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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sobrevivi as reuniões pedagógicas, mas devo dizer que não foi nada fácil o último momento.
Me cansa demais a falta de postura de algumas pessoas. 
Pior que, por mais idiota que seja uma ideia, sempre vão haver adeptos... não sei o que é pior. Ou as pessoas sem caráter, ou as pessoas lunáticas. 
De uma coisa tenho certeza: me irrito com as duas classes. 
A culpa pela indisciplina no colégio  é  dos professores que soltam seus alunos antes do horário e também pela falta constante dos professores que estão de atestado médico, ou que atendem telefone celular durante a aula, ou ainda, dos professores que, 5 minutos antes do final da aula, já estão com a pasta fechada, esperando o sinal tocar, enquanto a turma está em guerra (engraçado que não vão nos ajudar nos corredores, mas fiscalizar os professores, isso fazem muito bem). 
O bom dos fuxiqueiros de plantão é que eles estão sempre a disposição dos dois lados... é como uma faca de dois gumes... apesar de detestável, isso é divertido de ver...
Ainda existem muitas outras culpas que foram dadas aos professores... muitas, infelizmente.
O problema não está numa "equipe" pedagógica dividida ou numa direção omissa e inexpressiva. Também não está nas regras não cumpridas e não exigidas. 
Não estão na visível desorganização das coisas e nem nos desmandos alienados de pessoas que ocupam cargos como se estivessem sentadas em tronos reais...
Depois me pergunto, por que os professores estão tão desmotivados? Por que impera a hipocrisia e o fingimento?
Estamos vivendo momentos difíceis... 
Ninguém olha por nós... 
Até pedagogo que xinga alunos se vira contra nós, dizendo que precisamos ser adeptos da pedagogia afetiva...
Afeto?
Tão simples ser afetuoso com alunos que nos agridem e nos ofendem gratuitamente...
Tão simples ser afetuoso com pedagogo que nos apresenta a pedagogia do afeto para solucionar problemas de Ensino-Aprendizagem.
Tão simples ser afetuoso nesse ambiente de ironia e falsidade...
Pena eu ser tão complexa e não entender nada sobre nada...
Pra mim, maior amor pelo meu educando se traduz em dar pra ele a condição de construir e reconstruir sua vida sempre que as circunstâncias o quiserem destruir, tal qual aconteceu comigo.

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