Tudo corria tranquilamente comigo até o início da última aula.
Eram 16:30, assim que me aproximei da turma, vi algo estranho. A polícia estava no corredor e eu já sabia que algo ruim tinha acontecido. quando cheguei mais perto alguém veio me contar que tinham roubado um celular. Não sabia onde, nem porque, mas ver a polícia no corredor não é das sensações mais prazerosas. Sei que olhei para a inspetora instituída e logo fui dizendo que se era proibido o uso de celular, era proibido e não havia porque a polícia estar ali. Mas os problemas ainda não estavam completos. Ao entrar na sala já senti o clima pesado, era ali o problema.
A polícia entrou, revistou, os alunos já tinham passado sem recreio na lei instituída no momento: Ninguém entra, ninguém sai... Chegara a revistar uma menina. Claro que nada do celular aparecer.
A "acusada" tremia e eu perguntei porque ela se deixou revistar. Ela na sua ingenuidade me disse que assim não iam falar dela. Como se alguém tivesse o direito de fazer isso.
Me deu pena. Mas o mais engraçado é que ninguém mais apareceu para dar um desfecho à palhaçada que estava instaurada. Resultado: Coube a mim dizer-lhes que deviam aprender mais seus direitos e deveres. É uma palhaçada, uma vergonha e eu me irritei profundamente. Adeus aula, adeus clima para aula...
Assim que cheguei na sala dos professores uma colega me perguntou o que tinha acontecido com os alunos e eu despejei tudo o que eu pensava sobre o que aconteceu. Detalhe: A direção da escola estava presente no ambiente e não se pronunciou, nem para se defender quando eu disse que isso era um absurdo.
Pra mim vale o que diz a constituição, o estatuto, o regimento...
E até onde eu sei todos são inocentes até que se prove o contrário...
Estou assustada com a raiva que me toma nesse momento...
A ignorância, sempre a ignorância...
Espero, do fundo do coração, que a menina acusada seja confortada por Deus nesse momento... Seus olhos medrosos não me saem da cabeça!
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