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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Só nos conhecemos de fato quando somos postos à prova.


Era um momento difícil de fim de relacionamento. Depois de muitas idas e vindas não havia mais como permanecer juntos, Mas ambos insistiam por diferente motivos. Ela por capricho de mulher que busca uma família tradicional. Ele por birra e vingança. Ninguém havia ousado enfrentá-lo antes, só ela. 
E assim iam se passando os dias, os meses, os anos...
Cada um lutando por sobrevivência a seu jeito. Ele bebendo, ela procurando se distrair.
Ele sai da história, perdeu qualquer razão de ser. 
As coisas que pensamos ser fonte de vida, de uma hora para outra se mostra absolutamente dispensável. Insignificante até.
Para esquecer o relacionamento, ela começou a frequentar salas de bate-papo. Não sabia nem ao certo porque fazia isso, mas era na internet que ala se sentia aliviada das angústias.
Sempre bastante seletiva, ela traçava o perfil dos homens com quem poderia ao menos estabelecer uma conversa amigável. Difícil, mas vez ou outra aparecia alguém interessante. 
Entre uma conversa e outra, fez alguns amigos, conseguiu uma meia dúzia de pretendente e não sei porque motivo se encantou por Faar.
Uma das primeiras exigências dela era que o homem fosse ao menos 5 anos mais velho que ela. 
Outra era se ele fosse solteiro;
Se não apresentasse muitos erros de ortografia;
Se não falasse pornografias;
Se fosse inteligente e tivesse um papo saudável
Faar, passou pela peneira das exigências, mesmo sendo mais novo que ela. Até hoje não se sabe porque. Verdade é que quando ela se deu conta, Faar já estava na área vip dela. Daí até o primeiro encontro foi apenas uma questão de tempo. Pouco tempo... bem pouco.
Conversavam diversas vezes ao dia por telefone e trocavam confidências. 
Ela tentando se libertar do passado e ele cuidando especialmente disso.
Combinaram o encontro para um sábado a noite. Um clube de dança deprimente cheio de gente feia. Nada disso importava para ambos. Tudo ali era apenas cenário para a cena principal. O encontro.
A noite foi fantástica. Se conheceram, se cumprimentaram e ficaram a noite conversando e trocando beijos.
Ele foi encantadoramente educado e isso decisivo para ela. 
Se despediram e tão logo se separaram ele ligou para dizer que tinha adorado a noite. 
E assim começaram a se ver com frequência. Ele sempre respeitando os limites dela e assim o relacionamento ia se construindo.Eles passavam horas no telefone, se conhecendo, se curtindo e ela foi se deixando encantar por Faar. Não demorou muito, eles começaram a namorar.
Algumas vezes ela estranhava o comportamento dele, mas outra vezes ele a surpreendia com bombons, flores, bilhetes, vinhos... 
Ela esqueceu a razão e se deixou levar pela gentileza, delicadeza e comportamento respeitador do moço. 
Conversaram muitas vezes sobre o passado de ambos e como eles eram livres, não havia nada que os impedisse de viver uma história bonita. Ela via nele um protetor. Ele era seu protetor. 
O medo que a perseguia deixou de existir. A luz começou a brilhar...



Que tal sua vó? Dando uma de escritora. 
Não menino, nada disso. Esse texto faria Machado de Assis me menosprezar eternamente.
 Como me prometi dia desses, preciso pensar em como colocar a história para meu filho sem que o tempo tire o que de fato foi e resuma a história em mísero parágrafo recheado de preconceito e questionamentos inquisidores.
Tudo que estiver em branco não é para você, é para seu pai ou seu tio. Mas caso você se interesse por essa parte, quero que saiba que sua vozinha enrugada amou muito e fez lá suas burradas em nome desse tal de amor. 

Parando com os delírios por hoje, pois o leitor acabou de acordar e eu estou sedenta de seu amor... 
Voltei da ginástica e ele estava dormindo...



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