Como numa cena de filme de ação medieval, estamos todos caídos. Pernas e braços longe dos corpos. A cena de devastação se torna ainda pior com a presença de uma cabeça solitária perdida do corpo. É quase noite e a pouca luz teimosa que entra pelos vãos da tragédia instaurada me permite saber que estou viva. Sangrando, mas inteira.
Não sei o que mais vem da vida, mas por hora me prendo à riqueza de estar viva.
Não posso permanecer deitada por mais tempo. As costas voltaram a doer.
Meu pequeno pássaro vai embora e tudo que preciso é estar de pé para lhe passar o último sermão.
Voa longe, voa alto. Mas saiba dos galhos da tua velha árvore que fincado na terra das dores será sempre teu posto.
Desculpa por eu não ser uma boa mãe para você.
Eu também não fui um bom filho.
Quanto quiser voltar estarei aqui.
Eu vou voltar. Preciso de um tempo para ver as coisas. Eu amo a senhora.
Eu te amo, meu filho.
Sempre que tiver triste, sozinho ligue pra mim. A qualquer tempo.
Posso ligar hoje?
claro... serei sempre sua mãe.
Pelo menos família eu tenho... João Franscisco eu odeio você, e não me sinto nem um milímetro melhor de ver sua obsessão por mim feita em vingança. Pra você todo o meu desprezo. Seu desequilibrado mentiroso.
Quanto ao cenário: todas as coisas estavam incontroláveis pra mim, mas sob o controle de Deus.
Certamente, grandes lições vem daí.
Que eu e meu filho saiamos dessa batalha confiantes de que somos família.
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