para o Gui que não consigo mais cuidar dele.
Não quero encher linhas e mais linhas relatando como foi...
Passei a semana relatando oralmente o que nos aconteceu.
Doeu muito e isso é tudo.
Mas preciso dizer que Deus cuidou especialmente de mim.
E colocou anjos ao meu redor...
E me fez cega para algumas coisas...
E me fez carinho pelas mãos dos humanos.

Hoje o Fê passou a tarde e a noite assistindo filme comigo... abriu mão do computador para cuidar do meu coração... sem que eu tivesse pedido nada... Ele está do meu lado... Ele me protege... Ele me ama... Então me sinto menos culpada de não saber cuidar do Gui.
Eu soube cuidar do Fê e ele sabe cuidar de mim...
Isso me ajuda a ter força para os próximos passos...
Dolorosos passos...
Não estou abrindo mão do meu filho... Estou lhe ensinando a respeitar sua mãe... algo que achei que deveria ser natural... não é... ao menos no Gui...

Não me julgue antes de saber ao certo o que houve...  
Obrigada a todos que me enxugaram as lágrimas... amargas lágrimas...
E um imenso VÀ À MERDA para você que não soube se controlar e ensinou meu filho a não saber se controlar... 

Ao meu filho, meu amor incondicional...  


segunda-feira, 6 de junho de 2016



Que doce alegria de ter você pra sempre no meu coração...
E também ter espaço no seu coração...
O amor achou um jeito de permanecer para sempre...
De uma outra forma...
Mas eterno...
Como todo amor é...

domingo, 29 de maio de 2016

sabe quando se inicia um novo capítulo? 
Então, tudo é novo.
A luz que clareia o caminho as vezes incomoda os olhos acostumados às sombras
As pernas já tortas recomeçam os movimentos de andar.
Não é necessário as muletas?
Não?
Me apeguei à elas...
Levo comigo, vai que delas precise.
Não posso me desprender por completo... 
Levo as muletas...
Sim e sei...

Todos os faróis me lembram seus olhos
Luz de vela... 
Aventurar por toda cidade...
Fica frio, é melhor relaxar...

o tempo, a música...
as páginas em branco
todas novas e prontas
me esperam a escrita e eu escorada nas muletas...
minas irmãs muletas...
levo comigo


Logo alí tão perto 
Tão ao meu alcance...
Sei lá...
Paixão assim não acontece todo dia
Me perdi entre os seus cabelos...

Alguém passa a lista das exigências? 
Tenho preguiça dessa introdução...
Tá, tem lá suas compensações...

Se bobear pego as muletas...

Eu não disse que era fácil
Mas  garanto que vale a  pena...

Vou, mas as muletas vão também...




I had a dream I had an awesome dream
People in the park playing games in the dark
And what they played was a masquerade
And from behind of walls of doubt a voice was crying out










Derrubamos a presidente!!!




quarta-feira, 20 de abril de 2016

Os dias quentes estão especialmente mexendo comigo, mas hoje cheguei no mais alto nível de tristeza... fazia um bom tempo que eu não chorava com tanta dor. 
Fui na primeira reunião das famílias de adolescentes infratores. Não que eu seja melhor do que qualquer uma daquelas pessoas. Certamente não sou, mas não consigo aceitar que  estou entre pessoas com tanta limitação para educar filhos. A palestra era sobre drogas. 
Ouvi que temos que vigiar nossos filhos para que não entrem por esse caminho. Como identificar comportamentos estranhos e saber diferenciar uma droga de outra. Como se eu não soubesse de nada... como outros pais que estavam ali. 
Eu estava lá, sozinha... me sentindo um ET. bem vestida, bem informada, e tão frágil, segurando as lágrimas que queriam descer. Não é justo... mil vezes não é justo...
Ou é...
Falei com Deus... tantas pessoas sofrendo tanto ou mais que eu... mas hoje me sinto vítima... me sinto uma coitadinha... sei que não sou...
Essa semana estou doente... não sei ao certo o que tenho, mas me falta ar... eu acredito em sintomas psicossomáticos... a pressão está alta... a escola está me cansando mais que que sempre cansou... 
Ainda bem que teremos 4 dias de folga... vou dormir bastante e descansar... Talvez não seja nada mais do que estresse... 
Depois da reunião liguei o rádio em alto volume... sei que me faltava isso... Música alta, bem alta para me acalmar... 
E a música que ouvi ajudou a chorar... despejar pra fora toda a angústia acumulada desde o dia que o João Guilherme me mandou dar o cú... sim... meu filho me mandou dar o cú... e você não sabe o que é ouvir isso... 
Quanta dor está nessas minhas palavras... imagine que de cada letra escorrem lágrimas abundantes... assim estou eu, nesse exato momento... não consigo entender tamanha grosseria, não consigo entender tanto desprezo... fiz tanto por ele... fiz mais por ele do que pelo Fernando e o Pedro e em retribuição recebo o mal...
Me dói o coração, literalmente... 
Agora ouço repetidas vezes a música que me trouxe as emoções pra fora... vou ouvi-la mais algumas vezes até que a dor de cabeça ceda lugar ao sono... vou ouvir o mais alto possível... 
Quero que você também ouça... 
Essa canção me lembra meu namoro com o João... sim, eu tinha a esperança de uma vida de amor quando me casei... 
Um amigo cantou essa mesma canção no meu casamento...
Hoje já não tenho mais aquele amor... nem aquela esperança...
O que tenho são os frutos de um casamento falido...
E o João Guilherme é o que o João sempre foi para mim desde a primeira semana de casamento...
E hoje tenho medo de deixar de amar meu filho... e talvez as mais salgadas das lágrimas sejam exatamente por esse motivo... 
As feridas da alma são tão doloridas... insuportavelmente doloridas... 
Ficar sem falar com meu filho e ter que quebrar uma filosofia de vida de anos me parte em pequenos pedaços que não acredito que se poderão colar em algum momento...
"Não se ponha o sol sobre vossa ira"
Nunca vamos dormir brigados...
Estamos dormindo brigados...
Estou trancando a porta...
...




Sei que nem tudo é como a gente quer...
Mas está escrito no céu a nossa história...
Perdoa se eu chorar...


Talvez eu esteja aprendendo a ser mãe...


Deus, estou??