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terça-feira, 2 de julho de 2013

Hoje de manhã fiquei muito brava. 
Ontem um aluno não prestava atenção na minha aula, pois estava lendo um livro. Peguei o livro e disse que só o entregaria depois que copiasse tudo o que estava no quadro. Ele não copiou e ao terminar a aula veio pegar o livro comigo. Não entreguei e ele me seguiu até a sala dos professores. Entreguei o livro para a pedagoga.Expliquei o que ocorreu e fui embora .
Quando vi a tal pedagoga hoje, perguntei-lhe se haviam entregue o livro e obviamente sim. A pedagoga mor entregou o livro e eu me senti um lixo. 
Falei tudo e mais um pouco de coisas para coitada da pedagoga que no fundo é só um pau mandado da outra. 
Oras, trabalhei o domingo inteiro, estou correndo feito uma maluca para dar conta dos conteúdos, pensando no vestibular e a pedagoga me atrapalhando. Antes eu tivesse fechado o livro no meu armário e pronto. Mas não... sou mesmo uma idiota.
Mas o que realmente me deixou irada foi o argumento absurdo que a pedagoga novata usou para defender que o aluno estava certo em ler enquanto eu ensinava crase, afinal "ele domina crase". 
Não me aguentei e quando voltei ao meu estado mais ou menos normal já tinha falado até palavrão.
A coitada da moça não tinha nem o que falar. Só ouvi que ela repetia: " Eu entendo você, eu entendo você"
Na hora que entrei na sala do moço, a pedagoga foi lá buscá-lo e ainda me pediu tarefa para que ele fizesse fora de sala. Capaz que eu daria alguma coisa para ele. Apenas respondi bem calmamente: 
- Ué, ele não domina crase? Então não precisa fazer nenhuma atividade. E assim ele saiu.
O fato é simples... qualquer professor passa por isso quase diariamente, o que não dá para aceitar é uma mulher antiquada que adora mandar, que cria uma hierarquia imaginária e faz todo mundo obedecer sua pedagogia inventada.
Pensa que ela apareceu para falar comigo? Lógico que nem ousou me dirigir a palavra. Mas vou fazer-lhe uma das minhas visitinhas, ela precisa ouvir de mim, o que penso sobre ela...
Diferente dos professores que gostam de gritar com ela em público, prefiro lhe falar ao pé do ouvido...
Estou certa e se estou certa vou até o fim, mesmo que ela se esconda de mim, eu acho.
Antes que meu algoz ache que estou surtando, quero deixar bem claro que não. Estou em perfeito juízo mental e não falei absurdos. Falei e argumentei com equilíbrio e o palavrão foi merda... nem tão palavrão assim.
Depois que me acalmei o restante do dia foi bastante tranquilo.
Contei aos colegas o ocorrido e todos ficaram indigndos.  Claro que na hora do recreio eu já estava até fazendo piada com o fato.  
Ser professor não é fácil... 








Tudo corria bem, no dia dos namorados jantaram juntos, trocaram presentes e ele ficou lindo com a blusa verde que ela lhe deu de presente. Nada podia ser melhor que isso. 
Mas  um dia, sem um motivo aparente ele começou a evitá-la Faar se afastou deixando-a com interrogações. O que havia feito para que o príncipe tenha se desencantado? Aceitou o afastamento e preferiu seguir sua vida, mas antes exigiu um final a altura do começo: Decente.
Deixou que se esfriasse o suposto motivo e quinze dias depois ligou para que ele trouxesse seu livro e conversassem terminando o relacionamento de forma educada. E assim foi, se despediram, deram um abraço de despedida e ele se foi.
Mas  voltou poucos minutos depois.  não conseguiu ir embora. E o que era para ser o fim, foi um recomeço. Os dois terminaram a noite trocando afetos e promessas. Tudo estava resolvido. Era aniversário de Faar. E a noite foi mais que um presente.Ver um sorriso nos lábios dele era uma delícia. Ela estava se encantando realmente com o moço dos olhos tristes e dos braços fortes.
Mas os dias seguintes se configuraram horrorosos. Já na segunda-feira ele ligou contando que houve uma reviravolta no seu trabalho e ele estava sendo imediatamente transferido para outra cidade. Sua voz demonstrava um nervosismo evidente.
A notícia caiu como uma bomba na cabeça dela que chorou a noite até que o cansaço tirou-lhe as forças. 
Ela suspeitava que pudesse estar grávida. Na manhã seguinte, acordou decidida a fazer o exame e fez. Quando pegou o resultado sentiu um medo que lhe esfriou todo o corpo dando a sensação de que o mundo tinha acabado. Chorou. Se desesperou e no final colocou a mão na barriga e pensou: Este menino já tem nome. Mesmo sem saber o porque da escolha o bebê tinha sexo: Era Homem e tinha um nome: Era Simão. 
E ela o amou desde o segundo instante que o descobriu semente em seu ventre. Mesmo consciente do que estava por vir, estar grávida era algo bom. Uma nova criança estava por se formar e isso era dom de Deus.

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