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quinta-feira, 12 de julho de 2012

A gravidez do Fernando foi bem mais tranquila do que a do Gui, não tive nenhum enjoo e já estava bem mais resolvida comigo. Não me senti feia, também não cortei o cabelo.
Eu estava fazendo faculdade, cursando o 2º ano quando fugi de uma aula para ir a um laboratório fazer o exame... 
Fiquei bem contente com a gravidez. Mas um dia, numa das muitas brigas, o João disse que era maldita a minha gravidez. Me lembro de ter chorado muito nesse dia. Muitas vezes o João falava coisas extremamente agressivas, que me doiam profundamente.
Eu preciso repensar meu casamento. Olhar as coisas como elas aconteceram de fato.
É engraçado como o tempo e as novas experiências apagaram coisas que foram importantes na minha escolha pela separação. Na época eu tinha convicção de que estava certa, coisa que mudou com o tempo. Hoje me sinto culpada por não ter me empenhado em corrigir os erros. Mas, sei que eu não estava absolutamente certa, assim como não sou apenas culpada do término do meu casamento. Reorganizar os fatos será importante para eu encerrar esse assunto em mim.
O Fernando nasceu no final de maio, eu fui à faculdade até os últimos dias. 
Como tinha feito cesárea antes, nem pensei duas vezes e agendei o dia do parto logo no início.
Sofri muito quando voltei pra casa, depois do nascimento do Gui, não queria mais passar por isso... 
No 3º mês de gravidez, levei minha agenda na consulta e disse para o Dr Luiz Antonio que queria que o parto fosse no dia 27 de maio. Ele não me deu a menor atenção, mas eu escrevi na minha agenda... Em todas as consltas eu reforçava o que eu já tinha decidido, mas ele sempre dava uma desculpa para não aceitar o que eu tinha decido. Foi assim até que ele cedeu e o Fê nasceu dia 27 de maio de 2002. 
Escolhi essa data, pois era véspera de um feriado e assim a Rita poderia vir ficar comigo tão logo eu saisse do hospital. E deu certo. No dia que eu saí do hospital ela estava chegando para passar alguns dias comigo e foi muito bom tê-la aqui em casa... me senti protegida. 
Eu tinha uma família completa... 
Depois perdi quase tudo... só me restaram os filhos...
Os filhos...
Fiquei com o melhor... 

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