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sábado, 8 de setembro de 2012

Nossa, como está calor.
Fui levar o Pedro para tomar um lanche... Agora estamos parecendo dois bichos-preguiça...

Pela manhã pensei no que ia escrever. Recordando o dia de ontem e as coisa que me emocionaram nos últimos dias resolvi centrar em ser menos egoísta do que sou. Por egoísmo fiz essa escolha... se me fechar em minha visão, que para mim está 100% correta, vou acabar na cruz... 
As pessoas não querer ouvir a verdade, não querem ser verdadeiras, não sabem viver de verdade... 
Não sei se adianta ficar teimando... me angustio, adoeço e nada muda... 
Então, mudo eu...
Se consigo, é outra coisa. Deixo para ver isso mais pra frente.
Mas quero deixar bem claro que vou tomar uma atitude radical.
Não posso me irritar tanto como aconteceu agora pouco, por tão pouco.
Oras, se já sei que Fulano é hipócrita, o que posso esperar dele que não hipocrisia?
Idiota que sou de esperar algo diferente disso.
Sendo assim, paro... não quero a loucura... quero a lucidez... Quero esperar o bem vencer no final... 


Me separei em março de 2004 e em março de 2005 conheci o Moacir.
Eu tinha um amigo bombeiro, conversávamos pela internet com frequência. Foi a partir desse amigo em comum que o Moacir se aproximou de mim. Primeiro conversamos pela internet por algumas vezes e como não gostei dele, bloqueei o contato, isso era em outubro ou novembro de 2004. 
Em fevereiro do ano seguinte, por ironia do destino, sem saber desbloqueei-o e passamos a conversar diariamente, primeiro pelo msn e depois pelo telefone, até que ele ia entrar em férias e queria me conhecer antes disso. E veio aqui em frente a minha casa. 
Como no primeiro contato, aqui também não gostei dele.
Falamos pouco, trocamos um beijo e ele pegou meu telefone celular. Disse que ficaria fora por pelo menos 20 dias, pois estaria em viagem. Foi embora. Era domingo de manhã e eu vestia uma blusa de fio azul-turquesa com jeans. O cabelo estava bem curto. Ele vestia uma calça de tactel e uma camiseta velha e desbotada. No pé pequeno tinha um tênis feio. Sua altura era de no máximo 1,68m, embora, muitas vezes depois  ele sempre afirmasse ter mais do que 1,74m. Me lembro como se fosse hoje.
O primeiro encontro foi bobo e eu imaginei que não passaríamos dele. 20 dias era muito tempo. Com certeza ele se esqueceria de mim e eu estaria livre dele. Errei e errei feio.
Nessa época, Eu trabalhava no Socavão, tinha uma vida bastante corrida e cansativa. Mas estava vivendo a solteirice que não vivi no momento certo. Fazia um ano que estava só e não pensava em me casar novamente. Errei de novo.
Como ele tinha dito que me ligaria em torno de 20 dias após o encontro, foi com muita surpresa que recebi sua ligação já na terça-feira. E fiquei feliz. A vaidade feminina sempre foi meu fraco...
Combinamos um encontro para o fim de semana. Os  meninos passavam praticamente todos os fins de semana com o pai. Assim eu tinha tempo livre. Apesar de não acreditar que ele viesse, ele veio. Passou a noite na minha casa, mas não aconteceu nada entre nós.E foi assim por muitas vezes, até que de fato resolvi me relacionar com ele...
Nossos encontros eram sempre num dia do fim de semana, ele dormia a noite aqui, passava o dia comigo e ia embora antes que os meninos chegassem...
Nas noites de sexta  eu jogava tranca com o Sandro e passávamos a madrugada vendo filme e comendo petiscos que inventávamos.Também não me relacionava com o Sandro, embora eu saiba que os dois vinham aqui para isso. Quanto mais eu resistia, mais eles queriam vir aqui. Me lembro de ter contado minhas aventuras para uma amiga e esta me aconselhar a tomar cuidado. E hoje consigo ver que Deus estava me cuidando.
O Sandro sabia do Moacir.
Para mim, o Sandro era um amigo de verdade. Não me via namorando com ele. Eram ótimas nossas conversas, ficávamos horas falando sobre tudo. Ele é 4 anos mais novo que eu e isso me tirava toda a vontade de mudar nossa situação. Ele ficava bravo, mas não adiantava... Meu negócio a essa altura já era o bombeiro 10 anos mais velho. fiquei nesse joguinho de sedução até que terminaram as férias do bombeiro e ele me pediu em namoro. 
Aceitei  e assim passei a ter um namorado que me ocupava todas as noites dos fins de semana e da semana também. 
Achei que estava fazendo a coisa certa, acreditei em tudo o que ele me disse e estava confiante de que que chegara a hora de ser feliz e fui.

Vou contar essa parte da minha vida em capítulos. A de hoje intitulo Ingenuidade.


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