Promessa é dívida e tenho que cumprir a minha que me fiz.
Na penúltima sessão de terapia conversei com a psicóloga sobre a minha não adolescência e a vontade de vivê-la agora enquanto eu me cobro uma postura adulta e correta em 100% das minhas atitudes.
Sei e não é de hoje que meu radicalismo não agrada muita gente, mas sempre penso que não preciso mudar para agradar os outros. Só deveria mudar, caso isso fosse bom para mim. Sem pensar muito sobre isso, deixei de lado a ideia que envolvia essa questão. Mas desde a sessão, tenho me perguntado se não era uma boa eu viver de uma maneira mais adolescente.
Levar a vida menos a sério e não buscar respostas o tempo todo.
Talvez eu me torne menos radical e abra espaço para que as pessoas se aproximem de mim não pelo que posso lhes oferecer, mas para elas me oferecerem algo delas.
Esse fim de semana foi um divisor de águas em relação a isso. Decidi que vou retomar as coisas boas que a vida tem.
Fui a shows e me diverti como há muito eu não me divertia. Dei risada e me senti bem. Exatamente como a Ana havia me dito. O momento de divertimento vai afastando as angústias de um passado de amargura.
Tenho 38 anos, mas minha estrutura física e minha pele, mais ou menos saudável, contribuem muito para que as pessoas não acreditem que eu tenha a idade que tenho.
Nos últimos dias tenho cuidado especialmente da aparência e arranco elogios diariamente. Seria uma pena deixar morrer a vida que ainda tenho para viver.
Meus filhos estão felizes como minha nova forma de ver a vida.
E assim, quem sabe eu consiga viver as etapa que não pude viver quando fui obrigada a amadurecer.
Estou feliz... meus filhos estão felizes... sem remédios, sem insônia, sem ansiedade...
E o melhor de tudo é que com novas coisas boas para preencher meus pensamentos, vou me desligando dos velhos fantasmas. Dessa vez de uma maneira saudável.
Com a quase certeza de que tudo vai melhorar. Sem repetir velhos erros cíclicos.
Entrando um novo momento...
Tudo que se espera de alguém que quer ajudar é que de fato ajude... as vezes não falar nada é melhor do que falar o que não se deve.
A possibilidade de uma cirurgia para o Pedro é muito assustadora para mim, porque estou sozinha para enfrentá-la. Tenho que pensar em cada detalhe e ainda arranjar forças para lhe passar uma segurança que não tenho.
Vir com histórias simplistas de que fulano ou ciclano fizeram a mesma cirurgia e hoje estão ótimos pouco contribui para minha calma.
Eu já penso nos exames doloridos, nas dores depois, na alimentação gelada, nos olhinhos de medo dele... positivamente estou com medo.
Estou muito cansada... deitada na rede e as palavras estão perdendo espaço paro o sono. Vou dormir um pouquinho antes dos meninos chegarem... hoje serei exclusivamente deles...
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