Tivemos reunião pedagógica na escola e por incrível que pareça, gostei.
De manhã, vimos o filme COMO ESTRELAS NA TERRA, emoção pura. Me identifiquei como professora e como criança. Chorei do minuto 53 até o fim. Foram quase duas horas de choro que resultaram numa dor no olho que me incomodou o dia todo, mas valeu a pena.
De tarde o assunto era outro. Falamos sobre diferença de gênero. É maluco o universo de novos termos que apareceram referentes a isso. Tive vontade de perguntar para a Risalva como ela sendo evangélica, conseguia entender e palestrar sobre um tema tão polêmico, mas não fiz isso para não constranger. Eu não entendo, não aceito muito do que ouvi, mas respeito as escolhas alheias, assim com quero ser respeitada. Isso é tudo o que me interessa desse assunto. Minha preocupação é com o ensino aprendizagem... quero que meus alunos se tornem seres humanos melhores... o sexo não é tão mais importante do que outras áreas da vida humana... Sei que Freud me detonaria, caso estivesse aqui... mas ele não está... e depois dele muita coisa mudou... ou não mudou? como é difícil de falar sobre comportamento humano... bom, quando o assunto aparece na minha aula, digo que devemos respeitar as diferenças... as de pensamentos e as de ações... ainda não tive problemas em relação a isso... ainda bem!
Sobre o filme da manhã quero considerar que me vi na pele do menininho quando ele era visto como alguém "anormal". Sei, de viver, o que é ir para um colégio interno.
Quando eu era pequena, acho que com uns 9 anos, tia Margherita tinha uma escola de aulas particulares, eu fui uma de suas alunas. Lembro do jeito engraçado que ela escrevia. Sua letra era bonita. Eu gostava de vê-la escrever.
Não sei se consegui tirar minhas dúvidas, mas não permaneci por muito tempo lá.
Eu trocava letras, tinha dificuldades... e era "canhota". Tudo isso era muito mal visto pela Marion.
Ver o menino sofrendo como imagino que eu sofri, me emocionou muito.
Engraçado que quando estava saindo para a escola, peguei meu óculos, mas não cheguei com eles. Foi providencial, sem óculos não pude assistir o filme com os colegas. Tive que entrar no you tube, foi bom, pois pude chorar a vontade sem que ninguém me visse.
Muitas professoras também se emocionaram, outras fingiram emoção... não sei porque fingir que sente alguma coisa que não sente... mas vá lá...
A diretora não estava lá, resolveu tirar folga... tá certa... sabe que até acho que foi melhor... o clima fica pesado com ela.
COMO ESTRELAS NA TERRA
Nenhum comentário:
Postar um comentário